Conheça o ‘chão da fábrica’ de sonhos para o megashow de Lady Gaga

Foto: Divulgação A segurança que você sente num show está na Engenharia que você não vê. Mais uma vez a fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) atua num megaevento da cidade maravilhosa, sempre em defesa da sociedade. A presença dos fiscais hoje em Copacabana contribuiu para que haja mais segurança na realização do show de Lady Gaga, a popstar, mother monster, o que seja, que deve levar 1,6 milhão de corpos à praia no próximo sábado, dia 3 de maio. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, destacou a importância da fiscalização do Conselho na realização de um espetáculo com todas as condições de segurança para os trabalhadores e para o público. “O CREA continua ativo através da sua comissão de fiscalização de megaeventos neste grande show que vai ser realizado na praia de Copacabana, da artista Lady Gaga, e que pretende envolver milhões de pessoas. Haverá uma estrutura gigantesca necessária para poder dar condições de segurança para esse grande evento. E o CREA está participando ativamente da fiscalização da montagem de toda a parte prévia ao show, da infraestrutura necessária, fazendo a fiscalização para que tenhamos profissionais devidamente registrados e habilitados fazendo toda essa infraestrutura”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ lembra que é importante a atuação dos fiscais antes, durante e depois do evento: “Durante o evento estaremos presentes, também garantindo a participação desses profissionais na operação e depois do evento, no descomissionamento, na questão dos resíduos, no devido encaminhamento desses resíduos para os locais corretos, garantindo também toda a questão ambiental e sustentável de um show dessa proporção. O Rio de Janeiro tem essa vocação, merece ter a atuação da fiscalização do CREA, ajuda na segurança e faz também a garantia de que profissionais devidamente qualificados e habilitados do setor das engenharias estejam trabalhando, levando esse espetáculo para cada um de nós”, enfatizou Miguel Fernández. Os fiscais do CREA-RJ nos preparativos para o show da Lady Gaga Com o principal objetivo de coibir o exercício ilegal da profissão de engenheiro, o CREA enviou dois fiscais e o gerente da fiscalização, Cosme Chiniara, que constataram que está tudo correndo dentro do previsto para a realização do show. “Mais uma vez a fiscalização do CREA-RJ está presente em um grande evento na cidade do Rio de Janeiro. Dessa vez, estamos aplicando o resultado do trabalho sobre megaeventos, com novos parâmetros e uma padronização da fiscalização de grandes eventos em todo o Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de dar toda a segurança ao espetáculo”, observou Chiniara, acompanhado do coordenador da fiscalização, Leonardo Canário, e do fiscal Rodrigo Del Guerso Soares. Os fiscais do CREA já registraram a presença de dez empresas de engenharia, 18 profissionais das mais diversas especialidades e 29 Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), documento que permite a rastreabilidade dos responsáveis por obras e serviços e desse modo facilitar a apuração, no caso de episódios que ofereçam qualquer risco às pessoas. Durante cerca de duas horas, os fiscais percorreram as instalações do palco e dos equipamentos, numa área de 1 mil 300 metros quadrados. No início da tarde desta quarta-feira, dia 30, enquanto fervia o clima entre os fãs paralisados em frente ao Copacabana Palace – à espera que Lady Gaga chegue na janela, para um simples aceno – do outro lado da Avenida Atlântica, era grande o corre-corre no “chão da fábrica” de sonhos da plataforma Todo Mundo no Rio, criada pela empresa Bonus Track para realizar megaeventos na cidade. A plataforma tem o compromisso de reverter em legado e impacto positivo todas as intervenções da indústria criativa carioca. Só esse show da Lady Gaga deve gerar um impacto econômico de cerca de R$ 600 milhões para a cidade. No “canteiro de obras” de Gaga, estava todo mundo vestido a caráter com EPI (Equipamentos de Proteção Individual), capacetes de várias cores, botas e botinas de todos os tipos, os 3.800 trabalhadores suam para montar uma das maiores estruturas vistas em shows na Praia de Copacabana: cerca de cem toneladas de equipamentos para um palco de 1 mil 260 metros quadrados e 24 metros de altura (o equivalente a um prédio de seis andares), um mega painel de led de última geração (todos juntos formam área total de 806 metros quadrados). Ao longo da praia, até a Avenida Princesa Isabel, estarão 16 torres de delay, cada uma com um telão de nove metros de altura por cinco metros de largura para transmissão de som e imagem. Cerca de cem quilômetros de cabos vão levar a energia para oferecer um som de quase 4 mil KVA de potência. Vai abalar a princesinha do mar.
