Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ faz visita técnica ao Sambódromo do Rio de Janeiro
Os membros da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA) do CREA-RJ fizeram uma visita técnica ao Sambódromo do Rio de Janeiro na sexta-feira, 21 de fevereiro, acompanhados pela equipe de Fiscalização do Conselho, conduzidos pelo superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra e pelo gerente de Fiscalização, Cosme Chiniara. A Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes tem por finalidade proceder estudos das ações praticadas e das consequências do exercício profissional de empresas e leigos, visando à proteção da sociedade e o cumprimento das normas do Sistema Confea/Crea. Participaram da visita a coordenadora da CAPA, Lucyane Almeida Ferreira; o coordenador-adjunto Antonio Pereira Monteiro; e os membros Davidson Ferreira dos Santos; Evaldo Valladão Pereira e Fernanda Monteiro Villarinho. “A Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes fez esta visita técnica ao Sambódromo do Rio de Janeiro para verificar o andamento das obras e como está sendo acompanhada essa questão relacionada à segurança do trabalho, que é muito importante para nós, que somos engenheiros e somos da CAPA”, ressaltou Lucyane Almeida. O coordenador-adjunto da CAPA, Antonio Monteiro, completou: “Em relação à prevenção de acidentes de trabalho, tudo está funcionando de acordo com a plena performance que nós gostaríamos de encontrar. Ou seja, não aconteceu nenhum acidente durante esse período das obras e nós estamos fazendo nosso papel da CAPA dentro da Engenharia de prevenção de acidentes de trabalho. Estamos muito satisfeitos com essa vistoria e esperamos que nada ocorra daqui para a frente. A CAPA estará sempre presente em todos os eventos em que envolva a Engenharia de Segurança do Trabalho. E estaremos sempre atentos”. A Engenharia presente no Sambódromo do Rio Nos bastidores da Passarela do Samba há muita Engenharia envolvida. Os membros da CAPA percorreram o Sambódromo do Rio e acompanharam de perto as obras de infraestrutura que envolvem o Carnaval Carioca. O superintendente técnico, o gerente de fiscalização e os fiscais foram explicando o funcionamento dos trabalhos e sanando as dúvidas dos membros da CAPA. “Mais um ano, mais um carnaval e a Engenharia por trás disso tudo é espetacular. Esse evento não poderia acontecer se a Engenharia não estivesse envolvida. A Engenharia ajuda a dar segurança, a garantir toda a qualidade, fazer todos os movimentos e o CREA-RJ está aqui justamente para isso, para proteger o direito do engenheiro que está trabalhando. É o CREA-RJ e a fiscalização juntos com o profissional da Engenharia”, afirmou Leonardo Dutra. “A fiscalização hoje é uma parte muito importante do carnaval, pois ela pega toda a parte técnica, as montagens, as instalações e inclusive, garante a segurança dos profissionais, dos montadores e posteriormente do público. Esse é nosso objetivo, garantir que todos os serviços que estejam sendo executados tenham um profissional responsável, capacitado e habilitado para a execução daquele serviço, garantindo, assim, a segurança de todo o público que estará presente aqui no Carnaval, que é a maior festa do planeta”, analisou Cosme Chiniara. Atribuições da CAPA Compete à Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA), de acordo com o Regimento do CREA-RJ : O trabalho da Fiscalização do CREA-RJ no Sambódromo O agente de Fiscalização do CREA-RJ, Leonardo Bride, explica como é feita a atividade de fiscalização no Sambódromo. “Ela é feita em etapas, com coleta de informações em todos os camarotes, em todas as estruturas que tem aqui dentro do Sambódromo, incluindo as estruturas principais da pista. Aqui e do lado do Sambódromo, que é tombado. Essas informações são catalogadas, são planilhadas, são analisadas para que a gente possa verificar o cumprimento da legislação. Atualmente a gente está com cerca de 415 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) cadastradas, uma quantidade de quase 120 profissionais e cerca de 40 empresas. A importância da gente estar aqui no sambódromo, no carnaval, é que a quantidade de pessoas que tem aqui dentro é muito grande e os riscos para elas, se alguma coisa der errado, são grandes também. Então, a presença do CREA aqui é uma maneira de defender o público, os profissionais que vão trabalhar aqui dentro, diminuir os riscos de qualquer incidente que possa acontecer”, avaliou Leonardo Bride.
