Ecossistema Agtech no Brasil reúne mais de 2 mil startups e amplia maturidade do setor

O Brasil registrou cerca de 2.075 agtechs em 2025, com crescimento aproximado de 5% em relação ao ano anterior, consolidando um ecossistema de inovação no setor agropecuário que apresenta maior maturidade e modelos de negócio mais estruturados. Os dados integram estudos conduzidos pela Embrapa, que analisam a evolução recente das startups voltadas ao agronegócio no país. O levantamento indica que o ecossistema Agtech brasileiro é composto por uma rede articulada de startups, produtores rurais, universidades, centros de pesquisa, investidores e grandes empresas, com forte presença de práticas de inovação aberta, cocriação e transferência de tecnologia. Nesse contexto, a pesquisa agropecuária desempenha papel central ao viabilizar a conversão de conhecimento científico em soluções aplicadas ao campo. A distribuição geográfica das agtechs permanece concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que reúnem cerca de 90% das empresas mapeadas, com destaque para o estado de São Paulo. Ao mesmo tempo, observa-se expansão gradual para outras regiões, indicando potencial de interiorização e diversificação do ecossistema. Outro aspecto relevante é o crescimento dos ambientes de inovação e suporte às startups. Incubadoras e aceleradoras ampliaram sua presença nos últimos anos, contribuindo para o desenvolvimento de novos empreendimentos e para a consolidação de iniciativas já existentes. As soluções desenvolvidas pelas agtechs abrangem diferentes etapas da cadeia produtiva, desde atividades anteriores à produção agropecuária, como oferta de insumos e crédito, passando pela operação dentro da fazenda, com uso de tecnologias de monitoramento e automação, até atividades posteriores, como logística, comercialização e rastreabilidade. De acordo com a Embrapa, o avanço desse ecossistema está associado à relevância econômica do agronegócio no Brasil e à crescente incorporação de tecnologias digitais, com destaque para ferramentas baseadas em dados e inteligência artificial. Entre os desafios identificados estão a necessidade de maior integração entre os atores, a redução das assimetrias regionais e o aprimoramento da base de dados sobre o setor. Fontes: Embrapa e Radar Agtech
Engenheiro Sergio Hampshire recebe medalha do mérito do Confea durante sessão plenária do CREA-RJ
O engenheiro civil Sergio Hampshire de Carvalho Santos recebeu a Medalha do Mérito do CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia durante a Sessão Plenária 1.629 do CREA-RJ. A honraria foi entregue pelo presidente em exercício do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, em reconhecimento à trajetória de mais de 50 anos dedicados à Engenharia Civil, ao ensino e à produção científica. Professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1997, Sérgio construiu uma carreira marcada pela atuação em grandes projetos de infraestrutura e energia no país. Entre eles, destacam-se os trabalhos nas usinas nucleares de Angra 2 e Angra 3, além do reator nuclear de pesquisa da Marinha do Brasil e de importantes usinas termoelétricas. Ao longo de sua trajetória, também teve papel relevante no desenvolvimento de normas técnicas, atuando como coordenador do comitê da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas para Projeto Sísmico de Estruturas. Atualmente, preside a Associação Brasileira de Pontes e Estruturas – ABPE. Autor de mais de 150 artigos publicados no Brasil e no exterior, Sergio Hampshire também possui livros de referência na área de estruturas e concreto. Seu trabalho já foi reconhecido com importantes premiações, como o Prêmio Oscar Niemeyer, do CREA-RJ, e o Prêmio Emílio Baumgart, do Instituto Brasileiro do Concreto. A homenagem do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA destaca a contribuição do engenheiro para o avanço da Engenharia