Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável
No dia 4 de março, é celebrado o Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável, instituído em novembro de 2019 pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A data tem como objetivo a conscientização sobre a importância da Engenharia na sociedade contemporânea frente às mudanças climáticas que impactam na qualidade de vida e a necessidade de equilíbrio, medidas e inovações para o avanço sustentável. A Engenharia é definida como a aplicação de métodos científicos e empíricos ao utilizar os recursos disponíveis na natureza para a otimização da vida e está presente em todos os aspectos do cotidiano, em sua utilização material e intelectual de objetos e serviços. A palavra tem origem no latim ingenium, que significa “habilidade natural” ou “qualidade nata”, relacionada com a capacidade inventiva e criativa da profissão. Ela é responsável pela inovação, técnica e criação de serviços e produtos indispensáveis para as pessoas ao facilitar cada vez mais o dia-a-dia, aplicadas com método e conhecimento científico. Além disso, são profissionais tecnicamente preparados para buscar e desenvolver tecnologias mais limpas e eficientes, com a finalidade de reduzir o consumo de recursos naturais e minimizar a poluição. Isso inclui, por exemplo, avanços em energias renováveis, como solar, eólica e hidrelétrica, além de tecnologias de eficiência energética em edifícios, transporte e indústrias. Desempenham também papel fundamental na gestão sustentável dos recursos naturais, incluindo água, solo, ar e biodiversidade, projetando sistemas de tratamento de água e resíduos, técnicas de reciclagem e manejo sustentável de terras, que garantam a utilização de forma responsável e renovável desses recursos. Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a Engenharia A Engenharia é crucial para o avanço dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU); eles são uma série de metas globais estabelecidas para abordar os desafios ambientais, sociais e econômicos que o mundo enfrenta. A questão chave de alguns países é garantir que não apenas a graduação seja suficiente para formar o maior número de engenheiros e engenheiras para atender a demanda econômica, mas também a qualidade dessas graduações. Os ODSs fazem parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e foram criados com o objetivo de erradicar a pobreza, promover a igualdade e o combate às mudanças climáticas, tendo em vista a necessidade de ação global para enfrentar os problemas interconectados que afetam a humanidade e o planeta. A proposta do Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável foi liderada pela WFEO, que reconheceu o importante papel da Engenharia para a conquista dos ODS das Nações Unidas. O Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável é uma oportunidade para celebrar engenheiros, engenheiras e a Engenharia em todo o mundo, bem como envolver a comunidade, o governo e os formuladores de políticas no importante papel da engenharia na vida moderna. O Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável é uma oportunidade de abordar o papel e o impacto da área na economia e na sociedade, reconhecer a necessidade de melhor capacitação para seus profissionais em todo o mundo, além de desenvolver estruturas estratégicas e melhores práticas para a implementação de soluções de Engenharia no desenvolvimento sustentável. É também uma oportunidade para incentivar as mulheres jovens a considerar a Engenharia como uma carreira profissional. O Crea-RJ parabeniza todos os(as) engenheiros(as) que aplicam conhecimentos éticos e sustentáveis para o equilíbrio da natureza e as inovações, reafirmando seu compromisso em valorizar e defender uma Engenharia ainda mais sustentável, consciente da importância da área para o enfrentamento das questões sociais e a criação de soluções e inovações para o cotidiano. Fontes: Instituto de Engenharia e Unesco Confira o vídeo!
Parabéns ao município do Rio de Janeiro, por seus 460 anos!