Presidente do Confea afirma que oito mil engenheiros brasileiros já participam de convênio com a Ordem dos Engenheiros de Portugal

O presidente do Confea, Vinicius Marchese, o radialista Francisco Barbosa, o presidente da OEP, Fernando Almeida Santos, e o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández: boas notícias para engenheiros que querem trabalhar em Portugal Em entrevista ao programa Francisco Barbosa, da Rádio Tupi, na manhã desta sexta-feira, 21 de fevereiro, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro Vinicius Marchese, destacou no Rio de Janeiro que tem sido um sucesso o termo de reciprocidade entre o Conselho e a Ordem dos Engenheiros de Portugal e que 8.252 engenheiros brasileiros já participam do convênio com licença para trabalhar naquele país europeu. “O bacana é compartilhar que a gente já tem mais de oito mil engenheiros brasileiros dentro deste termo de reciprocidade, que utilizaram dessa ferramenta para trabalhar em Portugal e temos cerca de 300 engenheiros portugueses trabalhando no Brasil também por meio desse instrumento de reciprocidade. Então, é uma forma simples que a gente encontrou para poder fazer essa mobilidade profissional. Isso vem sendo bastante interessante. Se você olhar pela ótica técnica, a gente está mandando um engenheiro nosso para Portugal para trabalhar, para receber em euro. É um momento interessante para isso, para ter conhecimento, para conhecer um pouco de outras realidades técnicas e depois também poder ser reconhecido aqui no Brasil esse trabalho que ele fez lá”, afirmou Marchese. Assinado pelo Confea e pela Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) em 2015, o termo de reciprocidade permite aos profissionais da Engenharia brasileiros e portugueses requererem o registro recíproco. O procedimento é mais rápido, dispensando a revalidação do diploma dos brasileiros e portugueses que pretendem atuar, respectivamente, em Portugal e no Brasil. O termo se aplica aos profissionais graduados em engenharia que tenham cursado, no mínimo, 3,6 mil horas no Brasil ou cinco anos de estudos em Portugal. Participaram também da entrevista a Francisco Barbosa o presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Fernando Almeida Santos, e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández. Pela manhã, Marchese e Santos participaram da Cimeira Bilateral em que foi renovado o termo de cooperação entre o Confea e a OEP, no hotel Hilton, em Copacabana, dez anos depois da assinatura do acordo. O presidente do CREA-RJ – que participou da cimeira – assinalou a importância do termo de reciprocidade para o desenvolvimento das engenharias. “Se você é um engenheiro formado, você pode atuar também profissionalmente na terrinha, através deste termo de reciprocidade. Isso é um convênio que vem avançando e evoluindo cada vez mais. O presidente do Confea, Vinicius, e o presidente da OEP, Fernando Almeida Santos, trouxeram inovações para esse acordo bilateral em que também os engenheiros de Portugal também podem vir trabalhar no Brasil na mesma reciprocidade”, observou Fernández, acrescentando que o acordo colabora com o fortalecimento dos profissionais de engenharia de Brasil e Portugal. “Então, as obras, os trabalhos que você desenvolve em Portugal, vão ter reconhecimento no Brasil, e vice-versa dos portugueses que estiverem aqui no Brasil fazendo serviços também, terão reconhecimento em Portugal. Essa é uma evolução que a gente vem trabalhando conjuntamente, já parabenizando aqui esses dois nossos presidentes, que estão sempre buscando inovar e trazer cada vez mais o fortalecimento da nossa profissão para o Brasil e para Portugal”, afirmou o presidente do CREA-RJ. Indagado por Barbosa como os profissionais de engenharia podem participar do acordo entre Confea e OEP, o presidente do Conselho, Vinicius Marchese, explicou que é muito simples: “Basta o profissional dar entrada no pedido em seu respectivo CREA, no caso aqui do Rio de Janeiro. O CREA faz análise de documento, envia para o Confea que