Conheça gente que fez o CREA AQUI, o hub das Engenharias, Agronomia e Geociências

O maior encontro estadual das Engenharias, da Agronomia e das Geociências, o CREA AQUI, está sendo considerado um sucesso de público e de crítica. Realizado no pavilhão coberto da Marina da Glória, o evento reuniu a nata da Engenharia Fluminense. Durante todo o dia 5 de junho, quinta-feira passada, passaram por lá mais de 4.500 pessoas (2.283 profissionais, 843 estudantes universitários e 1.202 convidados). O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, engenheiro civil Miguel Fernández, agradeceu a presença de todos, apoiadores, profissionais do Sistema Confea/CREA, autoridades estaduais e municipais, empresários, estudantes e colaboradores do CREA-RJ, como a coordenadora de eventos Luciana Soares. “Quero agradecer o esforço de todos vocês, sem o qual não teria sido possível obter o resultado que tivemos. Como bem disse o nosso presidente do Confea, Vinicius Marchese, foi um evento disruptivo. A gente fincou uma bandeira importante de resgate do orgulho dos profissionais e de todo o Conselho”, disse o presidente do CREA-RJ, em mensagem de áudio enviada à equipe que organizou o CREA AQUI. Planejado e executado em tempo recorde, o CREA AQUI funcionou como um grande encontro para todas as profissões registradas no Conselho: Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia. Com estandes de empresas e entidades do setor, painéis sobre a Engenharia pública, palestra sobre Inteligência Artificial, lançamento de livros, espaço de capacitação profissional do Programa Progredir e CREAJr-RJ, a premiação de profissionais, empresas e instituições do setor, além de apresentações culturais como as bandas Blitz e Barlavento, formada por engenheiros. O evento teve grande preocupação inclusiva. Todas as apresentações tinham tradução simultânea para a Linguagem Brasileira de Sinais, que permite a comunicação com pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Teve também uma feira de produtores regionais, por meio da parceria firmada com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro. A montagem teve a atuação multiprofissional mais intensamente nos últimos sete dias que antecederam o evento. A organização do CREA AQUI foi coordenada pela jornalista e publicitária Luciana Soares, que trabalha no CREA há 32 anos, 29 dos quais na Comunicação, que é gerenciada pelo publicitário Felipe Fox. “Sempre trabalhei na área de eventos do CREA, mas nessa gestão fui promovida a coordenadora de eventos. Já atuei na organização de grandes eventos do Conselho, como a SOEA (Semana Oficial da Engenharia e Agronomia), realizada no Rio de Janeiro, em 2007; mas o CREA AQUI foi o maior evento que já participei no CREA-RJ, funcionou como uma SOEA carioca”, afirma Luciana, que já coordenou a Comunicação por dois anos, de 2005 a 2007. O responsável pela montagem do palco, o engenheiro Jacques Stelzer Cardoso, dono da Stelzer Sonorização e Iluminação, foi outro que trabalhou duro, e manifestou sua satisfação com os resultados: “Por trás de todo grande espetáculo, tem muita Engenharia”, disse Jacques, correndo de um lado para o outro, testando o painel de led de 34 metros quadrados e outro instagramável de 13 metros quadrados, além da instalação de 20 refletores, 16 aparelhos de “moving light”, com luzes coloridas, e duas máquinas de fumaça “fog haze” para produzirem efeitos especiais. Levados em quatro caminhões, os equipamentos têm capacidade para produzir 60 mil watts de som. Formado em Engenharia Elétrica, em 2014, e em Civil, em 2018, Jacques tem registro no CREA-RJ desde 1991, como técnico de eletrônica, quando o Conselho ainda habilitava os técnicos. Com 37 anos de experiência profissional, Jacques reconhece que é a primeira vez que trabalha na produção de um grande evento voltado para a engenharia. Foi ele quem recebeu os seis fiscais do CREA-RJ que foram hoje cedo para vistoriar a montagem do evento. O resultado final da harmonia entre estandes e palco foi obtido com a atuação de outro profissional, o cenógrafo Júlio Lopes, sócio da Mais Criações há 21 anos. Foi logo apelidado nos bastidores de “Joãosinho Trinta do CREA AQUI”. Joãosinho (1933-2011) foi o grande carnavalesco, que revolucionou a apresentação dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, considerados o maior espetáculo da terra. Modesto, Júlio recusa a comparação: “Nada disso; nós apenas mergulhamos nesse trabalho, como fazemos em todos os outros. A sensação é muito gratificante. A cenografia é muito dinâmica, mas ficamos felizes por termos conseguido entregar exatamente o que foi planejado em 3D. O filho nasceu rápido e assim pudemos ver logo o fruto do trabalho”, contou Júlio, ao lado da sócia Márcia Barbosa Silva. Juntos, já participaram dos bastidores de grandes eventos, como o Rock in Rio e o The Town. Entre os 350 operários que participaram da montagem dos estandes, as mulheres estavam bem representadas por Cleide Santos, 50 anos, moradora da Zona Oeste do Rio, que atuava na forração dos estandes, prestando serviço para a Mais Criações. “Esse é um dos maiores eventos em que já atuei e há um clima de colaboração coletiva muito grande”, observou Cleide, enquanto forrava um estande. Indagada se poderia participar do evento, no dia seguinte, ela lamentou não poder ver o conjunto da obra, mas foi por uma boa causa: “Amanhã (sexta, dia 6), já tenho um outro trabalho e não posso dispensar de jeito nenhum”, disse Cleide, que tem dois filhos para criar.