Indicações abertas para o prêmio Láurea ao Mérito 2025
Está aberto, até o dia 31 de julho, o período de indicações para o prêmio Láurea ao Mérito CREA-RJ, uma das maiores honrarias concedidas pelo Conselho. A premiação é voltada a profissionais e entidades que tenham se destacado por sua contribuição técnica, científica, educacional ou social nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua. As indicações podem ser feitas por instituições de ensino, entidades de classe, conselheiros e profissionais registrados no Conselho. Os nomes sugeridos serão analisados pela Comissão do Mérito, que selecionará os homenageados da edição 2025. Acesse aqui o regulamento, o formulário de indicação e as orientações completas estão disponíveis no site oficial do prêmio. Participe e ajude a reconhecer aqueles que contribuem para o fortalecimento da Engenharia, da Agronomia e das Geociências no estado do Rio de Janeiro!
Dia do Engenheiro Agrimensor
No dia 4 de junho, é comemorado o Dia do Engenheiro Agrimensor, responsável pelo levantamento e medição de terrenos para obras urbanas e rurais, descrevendo espaços físicos a serem utilizados na infraestrutura sanitária, hidráulica e de transportes. A Agrimensura como Ciência ou Engenharia surgiu no antigo Egito, quando as enchentes desfaziam as linhas divisórias das propriedades, havendo necessidade de nova demarcação quando as águas voltavam ao seu nível normal. O inglês Jonathan Sisson construiu o primeiro teodolito, instrumento muito utilizado nas explorações do território brasileiro e demarcação de limites, como do Planalto Central, em 1892. Até o início dos anos 70 a Agrimensura utilizava equipamentos onde a composição óptica constituía cerca de 90%, como os teodolitos ótico-mecânicos, nas medições de campo e os restituidores analógicos, para transformar fotografias em mapas. Nos últimos anos, os equipamentos topográficos tiveram grande evolução no que se refere à precisão alcançada e a confiabilidade na coleta dos dados. Dos antigos teodolitos analógicos convencionais, aos teodolitos eletrônicos e às estações totais, o GPS e o mapeamento a laser, o avanço tecnológico garantiu a geração de máquinas com hardwares mais potentes, aumento na quantidade de dados coletados e equipamentos cada vez menores. Os dados que se obtêm em levantamentos com laser scanner 3D, por exemplo, são chamados de nuvem de pontos. O equipamento faz uma varredura a laser no local, levantando pontos com coordenadas tridimensionais. No Brasil, a grande área de atuação desse tipo é a de plantas industriais, além de mapeamento temático, modelagem digital, levantamentos subterrâneos e de túneis. O engenheiro agrimensor também pode apontar as áreas, após análise das características da localização, que são passíveis de habitação. A viabilidade de ocupação pode ser ampliada para outros setores, como os imóveis com o propósito comercial, indústrias ou, até mesmo, com o trabalho relacionado às áreas da agricultura e pecuária. O profissional possui conhecimento sobre topografia, geodésia e batimetria, além de estar apto ao trabalho com o cálculo de pontos topográficos e geodésicos. É provável que este profissional seja protagonista no desenvolvimento de planos diretores de municípios e trabalhe com outros profissionais da área da Engenharia na elaboração deste documento. No Brasil, a Engenharia de Agrimensura, como habilitação da engenharia, foi criada pela Lei n° 3.144 de 20/05/57. Em 1964 o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia definia as atribuições para o exercício profissional. Atualmente a profissão é regulamentada pela resolução 218/73 do Confea, Lei 5194/66. Mercado de Trabalho A modalidade tem crescido junto