por sua vez envia para a Ordem dos Engenheiros de Portugal para fazer essa validação. Então, basicamente o que ele precisa? Estar registrado no CREA do seu estado para poder também solicitar esse registro, essa habilitação profissional em Portugal”, afirmou Marchese. O Confea tem 1 milhão 120 mil profissionais de engenharia registrados, enquanto que a OEP tem 55 mil profissionais. Desde a assinatura do tratado, em 2015, mais de 2.100 engenheiros do Estado do Rio já entraram no programa. A engenharia civil (4.194 profissionais) lidera o segmento em que há maior procura por trabalhar em Portugal. São Paulo é o estado mais procurado pelos engenheiros portugueses (113), o equivalente a um terço dos profissionais que vêm para o Brasil. O presidente da Ordem dos Engenheiros de Portugal, Fernando Almeida Santos, resumiu bem o espírito de cooperação entre Brasil e Portugal na área das engenharias: “A engenharia não tem fronteiras. Os países é que põem barreiras às fronteiras, mas a engenharia não tem fronteiras”, afirmou Almeida Santos, lembrando que o tratado de reciprocidade facilitou o acessos dos profissionais aos dois países, que antes era aceito apenas por meio da academia de cada um dos países, de forma muito complexa e demorada. Para Almeida Santos, os engenheiros brasileiros vêm se adaptando muito bem às atividades profissionais em Portugal e um termo complementar já permite que o profissional brasileiro solicite a outorga de título de engenheiro sênior no país lusitano. “Trata-se de um upgrade das nossas relações, em que o engenheiro brasileiro com um percurso consolidado em Portugal pode ser reconhecido como engenheiro sênior, que é um título profissional que faz com que haja a possibilidade de fazer mais coisas em Portugal. Portanto estamos a trabalhar em conjunto, muitíssimo bem articulados entre a Ordem dos Engenheiros e o Confea”, afirmou o engenheiro português. Durante a entrevista à Rádio Tupi, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, anunciou em primeira mão que o CREA vai promover no Dia da Engenharia, em 10 de abril, grande evento na Marina da Glória, “O CREA tá aqui”, que vai reunir profissionais, empresas e sociedade civil. “Vai ser um momento de encontro do setor das engenharias, da agronomia, das geociências o CREA está aqui, então é para mostrar que o CREA não está só. O pessoal pergunta cadê o CREA quando acontece algum problema, quando tem algum tipo de infelizmente, algum tipo de desastre,
Curso Remoto: Gestão de Facilities
Quadro Geográfico de Referência do IBGE ganha nova página interativa

Como uma ferramenta para democratizar o acesso às informações, a Plataforma Geográfica Interativa facilita o acesso aos recortes do Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas e já está disponível no site do IBGE. O usuário pode facilmente buscar um recorte de seu interesse pelo nome e pelo ano de referência, obter sua definição, acessar seus metadados, visualizá-lo na Plataforma e ainda consultar as tabelas estatísticas, além de fazer downloads em diferentes formatos. O Quadro Geográfico de Referência, estruturado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um conjunto de diferentes recortes territoriais, e constitui uma referência única e nacional para relacionar as informações estatísticas dos censos e de suas demais pesquisas a esses recortes territoriais. O que possibilita a integração das informações geoespaciais e estatísticas, como os recortes geográficos importantes como Municípios, Amazônia Legal, Concentrações Urbanas e Biomas. Além do cruzamento dessas informações, a proposta é de que o usuário possa compreender o processo de formação de cada segmento, bem como recuperar as diversas versões de determinado trecho no tempo. O produto é composto por dois grandes grupos. Nos recortes territoriais legais publicados pelo IBGE, estão incluídas: a divisão político-administrativa (Grande Região, Estado, Distrito Federal, Município, Distrito, Subdistrito e Bairro), a divisão regional (Recorte Metropolitano, Categoria