As maiores pontes do mundo são obras que desafiam distâncias e impressionam pela Engenharia

Se você pensa que pontes servem apenas para ligar um ponto ao outro, prepare-se para mudar de ideia. Em algumas regiões do mundo, essas estruturas gigantescas são verdadeiros monumentos à engenharia moderna. Elas cruzam baías, ligam ilhas a continentes, vencem vales imensos e até escondem túneis sob o mar. Conheça cinco das maiores pontes do mundo que não apenas encurtam distâncias — elas impressionam pela escala, tecnologia e ousadia. 1 – Danyang–Kunshan, a ponte que parece não ter fim China164,8 km Inaugurada em 2011 É quase inimaginável: uma ponte com mais de 160 quilômetros de extensão! Essa é a Danyang–Kunshan Grand Bridge, a mais longa do planeta. Parte vital da linha ferroviária de alta velocidade entre Pequim e Xangai, ela atravessa planícies, rios, lagos e até áreas urbanas. Seu trajeto é tão extenso que, de ponta a ponta, seria possível viajar de carro por mais de uma hora sem sair da ponte — se ela fosse aberta a veículos, claro (atualmente, é exclusiva para trens). A construção envolveu mais de 10 mil trabalhadores e levou quatro anos para ser concluída. 2 – Qingdao Haiwan, um salto sobre o mar China42,5 kmInaugurada em 2011 Construída em tempo recorde — apenas quatro anos, a ponte Qingdao Haiwan cruza a vasta baía de Jiaozhou, conectando a cidade de Qingdao ao distrito de Huangdao. Ela é considerada a ponte mais longa do mundo sobre água salgada. Além de seu comprimento surpreendente, a estrutura é capaz de resistir a terremotos de magnitude 8, tufões e impactos de navios de grande porte. Com seis pistas de tráfego e mais de 5 mil pilares de sustentação, sua construção consumiu mais de 450 mil toneladas de aço — quase cinco vezes o que foi usado na Torre Eiffel. 3 – Ponte Vasco da Gama, uma gigante elegante sobre o Tejo Lisboa, Portugal17,2 kmInaugurada em 1998 Construída sobre o majestoso estuário do rio Tejo, a Ponte Vasco da Gama é a mais longa da União Europeia e um dos maiores empreendimentos de infraestrutura já realizados em Portugal. Com 17,2 km de extensão total, dos quais cerca de 12,3 km estão sobre o rio, a ponte foi concebida para descongestionar a histórica Ponte 25 de Abril e viabilizar a logística da Expo 98, realizada em Lisboa. A estrutura é composta por trechos em viaduto, segmentos estaiados e pilares elevados, que garantem sua estabilidade diante de ventos fortes e atividade sísmica e foi projetada para uma vida útil estimada em 120 anos. 4 – Ponte do Øresund, metade ponte, metade túnel Entre Copenhague (Dinamarca) e Malmö (Suécia)7.845 m (ponte) + 4 km (túnel) + ilha artificialInaugurada em 2000 Ela começa como uma ponte estaiada sobre o Mar Báltico, desaparece numa ilha artificial e então mergulha num túnel submerso até a costa oposta. A ponte do Øresund é uma das ligações transfronteiriças mais engenhosas do mundo, unindo a Dinamarca à Suécia de forma contínua por rodovia e ferrovia. A estrutura não é só grandiosa — ela é também um símbolo de integração entre os dois países. Em média, 17 mil veículos cruzam Øresund diariamente. Um detalhe curioso: a ponte foi projetada para não interferir no tráfego aéreo do aeroporto de Copenhague, localizado próximo ao início da travessia. 5 – Ponte da Ilha Russky, estaiada até os extremos da Rússia Vladivostok, Rússia3.100 m (vão central de 1.104 m)Inaugurada em 2012 A Ilha Russky, no extremo leste da Rússia, passou a estar conectada ao continente graças à ponte que leva seu nome. Com o maior vão estaiado do mundo (mais de um quilômetro de vão livre), a Ponte da Ilha Russky foi construída para a cúpula da APEC de 2012 — e se tornou um marco da Engenharia russa. As condições extremas da região — ventos fortes, baixas temperaturas e águas turbulentas — exigiram soluções inovadoras. O resultado é uma estrutura esguia, mas incrivelmente resistente. À noite, sua iluminação azulada dá à ponte uma aparência quase futurista, destacando ainda mais sua imponência. Ponte Rio-Niterói: a gigante brasileira que desafia classificações Embora muitas listas internacionais sobre as maiores pontes do mundo deixem de incluí-la, a Ponte General Costa e Silva, popularmente conhecida como Rio-Niterói, é uma das mais grandiosas obras de Engenharia da América Latina. Com 13,29 km de extensão total, sendo 8,836 km sobre a Baía de Guanabara, a estrutura conecta as cidades do Rio de Janeiro e Niterói desde 1974. Por muitos anos, foi a segunda maior ponte do mundo e ainda hoje é a maior do Hemisfério Sul em extensão sobre o mar. A ponte impressiona pelo seu vão central em viga reta contínua, com 300 metros de comprimento e 72 metros de altura — necessário para permitir a passagem de grandes embarcações rumo ao Porto do Rio. A construção mobilizou cerca de mil operários e envolveu soluções de engenharia complexas para vencer os desafios da topografia e das correntes marítimas da baía. A ausência da Ponte Rio-Niterói em certos rankings se deve mais a critérios de classificação específicos do que à sua relevância estrutural. Muitas listas consideram apenas pontes com extensão contínua sobre água, ignorando trechos de acesso em solo firme, ou priorizam categorias específicas, como pontes estaiadas, ferroviárias ou internacionais. Apesar disso, a ponte brasileira segue sendo um marco da engenharia nacional, com tráfego diário superior a 150 mil veículos.