Brasileira, especialmente nas áreas de estruturas, pesquisa e formação de novas gerações de profissionais. Entrevista / Sérgio Hampshire O que significa para você receber a Medalha do Mérito do Confea? Eu recebo com muita emoção, depois de 53 anos de carreira. Tanto como engenheiro quanto como professor. Mas eu recebo não em caráter pessoal. Recebo aqui em nome dos meus colegas da associação que eu represento, a Associação Brasileira de Pontes e Estruturas – ABPE. E também da Escola Politécnica da UFRJ, onde sou professor. Como você vê essa preocupação do Sistema CONFEA/CREA em valorizar o profissional que ainda está trabalhando? O CREA tem se dinamizado muito nos últimos anos, valorizando as nossas profissões. Considero o CREA como a nossa casa, a casa do engenheiro. Então, é aqui onde a gente tem que estar, acompanhando nossos colegas, usufruindo das atividades desenvolvidas pelo Conselho. Para você, como profissional e professor, o que é mais relevante, o ensino ou a prática? Que o ensino sem a prática não tem sentido. E a prática sem o ensino, ela também não tem base. Então, a todos os colegas que eu tenho oportunidade de conversar, mais jovens, eu tento incentivá-los a conciliar a vida profissional com a vida acadêmica. Sempre estudando. A carreira que eu me dedico, que é a Engenharia de Estruturas, ela exige o conhecimento contínuo, o aperfeiçoamento contínuo. Então, ela não se esgota nos anos da graduação. Você vai pelo mestrado, pelo doutorado, pelos congressos de Engenharia, viaja ao exterior. A gente vai aprendendo a vida inteira. O que fez o senhor se apaixonar pela Engenharia? Eu acho que existe uma coisa que é inata na pessoa. Eu, com 12 anos de idade, tinha um tio que era um comunista, para o qual depois eu vinha trabalhar. Uma vez eu fui dormir na casa dele e ele me mostrou um projeto que ele estava fazendo, um papel manteiga em cima de uma planta de arquitetura, e foi me explicando o que era uma viga, o que era uma coluna, o que era uma laje. Então, aí eu descobri que era aquilo que eu queria fazer com essa vida. O senhor também tem um grande conhecimento de Engenharia Nuclear. Esse ano está completando 40 anos do acidente de Chernobyl. Que aprendizado ficou? Como o senhor enxerga a Engenharia Nuclear hoje no Brasil? Bom, eu conheço basicamente a aplicação no Brasil. As nossas usinas são super, hiper seguras. 100% de segurança isso não existe. A segurança é sempre probabilística. Mas a aplicação da Engenharia Nuclear no Brasil, para fins práticos, ela está nivelada com os maiores países do mundo, em termos de segurança, de eficiência, de todos os aspectos. E é pena que ela esteja se desenvolvendo tão lentamente. Estamos aguardando eternamente a conclusão de Angra 3, para a continuidade do nosso programa nuclear. Esse acidente de Chernobyl também criou novos protocolos de segurança. O senhor acha que a partir dali também foi um marco para esse desenvolvimento maior ainda da segurança da energia nuclear? Com certeza. As usinas brasileiras, de Angra 2 e Angra 3, elas têm uma base alemã, que tem como norma básica a segurança. Tudo se pensa em termos de segurança. Então nós temos uma confiança muito grande nessas usinas brasileiras. O senhor recebeu uma das maiores honrarias do Sistema CONFEA/CREA, que é a medalha do mérito. Que legado o senhor pretende deixar para os engenheiros e para a sociedade? Olha, o nosso legado é construído todos os dias. Hoje, por exemplo, eu dei aula de manhã e vim para o CREA à tarde receber esta homenagem. Então, a gente está em contato permanente com jovens, e a gente procura ser uma inspiração. Através do que a gente se dedica no ensino, na pesquisa, esse legado é o exemplo que a gente dá a esses jovens. E a gente tem a satisfação de ver os jovens galgando os degraus da profissão, e ganhando destaque no cenário da Engenharia Nacional. Isso é uma satisfação muito grande. Confira o vídeo.