Metropolitana, Subcategoria Metropolitana, Aglomeração Urbana, Amazônia Legal, Área de Atuação da SUDENE, Semiárido, MATOPIBA, Municípios Costeiros, Municípios Defrontantes com o Mar e Municípios da Faixa de Fronteira) e as tipologias geográficas (Área Urbana, Área Rural e Terra Indígena). Já os recortes territoriais institucionais do IBGE são divididos em: unidades de coleta e divulgação de pesquisa (Setor Censitário, Área de Ponderação, Área de Divulgação da Amostra para Aglomerado Subnormal, Grades de Referência Estatística, Face e Endereço), tipologias geográficas (Área Urbana de Alta Densidade de Edificações, Área Urbana de Baixa Densidade de Edificações, Área Rural (exclusive Aglomerados), Núcleo Urbano, Aglomerado Subnormal, Aglomerado Rural, Aldeia Indígena, Agrovila do Projeto de Assentamento, Demais Tipos de Setores Censitários, Arranjo Populacional, Concentração Urbana e Hierarquia Urbana), divisão regional (Região Geográfica, Mesorregião e Microrregião Geográficas, Divisão Urbano-Regional e Região Rural) e recorte específico (Bioma). “As motivações para a produção do Quadro Geográfico de Referência do IBGE estão alinhadas à iniciativa da ONU que suscitou o Global Statistical Geospatial Framework – GSGF, método de geoespacialização de estatísticas e dados administrativos, para assegurar que dados de fontes diversas possam ser integrados com base em sua localização geográfica e, também, integrados com outras informações geoespaciais”, ressaltou Mauricio Silva, geógrafo da Gerência de Integração da Produção de Geoinformação, da Diretoria de Geociências. Para assistir ao vídeo com o tutorial sobre como acessar a plataforma, acesse:
Mestrado Profissional em Engenharia Urbana e Ambiental | PUC-RIO
Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho na UFRJ
O CREA-RJ e a Escola Politécnica da UFRJ trazem uma oportunidade para você, engenheiro ou arquiteto que quer se especializar e ampliar suas possibilidades no mercado. Profissionais em dia com a anuidade 2025 do CREA-RJ ganham 5% de desconto na mensalidade do Curso de Pós-Graduação Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da UFRJ! O curso tem duração de 18 meses, carga horária de 650 horas e o início das aulas é em maio. Inscreva-se: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSegwlZwR2nDj0rIIux92TvnJQr7DXuB40gpVyTqfkBI90bxIA/viewform
Engenheiros(as) brasileiros(as) agora podem obter título sênior em Portugal
Engenheiros brasileiros que integram o Sistema Confea/Crea e foram reconhecidos pela Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) agora podem solicitar a concessão do título de engenheiro sênior no país lusitano. Para tal, os profissionais devem estar registrados há pelo menos dez anos no Crea e há dois na OEP, exercendo a profissão e residindo em Portugal há dois, entre outras exigências. Atualmente, 500 mil brasileiros vivem em Portugal. Em contrapartida, o membro da OEP que obteve reconhecimento no Sistema Confea/Crea pode solicitar inclusão da sua atividade profissional desenvolvida em Portugal no seu acervo técnico-profissional por meio de registro da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Ele deve estar registrado e exercendo a profissão de engenheiro no Brasil há dois anos. Cerca de 150 mil portugueses vivem no Brasil. Tais oportunidades foram asseguradas na quarta-feira (19/02), quando o presidente do Confea, Vinicius Marchese, e o bastonário da OEP, Fernando de Almeida Santos, assinaram o Termo Complementar 3 ao Termo de Reciprocidade Brasil X Portugal. “Este documento só vem validar o quanto nossa relação com Portugal está estreita e gerando frutos, com o intercâmbio profissional em alta. Já estamos no nosso terceiro complementar”, celebrou Marchese. “Esse Termo Complementar atende a uma demanda muito específica dos engenheiros brasileiros mais experientes que já estão atuando em Portugal. Agora será possível a equiparação deles aos colegas portugueses que possuem tempo e experiência semelhantes no mercado profissional. E esse Termo será