Dia Mundial dos Oceanos
No dia 8 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Oceano. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008, mas sua proposta ocorreu desde 1992 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Tem como objetivo demonstrar a importância dos oceanos para a saúde e bem-estar, assim como promover hábitos sustentáveis na interação com os mares, promovendo ações e iniciativas coletivas globais para a conservação, restauração e explorações científicas para sua revitalização. O planeta possui cinco oceanos, que são separados por suas características geográficas ou propriedades físicas, sendo eles os oceanos Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico, esse último também conhecido como Oceano Austral ou Oceano Sul. Apesar desta divisão, na verdade o oceano é um só, pois, todos os oceanos citados têm comunicação entre si. O oceano produz pelo menos 50% do oxigênio do planeta, abriga a maior parte da biodiversidade da Terra e é a principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Além disso, o oceano é fundamental para a economia, com cerca de 40 milhões de pessoas empregadas em indústrias baseadas no oceano até 2030. Eles também cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contém 97% da água de todo o planeta. As águas salgadas abrigam uma biodiversidade com quase 200 mil espécies identificadas. Eles são parte essencial para promover a regulação climática do planeta, pois absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido pelos seres humanos. Além disso, aproximadamente 3 bilhões de pessoas no mundo todo dependem dos mares como fonte de alimento. Apesar de todos os benefícios, os oceanos sofrem os impactos causados pelas ações da humanidade. Segundo o Programa das Nações Unidas os oceanos recebem cerca de 13 milhões de toneladas de plástico anualmente, o equivalente a descarregar um caminhão de lixo no oceano por minuto. Esta quantidade poderia aumentar até 17,5 milhões de toneladas neste ano se a sociedade não diminuir o ritmo dos descartes. Assim, a ONU declarou o período entre 2021 e 2030 como a Década dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável. A meta é mobilizar cientistas, políticos, empresas e sociedade civil para a pesquisa e inovação para promover a conservação dos recursos naturais do globo. Esta década deverá facilitar a comunicação e o aprendizado mútuo entre as comunidades de pesquisa e partes interessadas. Ou seja, é um momento muito propício para fortalecer as ações de Educação Ambiental relacionadas aos oceanos. Impacto das mudanças climáticas nos oceanos As mudanças climáticas são transformações que ocorrem gradualmente no meio ambiente, principalmente nos aspectos do clima e da temperatura. Elas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da terra, ou podem ser as consequências das ações humanas como desmatamento, poluição e emissão de gases de efeito estufa. E os oceanos também reverberam esses impactos. A Copernicus indica que a temperatura do mar no segundo semestre de 2024, foi a segunda mais quente já registrada. Um dos grandes problemas gerados pelo calor nos oceanos é o derretimento das geleiras. Em pesquisa realizada pela Universidade do Colorado Boulder, em 2024, foi observado que a extensão do gelo marinho antártico atingiu uma redução histórica de 200 mil km². O oceano absorve cerca de um quarto das emissões anuais de CO2. A interação do dióxido de carbono com a água do mar altera a química do carbonato resultando na redução do pH. Esse processo é conhecido como acidificação. De acordo com o Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), o pH da superfície do oceano aberto é o mais baixo dos últimos 26 mil anos. O aumento do nível do mar por registros de satélites atingiu o máximo histórico e, nos últimos dez anos, é mais que o dobro comparado ao início dos registros em 1993. O aquecimento contínuo e o derretimento de glaciares e camadas de gelo estão entre os fatores que contribuíram. A Unesco relata que, devido ao degelo acelerado, o nível do mar subiu 9 centímetros nos últimos 30 anos, duplicando o ritmo médio de elevação dos anos anteriores. As consequências desses dados à biodiversidade marinha são catastróficas. De acordo com artigo publicado na revista Science, caso o cenário não melhore até o ano 2300, a vida nos oceanos enfrentará uma extinção em massa. A acidificação coloca em risco os recifes de coral, já que abala a fixação de carbonato de cálcio em conchas, ouriços do mar, entre outras espécies. E também com a redução de oxigênio nos mares leva a um crescimento da produção de óxido nitroso, o que agrava ainda mais o efeito estufa. Fontes: Portal de Educação Ambiental (SP) e ONU
Dia Mundial da Segurança dos Alimentos
No dia 7 de junho, é celebrado o Dia Mundial dos Alimentos. A data foi criada por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2018, e tem como objetivo ajudar a prevenir, detectar e gerenciar riscos transmitidos por alimentos, contribuindo para a saúde, a manutenção dos direitos humanos, a prosperidade econômica, a agricultura, o turismo e o desenvolvimento sustentável. O tema deste ano é “Segurança Alimentar: a Ciência em Ação”, destacando o papel do conhecimento científico na redução de doenças, diminuição de custos e na proteção da vida humana. No contexto atual, a cadeia de suprimento de alimentos se tornou mais intrincada e qualquer incidente adverso à segurança de alimentos pode ter impactos negativos em níveis globais, com implicações na saúde pública, no comércio e, consequentemente, na economia. A ingestão de alimentos contaminados por bactérias, parasitas, poluentes químicos e biotoxinas podem desencadear um amplo grupo de doenças, que vão desde a diarreia até o câncer e, em alguns casos, pode ocasionar o óbito de indivíduos ou grupos, como por exemplo populações afetadas por conflitos. A ocorrência de doenças transmitidas por alimentos (DTA) está relacionada com diversos fatores, como condições de saneamento, qualidade da água para consumo humano impróprios, práticas inadequadas de higiene pessoal e o próprio consumo direto de alimentos já contaminados. Ao ingerir esses alimentos, alguns sintomas que podem surgir são: náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia, falta de apetite e febre. No Brasil, a maioria das doenças transmitidas por alimentos são causadas por bactérias (principalmente por Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus). No entanto, há também surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA) causados por vírus (rotavírus e norovírus) e, em menor proporção, por substâncias químicas. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) “a segurança alimentar é uma responsabilidade compartilhada e todos têm um papel a desempenhar, incluindo governos, indústria, produtores, operadores comerciais e consumidores” e todos os anos uma média de 420 mil pessoas morrem por comer alimentos contaminados, sendo que crianças menores de cinco anos são as mais afetadas (125 mil por ano). Logo, essas infecções têm um impacto muito maior em bebês, grávidas, doentes e idosos. Para estas populações, as consequências são geralmente mais graves e podem ser fatais. A crise global causada pela pandemia de Covid-19 destacou a importância do tema. Também realçou a necessidade de adaptar sistemas de segurança que respondam a interrupções nas cadeias de suprimentos e garantam acesso contínuo a alimentos seguros. A globalização da produção e comércio de alimentos também complica a investigação de surtos de doenças e a retirada de produtos em caso de emergência. A contaminação tem efeitos além da saúde pública, prejudicando exportações, turismo, meios de subsistência e desenvolvimento econômico, tanto nos países desenvolvidos quanto nos Estados-membros em desenvolvimento. A alimentação segura contempla 4 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo eles: Orientações para uma alimentação mais saudável e segura: Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) e Organizações das Nações Unidas.