Campanha “Tudo é Engenharia” destaca infraestrutura que sustenta o funcionamento das cidades

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, CONFEA, lançou a campanha “Tudo é Engenharia: você confia sem perceber”, iniciativa voltada à valorização da Engenharia, da Agronomia e das Geociências por meio de situações presentes no cotidiano da população brasileira. A campanha reúne vídeos e peças digitais que mostram como diferentes áreas profissionais estão relacionadas ao funcionamento de serviços essenciais, frequentemente incorporados à rotina das cidades sem que sua complexidade técnica seja percebida pela sociedade. Produzida com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial generativa, a iniciativa aborda temas ligados à infraestrutura urbana, abastecimento, telecomunicações, mobilidade, saneamento e qualidade de vida. Segundo o CONFEA, o objetivo é ampliar a percepção pública sobre a contribuição das profissões vinculadas ao Sistema CONFEA/CREA para o desenvolvimento do país. O vídeo dedicado ao tema “Cidades” destaca a presença da Engenharia em sistemas que garantem mobilidade urbana, fornecimento de energia, drenagem, iluminação pública, saneamento e infraestrutura urbana. O conteúdo também evidencia os desafios relacionados ao crescimento das cidades, à manutenção de estruturas públicas e à necessidade de planejamento técnico diante das transformações urbanas e climáticas. Confira!
Infra-BR aponta déficits estruturais no saneamento básico e desigualdades entre estados

O CONFEA divulgou análise do eixo de saneamento básico do Infra-BR – Índice Confea de Infraestrutura do Brasil, ferramenta que avalia comparativamente os 27 estados a partir de indicadores técnicos e sociais. O levantamento adota abordagem orientada a desempenho, ao considerar não apenas a cobertura dos serviços, mas a efetividade operacional e seus impactos. No campo do esgotamento sanitário, o principal indicador observado é a diferença entre o volume de esgoto gerado e o efetivamente tratado. O dado evidencia limitações estruturais do sistema, com reflexos diretos na poluição hídrica e na pressão sobre os sistemas de abastecimento. A análise utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento, permitindo identificar distorções entre expansão de rede e capacidade de tratamento. Em relação aos resíduos sólidos, o diagnóstico combina três variáveis: cobertura da coleta, destinação final e taxa de reciclagem. Mesmo em cenários com coleta relativamente ampliada, os resultados apontam baixa eficiência sistêmica. No Brasil, apenas cerca de 3% a 4% dos resíduos urbanos são reciclados formalmente, o que indica gargalos na estrutura de triagem, na logística reversa e nos mecanismos econômicos de incentivo. O levantamento também estabelece correlação direta entre acesso ao saneamento e indicadores socioeconômicos, com base em dados do Instituto Trata Brasil. A escolaridade média da população com acesso aos serviços é de 9,5 anos, frente a 7,5 anos entre aqueles sem acesso. No campo da renda, a média mensal chega a R$ 3.477 para a população atendida, enquanto o grupo sem acesso registra R$ 2.320, uma diferença próxima de 50%. A análise evidencia a persistência de assimetrias regionais, refletidas tanto na cobertura quanto na eficiência dos serviços de saneamento. Estados das regiões Norte e Nordeste tendem a apresentar maiores déficits, especialmente no esgotamento sanitário, com menores índices de coleta e tratamento, enquanto unidades federativas do Sul e Sudeste concentram melhores indicadores operacionais. Essa diferença não se limita à presença de infraestrutura, mas envolve capacidade de gestão, disponibilidade de investimentos e maturidade institucional dos prestadores de serviço. O Infra-BR permite visualizar essas disparidades ao comparar indicadores como volume de esgoto tratado, adequação da destinação de resíduos e níveis de atendimento, evidenciando que, mesmo onde há avanço na coleta, persistem lacunas significativas na etapa de tratamento e na destinação ambientalmente adequada.