benéfico ainda aos engenheiros portugueses que trabalham no Brasil e que desejam participar de processos de licitação, pois agora conseguirão incorporar ao seu acervo técnico a experiência profissional vivida em Portugal”, afirmou a gerente de Relações Institucionais e Inteligência, Monica Lannes, responsável pela articulação que resultou no Termo complementar. Marchese e Almeida se encontraram em Brasília, no Palácio do Planalto, durante solenidade da XIV Cimeira Brasil-Portugal promovida pelo Governo Federal, quando diversos atos semelhantes foram assinados entre os dois países por ministérios, secretarias e instituições envolvendo ações nas áreas de saúde, biologia, defesa, meio ambiente, entre outros. Fonte: Confea
Onda de calor: engenheiro mecânico dá orientações para motoristas lidarem com o superaquecimento de veículos
Diante das altas temperaturas que o Rio de Janeiro vem enfrentando nos últimos dias, impulsionadas pela onda de calor extremo, veículos motorizados têm registrado episódios de superaquecimento, que resultam até em incêndios. Em entrevista ao programa CBN Rio, transmitido ao vivo nesta quarta-feira, dia 19 de fevereiro, o engenheiro mecânico e de segurança do trabalho e de operação-mecânica Jaques Sherique, ex-vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), deu orientações que podem ajudar os motoristas a lidar com o superaquecimento dos veículos. Sherique, que é profissional de Engenharia há 50 anos, alertou para os pontos principais aos quais o condutor deve ficar atento durante este período de altas temperaturas, já que os motores dos veículos não estão preparados para lidar com o calor extremo. “Primeiro é preciso ter certeza que a manutenção do veículo, as revisões periódicas estão sempre em dia (…) O principal indicador que as pessoas, motoristas e condutores devem prestar atenção é no painel. Se acender qualquer luz, principalmente luz da temperatura ou um ponteirinho que indica a temperatura elevada do motor, o motorista tem que parar o carro imediatamente para verificar o que está acontecendo (…) Importante também é verificar vazamentos de combustível. Com a temperatura elevada, você pode ter um rompimento ou afrouxamento das mangueiras que fazem o transporte de combustível”, explicou o engenheiro que atuou 25 anos no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ). O engenheiro alertou que um dos maiores riscos de superaquecimento do veículo ocorrem quando o veículo está parado e com o sistema de refrigeração da cabine ligado. “O motorista não pode e não deve ficar com o ar-condicionado ligado por muito tempo com o veículo parado. Provavelmente a temperatura do motor vai subir muito rapidamente porque ele não está recebendo a ventilação externa, quando o carro está em movimento. Essa condição aumenta muito a temperatura do motor do carro. E aí é que você começa a ter problemas como a temperatura elevada”, observou. O engenheiro Jaques Sherique destaca que é importante também o motorista submeter o veículo ao crivo de profissionais de mecânica de forma preventiva: “Importante é verificar se há vazamentos de combustível. Quer dizer, com a temperatura elevada, você pode ter algum rompimento ou afrouxamento das mangueiras que fazem o transporte do combustível. Qualquer vazamento de combustível com a temperatura elevada, a gente atinge com muita velocidade o ponto de combustão ou ponto de fulgor, ou como a gente chama, o ponto de ignição. E aí, exatamente, começa o incêndio no motor do carro”. Sherique ressalta que sempre há uma razão para explicar o superaquecimento de um veículo automotor: “Sim, sempre tem um porquê. Ou vazou o combustível, ou a gente tem um circuito elétrico danificado. Se você tiver vapores de gasolina, vapor de combustível no cofre do motor, o motorista não percebe, ele está ali no ambiente refrigerado. Então, uma atenção muito grande tem que ser dada na parte onde se encontra o motor do veículo. E essa parte da instalação elétrica e a parte do sistema de alimentação de combustível, ele deve