ao desenvolvimento do setor. No Brasil, 12 instituições de ensino superior cadastradas no Ministério da Educação oferecem o curso. Atualmente, 12,3 mil engenheiros agrimensores estão cadastrados no Sistema Confea/Crea, um número que deveria ser maior para atender um país com dimensões continentais e que ainda possui um elevado número de áreas a serem demarcadas, em seus mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados. As suas áreas de atuação abrangem o setor público, como órgãos governamentais federais, estaduais e municipais, que atuam nas áreas de planejamento urbano, desenvolvimento rural, meio ambiente e infraestrutura; empresas privadas, como empresas de consultoria, geoprocessamento, cartografia, mineração, construção civil e agronegócio; instituições de ensino e pesquisa, como universidades, centros de pesquisa e institutos de tecnologia e até mesmo de forma autônoma na prestação de serviços de consultoria e assessoria. Um Engenheiro Agrimensor ganha em média R$8.319,05 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 168 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Neste ano, a remuneração para Engenheiro Agrimensor pode variar entre o piso salarial mínimo de R$ 8.091,85 e o teto salarial de R$ 17.151,88, dependendo da linha da empresa, local de trabalho, formação, experiência na função e política de cargos e salários da empresa. O Crea-RJ parabeniza os engenheiros agrimensores ao reconhecer sua importante contribuição, por meio de seus conhecimentos de medição, mapeamento, georreferenciamento e registro de propriedades, para o desenvolvimento urbano, rural e ambiental do nosso estado. Confira o vídeo aqui Fonte: Confea
Avanço da IA exige ação global para evitar aumento da desigualdade, diz ONU

Um relatório recente da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) alerta que a inteligência artificial (IA) poderá impactar até 40% dos empregos globalmente até 2033. Embora a IA ofereça ganhos significativos de produtividade, há preocupações sobre seu potencial para ampliar desigualdades, especialmente em países em desenvolvimento. O estudo destaca que, diferentemente de revoluções tecnológicas anteriores que afetaram principalmente empregos manuais, a IA tende a impactar ocupações que exigem tarefas cognitivas, como as encontradas em setores administrativos, jurídicos e financeiros. Isso sugere que economias avançadas, com maior concentração desses empregos, podem ser mais afetadas. No entanto, essas mesmas economias estão melhor posicionadas para aproveitar os benefícios da IA devido à sua infraestrutura tecnológica e capacidade de investimento. A UNCTAD enfatiza a necessidade de uma governança internacional da IA que envolva não apenas os países desenvolvidos, mas também as nações emergentes e em desenvolvimento. Atualmente, muitos desses países ainda não participam das discussões regulatórias globais sobre a tecnologia, o que pode agravar as disparidades existentes. Além disso, o relatório aponta que o mercado global de IA deve atingir US$ 4,8 trilhões (cerca de R$ 27 trilhões) até 2033, equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha. Esse crescimento é impulsionado por investimentos concentrados em poucas empresas, principalmente nos Estados Unidos e na China, que respondem por 40% dos investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento na área. Diante desse cenário, a ONU ressalta a importância de políticas públicas que promovam uma transição justa para a era da IA, garantindo que os benefícios da tecnologia sejam distribuídos de forma equitativa e que os trabalhadores afetados tenham acesso a oportunidades de requalificação e inclusão no novo mercado de trabalho.