Prêmio Elisa Frota Pessoa destaca pesquisadoras no Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro premiou 24 alunas de instituições de ensino superior com o Prêmio Elisa Frota Pessoa, contemplando trabalhos de graduação, mestrado e doutorado em diferentes áreas do conhecimento. No recorte das Ciências Exatas, destacam-se pesquisas voltadas à aplicação de tecnologias e soluções para desafios contemporâneos. As premiadas nas áreas de Exatas estão distribuídas entre diferentes níveis acadêmicos, abrangendo desde a formação inicial até a pós-graduação, o que indica a presença contínua de mulheres na produção científica ao longo da trajetória acadêmica. Os trabalhos apresentados dialogam diretamente com o tema da edição, voltado à promoção da sustentabilidade, da justiça social e ao desenvolvimento de soluções para desafios urbanos contemporâneos. .Prêmio Elisa Frota Pessoa em Ciências Exatas A iniciativa tem como objetivo reconhecer e incentivar a produção científica feminina no município do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que fortalece a articulação entre o poder público e as instituições de ensino e pesquisa. Ao valorizar trabalhos que dialogam com demandas sociais e urbanas, a premiação contribui para ampliar a visibilidade de soluções baseadas em ciência, tecnologia e inovação, além de estimular a formação de novas pesquisadoras. Além das Ciências Exatas, o prêmio também contemplou pesquisas nas áreas de Ciências Biológicas e outras áreas do conhecimento, incluindo estudos relacionados à saúde, como diagnósticos avançados de tumores com uso de citometria de fluxo, sustentabilidade e segurança alimentar, como o uso do sorgo como alimento funcional. O prêmio homenageia Elisa Frota Pessoa, referência na Física experimental no Brasil e uma das pioneiras na consolidação da pesquisa científica no país. Sua trajetória é marcada pela atuação em instituições de excelência e pela contribuição à formação de gerações de cientistas, sendo reconhecida como uma das primeiras mulheres a alcançar projeção na área, em um contexto historicamente marcado por baixa participação feminina.
Brazil Water Week 2026 reúne especialistas para debater água, clima e saneamento

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) vai realizar a quarta edição da Brazil Water Week 2026, consolidada como um dos principais encontros internacionais dedicados à discussão de água e saneamento no país. O evento, que tem apoio do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, ocorrerá entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, em formato integralmente online, com transmissão em português e inglês e acesso ao conteúdo disponível por até 90 dias após a programação. Com o tema central “Conectando soluções: água, clima e desenvolvimento sustentável”, a edição de 2026 busca articular debates técnicos e institucionais sobre os desafios contemporâneos da gestão hídrica, com ênfase na integração entre sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e políticas públicas. O evento reunirá especialistas, pesquisadores, gestores públicos e profissionais do setor de diferentes países. A programação está estruturada em sete eixos temáticos principais: equidade e acesso ao saneamento; ciclo sustentável do saneamento, com foco em esgoto, reúso e economia circular; desafios regulatórios; saneamento digital e operações inteligentes; cooperação global e diplomacia da água; adaptação climática e resiliência hídrica; e água segura, associada à saúde e sustentabilidade. Ao longo dos cinco dias, estão previstas cerca de 20 sessões de discussão, além de atividades preparatórias anteriores ao evento, abordando desde tecnologias para tratamento de efluentes até estratégias de adaptação às mudanças climáticas e modelos de governança no setor. Clique e acesse o site do evento para mais informações.
