Cinema é arte, mas também é Engenharia

O Brasil conquistou um feito histórico no cinema: o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres e Selton Mello,  ganhou a cobiçada estatueta do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mostrando a força e o talento da produção cinematográfica brasileira.  Mas já parou para pensar na Engenharia por trás da Sétima Arte?  Cada detalhe de um filme, dos equipamentos à pós-produção, envolve soluções tecnológicas e cálculos precisos para garantir a melhor experiência visual e sonora ao público. Antes mesmo do início das filmagens, a Engenharia de Produção já entrou em cena. Essa área é responsável pelo planejamento, logística e otimização dos processos cinematográficos, garantindo a eficiência na execução de cada etapa da produção, desde a organização dos sets até a distribuição do filme. As câmeras modernas são um espetáculo de tecnologia e precisão. A Engenharia Mecânica desenvolve sistemas avançados de estabilização, essenciais para capturas suaves e dinâmicas. O uso de drones com mecanismos sofisticados permite cenas aéreas de tirar o fôlego, enquanto lentes e sensores cada vez mais avançados garantem imagens de altíssima qualidade. A Engenharia Elétrica, por sua vez, é indispensável na iluminação do set. A distribuição e o posicionamento das luzes são meticulosamente calculados para criar atmosferas e realçar emoções. Sistemas de LED de última geração permitem ajustes finos de intensidade e temperatura de cor, essenciais para a estética de cada cena. E o que seria do cinema moderno sem os efeitos visuais? Aqui, entra a Engenharia da Computação, que desenvolve softwares para simulação de explosões, criaturas fantásticas e cenários hiper-realistas. Tecnologias como motion capture e inteligência artificial revolucionam a maneira como atores interagem com personagens digitais, tornando-os incrivelmente realistas. A Engenharia Civil também tem um papel essencial na construção de cenários. Grandes produções exigem estruturas seguras e funcionais, muitas vezes replicando locais reais com detalhes impressionantes. Desde a concepção de cenários temporários até a viabilidade estrutural de locações, tudo passa pela Engenharia. No aspecto sonoro, a Engenharia Acústica é fundamental. Desde a captação de diálogos até a mixagem da trilha sonora, o controle do som é minucioso. Ambientes de gravação são projetados para eliminar ruídos indesejados, e as salas de pós-produção contam com isolamento acústico avançado para que cada detalhe sonoro seja trabalhado com perfeição. Além disso, a Engenharia de Segurança do Trabalho garante que todos no set de filmagem, atores, técnicos e figurantes, possam atuar em um ambiente seguro. Com fios, refletores quentes, cenários altos e explosões controladas, o risco de acidentes é alto, exigindo planejamento e protocolos rigorosos para evitar incidentes. Da concepção à finalização, a Engenharia está presente em todos os aspectos do cinema. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) reforça a importância desses profissionais, que garantem a inovação e a excelência técnica em diversas áreas, inclusive na indústria cinematográfica.

5º Curso de Perícia Judicial e Instruções para Cadastramento e Registro no Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio De Janeiro

Estão abertas as inscrições para o 5º Curso de Perícia Judicial e Instruções para Cadastramento e Registro no Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O curso acontece nos dias 14, 15, 16, 17, 22, 23, 24, 25, 28, 29 e 30 de abril de 2025, das 18h às 21h, com carga horária de 30 horas. O curso é On-Line ao Vivo, via Plataforma Zoom O objetivo é capacitar os profissionais de Nível Superior da área de engenharia, do Sistema Confea/Crea e Mútua, na Formação de Peritos Judiciais para atuarem e trabalharem, nos tribunais com suas respectivas formações e modalidades acadêmicas realizando perícias judiciais, bem como apresentar-lhes as instruções para cadastramento e registro no PJE- Processo Judicial Eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado de Rio de janeiro. O público-alvo são todos os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua, engenheiros de todas modalidades, agrônomos, profissionais das Geociências e outros profissionais de nível superior que queiram ingressar no mercado de Perícia Judicial. Mais informações na Sobes Rio, telefones (21) 2242-2278, (21) 97713-2519 e-mail: [email protected] Inscreva-se: https://forms.gle/oyA4jzu9YSRZMvBz6