CREA Aqui vira grande conexão da Engenharia, Agronomia e Geociências e pode entrar para calendário do Rio

O maior encontro estadual das Engenharias, Agronomia e Geociências, o CREA AQUI se tornou uma enorme conexão de profissionais, empresários e autoridades do estado e do município, que compartilharam ideias e projetos com soluções para os principais problemas do estado. O mega evento, que recebeu cerca de 4 mil pessoas para celebrar os 91 anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio, funcionou como uma espécie de SOEA de um dia. SOEA é a Semana Oficial de Engenharia e Agronomia, que em 2025 chega a sua 80ª edição e acontecerá no Espírito Santo. Já na abertura do evento, inovação e tecnologia marcaram presença, com o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, apresentando as funcionalidades do novo aplicativo desenvolvido para engenheiros, agrônomos e profissionais das geociências. Ele convidou todos para fazerem um tour virtual pelo novo conceito de atendimento ao público. Haverá espaço de coworking para os profissionais, além de salas para palestras e workshops. “Com o CREA AQUI e todas as inovações que trazemos, creio que conseguimos provar que o CREA não está presente só na mitigação dos desastres, mas contribuindo para renovar a autoestima dos profissionais e juntos retomarmos o protagonismo das Engenharias”, afirmou Miguel Fernández. Em sua apresentação, o presidente do CREA-RJ testou no telão de led as funcionalidades do app de serviços, que promete desburocratizar o atendimento e agilizar o acesso a documentos e certidões. A cada uso bem-sucedido do app, a plateia aplaudia. Fernández anunciou também que por meio da plataforma Livelo os profissionais cadastrados no CREA poderão obter cashback que pode resultar em anuidade zero. Fernández agradeceu a presença de todos, profissionais, empresários e apoiadores, além de seus colaboradores, como a jornalista e publicitária Luciana Soares, coordenadora de eventos do CREA-RJ. O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Vinicius Marchese, participou do evento, entregando prêmios aos laureados, ao lado de Miguel Fernández. Marchese parabenizou o presidente do CREA-RJ pelo sucesso do CREA AQUI: “O CREA Rio de Janeiro hoje reposiciona a instituição como uma instituição que está muito próxima do profissional, próxima da sociedade, próxima dos problemas da sociedade. Quero parabenizar o Miguel Fernández por tudo que ele está fazendo pelo CREA como um todo, mas hoje especialmente pelo evento que tem como objetivo trazer o profissional para próximo do sistema. É assim que a gente vai trabalhar, mudando o sistema para o profissional.” O primeiro painel de debates do dia teve início com o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio, Flávio Ferreira, que destacou os avanços da produção agrícola do Estado, citando novos polos, como o café do noroeste fluminense e a uva no município de Areal, entre outros. Também presente ao debate o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, explanou sobre os desafios enfrentados após a concessão dos serviços de distribuição de água e o cenário atual, que prevê 5 bilhões de investimentos até 2029, em função da universalização do saneamento em 2033. O terceiro convidado do painel – mediado pelo comunicador Clóvis Monteiro (Rádio Tupi), o engenheiro Uruan Cintra de Andrade, secretário estadual de Infraestrutura e Obras Públicas, enalteceu a importância do CREA-RJ e de todos os profissionais da entidade representados na realização e conclusão de cerca de 150 obras em andamento este ano na capital e no interior do Estado do Rio. Como a conclusão do aguardado novo Museu da Imagem e do Som (MIS), em Copacabana, que, segundo o secretário, ocorrerá até dezembro. À tarde, o painel tratou do tema “Cidades que pensam o futuro: a Engenharia na transformação urbana” e contou com a participação do secretário Municipal de Infraestrutura do Rio de Janeiro, engenheiro Wanderson Santos; do presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) Jorge Luiz de Souza Arraes; do presidente do Instituto Pereira Passos, Elias Jabbour; e de um representante da Companhia Municipal de Energia e Iluminação, a Rioluz. O secretário de Infraestrutura do município destacou a importância da Engenharia no poder público, informando que a prefeitura do Rio tem hoje R$ 1 bilhão em obras contratadas: “A Engenharia pública é fundamental para o desenvolvimento do país”, lembrando que “a Engenharia passou por uma crise muito grande com reflexos até hoje. Precisamos virar essa página. A gente precisa abandonar o nosso complexo de vira lata e entender que temos protagonismo. Eventos como esse são importantes para resgatar esse sentimento”, afirmou o engenheiro Wanderson. Com filas em vários estandes, do selfie oficial à do óculos para realidade virtual – que permitiu ver em 3D o projeto da futura sede do CREA-RJ–, o CREA-RJ reuniu profissionais, empresários e estudantes, numa espécie de festival da Engenharia. O podcast CREA AQUI, apresentado pelo jornalista Rodrigo Motta, fez entrevistas ao vivo num estúdio montado no local. Houve palestras, lançamentos de livros e 26 profissionais premiados em diversas categorias. A presença dos estudantes foi maciça.O clima de euforia foi tão grande que houve quem jurasse que a história do CREA-RJ será dividida entre antes e depois do CREA AQUI, um evento que promete entrar para o calendário do Estado do Rio, atraindo profissionais de todo país. O local do evento não poderia ser mais inspirador: a Marina da Glória, um dos cartões-postais do Rio, com uma vista deslumbrante da Baía de Guanabara. O evento aconteceu em um pavilhão indoor de quase 5 mil metros quadrados, com toda a infraestrutura para receber milhares de visitantes e expositores. Ao som da Barlavento, banda formada por três engenheiros, e da Blitz, ao final, o evento funcionou também como uma espécie de congraçamento dos profissionais do Sistema Confea/CREA. No estande do CREA-RJ, o projeto modelo da futura sede do CREA fez sucesso, visto com óculos de realidade virtual. A engenheira civil Juliana Peres, Perilo Engenharia, estava exultante com o projeto e todo o evento. “Tá bem bacana. Os estandes estão bem informativos, proporcionando uma experiência bem legal”, disse Juliana. A engenheira de produção e segurança do trabalho Priscila Pinheiro, moradora do bairro vizinho da Glória, estava toda feliz na fila do selfie para comprovar que esteve no evento. “Esse tipo de evento vai dar uma
CREA-RJ completa 91 anos

O CREA-RJ completa 91 anos de história e protagonismo frente ao desenvolvimento do estado. No dia 5 de junho de 1934, uma nova era foi anunciada pelo engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado, ao presidir a primeira sessão Plenária do Conselho da 5ª Região, embrião do atual CREA-RJ, na Escola Nacional de Belas Artes, dando posse aos primeiros diretores. Atualmente, o Conselho é composto por Plenário (representado pelas instituições de ensino superior e pelas entidades de classe, cujo terço é renovado anualmente), Câmaras Especializadas, Presidência, Diretoria e Inspetorias. A partir de 1930, lideradas pelas mais atuantes entidades de classe, surgiram movimentos em prol da regulamentação das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor. Em 1932, o ministro do Trabalho recebeu do Sindicato Nacional de Engenharia o “Anteprojeto de lei regulamentando o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor”. O documento – publicado com poucas modificações no Diário Oficial de 14 de abril daquele ano, resultou da participação de outras entidades de classe, entre as quais o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e de Pernambuco, o Instituto de Engenharia de São Paulo, a Sociedade Mineira de Engenheiros, a Associação de Engenheiros Civis da Bahia, o então Instituto Central dos Arquitetos e o Instituto Mineiro de Arquitetura. Nos anos seguintes, os debates sobre a forma da nova lei prosseguiram através de comissões integradas por renomados profissionais, entre os quais: o diretor geral do Departamento Nacional do Povoamento do Ministério do Trabalho, Engenheiro Dulphe Pinheiro Machado; Adolfo Morales de los Rios Filho, do Instituto Central dos Arquitetos; Augusto Varella Cursino, da Associação dos Construtores Civis; Cezar do Rego Monteiro Filho, do Sindicato Nacional dos Engenheiros; Domingos José da Silva Cunha, da Sociedade Brasileira dos Engenheiros; José Cezário Monteiro Lins, do Instituto de Engenharia de São Paulo; José Furtado Simas, da Associação Brasileira de Concreto; José Luiz Mendes Diniz, do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro; e Luiz Simões Lopes, pela classe dos agrônomos, cuja profissão foi regulamentada em 12 de outubro de 1933, pelo decreto nº 23.196. A partir desse marco histórico, além dos cursos superiores serem exigidos para o exercício profissional, as profissões técnicas são também reconhecidas pelo Ministério da Educação e Saúde Pública. Como resultado da conjugação de esforços entre o governo e o espírito associativo das entidades de classe, em 11 de dezembro de 1933, o decreto nº 23.569 regulamentava o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor e dispunha sobre a fiscalização dos serviços desenvolvidos por engenheiros, arquitetos e agrimensores, a cargo do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea) e dos Conselhos Regionais (Creas), criados por esse mesmo decreto. As pioneiras do Crea-RJ A história da conquista do direito da mulher brasileira à cidadania é um capítulo importante da trajetória do Crea-RJ, e vice-versa. No mesmo período da criação do Conselho fluminense, as mulheres conquistam o direito ao voto, participando, pela primeira vez, das eleições em 1934. Data desse mesmo ano, o ingresso das primeiras mulheres no Crea-RJ, cujo registro pioneiro cabe à engenheira civil Elza Osborne, então Elza Martins Gomes de Pinho. Elza Osborne foi a primeira mulher engenheira a administrar quadros do funcionalismo da Prefeitura do Distrito Federal. Foi a responsável por diversas obras na zona oeste, então zona rural, como a construção do viaduto Engenheiro Alim Pedro, Teatro de Arena, Teatro Arthur Azevedo, o anfiteatro da Praça Filomena, entre outras. No teatro, escreveu inúmeras peças, entre elas Zé do Pato, que deu ao Teatro Rural do Estudante 11 prêmios em disputa no I Festival Nacional de Teatro. Carmen Velasco Portinho nasceu em 1903, em Corumbá, Mato Grosso. Ingressou no curso de Engenharia da Escola Politécnica da Universidade do Brasil, pelo qual concluiu a graduação em 1925, sendo a terceira mulher a se formar em engenharia no país. Começou a vida profissional na Diretoria de Obras e Viação da prefeitura do Rio de Janeiro, e ao longo da vida foi uma das mais notáveis defensoras dos direitos das mulheres no país, fundando em 1929 a União Universitária Feminina, e em 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas. Em 1936, concebeu o anteprojeto para a construção de Brasília e foi a primeira mulher a receber o título de urbanista no Brasil, pela extinta Universidade do Distrito Federal, com diploma assinado por Mário de Andrade. Durante a década de 1940 chefiou o Departamento de Habitação Popular. Posteriormente, dirigiu o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Escola Superior de Desenho Industrial, de 1967 a 1988. Carmen Portinho faleceu em 2001, aos 98 anos A inserção das mulheres no Conselho desde 1934 vem seguindo uma trajetória ascendente, com lugares cada vez maiores ocupados pelas mulheres técnicas e profissionais da engenharia, arquitetura, agronomia, geologia, meteorologia e geografia no mercado de trabalho. O reconhecimento da mulher profissional, e o seu papel decisivo na soberania tecnológica brasileira, bem como na construção de uma sociedade melhor, é hoje um marco da atuação do Crea-RJ, através do seu GT Mulher. Criado em 1986, esse Grupo de Trabalho teve como principais objetivos promover a consciência participativa das mulheres do sistema Confea/Crea pelo seu reconhecimento como agentes comprometidas com os interesses sociais e humanos, incentivar a sua participação em todas as esferas do Conselho, assim como garantir formação qualificada e continuada no exercício profissional. O Fórum da Mulher, promovido por esse grupo de trabalho, é um exemplo do grande potencial da participação feminina nos destinos do Crea-RJ no século XXI. Atualmente, o Programa Mulher tem como objetivo orientar, capacitar e encontrar maneiras de estimular a participação feminina de forma protagonista dentro do Sistema Confea/Crea, por meio de políticas e iniciativas que sejam atrativas para o gênero, bem como incentivar o registro profissional de mulheres nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências em sua jornada profissional e acadêmica. O Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua foi elaborado em 2018 e institucionalizado em setembro de 2019. A sua criação busca atender aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mais especificamente o ODS nº 5, que visa à equidade de
Dia do Engenheiro Mecânico
Celebrado no dia 5 de junho, o Dia do Engenheiro Mecânico é uma homenagem ao nascimento de Delmiro Gouveia (1863), um dos pioneiros da industrialização do Brasil. Gouveia foi responsável pela construção da primeira fábrica de linhas de costura do país e da segunda usina hidrelétrica, a de Paulo Afonso, entre Alagoas e Bahia. Sua visão empreendedora e seu conhecimento em Engenharia Mecânica foram fundamentais para o desenvolvimento do país. A Engenharia Mecânica é um ramo da Engenharia que se concentra no projeto, análise, fabricação e manutenção de sistemas mecânicos, máquinas e dispositivos. É um dos campos mais vastos da Engenharia, que inclui também pesquisas tecnológicas, controle de qualidade, supervisão de processos e definição de procedimentos de segurança na linha de produção. Seus serviços também incluem instalações industriais e mecânicas; sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor e veículos automotores. O profissional desta Engenharia também está presente nos processos da agropecuária; na climatização de ambientes, viabilizando conforto térmico e acústico; nos meios de transporte, permitindo a mobilidade e no abastecimento das cidades, assim como na fabricação de tecidos e em muitos outros setores da economia. As atribuições do engenheiro mecânico são concedidas pelo artigo 12 da Resolução do Confea nº 218/73. Mercado de Trabalho Já durante a sua formação, os estudantes aprendem sobre automação, inteligência artificial e fabricação avançada, que são essenciais para quem deseja seguir carreira em uma área de constante inovação. Assim é possível atuar na indústria metalmecânica, automobilística, aeronáutica, naval, de processo e de refino de petróleo, refrigeração e climatização, transformação, combustíveis, lubrificantes, alimentícia e muitas outras. Com a evolução e implementação de novas tecnologias, há a otimização do processo produtivo, junto com a inteligência artificial, a robótica, a automação de máquinas, como machine learning e IoT (Internet of Things – Internet das Coisas). A nanotecnologia, por exemplo, pode ser aplicada na produção de peças e ferramentas mais resistentes do que as comuns, em razão da sua característica e composição, otimizando a qualidade dos produtos e equipamentos, o que pode reduzir custos com manutenção e desgaste. Na Internet das Coisas, os equipamentos utilizados no sistema de comunicação entre uma máquina e outra são elaborados pela Engenharia. Os equipamentos se conectam à internet e facilitam a gestão a distância, como o rastreamento de veículos e casas inteligentes com acionamento de eletrodomésticos e sistemas elétricos a distância. Já a inteligência nas máquinas e automóveis está diretamente ligada à área e permitirá que os processos produtivos sejam executados de forma autônoma. Como exemplo, carros autônomos, drones e qualquer outro equipamento que não precise de piloto. Na indústria energética, é possível projetar e supervisionar a construção dos sistemas, turbinas e outros suprimentos necessários, destacando a indústria de energias sustentáveis, como a eólica e solar. A média que o Engenheiro Mecânico recebe é de R$ 10.942,50 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 7.051 profissionais admitidos e desligados em regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo Novo CAGED. Possíveis áreas de atuação – Engenharia Automotiva: voltada para o design, desenvolvimento e manufatura de veículos, aborda desde a concepção de novos modelos e sistemas de propulsão a análise de impacto veicular e segurança veicular; – Engenharia de Sistemas e Controles: com objetivo no desenvolvimento e aprimoramento de sistemas de controle para máquinas e processos industriais; – Setor Agropecuário: responsável pelo segmento de máquinas e equipamentos agrícolas, na implementação de sistemas de irrigação e na aplicação de tecnologias mecânicas e de automação na lavoura; – Setor de Climatização: projeta e realiza o planejamento e gerenciamento da manutenção de sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado central. – Setor de Energia: projeta e desenvolve turbinas eólicas, centrais hidrelétricas e sistemas de geração de energia solar, bem como soluções associadas à biomassa e combustíveis em geral; – Indústria de Alimentos e Bebidas: é a elaboração de projetos de máquinas de processamento de alimentos, envasamento de bebidas, embalagens, entre outras. Também participa dos processos de automação das fábricas; – Indústria Petroquímica: cria máquinas capazes de realizar o bombeamento, refino e processamento de petróleo de forma mais eficiente. O Crea-RJ parabeniza a todos os engenheiros mecânicos pela importância dessa profissão, por projetarem, desenvolverem, analisarem, produzirem e operarem sistemas, máquinas, componentes e dispositivos mecânicos que são essenciais para os mais diversos setores da economia e pelo desenvolvimento da sociedade. Confira o vídeo aqui
Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia
No dia 5 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A data tem como objetivo promover a conscientização acerca da importância e preservação do meio ambiente. Foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 5 de junho de 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, para coincidir com a realização dessa conferência e marcou uma virada na evolução da política ambiental internacional. Foram estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta, mudando a forma como vemos e tratamos as questões ambientais globalmente. A Ecologia é a ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. Ela desempenha um papel fundamental no entendimento dos ecossistemas e na promoção de práticas sustentáveis. Assim, com a crescente preocupação com problemas ambientais, a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente oferece a oportunidade de ampliar as bases para opiniões esclarecidas e condutas responsáveis por parte de indivíduos, empresas e comunidades em relação à preservação e valorização do ambiente. As mudanças climáticas são transformações que ocorrem gradualmente no meio ambiente, principalmente nos aspectos do clima e da temperatura. Elas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da terra, ou podem ser as consequências das ações humanas como desmatamento, poluição e emissão de gases de efeito estufa. Com o aumento do efeito estufa, causado pela queima de combustíveis fósseis por parte da humanidade, a temperatura do planeta está subindo e a intensidade das mudanças climáticas têm acelerado de maneira não natural. De acordo com o serviço de mudanças climáticas Copernicus, as concentrações atmosféricas de CO2 em 2024 foram as maiores dos últimos dois milhões de anos. O desmatamento é outro importante fator que contribui com o aquecimento global, já que as florestas são responsáveis por reduzir o CO2 presente na atmosfera. O Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, contabilizou entre janeiro e agosto de 2024, um aumento de 78% de queimadas no Brasil em relação ao mesmo período de 2023. Esse contexto leva à degradação de terras e florestas, o que libera ainda mais dióxido de carbono. Aterros para lixo são uma das principais fontes de emissões de metano. Energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre os principais emissores. O Crea-RJ, por meio de seus profissionais e ações, têm um papel crucial na construção de um futuro mais sustentável para todos. A busca por tecnologias limpas, sustentáveis e acessíveis é um compromisso ético do Conselho com a sociedade para a preservação da vida na Terra. Confira o vídeo aqui.
É Hoje! O CREA Aqui está pronto para fazer história no Rio de Janeiro

A espera acabou! Faltam poucas horas para o CREA AQUI, o maior encontro de engenharia, agronomia e geociências do Rio de Janeiro, abrir suas portas na Marina da Glória. Na véspera do evento, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, inspecionou os últimos detalhes, enquanto 350 operários, engenheiros e arquitetos trabalhavam incansavelmente para montar os 20 estandes e o imponente palco. Para Fernández, este evento não é apenas uma celebração dos 91 anos do CREA-RJ; é um marco para o futuro do setor. “A principal instituição de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento do Estado, como é o CREA-RJ, que completa 91 anos, vem com uma proposta de repensar o formato do conselho,” afirmou o presidente. “Um conselho que pense menos na parte cartorial e burocrática e que pense mais como um protagonista do setor, um impulsionador, um promotor de valorização – seja do profissional, das empresas, das instituições.” Do Passado ao Futuro: 91 Anos de Compromisso e Inovação A história do CREA-RJ começou em 5 de junho de 1934, quando o Engenheiro Civil Dulphe Pinheiro Machado presidiu a primeira sessão Plenária, declarando o início de “uma nova era”. Desde então, a missão tem sido clara: garantir que as Engenharias, Agronomia e Geociências sejam praticadas com legalidade e por profissionais habilitados, protegendo a sociedade. Coincidentemente, o aniversário do CREA-RJ se alinha com o Dia Mundial do Meio Ambiente, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Nove décadas depois, o CREA-RJ continua sua missão, expandindo sua atuação além da fiscalização. Três pilares marcam a gestão de Miguel Fernández: “Quando a gente fala muito forte da importância da fiscalização no nosso Conselho é também uma forma de defesa da sociedade e da defesa dos interesses do nosso setor,” concluiu Fernández. Onde a Engenharia Ganha Vida: O Cenário do CREA AQUI O local não poderia ser mais inspirador: a Marina da Glória, um dos cartões-postais do Rio, com uma vista deslumbrante da Baía de Guanabara. O evento acontece em um pavilhão indoor de quase 5 mil metros quadrados, com toda a infraestrutura para receber milhares de visitantes e expositores. A movimentação é intensa. Empilhadeiras em ritmo acelerado, estandes como os da Secretaria de Infraestrutura do Estado, Sebrae e Light (que completa 120 anos) ganhando forma. No palco principal, com capacidade para 500 pessoas, serão realizados debates cruciais e shows imperdíveis com Blitz e Barlavento. O engenheiro Jacques Stelzer Cardoso, responsável pela montagem do palco, resume o espírito do evento: “Por trás de todo grande espetáculo, tem muita engenharia”. Com 37 anos de experiência, ele testemunha a grandiosidade da engenharia que está por trás de cada detalhe, desde o painel de LED de 34 metros quadrados até os 60 mil watts de som que farão o evento vibrar. Está tudo pronto! Venha celebrar os 91 anos do CREA-RJ e fazer parte de um encontro que promete redefinir o futuro da engenharia no Rio de Janeiro.
CREA Aqui mobiliza líderes e formadores de opinião das Engenharias

O maior encontro das engenharias, agronomia e geociências do Estado, o CREA AQUI – que vai reunir milhares de profissionais na celebração dos 91 anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), na quinta, dia 5 – se tornou o principal tema nas conversas do setor das engenharias no Rio de Janeiro, na última semana. Com o aumento das expectativas em torno do evento e sua repercussão na imprensa e na internet, a Comunicação do CREA-RJ foi ouvir quem realmente entende do assunto: formadores de opinião, líderes de instituições de ensino, presidentes de CREAs e empresários. A resposta foi unânime: o CREA AQUI é uma iniciativa crucial e aplaudida, um verdadeiro movimento de valorização da engenharia. Alguns deles manifestam preocupação com os rumos da engenharia no país, mas veem no mega evento uma excelente oportunidade de reverter a situação e retomar o protagonismo do setor. Como afirma o presidente do Clube de Engenharia – a mais longeva entidade de engenheiros da América Latina, de 1880 – Francis Bogossian, “não há desenvolvimento sem engenharia e nem engenharia sem desenvolvimento”. Cláudia Morgado, diretora da Escola de Politécnica da UFRJ: “Essa questão de valorização dos profissionais de engenharia é algo já de longa data que não vem sendo tratada de maneira correta pela nossa corporação de engenheiros. Ao contrário. A gente está vendo a cada decisão do Congresso Nacional, do governo, do MEC fragilizando a engenharia brasileira e as empresas. Agora tentaram derrubar as escolas de engenharia e começam a permitir uma enxurrada de estrangeiros, engenheiros, que às vezes nem engenheiros são porque fizeram cursos de bacharelado de menos de três anos, menos de cinco anos, e que nas nossas revalidações eles não têm a credenciamento do CREA. Então, valorizar a engenharia são diversas ações. Uma delas também é ter um plano de desenvolvimento da indústria brasileira. A gente não tem uma política de indústria industrial brasileira, não é somente a inovação, inovação é uma etapa que às vezes não é a primeira. Os grandes países que saíram da miséria, que se desenvolveram, que estão aí entre as maiores potências mundiais geraram emprego, renda, tecnologia, não necessariamente inovação e depois naturalmente vão para outros estratos econômicos de maior valor agregado. A gente precisa sair das commodities de só ter melhoria de processo e não ter melhoria de produto. Ou seja: é preciso ter um projeto de engenharia, desenvolvimento, principalmente indústria. Temos que fazer a moeda circular, que é o que normalmente se faz com o comércio, sem entrar numa escala de grandes salários e escolarização que é a indústria, que somente a indústria é capaz de prover. Então, é importantíssimo o evento ter esse apoio, mas tem que mobilizar muito a sociedade civil organizada para entender a importância do desenvolvimento da indústria e que, obviamente, a reboque, a organização da engenharia, que fará realmente o Brasil ser grande do jeito que ele imagina que poderá um dia ser.” Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia: “É importantíssima essa iniciativa do CREA-RJ, em prol da retomada do desenvolvimento. Sem obras, não só os engenheiros ficam sem emprego, mas os técnicos de nível médio também ficam desempregados. Não há desenvolvimento sem engenharia e nem engenharia sem desenvolvimento. A engenharia está completamente parada. Isso prejudica também os economistas e os administradores de empresas. Louvo essa iniciativa do CREA-RJ. Estaremos presentes, dando todo o apoio”. Ícaro Moreno, presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ): “É, no mínimo, contraditório, que nesse momento em que o mundo passa por uma intensa metamorfose, sob os impactos da chamada Quarta Revolução Industrial, o setor de Engenharia esteja encontrando dificuldades para evoluir, se capacitando a caminhar nesse universo de inovação e novas tecnologias. São diversas as razões desse desalinhamento: falta de valorização profissional; baixos salários; formação que não acompanha as exigências do mercado; baixo investimento em infraestrutura e inovação; falta de profissionais qualificados, entre outras que se inter-relacionam. Parabenizo o CREA-RJ por trazer à tona esse debate imprescindível para a valorização das engenharias. E, fazendo parte desse nosso elo de entidades da construção civil, aproveito para divulgar que a Associação das Empresas de Engenharia do Estado do Rio de Janeiro, está se transformando em um novo hub de inovação e tecnologia”. Jorge Luiz e Silva, presidente do CREA do Espírito Santo: “Queremos cumprimentar e parabenizar o presidente do CREA do Rio de Janeiro, Miguel Fernández, todos os diretores, conselheiros, inspetores, pelos 91 anos de realizações do CREA-RJ. Neste momento, me sinto muito honrado porque nosso CREA nasceu a partir do CREA do Rio. Nós éramos parte do Conselho do Rio de Janeiro. Então, quero parabenizar o CREA-RJ por esse importante evento que será realizado no Rio de Janeiro, sobre valorização profissional das engenharias. A engenharia move o mundo com todos nós, com nossos funcionários e empresas. Assim, com certeza, teremos dias melhores para a nossa sociedade e para toda a população.” Walter Suemitsu, decano do Centro de Tecnologia da UFRJ: “Considero o evento CREA AQUI da maior relevância, pois é preciso mostrar para a sociedade a importância das engenharias para a criação e manutenção de infraestruturas que são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do nosso estado. Além disso, a iniciativa do CREA-RJ motivará os estudantes de engenharia a se dedicarem com mais afinco a seus estudos, além de motivar estudantes do ensino médio a ingressarem nas faculdades de engenharias. O CREA RJ está de parabéns por essa importante iniciativa.” Mário Menel, presidente da Academia Nacional de Engenharia (ANE): “No dia 5 de junho de 2025, o CREA-RJ celebra 91 anos de contribuição essencial para o desenvolvimento da Engenharia, Agronomia e Geociências, reafirmando seu papel fundamental na proteção da sociedade e no avanço tecnológico do estado do Rio de Janeiro. Para marcar essa trajetória, o evento CREA AQUI, que acontece na Marina da Glória, será um grande encontro das áreas técnicas da região, promovendo inovação, diálogo e perspectivas para o futuro. A Academia Nacional de Engenharia reconhece e apoia essa iniciativa, pois