Palácio Tiradentes: há 100 anos um símbolo da democracia brasileira
Localizado no centro histórico do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes completa 100 anos como um dos mais importantes marcos da Engenharia, da Arquitetura e da vida política do país. Mais do que sede do Poder Legislativo Fluminense, o edifício ocupa um terreno que concentra cerca de quatro séculos da História do Brasil. Antes mesmo da construção do palácio, o local já exercia papel central na administração pública, desde o período colonial. Por volta de 1640, foi erguido ali o primeiro edifício que abrigava a Câmara da cidade, onde atuavam três vereadores eleitos de forma indireta, com mandatos de apenas um ano. A eles cabia a gestão da cidade e das finanças públicas, cujo dinheiro era guardado em um cofre conhecido como “burra”, que só podia ser aberto com três chaves, uma sob responsabilidade de cada vereador. Prisão de Tiradentes No mesmo espaço funcionava também a antiga cadeia da cidade, chamada “Cadeia Velha” ou “Cadeia da Relação”. Foi nesse local que esteve preso por três dias o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, figura central da Inconfidência Mineira. Após permanecer detido por 1.072 dias na Ilha das Cobras, ele foi transferido para a Cadeia da Relação, de onde partiu, após três dias, para sua execução, em 21 de abril de 1792,um dos episódios mais emblemáticos da história brasileira. O Palácio A antiga edificação foi demolida em 1922, já em condições precárias, para dar lugar a um novo projeto arquitetônico monumental. Inspirado no Grand Palais de Paris, o Palácio Tiradentes foi projetado em estilo eclético pelos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet, sendo inaugurado em 6 de maio de 1926. Durante mais de três décadas, entre 1926 e 1960, quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do país, o edifício sediou a Câmara dos Deputados, período em que recebeu a posse de todos os presidentes da República, de Washington Luís a Juscelino Kubitschek. O Palácio também atravessou momentos marcantes da história política nacional, como o Estado Novo (1937–1945), quando o Parlamento foi fechado por Getúlio Vargas e o prédio passou a abrigar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura do regime. Sede da Alerj Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o Palácio Tiradentes iniciou uma nova fase, passando a sediar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara. Em 1975, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, tornou-se a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Desde 2021, o Palácio Tiradentes funciona como sede histórica da Alerj e local para sessões solenes, enquanto a sede administrativa e o plenário das sessões ordinárias foram transferidos para o Edifício Lúcio Costa Cultura e memória Além de sua relevância política e institucional, o Palácio Tiradentes também se consolidou como espaço de cultura e memória. Desde a criação do projeto de visitação guiada, em 1998, o local passou a receber visitantes interessados em conhecer de perto sua história, arquitetura e importância para a democracia brasileira. As suas escadarias, galerias, corredores e espaços como o plenário Barbosa Lima Sobrinho, a biblioteca e o salão nobre também abrigam manifestações culturais, apresentações artísticas e atividades abertas ao público. Ao completar um século de existência, o Palácio Tiradentes reafirma seu papel como um dos principais símbolos da democracia no Brasil, um espaço onde passado, presente e futuro se encontram na construção contínua da história nacional. Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Confira o vídeo.
Dia do(a) Engenheiro(a) Cartógrafo(a)
No dia 6 de maio é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Cartógrafo(a). Instituída pela Sociedade Brasileira de Cartografia (SBC), a escolha da data faz referência ao primeiro trabalho cartográfico realizado no Brasil em 1500, pelo Mestre João, astrônomo da frota de Pedro Álvares Cabral, que determinou a latitude da Baía de Cabrália. O curso de Engenharia Cartográfica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 197 publicada em 16 de outubro de 1970 pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA). Os(as) profissionais dessa área são responsáveis por executar mapeamento, processamento, análise e representação gráfica de dados geoespaciais, atuando em projetos que envolvem planejamento urbano, construção civil, meio ambiente, recursos naturais e transporte. O papel dos engenheiros(as) cartógrafos(as) é fundamental no desenvolvimento. Eles(as) trabalham por meio da coleta, análise e interpretação de dados geográficos para criar mapas, plantas e modelos 3D mais precisos. Graduação Com uma carga horária média que gira em torno de 3.600 a 4.600 horas, distribuídas em um período de 5 anos, equivalente a 10 semestres, o curso de Engenharia Cartográfica confere o título de bacharelado ao aluno. A grade curricular inclui disciplinas como Topografia, Geodésia, Fotogrametria, Sensoriamento Remoto, Cartografia Digital e SIG (Sistemas de Informações Geográficas), preparando o estudante para se tornarem especialistas em em ciência, tecnologia e Geografia. Durante a graduação, há também um intenso trabalho prático, com um alto índice de atividades em laboratório, por meio da utilização de softwares e hardwares de ponta, além de trabalho de campo. Essas práticas, juntas das disciplinas, ajudam a preparar os estudantes para se tornarem especialistas em ciência, tecnologia e Geografia. Pós-graduação e áreas de atuação A pós-graduação pode ser realizada em formato presencial ou EAD, durando em torno de 12 a 15 meses, seguindo a grade curricular planejada de acordo com as diretrizes de cada instituição de ensino . As aulas trabalham aprofundando conceitos como Geotecnologias, Geodésia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto. O seguimento da carreira de um(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) é promissor, com as oportunidades no mercado de trabalho variando entre órgãos governamentais, empresas de Engenharia, mineração e consultorias ambientais. É uma área que busca regularmente meios inovadores e sustentáveis para os desafios encontrados. Veja algumas áreas de atuação: – Aerofotogrametria e Sensoriamento Remoto: nesta área, o(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) possui atuação estratégica e técnica, trabalhando na coleta, processamento e análise de dados da superfície terrestre. O mapeamento muitas vezes é feito por meio de drones (UAVs/RPAS), para adquirir imagens de alta resolução. – Geodésia: os(as) profissionais que desempenham esse papel lidam com a medição e representação da Terra, incluindo suas formas, dimensões e campos gravitacionais. Ao mapear grandes áreas, é necessário sistemas de coordenadas, projeções cartográficas e cálculos para garantir uma maior precisão. – Cadastro Técnico Municipal/Ambiental: é uma área voltada para o planejamento urbano e espacial, por meio da coleta e processamento de dados, onde serve de base para o planejamento urbano e a gestão ambiental. – Sistemas de Informação Geográfica – SIG: os(as) profissionais designados para esta função, desenvolvem bancos de dados geográficos, bem como análise espacial e criação de mapas digitais, visando a tomada de decisão em logística, marketing e saúde. Fonte: Gov.br, Sienge Confira o vídeo.
CREA-RJ vai participar da Semana Acadêmica da UCAM em Campos dos Goytacazes
O CREA-RJ vai participar da Semana Acadêmica da Universidade Cândido Mendes (UCAM), em Campos dos Goytacazes, que será realizada entre os dias 11 e 15 de maio de 2026, das 18h às 22h, na Avenida Anita Peçanha, 100 – Parque São Caetano. Com o tema “Do Campus ao Mercado: Caminhos para Profissionais de Excelência”, o evento tem como objetivo aproximar a formação acadêmica das exigências do mercado de trabalho, reunindo estudantes de Engenharia da instituição e de outras universidades da região em uma programação composta por palestras, workshops, dinâmicas e atividades de interação com profissionais e empresas. A participação do CREA-RJ ocorrerá no dia 12 de maio, das 20h30 às 22h, em uma mesa redonda que contará com a presença do coordenador da Regional Norte do Conselho, engenheiro Sebastião Petrucci, representando a instituição. Na ocasião, serão abordados temas como a importância do Conselho, seus benefícios e as formas de participação dos futuros profissionais no Sistema. O debate contará ainda com a participação de um representante da OAB, ampliando a discussão para um diálogo interdisciplinar entre as áreas de Direito e Engenharia, com foco no papel dos conselhos profissionais na sociedade.
Alunos de São Gonçalo conquistam 1º lugar na First Lego League 2026, competição internacional de robótica realizada em Londres

Estudantes de São Gonçalo conquistaram o primeiro lugar em uma das principais competições internacionais de robótica educacional, a FIRST LEGO League 2026, realizada em Londres. A equipe We.Bot, formada por alunos do Colégio Odete São Paio, venceu na categoria Design de Engenharia, que avalia critérios como concepção, funcionalidade e eficiência dos projetos desenvolvidos. O grupo foi orientado pelo professor Eduardo Andrade, reconhecido durante o evento como melhor treinador da competição. O projeto apresentado consistiu no desenvolvimento de um robô capaz de executar tarefas específicas em uma arena de desafios, com todas as etapas conduzidas pelos próprios estudantes, desde a concepção até a programação. A equipe, que se destacou entre participantes de diversos países, também apresentou um trabalho técnico estruturado em formato de iniciação científica, detalhando o processo de desenvolvimento e a aplicação de conceitos de Engenharia. A conquista foi resultado da trajetória iniciada na etapa nacional da competição, na qual os alunos já haviam se destacado. Na fase internacional, os jurados avaliaram aspectos como consistência técnica, estratégia adotada e clareza na apresentação, fatores que contribuíram para o reconhecimento da equipe.