O Rio de Janeiro, com sua rica história e importância estratégica ao longo dos séculos, consolidou-se como um dos mais emblemáticos centros urbanos do Brasil. Suas transformações arquitetônicas, de infraestrutura e tecnológicas, especialmente nos períodos em que foi capital do Império e da República, destacam a relevância das áreas abrangidas pelo Crea-RJ. Embora a data oficial de fundação da cidade seja 1º de março, é em 20 de janeiro que se comemora o feriado municipal, Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade. Faz referência, ainda, ao então rei de Portugal, D. Sebastião, que governava o país à época da fundação. São Sebastião, mártir cristão que morreu defendendo sua fé, era visto também como um protetor contra as adversidades e um símbolo de resistência. A fundação da cidade A cidade do Rio de Janeiro foi fundada em 1º de março de 1565, em meio a disputas territoriais entre portugueses e franceses pela Baía de Guanabara. Os franceses, com o apoio de tribos indígenas locais, haviam estabelecido a França Antártica na região, o que ameaçava o domínio português. Estácio de Sá, encarregado por Portugal, liderou uma expedição militar que culminou na expulsão dos franceses e na fundação de um núcleo urbano fortificado. A cidade recebeu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei D. Sebastião de Portugal. Nos anos iniciais, o Rio de Janeiro enfrentou desafios como ataques indígenas e dificuldades logísticas, mas sua localização estratégica tornou-o um ponto central para as atividades coloniais portuguesas, especialmente como porto para o escoamento de recursos naturais e defesa territorial. Com o passar do tempo, a cidade começou a crescer e se estruturar, fortalecendo sua relevância econômica e militar. Capital do Império Brasileiro Em 1763, o Rio de Janeiro foi elevado à condição de capital do Brasil, substituindo Salvador. Essa mudança foi impulsionada pela proximidade com as áreas mineradoras de Minas Gerais, que eram vitais para a economia colonial. No início do século XIX, a cidade passou por uma transformação com a chegada da Corte Portuguesa em 1808, fugindo das invasões napoleônicas. O Rio se tornou a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, recebendo melhorias significativas em infraestrutura e cultura, como a criação da Biblioteca Real, o Jardim Botânico e o Teatro São João. Com a independência do Brasil em 1822, o Rio de Janeiro consolidou-se como a capital do Império, sendo palco de eventos históricos marcantes, como a aclamação de D. Pedro I e a assinatura da Lei Áurea em 1888. Durante esse período, a cidade também passou por um processo de urbanização, com a construção de igrejas, palácios e outros edifícios que reforçaram sua posição como centro político e cultural do país. Capital Federal Com a Proclamação da República em 1889, o Rio de Janeiro manteve-se como a capital do Brasil. No início do século XX, a cidade passou por grandes reformas urbanas para modernizar sua infraestrutura e alinhar-se às capitais europeias da época. A gestão do prefeito Pereira Passos promoveu a abertura de avenidas, a demolição de cortiços e a expansão de áreas urbanas, transformando a cidade em um modelo de modernidade. O Rio de Janeiro permaneceu como capital federal até 21 de abril de 1960, quando Brasília foi inaugurada. Embora tenha perdido o status de capital, o Rio continuou a ser um dos principais centros culturais, turísticos e históricos do Brasil, mantendo seu papel essencial na história do país. O Rio e o Crea-RJ A Engenharia, a Agronomia e as Geociências desempenharam papeis fundamentais no desenvolvimento da cidade. Projetos de infraestrutura, como a abertura de grandes avenidas no início do século XX, as obras de saneamento, o abastecimento de água e o planejamento urbano moderno, foram essenciais para transformar o Rio em um marco de inovação e modernidade. Essas iniciativas, muitas vezes lideradas por profissionais ligados ao sistema Confea/Crea, ilustram a força