ser revisado periodicamente. Especialista em segurança do trabalho, Sherique adverte também que o motorista e os ocupantes do veículo devem tomar todo cuidado no caso de incêndio provocado por superaquecimento do veículo: “Se um veículo mostrar algum sinal de aquecimento, ou se mesmo ele estiver começando a pegar fogo, você só deve utilizar o extintor, se você souber utilizar o extintor corretamente. Não se aproxime do carro em combustão para utilizar o extintor porque pode a qualquer momento haver uma explosão, e aí você poderá ser atingido. É muito comum aqui no Brasil alguns carros terem extintor. É recomendável que a pessoa que não tenha treinamento, que não saiba utilizar, que evite usar o extintor. Então você tem que saber utilizar corretamente o extintor, quais são os procedimentos, qual é a direção do vento, qual é o tipo de extintor que vai utilizar, como vai utilizar o extintor, porque ocorrem muitos acidentes na hora em que a pessoa acha que vai apagar o incêndio.” Outro erro comum, segundo Sherique, é abrir o capô do veículo sem conhecimento técnico. “Sem perceber os sinais que estão acontecendo no veículo, a pessoa vai lá tentar apagar o fogo e abre o capô. No momento em que ele abre o capô, o oxigênio entra naquele ambiente, e ali você tem uma microexplosão, podendo atingir a pessoa”, afirma o engenheiro. Principais cuidados para lidar com o superaquecimento de veículos:
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO UFRJ: Engenharia de Segurança do Trabalho
Conheça as 5 Principais Tendências Tecnológicas para Engenheiros(as) em 2025

No ritmo acelerado da inovação, engenheiros e engenheiras precisam estar sempre atentos às transformações tecnológicas que redefinem suas áreas de atuação. Em 2025, novas tendências prometem melhorar processos, avançar para a sustentabilidade e revolucionar a forma como projetos são concebidos e executados. Da inteligência artificial às tecnologias verdes, estas inovações não apenas aumentam a eficiência, mas também abrem novas possibilidades para o setor. Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina A aplicação da IA e do Aprendizado de Máquina na Engenharia pode ajudar a otimizar processos, melhorar a tomada de decisões e desenvolver produtos e serviços mais eficientes. Essas tecnologias estão sendo integradas em diversas áreas, desde a manufatura até a construção civil. Por exemplo, a automação inteligente, impulsionada por IA, está remodelando as indústrias, com processos mais eficientes e preditivos, redução de custos e aumento da produção, tudo gerido por sistemas inteligentes. Internet das Coisas A Internet das Coisas é a interconexão de dispositivos físicos à internet, permitindo a coleta e troca de dados em tempo real. Na Engenharia, pode ser utilizada para monitorar e controlar sistemas, otimizar a produção e melhorar a eficiência energética. Sensores integrados permitem o monitoramento em tempo real de obras, reduzindo erros e melhorando a produtividade. Impressão 3D A impressão 3D é uma tecnologia que está se tornando cada vez mais acessível e versátil, abrindo novas possibilidades para a Engenharia, como a criação de protótipos, estruturas complexas e peças personalizadas com maior rapidez e menor desperdício de material. Realidade Virtual e Realidade Aumentada A Realidade Virtual e a Realidade Aumentada vão permitir que os engenheiros visualizem e interajam com projetos de forma mais imersiva e realista, melhorando a colaboração e a comunicação. AR e VR estão transformando treinamentos e simulações. Dominar essas ferramentas será um diferencial competitivo. Tecnologias Verdes Tecnologias como materiais ecológicos, eficiência energética e gestão inteligente de resíduos ganharão destaque. Pesquisas estão explorando o uso de materiais vivos, como estruturas feitas de fungos, capazes de se autorreparar, representando uma inovação significativa na construção sustentável. Engenheiros(as) terão papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias verdes e soluções sustentáveis.