MinervaBots da UFRJ é campeã mundial de robótica

A equipe de competição da Escola Politécnica da UFRJ, a MinervaBots, venceu o Torneio de Sumô Robô do Japão – All Japan Robot Sumo Tournament, na categoria Sumô Mini, tornando-se campeã mundial de robótica. Dentre as mais de 63 nacionalidades participantes, a disputa foi contra a equipe Kimáuanisso, também brasileiros do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo, e o troféu foi conquistado com o robô apelidado de Zé Pequeno, que já faz parte da história do grupo, somando 13 anos de atividade e que garantiu a vitória por 2 a 0. O evento aconteceu no dia 8 de dezembro de 2024, em Tóquio, no Japão.  As alunas que representaram a MinervaBots foram Anne Victória Rodrigues da Costa, graduanda em Engenharia Mecânica, e Lígia Calina Bueno Bonifácio, graduanda em Engenharia Eletrônica e de Computação, mostrando também a força das mulheres nas ciências e na Engenharia. “Essa conquista significa que todo esforço e dedicação valeram a pena. Mostra que meninas e mulheres como eu têm, sim, espaço na Engenharia e na tecnologia, podendo alcançar  grandes feitos, mesmo em ambientes predominantemente masculinos”, destaca Lígia.  Segundo dados da terceira edição da pesquisa “Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam a menor proporção dos alunos matriculados (15,7%) e concluintes (15%) nos cursos de computação e tecnologias da informação e comunicação (TIC). Em comparação, são a maioria nos cursos de saúde (74,5%), com exceção de medicina, serviços pessoais (78,6%) e bem-estar (87,3%). Também são as principais concluintes em serviços pessoais (83,8%) e em bem-estar (91%). A competição  Na competição, dois robôs chamados “robôs de sumô”, “sumobots” ou apenas “sumôs” se enfrentam com o objetivo de empurrar o adversário para fora de uma arena circular — geralmente uma tábua de madeira com borda branca —, em um combate semelhante à tradicional luta japonesa.  A disputa foi na arena Ryōgoku Kokugikan, em Tóquio, palco de grandes competições esportivas dessa arte marcial. O robô disputa na categoria “Mini Sumô 500g Autônomo”. Nela, as máquinas contam com o próprio sensoriamento e com estratégias pensadas pelo operador para eliminar o adversário da arena. Elas ainda podem contar com mecanismos que confundam o sensoriamento do oponente. No caso do robô projetado pela equipe da Escola Politécnica da UFRJ, Zé Pequeno carrega bandeiras reflexivas. No torneio, a equipe começou com a superação de dois robôs japoneses, com grande desempenho. Na sequência, o desafio: Fiebre, robô da renomada equipe Roshi Team, do México, que é referência mundial e vencedora de outra categoria no mesmo torneio. Após uma falha técnica no robô adversário, a MinervaBots superou a equipe e avançou para a próxima etapa. Nas quartas de finais e nas semifinais, foram superadas mais duas equipes japonesas, avançando assim a final brasileira inédita contra a equipe Kimauánisso. A MinervaBots Criada em 2012 por um grupo de estudantes de Engenharia Eletrônica e de Computação, a fim de utilizar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula para construir robôs de diferentes categorias. No total, já conta com mais de 50 alunos, tanto da graduação como da pós-graduação, e participa de nove categorias em torneios diversos.  O combate de robôs possui categorias divididas por peso e tamanho. A Minerva se destaca em quatro delas: combate, sumô, trekking e seguidor de linha. Na categoria de combate, na qual o objetivo é destruir ou danificar o aparelho do adversário, a equipe soma sete troféus. Na categoria disputada por Anne e Lígia, apelidada de sumô mini, vence aquele que retirar primeiro o rival da arena. Só nessa modalidade a Minerva acumula 10 aparições no pódio, sendo três delas no primeiro lugar. A equipe atualmente é liderada por Micaela Luz, aluna de Engenharia Eletrônica e da Computação, e Ryan Sales, do curso de Engenharia de Controle e Automação. Como líderes, são eles que coordenam os responsáveis pelos projetos de cada aparelho de competição.  Fontes: Agência Brasil, Conexão UFRJ e Politécnica UFRJ

Parabéns ao município de Laje do Muriaé, por seus 63 anos!