do conhecimento técnico e científico para a construção das cidades. Hoje, o Rio de Janeiro continua a ser um laboratório vivo para inovação em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade, campos nos quais o Crea-RJ desempenha um papel fundamental na fiscalização e na valorização do trabalho dos profissionais. A cidade, com suas características únicas, é ao mesmo tempo um testemunho do passado e uma inspiração para o futuro, refletindo o impacto positivo das áreas técnicas na vida da sociedade. O Crea-RJ parabeniza a cidade do Rio de Janeiro por seus 460 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: História da Cidade do Rio de Janeiro, de Delgado de Carvalho
Presidente do CREA-RJ instala Grupo de Trabalho para Normatização da Emissão das Certidões CAT e CAO
Em reunião na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), no Centro do Rio, o presidente do Conselho, engenheiro civil Miguel Fernández, instalou, no dia 24 de fevereiro, o Grupo de Trabalho para Normatização de Emissão das Certidões de Acervo Técnico (CAT) e de Certidão de Acervo Operacional (CAO). O GT foi instituído pela portaria AD/PRES n° 0105/2025, de 10 de fevereiro de 2025, com o objetivo de analisar e apresentar um estudo para envio às unidades administrativas do Crea-RJ, demonstrando a necessidade de normatização e emissão de Certidões de Acervo Técnico, com averbação ou sem ela e Certidões Operacionais. “Estamos com um grupo de trabalho que é, talvez, o mais nerval dos grupos de trabalho que nós temos aqui no CREA-RJ. Agradeço a todos vocês, por estarem somando esforços aqui com a gente para mudar a realidade do nosso sistema operacional hoje num dos documentos mais fundamentais para o mercado profissional que é a emissão da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), como porta de entrada, mas principalmente, depois, da CAT (Certidão de Acervo Técnico) e agora da CAO (Certidão de Acervo Operacional) também, que é outra certidão que a gente sabe que tem muita relevância, com a Lei 14.133 (Nova Lei de Licitações). Mas vamos resolver primeiro os nossos passivos do passado e depois mirar nos objetivos do futuro”, afirmou o presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández. O Grupo de Trabalho é composto pelos Conselheiros Regionais engenheiro civil Luiz Carneiro de Oliveira (coordenador); engenheiro de produção Alberto Balassiano e engenheira florestal Denise Baptista Alves; e pelos profissionais do Sistema Confea/Crea: a ex-diretora do CREA-RJ, engenheira civil Catarina Luiza de Araújo; engenheira civil Mônica de Oliveira Santos Mendes, representante da Concremat Engenharia; engenheiro civil Fábio Villari, representante da EGTC, do grupo Queiroz Galvão Engenharia; e engenheiro civil Vinícius Augusto Pereira Benevides, representante do Sinduscon Rio e da Dimensional Engenharia. Na primeira reunião do GT, Mônica Mendes não pôde comparecer e foi representada pelo engenheiro civil Victor Hugo Cardoso Lins. Para o coordenador do GT, engenheiro civil Luiz Carneiro, o trabalho do grupo vai ser fundamental para o Conselho. “A emissão das Certidões de Acervo Técnico (CAT) é um ponto sensível que o CREA-RJ enfrenta e tem sido objeto de reclamações de empresas que trabalham no estado do Rio de Janeiro. Portanto, reputo muito importante este grupo”, ressaltou. O vice-presidente do Sinduscon Rio, diretor da Dimensional Engenharia e membro do GT, engenheiro civil Vinícius Benevides, está animado em relação ao trabalho do grupo. “É com muita satisfação que estou fazendo parte desse Grupo de Trabalho, sob a coordenação do nosso querido Luiz Carneiro, para melhorar a tramitação e os procedimentos internos do CREA-RJ em relação às CATs, Certidões de Acervo Técnico, e à CAO, Certidão de Acervo Operacional, e as nossas expectativas são as melhores possíveis. Esse grupo de trabalho, e o nosso objetivo vai ser dar mais transparência, agilidade e eficiência para obtenção das CATs pelos profissionais, pelas empresas”. A