O Rio vai parar: caravanas de engenheiros de todo o estado chegam para o CREA Aqui

A contagem regressiva para o maior encontro das Engenharias, agronomia e geociências do Rio de Janeiro começou! Na próxima quinta-feira, 5 de junho, a Marina da Glória se tornará o ponto de convergência de milhares de profissionais no CREA AQUI. E o que torna este evento tão especial? A mobilização sem precedentes de profissionais das Engenharias do interior do estado. De Italva a Paraty, de Campos a Cabo Frio, caravanas de engenheiros, agrônomos e geocientistas estão em marcha. Eles sabem: o CREA AQUI é a maior oportunidade de networking, aprendizado e valorização profissional que o Estado do Rio já viu. Inspirados pelos 126 inspetores do CREA-RJ, que atuam em 34 inspetorias por todo o estado, profissionais de todas as 92 cidades fluminenses estão prontos para fazer história. Por que profissionais do interior não vão perder este evento? No seu 91º aniversário, o CREA-RJ, sob a liderança do presidente Miguel Fernández, preparou um megaevento que vai muito além de palestras. Imagine: mais de três mil profissionais reunidos das 8h às 22h, participando de debates cruciais sobre o impacto da Engenharia na economia, lançamentos de livros, palestras inspiradoras, e feiras orgânica e tecnológica com expositores de peso. E para celebrar, shows com a Blitz e a banda Barlavento (formada por engenheiros!). Mas o verdadeiro magnetismo do CREA Aqui está na conexão. De Paraty, a caravana vem forte: O inspetor Walcymar Cunha Bastos, ex-secretário de Obras, lidera um grupo de 22 engenheiros e arquitetos, incluindo o prefeito José Carlos Porto Neto e secretários municipais. “O CREA AQUI vai permitir um maior relacionamento entre os profissionais e o CREA-RJ”, afirma Walcymar, destacando a chance de “sair da bolha” e aprimorar o networking para projetos futuros, como licenciamentos de postos artesianos. De Cabo Frio, a Asaerla em peso: O presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos, Marco Antônio Pereira, organiza uma van com 18 pessoas. “Estamos muito felizes por poder participar desse mega evento, promovido pelo CREA-RJ… O CREA está de parabéns por contribuir para a valorização dos profissionais”, celebra. Do Noroeste Fluminense, um ato de fortalecimento: De Italva, o inspetor Maurício José Leal de Oliveira, ao lado do prefeito Leonardo Rangel, enfatiza: “Sair de Italva rumo à capital fluminense para celebrar os 91 anos do CREA-RJ é, antes de tudo, um ato de valorização da nossa classe e de fortalecimento do exercício profissional.” Ele vê no evento uma oportunidade “única para trocar experiências com grandes nomes da Engenharia nacional, ampliando nossa visão sobre os desafios e soluções”. Sua Oportunidade de Conexão e Crescimento Está no CREA AQUI! A mobilização se estende por todo o estado: de Nova Friburgo, o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos, Daniel Rubens Cardoso, já tem sua lista de participantes. De Valença, a inspetora Joice Pierre garante: “Não vamos perder o CREA AQUI por nada”. E até de Varre-Sai, a quase 400 quilômetros do Rio, o inspetor Rafael Rapozo Bernardes fará a viagem, pois “é uma oportunidade de grande aprendizado e networking; vale qualquer sacrifício”. O lançamento do CREA AQUI está reverberando, atraindo a atenção de todos que buscam desenvolvimento, conhecimento e fortalecimento da categoria. Não fique de fora deste marco para a Engenharia, agronomia e geociências fluminenses. Sua presença no CREA AQUI é seu investimento no futuro da sua carreira e do nosso estado. Assim como nas caravanas e grupos de engenheiros vindos do interior do estado, é grande a expectativa dos representantes de entidades de engenheiros, agrônomos e arquitetos, que têm assento no CREA-RJ. Acompanhe a repercussão entre algumas entidades. Almir Correia, presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras (AERO): Como presidente da AERO e engenheiro atuante nas áreas Civil, de Produção e Segurança do Trabalho, reconheço com entusiasmo a grandiosidade do CREA AQUI. Essa iniciativa representa não apenas um marco para o sistema profissional, mas uma oportunidade valiosa de integração, troca de experiências e fortalecimento das nossas categorias em todo o estado do Rio de Janeiro.” Bruna Rocha Magessi, presidente da Associação Fluminense de Engenheiros de Minas: “Participar do CREA AQUI é uma oportunidade valiosa de estreitarmos nosso diálogo, enquanto profissionais, com o Sistema, e de mostrarmos à sociedade que a Engenharia é um pilar do desenvolvimento do nosso país. O CREA tem um papel fundamental nisso, pois é ele quem garante que a nossa profissão seja exercida com responsabilidade, ética e segurança, além de promover a valorização da nossa carreira e abrir espaços para que participemos das decisões que impactam diretamente o nosso trabalho. Representar a AFEM (Associação Fluminense de Engenheiros de Minas) no CREA AQUI é motivo de muito orgulho, porque reforça nosso compromisso com a valorização da Engenharia e com a construção de uma sociedade mais justa, segura e bem estruturada.” Cláudio Dutra, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Civil (ABENC), Seção RJ: “Celebramos os 91 anos do CREA-RJ, que é o nosso conselho profissional. Nossa expectativa diante do CREA AQUI é muito boa. Acreditamos que o evento vai ajudar a aprimorar a representatividade do Conselho, a conhecermos outros profissionais e investirmos em intercâmbio e networking”.. Daniel Rubens Cardoso, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo: “Esse encontro será uma grande celebração das Engenharias e uma grande oportunidade de ampliarmos o nosso networking, além de debatermos assuntos de grande importância para a nossa profissão.” Diego Luiz Fonseca, presidente da Associação do Rio de Janeiro de Engenharia Ambiental e Sanitária (ARJEAS): “Esse evento será muito importante para a promoção das Engenharias, em benefício da própria sociedade. O CREA AQUI dará a visibilidade que o CREA-RJ precisa para se transformar na Casa da Engenharia”. José Leonel Cortez Diniz Rocha Lima, dirigente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ): “A minha expectativa em torno do grande evento CREA AQUI é tão grande quanto a grandeza do nosso Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro. Um Conselho Regional multinacional com 110 mil profissionais e mais 20 mil empresas registradas presente em 33 Municípios que promove o desenvolvimento
Comunicado de Funcionamento | 5 de junho de 2025
Gigantes da tecnologia afirmam que o Brasil necessita de políticas para formação de profissionais em IA

Microsoft e Google têm intensificado os apelos por políticas públicas no Brasil voltadas à formação de profissionais em inteligência artificial (IA), destacando a urgência de capacitar a força de trabalho nacional para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades da era digital. O Brasil enfrenta uma escassez significativa de profissionais qualificados em tecnologia, com cerca de 500 mil vagas abertas no setor que não conseguem ser preenchidas devido à falta de mão de obra especializada. Essa lacuna não afeta apenas empresas de tecnologia, mas também instituições financeiras e plataformas digitais, como Itaú, Nubank e iFood, que dependem fortemente de tecnologia. Enquanto países como os Estados Unidos formam aproximadamente 850 mil profissionais por ano nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM), e a China forma cerca de 3 milhões, o Brasil forma apenas 280 mil, evidenciando uma desvantagem competitiva significativa. Em resposta a esse cenário, a Microsoft anunciou um investimento de R$ 14,7 bilhões no Brasil ao longo de três anos, visando expandir sua infraestrutura de nuvem e IA. Além disso, a empresa lançou o programa ConectAI, com o objetivo de capacitar 5 milhões de brasileiros em habilidades relacionadas à IA até 2027. Paralelamente, o Google tem investido em programas educacionais voltados para IA, como o “Cresça com o Google”, que já certificou mais de 3 milhões de brasileiros em habilidades digitais. A empresa também lançou novos cursos online focados em fundamentos de IA e cibersegurança, além de parcerias com instituições como o Senai para oferecer formação técnica especializada. Durante o Brazil Conference, Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, e Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, enfatizaram a importância de políticas públicas para capacitar profissionais e atender à crescente demanda por tecnologia no país. Eles sugerem a criação de estratégias de formação que envolvam tanto o setor público quanto o privado, com iniciativas que vão desde o ensino básico até programas de requalificação para adultos. O Projeto de Lei 2338/2023, conhecido como PL da Inteligência Artificial, está em tramitação no Senado Federal e visa estabelecer um marco regulatório para o desenvolvimento e uso de IA no Brasil. O projeto propõe normas para garantir a segurança, a transparência e a proteção
Miguel Fernández, presidente do CREA-RJ: ‘A fiscalização salva vidas’

A fiscalização pode parecer um trabalho invisível, mas, para o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, ela salva vidas. Um alerta sobre a importância dessa atuação veio logo após o trágico incidente no show de Taylor Swift, com a morte de uma jovem, no Engenhão, no Rio, em novembro de 2023. O episodio fortaleceu em Miguel a importância de profissionais habilitados atuarem em obras, serviços e eventos, criando a Equipe de Grandes Eventos. A medida não só foi um sucesso, como se tornou essencial. Em apenas um ano e cinco meses, os 55 agentes de fiscalização do CREA-RJ atuaram em 579 eventos, incluindo megaeventos como os shows de Madonna e Lady Gaga em Copacabana, o Rock in Rio e os desfiles das escolas de samba no Sambódromo. Desde janeiro do ano passado, já são 41.267 ações de fiscalização, que resultaram em 3.743 autos de infração. Esses números mostram um trabalho contínuo para garantir a segurança e a conformidade nas obras e serviços de engenharia. O evento CREA AQUI , que será realizado na Marina da Glória na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, foi criado também para ser um “farol” para o trabalho de fiscalização, mostrando à sociedade que a entidade está atuante. A função principal do CREA-RJ é clara: fiscalizar o exercício profissional para coibir ilegalidades e garantir a segurança de obras e serviços. Ao identificar os profissionais e empresas responsáveis, o CREA permite que as autoridades rastreiem falhas e estabeleçam responsabilidades. No Rock in Rio, por exemplo, a Superintendência Técnica do CREA-RJ inovou ao usar selos com QR-Code para informar os nomes dos responsáveis técnicos, uma medida que aumentou a transparência e foi bem recebida pela imprensa. A Visibilidade da Fiscalização: Prevenção de Tragédias Fernández destaca a importância de comunicar o papel da fiscalização, que muitas vezes só ganha visibilidade em caso de tragédias. “A fiscalização, infelizmente, muitas vezes, quando funciona de forma efetiva, é um trabalho invisível. Por isso, é fundamental comunicar e mostrar a relevância dela”, explica. A presença da fiscalização não apenas corrige irregularidades, mas inibe ações por negligência ou má-fé, evitando acidentes e salvando vidas. “A fiscalização presente salva vidas, evita que tragédias aconteçam, que acidentes aconteçam, e é essa a nossa principal função e trabalho que a gente quer mostrar no CREA AQUI”, reforça Miguel Fernánde. Casos Reais: A Fiscalização em Ação e o Apoio da Sociedade O sucesso da fiscalização é reconhecido. Ricardo Bräutigam, criador do Festival Rock the Mountain, afirmou: “Eu me sinto muito mais seguro em ter a fiscalização do Crea-RJ aqui”. O festival, que reúne milhares de pessoas, recebeu a visita técnica da Equipe de Grandes Eventos, garantindo a segurança das instalações. A atuação do CREA-RJ também trouxe conforto a quem sofreu perdas. Roberta Isaac Ferreira, mãe de João Vinícius, vítima de choque elétrico em um festival de música, buscou a Ouvidoria do CREA e recebeu esclarecimentos sobre o trabalho de fiscalização. Em um e-mail de agradecimento, Roberta destacou: “A atuação rápida e eficiente de todos os envolvidos foi crucial para assegurar que os padrões éticos e profissionais da engenharia fossem mantidos.” Isso demonstra a confiança que a fiscalização do CREA-RJ inspira. Além de grandes eventos, o CREA-RJ age em diversas frentes. Após acidentes com elevadores, em julho do ano passado, foi criado um grupo de trabalho para fiscalizar a instalação e manutenção, buscando reverter decisões judiciais que permitem a atuação de empresas sem a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). A presidência do CREA-RJ também teve atuação firme na denúncia do risco de queda de uma ponte em Niterói e do vazamento de tolueno no Rio Guapiaçu, que afetou o abastecimento de água de dois milhões de pessoas. Mais recentemente, no trágico caso da queda de pilastra em um condomínio no Recreio, que causou a morte da menina Maria Luísa, de 7 anos, a fiscalização do Conselho constatou a ausência de registro de engenheiro responsável pela obra. O CREA abriu um auto de infração, que pode levar o síndico a responder por exercício ilegal da profissão. Esses exemplos reforçam: a fiscalização do CREA-RJ não é apenas um trabalho burocrático; é uma ação essencial que protege a sociedade, garante a segurança e salva vidas.