A evolução histórico-social de Laje do Muriaé está ligada à de Itaperuna. Inicialmente, a região fazia parte da capitania de São Tomé, posteriormente chamada de Paraíba do Sul, concedida em 10 de março de 1534. Durante dois séculos, a área conhecida como sertão da Pedra Lisa permaneceu inexplorada, até que alguns colonos começaram a se fixar perto da barra do córrego São Domingos.  A região de Itaperuna foi utilizada, antes do século XIX, apenas por bandeirantes e aventureiros que demandavam a baixada pelos afluentes da margem esquerda do rio Paraíba do Sul. Por volta de 1830, entretanto, instalou-se na área o desbravador José Lannes Dantas Brandão (ou José de Lana Dantas Brandão), com iniciativas que passaram a atrair população.  Em meados do século XIX, um parente seu instalou-se num rancho que veio a ser considerado como a primeira casa da futura localidade de Laje do Muriaé. Em 1840, teve origem o estabelecimento do ciclo do café, que invadiu o Norte Fluminense descendo de Minas. Com o desenvolvimento da área, foi criada em 1861 a freguesia de Nossa Senhora da Piedade, politicamente anexada a São Fidélis de Sigmaringa até 1872, quando passou a pertencer a Santo Antônio de Pádua.  Em 1887, a freguesia passou a fazer parte de Itaperuna, com a denominação de São José do Avaí, posteriormente Laje e Laje do Muriaé, até ganhar autonomia municipal pela Lei Estadual nº 5.045, de 7 de março de 1961. A instalação ocorreu em 31 de janeiro de 1963.  O núcleo urbano situa-se à margem direita do rio Muriaé, divisa natural do município com Itaperuna. Está delimitado pelo rio e uma sequência de morros que condicionaram a implantação da cidade em forma linear.  O Crea-RJ parabeniza Laje do Muriaé por seus 63 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro

Presidente do CREA-RJ afirma que não há engenheiro responsável por obra em área de condomínio onde ocorreu tragédia

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, afirmou que a fiscalização do Conselho constatou que não há nenhum registro de engenheiro responsável pela obra de reforma do Espaço Relax, do condomínio Puerto Madero, no Recreio, onde uma pilastra caiu, matando a menina Maria Luísa Oldembergas, de 7 anos. O presidente determinou a abertura de auto de infração do condomínio que será notificado e o síndico poderá responder por exercício ilegal da profissão, já que houve uma obra de engenharia sem um engenheiro responsável. “Importante é colocar o CREA-RJ, que é o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro, e nós fiscalizamos o exercício profissional. Então nós fomos a campo verificar e confirmar que não houve engenheiro responsável técnico pela obra de reforma naquele ambiente. Então, esse foi o nosso trabalho hoje de vistoria, uma ação de fiscalização. Não foi uma perícia, isso é importante ser ressaltado. A perícia cabe à Polícia Civil, que está fazendo a investigação para chegar a uma avaliação de culpa, de quem é a culpa. O CREA-RJ faz uma ação de fiscalização sobre os profissionais”, afirmou o presidente do CREA-RJ, em entrevista à imprensa, na sede do Conselho. Na manhã desta quinta-feira, dia 6 de março, fiscais do CREA-RJ fizeram a vistoria do local onde caiu a pilastra que matou a menina. Eles foram recebidos por um subsíndico e um engenheiro amigo do síndico, que não estava no local. Durante 40 minutos, os fiscais fotografaram o local, mas não puderam se aproximar do pilar destruído porque a área está interditada. O local onde caiu a pilastra se chama Espaço Relax. Os fiscais examinaram a planta do condomínio, mas não foi localizado o projeto do Espaço Relax, onde há uma cobertura de madeira (gazebo), além de duas redes sustentadas por quatro pilaretes. Um deles caiu, resultando na morte da menina. A obra do condomínio foi entregue em 2009 com o Espaço Relax previsto na planta. O local foi submetido a uma reforma recente, mas o CREA-RJ constatou que não houve registro da atuação de um profissional de engenharia. O presidente do CREA-RJ lembrou que determinou no ano passado uma campanha educativa, informando os síndicos que devem fazer obras apenas com a contratação de engenheiros registrados e habilitados junto ao Conselho. “Toda obra, mesmo que possa parecer simples, se não tiver um engenheiro avaliando o risco, você corre o risco de ter alguma situação mais problemática que no olhar de um leigo não seja identificada, e pior, você vai mascarar a real periculosidade do ambiente. Eu uso o exemplo de uma parede que possa ter uma rachadura. Se você não tiver um engenheiro responsável habilitado para verificar se aquela rachadura representa ou não risco estrutural para aquela edificação, você, ao pintar, pode estar escondendo um risco iminente de queda. Então, é fundamental que sempre, antes de fazer qualquer tipo de obra, você tenha um engenheiro avaliando, e aí sim, se identificar que aquilo não representa nenhum risco, você mesmo pode fazer uma pintura de uma parede”, destaca o presidente do CREA-RJ. Miguel Fernández reforçou que tanto os síndicos como os moradores devem aumentar sua consciência sobre a necessidade de segurança das obras e reformas em suas casas e condomínios.  “O que eu quero chamar a atenção é que você síndico, você cidadão, que vai fazer uma obra onde você não contrata um engenheiro, você assume uma responsabilidade que não deveria ser sua. E, principalmente, um risco que você muitas vezes não sabe nem avaliar adequadamente ao qual você está se colocando”, afirmou o presidente do CREA-RJ, oferecendo apoio técnico ao Ministério Público Estadual, que deverá abrir um processo sobre o caso.