engenheira civil Catarina Luiza de Araújo, ex-Diretora do Crea-RJ, conta que o GT foi instalado já com o plano de ação minutado para ser discutido com os demais membros. “A ideia é que possamos passar procedimentos para que haja agilidade e resolutividade, mas queremos que o trabalho seja ágil e que resolva. Passa a ser ágil apenas. Além disso, nós queremos também editar procedimentos para que os profissionais e empresas confiem no trabalho do CREA, ou seja, que haja confiabilidade nessa missão de agilidade e resolutividade”, disse. Durante a reunião, foi apresentado o Plano de Ação com objetivo de otimizar o fluxo de trabalho e garantir transparência no processo de emissão dos documentos. As principais etapas propostas são: diagnóstico das causas de pendências nas ARTs e problemas com emissão de CATs e CAOs; proposição de soluções para agilizar a emissão da CAT e do CAO; e divulgação de informações necessárias para os profissionais. Ao final da reunião, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, concluiu: “A gente espera mudar esta realidade, mas, principalmente, que seja uma mudança de paradigma. A gente está falando de um serviço burocrático e cartorário do CREA-RJ, mas é um serviço que tem que ser eficiente. O CREA-RJ tem que ser aliado do setor e não adversário. Esse é nosso principal objetivo. Na dinâmica de fortalecer, principalmente, os profissionais e empresas do Rio de Janeiro, com todo respeito aos profissionais e empresas de outros estados. Temos todo interesse em tornar o CREA-RJ um ambiente favorável às empresas e aos profissionais do nosso estado. E vamos trabalhar para isso acontecer o mais rápido possível”.
Uerj e UVA desenvolvem aplicativo para avaliar, fiscalizar e monitorar aterros sanitários
Com o objetivo de minimizar os impactos ambientais, estudantes de Engenharia da Computação do Instituto Politécnico (IPRJ) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em parceria com a Universidade Veiga de Almeida (UVA), desenvolveram o Índice de Sustentabilidade Operacional de Aterros Sanitários – o ISOAS, um aplicativo para celular que auxilia a avaliação, fiscalização e manutenção de aterros sanitários. O software tem como público-alvo gestores, auditores e fiscais municipais e regionais no setor. De acordo com o professor do IPRJ Anderson Namen, o ISOAS se baseia no índice desenvolvido pelo professor Carlos Eduardo Canejo, do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da UVA, em relação aos indicadores técnicos-ambientais, econômicos e sociais relacionados a um aterro sanitário. O aplicativo O ISOAS processa os indicadores com base em um modelo matemático que gera um valor percentual que representa o índice de sustentabilidade do aterro analisado. Cada faixa de valores percentuais recebe uma classificação de uma a cinco estrelas. Em sequência, o programa exibe as principais métricas e informações mais importantes, além de permitir a exportação de arquivos em formato de banco de dados para personalização pelo usuário. Como o aterro sanitário precisa atender a uma série de normas, esses indicadores resultantes da análise podem sugerir ineficiências na gestão e até mesmo falhas no procedimento, segundo Namen. Ele também lembra que o professor Canejo utilizava planilhas para fazer esse trabalho nas visitas que realizava aos aterros para coleta de dados, um método pouco funcional para análises mais complexas. Assim, a necessidade de se ter um processo contínuo e centralizado em uma única base de dados otimiza na hora de avaliar o mesmo aterro mais de uma vez, por exemplo. O desenvolvimento do ISOAS Para a criação do ISOAS, houve a necessidade do levantamento das demandas, o que foi feito com a participação dos alunos de Engenharia da Computação do IPRJ e bolsistas do projeto Prodocência do Anderson Namen em conjunto com Carlos Eduardo Canejo: “A Engenharia de Computação na solução de problemas ambientais: construindo ferramentas computacionais e material didático contextualizado”. Cinco estudantes do IPRJ, do 4º ao 8º período, participaram do projeto como desenvolvedores do aplicativo: Caio Nogueira Bindella, Carolina Vieira Dornelas, Gabrielle Ferreira de Oliveira, Gabriel Ackermann de Souza e Victor Luis Teixeira Reis. Eles participaram de todas as etapas, desde o levantamento de condições, da elaboração do software até as etapas de validação, com testes internos e externos, que foram realizados nos aterros de Campos e de Nova Friburgo. Quem pode utilizar o ISOAS? As empresas que fazem a gestão dos aterros sanitários podem fazer uso do aplicativo para realizar a autoavaliação de sustentabilidade operacional. O software também pode ser usado por consultores contratados por essas empresas ou por órgãos de fiscalização. O aplicativo já está disponível para download no Android e pode ser acessado através do link: Google Play. A versão para a Apple está pronta, porém ainda não foi disponibilizada por questões operacionais. Fonte: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
CREA-RJ realiza evento especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
O Programa Mulher do CREA-RJ promoverá, no dia 10 de março, um evento especial para celebrar o Dia Internacional da Mulher, com o tema “Da Luta à Liberdade: Celebrando a Evolução dos Direitos e a Autenticidade Feminina”, que será realizado na sede do Conselho, das 9h30 às 12h. A iniciativa, que tem como objetivo reafirmar o compromisso do Programa Mulher CREA-RJ com a promoção da equidade de gênero e a construção de um ambiente profissional mais justo e inclusivo, marca o início de um mês de atividades voltadas ao fortalecimento da participação feminina no Sistema Confea/Crea e na Mútua, além de proporcionar um espaço de reflexão sobre os avanços e desafios na luta pelos direitos das mulheres. Destaques da programação O evento contará com a presença de importantes lideranças do setor, incluindo o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, e a coordenadora do Programa Mulher, engenheira Ana Paula Masiero. O ponto alto do encontro será a palestra “Bem-Estar Sem Moldes: O Direito de Ser Quem Somos”, conduzida pela engenheira Priscilla Carvalinha, CEO da Ser Lótus, abordando como a sociedade moldou papéis femininos ao longo do tempo e a importância da autenticidade no mercado de trabalho e na vida pessoal. Outro momento relevante será a apresentação do Plano de Ação do Programa Mulher CREA-RJ para 2025, destacando iniciativas voltadas à ampliação da participação feminina em espaços de decisão e liderança. A programação será encerrada com um momento de interação com perguntas e respostas. A atividade é voltada para graduandas e profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências, além das funcionárias e colaboradoras do Conselho e lideranças femininas e representantes de entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres. Clique aqui e inscreva-se!
Engenharia de Produção é a profissão em alta no Rio de Janeiro
Na lista anual divulgada pelo LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, das profissões que mais cresceram no Rio de Janeiro, o destaque de 2025 é a Engenharia de Produção, ocupando o primeiro lugar. A Engenharia de Manutenção também se faz presente em sexto lugar, profissão que é responsável pelo bom funcionamento de máquinas e equipamentos através de inspeções regulares e reparos preventivos. Baseada nos cargos que mais se desenvolveram nos últimos três anos, encontram-se ranqueados na pesquisa: O LinkedIn, com essa listagem, identifica os setores em alta no aspecto sustentável no mercado de trabalho atual, utilizando os mesmos critérios dos empregos em alta no Brasil, com objetivo de orientar profissionais, independentemente do estágio da carreira. No Rio de Janeiro, eletricista naval e técnico ambiental, por exemplo, são destaques devido à localização costeira da cidade que beneficia essas áreas. A Engenharia de Produção A Engenharia de Produção é a área que se dedica a projetar, desenvolver e gerenciar sistemas produtivos relacionados a bens e serviços, relacionando matéria-prima, máquinas, e meio ambiente com as práticas da sociedade, otimizando a eficiência dos processos e qualidade dos produtos finais. Os profissionais desta Engenharia atuam em múltiplos setores como na gestão dos recursos naturais, em sistemas de produção e operações, nas cadeias industriais e na manutenção da produção. Também são encarregados pela coordenação e fiscalização das equipes de trabalho, assim como obras e serviços técnicos. Executam perícias e avaliações, definem estratégias para implementar sistemas de gestão e sua atuação é pautada pela segurança e preservação do meio ambiente, reduzindo os impactos socioambientais. O curso O curso de Engenharia de Produção foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução nº 235, de 9 de outubro de 1975, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Já a Resolução n° 288, de 7 de dezembro de 1983, também do Confea, designa o título e estabelece as novas habilitações em Engenharia de Produção e Engenharia Industrial. O curso de Engenharia de Produção confere o título de bacharelado e possui duração média de cinco anos. É uma graduação na qual os alunos podem estudar disciplinas que envolvem conhecimentos da área das Ciências Exatas (Física e Matemática) e Ciências Humanas e Sociais, divididos em três eixos com conteúdos básicos, profissionais e específicos. Entre elas, destacam-se: Análise de Dados; Algoritmos para a Engenharia; Bases Econômicas; Custos Industriais; Eletrotécnica; Ergonomia no Trabalho; Mercado Financeiro; Mobilidade de Sistemas e Transportes; Planejamento e Controle da Produção; Projeto Logístico de Distribuição; Segurança e Saúde no Trabalho e Ética Socioambiental. Para saber mais sobre Engenharia de Produção, acesse: https://www.crea-rj.org.br/dia-doa-engenheiroa-de-producao/
Comunicado de Funcionamento
Em virtude do feriado de carnaval e considerando decretos do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro, que estabeleceram ponto facultativo nas repartições, nos dias 28 de fevereiro, 3 e 5 de março de 2025, não haverá expediente na Sede, Inspetorias e Postos de Relacionamento do Crea-RJ. O Conselho volta às atividades normais na quinta-feira, 6 de março.
Anuidade 2025: 10% de desconto até 28 de fevereiro
Atenção, profissional! Últimos dias para pagar a anuidade 2025 do CREA-RJ com 10% de desconto. O desconto é para pagamentos até o dia 28 de fevereiro. Acesse: https://www.crea-rj.org.br/anuidade-2025/ Aproveite!
Presidente do CREA-RJ leva engenheiros portugueses para conhecer os bastidores do Sambódromo
Quem vê o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro pela televisão, mal pode imaginar que nos bastidores do espetáculo há um verdadeiro show de Engenharia de todo tipo. De passagem pelo Rio para participar de cimeira bilateral entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP), três engenheiros portugueses deixaram o Sambódromo boquiabertos com o que viram na visita técnica coordenada pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, na noite de sexta-feira passada, dia 21 de fevereiro, a uma semana do Carnaval 2025. O principal anfitrião foi o presidente da RioLuz, Rafael Thompson, que apresentou aos visitantes os bastidores do espetáculo de luz e som que acontece nos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e tem sido testado nos ensaios técnicos. “Sem Engenharia a gente não conseguiria fazer nada do que foi feito aqui no Sambódromo. Os nossos engenheiros responsáveis, os diretores da companhia, já têm uma experiência de ter vivido isso aqui nos últimos 30 anos, mas a gente agora inovou, fazendo novas instalações, reformas de muitos equipamentos e assim, a Engenharia é sempre fundamental para que isso aconteça e dê a segurança para esse espetáculo maravilhoso que a gente tem aqui”, afirmou o presidente da RioLuz, a companhia municipal de energia e iluminação do Rio de Janeiro, responsável por mais de 530 mil pontos de iluminação pública da cidade. Para evitar qualquer risco de o show na Passarela do Samba ser interrompido, o presidente da RioLuz explicou que o Sambódromo tem hoje nada menos que 24 quilômetros de cabos de fibra ótica que percorrem cinco subestações de energia que contam com três redundâncias (a replicação de componentes do sistema elétrico para dar confiabilidade à infraestrutura). Thompson apresentou aos visitantes a sala de controle de iluminação do Sambódromo, onde há uma mesa de edição de luzes e um painel com 12 câmeras que exibe em tempo real pontos da passarela. Um sistema de monitoramento em 3D permite testar a mistura de luzes, de acordo com a orientação dos representantes de cada escola de samba. A iluminação e o som do Sambódromo repetem hoje o mesmo sistema empregado no Maracanã. Acompanhado dos superintendentes técnico e administrativo do CREA-RJ, respectivamente Leonardo Dutra e Édipo Ázaro, além de uma equipe de fiscais, o presidente do Conselho, Miguel Fernández, mostrou aos visitantes portugueses a importância da fiscalização do CREA-RJ para garantir a segurança do espetáculo. “A ação da fiscalização é muitas vezes um trabalho invisível, mas fundamental para garantir a segurança do maior espetáculo da terra, que é o carnaval do Rio de Janeiro. Esse espetáculo também é feito por profissionais da Engenharia, centenas de empresas de Engenharia. Para que isso aconteça, é fundamental que a fiscalização esteja presente, exigindo sempre profissionais devidamente habilitados e registrados, trazendo segurança ao carnaval”, afirmou Fernández, que levou os portugueses por vários pontos da Passarela do Samba, como camarotes, cadeiras, as estruturas que ainda estavam sendo montadas e até a o palco principal, a pista por onde desfilam as escolas de samba. O presidente e os vice-presidentes da Ordem dos Engenheiros de Portugal, respectivamente Fernando Almeida Santos, Jorge Liça e Lídia Santiago, não escondiam o entusiasmo diante do que viram nos bastidores da Marquês de Sapucaí. “É realmente muita Engenharia. Todas as áreas de Engenharia estão aqui de alguma maneira. Engenharia Civil, Eletrotécnica, Engenharia do Ambiente, tudo está aqui e de forma sincronizada. Portanto, só tenho a dizer que fiquei impressionado com aquilo que é a responsabilidade dos técnicos e o processo de engenharia que está montado para que o carnaval no Rio de Janeiro funcione de forma espetacular”, afirmou o presidente da OEP, observando que, diferentemente da Arquitetura, o produto final da Engenharia não é visível por todos. Por isso mesmo, o presidente do CREA-RJ reforça a importância do trabalho da fiscalização para se coibir o exercício ilegal da profissão. “Eu acho fundamental cuidar da fiscalização porque é o que traz segurança a essa beleza de espetáculo. Tem o lado artístico, mas também tem o lado técnico, que é o lado da Engenharia, para garantir a iluminação e o som. E a gente só lembra da Engenharia, quando dá problema, só lembra quando falha. E comunicar isso ao público é mostrar um pouco da grandeza e da beleza que existe no nosso trabalho”, afirmou Miguel Fernández.
CREA-RJ elege a nova Diretoria para o exercício de 2025

Na primeira plenária do ano, que aconteceu no dia 13 de janeiro, no auditório Dulphe Pinheiro Machado, na sede do Conselho, no Centro do Rio, foi eleita a nova Diretoria do CREA-RJ para o exercício de 2025. A Diretoria é o órgão executivo da estrutura básica do Conselho, que tem por finalidade auxiliar a Presidência no desempenho de suas funções e decidir sobre questões administrativas. Em 2025 a Diretoria ficou assim composta: presidente Miguel Fernández; 1º vice-presidente Alberto Balassiano; 2º vice-presidente Livio Almeida; 1º diretor-administrativo Clayton Vabo; 2ª diretora-administrativa Cladice Diniz; 3º diretor-administrativo Alexandre Almeida; 1º diretor-financeiro, Julio Villas Boas; 2º diretor-financeiro Giovani Moreira; 3º diretor-financeiro Luiz Carneiro; 1ª diretora das regionais Denise Baptista Alves; 2º diretor das regionais Milton Nazareno. Na abertura da sessão plenária, o presidente Miguel Fernández fez uma fala de agradecimento a todo Plenário e à Diretoria pelo primeiro ano de gestão. Entre os avanços citados pelo presidente estão, por exemplo, a redução de 48 para 24 horas no tempo de atendimento a qualquer solicitação dos profissionais por e-mail; o aumento em mais de 90% na entrega das Certidões de Acervo Técnico (CATs); aumento em 20% na arrecadação de Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs); mais de 30 mil ações de fiscalização, que geraram mais de 3 mil autos de infração, algumas ações com grande destaque na mídia, como o caso do desastre com o petroquímico que caiu na fonte de abastecimento de toda região leste da Baía de Guanabara no Sistema Imunana-Laranjal. Miguel citou também o posicionamento do CREA-RJ nas redes sociais, alcançando mais de 20 mil seguidores no Instagram e cerca de 300 mil visualizações no YouTube, resultando em mais orientação à sociedade e aos profissionais. O presidente lembrou da comemoração dos 90 anos do Conselho com sessão solene na Alerj e a promessa de um grande evento comemorativo este ano; abordou a política de patrocínios inédita, com previsão de 1 milhão e meio de reais no orçamento para projetos de valorização profissional; por fim, falou da importância do CREA-RJ apoiar os grandes eventos do setor da Engenharia, Agronomia e Geociências. “Tivemos diversas conquistas em 2024 e tudo isso foi fruto de um trabalho de harmonia com o Plenário e a Diretoria, que repercutiu num CREA-RJ muito forte na imprensa com mais de 1 mil inserções na mídia durante o ano. Parabenizo o plenário, a diretoria e também todos os coordenadores e coordenadores adjuntos de câmaras e comissões pela redução no número de processos ao longo de 2024. Queremos garantir que cada vez mais os profissionais e as empresas vejam o CREA-RJ como um aliado do setor. Desejo sucesso a todos este ano”, afirmou o presidente do CREA-RJ. Durante a primeira plenária do ano também foram eleitos os coordenadores das comissões do Conselho. E, no dia seguinte, os coordenadores e coordenadores adjuntos das câmaras especializadas. Comissões CAN – Comissão de Atos Normativos Coordenadora: Gisele Teixeira Saleiro CED – Comissão de Educação Coordenadora: Claudia do Rosário Vaz Morgado CEP – Comissão de Ética Profissional Coordenador: Jonatha Gomes Tavares de Mello CMA – Comissão de Meio Ambiente Coordenadora: Débora Candeias Marques COTC – Comissão de Orçamento e Tomada de Contas Coordenador: Luiz Antonio Cosenza CAPA – Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes Coordenadora: Lucyane Almeida Ferreira CRT – Comissão de Renovação do Terço Coordenador: Luiz Antonio Cosenza CM – Comissão do Mérito Coordenadora: Regina Conceição Corrêa da Silva Moniz Ribeiro CE – Comissão Editorial Coordenador: Abilio Diniz Câmaras Especializadas CEAGRO – Câmara Especializada de Agronomia Coordenadora: Débora Candeias Marques Coordenador Adjunto: Anselmo de Souza Pontes CEEC – Câmara Especializada de Engenharia Civil Coordenador: José Schipper Coordenador Adjunto: Manoel Lapa e Silva CEEE – Câmara Especializada de Engenharia Elétrica Coordenador: Luiz Antonio Cosenza Coordenador Adjunto: Jorge Olmar Marialva Copelo CEEF – Câmara Especializada de Engenharia Florestal Coordenador: Luis Mauro Sampaio Magalhães Coordenador Adjunto: Márcia Regina Garrido de Freitas CEEM – Câmara Especializada de Engenharia Mecânica Coordenador: Jorge Saraiva da Rocha Coordenador Adjunto: Paulo Tadeu Costa CEEQ – Câmara Especializada de Engenharia Química Coordenador: Lourival Arruda Junior Coordenador Adjunto: Odair Paes de Jesus CEEST – Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho Coordenador: Neilson Marino Ceia Coordenador Adjunto: Vera Bacelar Catanhade de Sá CEGM – Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas Coordenadora: Elisabete do Nascimento Rocha