Dia do Aeroporto
O Dia do Aeroporto, celebrado em 31 de maio, é uma homenagem à importância dos aeroportos na conectividade global e no desenvolvimento econômico. Embora não haja uma origem oficial documentada para essa data, acredita-se que sua criação tenha sido inspirada na fundação da Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), em 1944. No Brasil, os aeroportos desempenham um papel fundamental na mobilidade de pessoas e mercadorias, impulsionando setores como turismo, comércio e logística. Desde a inauguração do Campo de Marte, em 1929, como o primeiro aeroporto brasileiro, a infraestrutura aeronáutica do país evoluiu significativamente. Hoje, aeroportos como Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Brasília (DF) movimentam milhões de passageiros e são peças-chave na conectividade nacional e internacional. A Engenharia de Tráfego Aéreo A engenharia de tráfego aéreo também desempenha um papel essencial para garantir a eficiência e a segurança das operações aéreas. Essa área envolve tecnologias avançadas, como sistemas de comunicação, radares e inteligência artificial, para otimizar rotas e reduzir congestionamentos no espaço aéreo. No Brasil, instituições como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) operam sistemas como o SIGMA e o SAGITARIO, que monitoram e controlam o tráfego aéreo. Empresas como a AirNav Engenharia e a Atech (Grupo Embraer) também desenvolvem soluções inovadoras para o setor. Especificamente no Rio de Janeiro, dois aeroportos se destacam: Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e o Aeroporto Santos Dumont. O Galeão foi inaugurado em 1952, na Ilha do Governador, e inicialmente serviu como uma base aérea militar antes de se tornar um dos principais hubs internacionais do país. Em 1999, foi renomeado em homenagem ao maestro carioca Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e, desde 2014, está sob administração privada. Já o Santos Dumont, inaugurado em 1936, no centro do Rio, é famoso por sua vista espetacular da Baía de Guanabara. Ao longo dos anos tem tido seu foco em voos domésticos de menores distâncias, sendo um dos principais aeroportos para conexões entre Rio e São Paulo. Os desafios enfrentados pelo setor aéreo incluem a crescente demanda por voos, a modernização das infraestruturas e a implementação de medidas de segurança mais rigorosas. A pandemia de COVID-19 evidenciou a vulnerabilidade do setor, exigindo adaptações rápidas para garantir a saúde e a segurança dos passageiros. No entanto, avanços tecnológicos e investimentos contínuos mantêm os aeroportos como peças fundamentais na dinâmica econômica e social do Brasil.
CREA-RJ realiza megaevento na Marina da Glória e inaugura novo momento para a Engenharia no estado

Prepare-se para o maior movimento de resgate e valorização da Engenharia fluminense, o 91º aniversário do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). O presidente do Conselho, engenheiro civil Miguel Fernández, anuncia que vai realizar o CREA AQUI, um megaevento que reunirá mais de três mil profissionais na Marina da Glória, Aterro do Flamengo, no dia 5 de junho, das 8h às 22h. Com a principal finalidade de valorizar esses profissionais, o evento terá debates sobre o impacto das Engenharias na economia fluminense, além de lançamento de livros, palestras, feiras orgânica e tecnológica, estandes de exposição de instituições e empresas de Engenharia, e um show com as bandas Blitz e Barlavento (formada por três engenheiros). Líder da Blitz, o ator Evandro Mesquita já mandou seu recado pelas redes sociais: “Eu também estarei no CREA AQUI, o maior encontro de Engenharia, Agronomia e Geociências do estado do Rio. Quero ver todo mundo lá”, disse Evandro, líder da banda que promete levar os convidados “a dois passos do paraíso”! O evento também marcará o lançamento do aplicativo de serviços do CREA-RJ, que promete desburocratizar e agilizar o atendimento dos 110 mil profissionais e 26 mil empresas registrados na entidade. Mais uma marca dessa gestão, que incrementou a fiscalização, com objetivo pedagógico, além de levar diversas melhorias na informatização do Conselho. O megaevento do CREA-RJ terá ainda a presença de pelo menos 500 alunos de 19 faculdades e universidades estaduais, entre as quais a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Além dos estudantes, representantes de associações de engenheiros e arquitetos estão organizando caravanas que sairão de várias regiões do estado. O maior grupo deve vir da cidade de Paraty, localizada no litoral sul do RJ, e será formado por mais de 20 engenheiros que trabalham na prefeitura. Miguel Fernández, o engenheiro mais jovem a presidir o CREA-RJ, traz em seu perfil a inovação e o resgate do protagonismo que as Engenharias merecem, reafirmando seu compromisso com o resgate da profissão no estado. “Este evento significa um grande movimento de valorização dos nossos profissionais, para apresentarmos à sociedade a importância desse setor, seja para o desenvolvimento econômico e social, ou pensar num futuro melhor para o nosso estado e para o nosso país. O setor das Engenharias foi alvo de muitas injustiças e pouco reconhecimento nos últimos anos, queremos e vamos mudar esse panorama”, afirma Fernández, que promove profundas mudanças no Conselho desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2024. “O CREA AQUI inicia um movimento de exposição e valorização do nosso setor. Profissionais que atuam na área poderão debater e fortalecer vínculos, pois essa troca de experiência é essencial para o fortalecimento da categoria. Queremos também levar para a sociedade toda a dimensão da importância do profissional da Engenharia. Dar transparência à significância e à real dimensão que ela precisa ter e que ela tem. Este evento será a nossa pedra fundamental neste projeto de valorização, o início de um grande processo”, reforça Miguel. Valorização para voltar a crescer A Engenharia enfrenta grandes dificuldades e desafios. Entre eles a queda nos investimentos do setor e refluxo nos negócios causados pela Operação Lava-Jato, que levou ao desmonte de grandes empresas do setor. Como reflexo, houve uma queda de 51% na busca pela profissão entre os cursos de graduação. Para enfrentar essa situação, o presidente do CREA-RJ defende que é preciso unir esforços e mudar essa realidade. “Um país sem uma Engenharia forte está fadado ao fracasso, ao subdesenvolvimento. Índices econômicos mostram que o setor é essencial para termos crescimento e geração de emprego. E um país de dimensões continentais, como é o caso do Brasil, precisa de engenheiros e engenheiras que possam nos reconduzir a esse crescimento que tanto queremos. E o CREA AQUI faz parte desse movimento”, destaca o presidente do CREA-RJ. O evento tem apoio de grandes empresas, como a Queiroz Galvão, e das entidades mais longevas e respeitadas da Engenharia na América Latina, como o Clube de Engenharia (1880) e a Escola Politécnica da UFRJ (1792). O presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, confirmou presença e manifestou total apoio ao CREA AQUI, reforçando a importância do evento para o setor. “É importantíssima essa iniciativa do CREA-RJ. Não há desenvolvimento sem Engenharia, nem Engenharia sem desenvolvimento. E a Engenharia está completamente parada. Isso prejudica também os economistas e os administradores de empresas. Louvo essa iniciativa do Conselho. Estaremos presentes, dando todo o apoio”, afirma Bogossian. Painéis mostram impacto do investimento público em obras Levantamento da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) revela que, entre 2020 e 2024, o volume de investimentos públicos em obras no Estado do Rio de Janeiro e na capital ultrapassaram R$ 33,7 bilhões — valor equivalente a quase 4% do PIB do estado, um número que destaca o peso estratégico da Engenharia na economia fluminense. Para discutir o impacto das Engenharias na economia estadual e desvendar o futuro das Engenharias, o CREA AQUI terá os painéis “Infraestrutura, Sustentabilidade e Desenvolvimento: Desafios e Perspectivas para o Estado” e “ Cidades que pensam o futuro: a Engenharia na transformação urbana”. O primeiro painel terá a participação de diversas autoridades estaduais e municipais, entre as quais o Governador Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o secretário estadual de Infraestrutura e Obras Públicas do RJ, engenheiro Uruan Cintra de Andrade, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Aguinaldo Ballon, e o secretário estadual de Agricultura do RJ, Flávio Ferreira, provando que o CREA também é agronomia. O segundo painel terá a participação de relevantes autoridades municipais, como o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário de Infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro, engenheiro Wanderson Santos, o presidente da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz), Rafael Thompson, o presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), geógrafo Elias Jabbour, e o presidente