Dia Mundial da Eficiência Energética

Em 5 de março é celebrado o Dia Mundial da Eficiência Energética, data em que deve ser ressaltada a importância do uso da energia de forma inteligente e responsável, minimizando o desperdício econômico e maximizando os resultados para o planeta.  A implementação da eficiência energética envolve o desenvolvimento de tecnologias, práticas e políticas que reduzam o consumo de energia, sem comprometer a qualidade dos serviços ou produtos oferecidos.  Seja em empresas, edificações, residências, no transporte ou em qualquer outro setor, é possível melhorar a eficiência energética com a adoção de tecnologias mais eficientes, com ações simples como a utilização de eletrodomésticos de baixo consumo e iluminação LED, ou estratégias mais elaboradas como a prática da gestão de energia, com monitoramento e controle do consumo. A Engenharia desempenha papel fundamental nesse processo, seja na pesquisa e no desenvolvimento de novas fontes de energia limpa e renovável ou na implementação de tecnologias inovadoras, sistemas e práticas de design avançados, desde a construção civil até a indústria. Entretanto, para o sucesso na promoção da eficiência energética, é essencial uma mudança de mentalidade da sociedade. Isso envolve esclarecer as pessoas sobre a importância da conservação de energia, promover práticas sustentáveis ​​de consumo e investir em educação e conscientização pública. Além disso, políticas governamentais eficazes, incentivos financeiros e regulamentações devem nortear a transição em todos os níveis Conheça algumas prática e tecnologias que podem ser aplicadas: Iluminação LED: as lâmpadas LED consomem significativamente menos energia do que as incandescentes e fluorescentes tradicionais, enquanto produzem uma quantidade comparável ou até maior de luz.  Gerenciamento de Energia: sistemas que utilizam sensores, controles e algoritmos para otimizar o uso de energia em edifícios, fábricas e outras instalações. Eles podem ajustar automaticamente o consumo de energia com base nas condições ambientais, na demanda e em outros fatores, reduzindo assim o desperdício. Isolamento térmico: materiais de isolamento térmico, como espuma de poliuretano, fibra de vidro e celulose, ajudam a reduzir a transferência de calor entre o interior e o exterior de edifícios. Isso reduz a necessidade de aquecimento e resfriamento, resultando em menor consumo. Veículos elétricos: os veículos elétricos (VEs) são uma alternativa mais eficiente em termos de energia aos veículos com motores de combustão interna. Eles utilizam energia elétrica armazenada em baterias ​​e podem ser recarregados usando fontes de energia renovável, reduzindo assim as emissões de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis. Energia solar: os painéis solares fotovoltaicos convertem a luz solar em eletricidade, proporcionando uma fonte de energia limpa e renovável. Eles são amplamente utilizados em residências, empresas e em projetos de grande escala, como parques solares e usinas solares flutuantes. Recuperação de calor: são sistemas que aproveitam o calor residual gerado por processos industriais, equipamentos de refrigeração e outros sistemas para aquecer água ou ar. Isso reduz a necessidade de energia adicional para aquecimento e pode melhorar significativamente a eficiência energética em aplicações comerciais e industriais. Cogeração: também conhecidos como CHP (Combined Heat and Power), são sistemas que produzem simultaneamente eletricidade e calor útil a partir de uma única fonte de energia, como gás natural, biogás ou biomassa. Eles aproveitam o calor residual que normalmente seria desperdiçado em processos de geração de energia convencionais. Janelas de alto desempenho: são janelas com isolamento térmico avançado, revestimentos especiais e vidros duplos ou triplos, que ajudam a reduzir as perdas de calor e ganhos de calor indesejados em edifícios. Sistemas de HVAC Inteligentes: Sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) inteligentes utilizam tecnologias como sensores de temperatura, termostatos programáveis ​​e controles automatizados para otimizar o funcionamento e o consumo de energia desses sistemas. Armazenamento de energia: baterias de íon-lítio, sistemas de armazenamento térmico e sistemas de armazenamento hidrelétrico bombeado permitem armazenar energia durante os períodos de baixa demanda e usá-la quando a demanda é alta, ajudando a equilibrar a oferta e a demanda de energia e reduzir picos de consumo. Compressão e refrigerante: compressores mais eficientes e refrigerantes de baixo potencial de aquecimento global melhoram a eficiência energética em refrigeradores domésticos, aparelhos de ar condicionado e sistemas de refrigeração comerciais e industriais. Monitoramento e controle remoto: permitem aos usuários monitorar e gerenciar o consumo de energia de dispositivos e sistemas, identificar oportunidades de economia de energia e ajustar configurações, de forma remota, para otimizar a eficiência energética. O Crea-RJ parabeniza todos os profissionais do Sistema Confea/Cea por suas contribuições para o uso inteligente e sustentável da energia. Essa atuação é essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras que reduzem desperdícios, impulsionam a transição energética e promovem um futuro mais sustentável para a sociedade.

Parabéns ao município de Bom Jardim, por seus 132 anos!

Bom Jardim teve sua origem nos municípios de Cantagalo e Nova Friburgo. Os núcleos de povoamento parecem datar do início do século XIX. Notícias esparsas dão conta da formação de colônias agrícolas atraídas pelo clima e pela fertilidade das terras, que compensavam as desvantagens de um relevo bastante acidentado. Antes, presume-se que tenham sido implantados alguns pousos de tropas para abrigar viajantes e garimpeiros que, no século XVIII, procuravam as terras auríferas de Cantagalo no sertão do rio Macacu, além de haver notícias da doação de sesmarias nas margens do rio Grande. O trajeto de penetração mais natural para quem vinha de Nova Friburgo era constituído pelo vale do rio Grande e, desse modo, a influência irradiadora da cultura cafeeira em busca de terras menos frias e mais adequadas fez com que, por volta do ano de 1819, algumas famílias suíças fossem atraídas para a região. Pouco depois, alguns alemães também se fixariam no local, surgindo o primeiro núcleo habitacional às margens do rio São José, estabelecendo-se a freguesia de São José do Ribeirão em 1857, no município de Nova Friburgo.  O núcleo de Bom Jardim formou-se com a implantação da estrada de ferro Cantagalo, tendo em seguida passado por uma fase de grande desenvolvimento em virtude da maior facilidade de comunicação. Dessa forma, suplantou a localidade de São José do Ribeirão e constituiu-se sede do município de Bom Jardim, criado em 1892, após as diversas subdivisões dos municípios serranos motivadas pelo advento da República.  O município de Bom Jardim evoluiu como importante centro agrícola serrano, tendo sido um dos maiores produtores de café no período que se seguiu à sua emancipação através do Decreto nº 280, de 6 de junho de 1891, e instalação, em 5 de março de 1893, proporcionando a elevação de sua sede à categoria de cidade em 27 de dezembro de 1929.  Posicionado ao longo do vale do ribeirão Floresta, o núcleo urbano expandiu-se a partir da década de 30. Com a decadência da lavoura do café, foram progressivamente loteadas as terras das fazendas próximas, ao longo do rio Grande, integrando-se à malha urbana. O ramal ferroviário foi desativado, possibilitando o aproveitamento de seu leito para circulação viária na área central e integração do município ao sistema rodoviário do estado por meio da RJ-116. O Crea-RJ parabeniza Bom Jardim por seus 132 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro