Aberto o período de indicações ao Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente 2025

Está aberto o período de indicações ao Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente 2025 do dia 29 de julho até o dia 02 de setembro, às 18h. A premiação, que é concedida anualmente desde 1998, tem como objetivo expressar reconhecimento às personalidades ou instituições e entidades que tenham se distinguido por suas posições, ações e projetos na luta pela preservação, defesa e/ou conservação do meio ambiente, preferencialmente em ações no estado do Rio de Janeiro.  A iniciativa permite a identificação de valores morais e éticos que contribuíram ou venham a contribuir com a melhoria da qualidade de vida e de comportamentos que serviram ou poderão servir de exemplo e nortear ações de indivíduos e organizações. A indicação dos nomes de personalidades, das instituições ou entidades à premiação pode ser efetuada por qualquer pessoa ou organização vinculada ao Sistema Confea/CREA, através do preenchimento completo da Ficha de Indicação. Prevê-se, ainda, a premiação “Post Mortem”, sem qualquer número limite. O Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente é uma iniciativa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), que há mais de 25 anos reconhece e valoriza as ações que contribuem para a preservação, defesa e conservação do meio ambiente nas áreas da Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia.  Informações e indicações: [email protected]

CREA-RJ debate as mudanças da NR-01 com a palestra “Impactos da Aplicação dos Riscos Psicossociais”

O CREA-RJ, por meio da sua Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho (CEEST), promoveu no dia 25 de julho, a palestra “Impactos da Aplicação dos Riscos Psicossociais“. O evento foi realizado na sede do Conselho, no Centro do Rio de Janeiro, e reuniu um público expressivo, lotando o auditório Dulphe Pinheiro Machado. O objetivo do evento foi esclarecer os impactos da atualização da NR-01, dando enfoque aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.  “Nós tivemos recentemente uma modificação nesse panorama, o cenário mudou significativamente. Acabou o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), que estava na NR-09 e ele, de uma certa forma, migrou para a NR-01, e aí nós temos agora a obrigação de ter um gerenciamento de risco. E desse gerenciamento de risco surge com uma força muito grande os riscos psicossociais: os transtornos que são advindos das nossas atividades do dia-a-dia”, explicou o coordenador da CEEST, Neilson Marino. O 2º vice-presidente, engenheiro de produção e de segurança do trabalho Livio de Almeida, compareceu ao evento representando o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, que estava cumprindo outra agenda do Conselho. “Esse evento teve como objetivo, justamente, ampliar nosso entendimento técnico e jurídico sobre o assunto. Foi um espaço de troca de conhecimento, de escuta ativa e de fortalecimento do nosso compromisso com a segurança e a saúde no ambiente do trabalho”, afirmou o 2º vice-presidente. Após a mesa de abertura foram apresentadas as palestras do engenheiro químico e de segurança do trabalho Luiz Alexandre Mosca Cunha, e do advogado e ex-ministro do Trabalho do Brasil Helton Yomura. O engenheiro Luiz Alexandre Mosca falou sobre a importância do tema abordado. “Os riscos psicossociais entram na nossa legislação com mais ou menos 15 anos de atraso. Há 15 anos a gente vê isso impactando no INSS. E hoje aqui no CREA, a gente vai começar a discutir esse passo a passo de como cumprir a legislação, como chegar em um processo de desempenho adequado nas empresas e proteger o trabalhador.” O ex-ministro do Trabalho Helton Yomura esclareceu o impacto da atualização NR-01. “Muito já se falava sobre cobrança de metas, estresse, fadigas, estafa e hoje tudo isso tem que ser muito bem observado por um colegiado de profissionais que possam fazer a avaliação dos riscos naquela ambiência de trabalho e desenvolver o plano de ação para mitigar esses riscos, identificando, reduzindo esses afastamentos e essas doenças do trabalho.” Ao fim das palestras, foi aberto o debate, no qual os palestrantes e o coordenador da CEEST, Neilson Marino, tiraram as dúvidas dos presentes sobre o tema.

9º Encontro Microrregional na sede do CREA-RJ bate o recorde de profissionais e propostas apresentadas

O auditório da sede do CREA-RJ, no Centro do Rio de Janeiro, ficou lotado, no dia 23 de julho, durante o nono e último encontro microrregional preparatório para o 12º Congresso Estadual de Profissionais. Foi a última chance para os profissionais registrados no Conselho apresentarem suas propostas e se candidatarem a delegados antes do CEP, que acontecerá no dia 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio.  O encontro reuniu profissionais, estudantes, autoridades locais, representantes de entidades de classe e instituições de ensino para debater o tema central “Engenharia, Agronomia e Geociências no Desenvolvimento das Cidades”, alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. O evento foi híbrido e contou com a participação de 65 profissionais presenciais e 35 online. Foram apresentadas 17 propostas, três moções e foram eleitos 36 delegados.  Balanço O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, que compareceu aos nove microrregionais e respondeu a todos os questionamentos que lhe foram apresentados, fez um balanço de toda etapa preparatória para o 12º CEP. “Foram nove encontros em todas as regiões do nosso Estado. Um debate plural, um debate com os nossos profissionais, identificando as demandas de cada região. Aqui no Rio de Janeiro, a gente encerra com um número recorde, totalizando quase 150 delegados que apresentaram inúmeras propostas e moções que tangem aí o que deve ser norteado para o nosso Congresso Nacional dos Profissionais, que vai ocorrer do dia oito a 10 de outubro, em Vitória, Espírito Santo, onde a gente vai ter 30 delegados do Rio de Janeiro que serão eleitos no nosso Congresso Estadual no dia 2 de agosto. Eu estou muito feliz. Essa grande participação que o Sistema Confea/CREA está realizando. Essa é mais uma das ações que a gente busca fazer de valorização e fortalecimento do nosso Sistema”. Para o coordenador da Comissão Organizadora do Congresso, o engenheiro de produção Alberto Balassiano, a avaliação é positiva.  “A gente fecha com chave de ouro esta etapa dos encontros microrregionais. Foram nove encontros em várias cidades do estado do Rio de Janeiro em que os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua tiveram voz. Uma das marcas mais importantes deste congresso, foi a livre manifestação de todos os profissionais do Sistema. Tanto para apresentar propostas e moções para o desenvolvimento das cidades quanto para criticar ou dar ideias para a melhoria do Sistema. Tivemos uma forte presença dos profissionais, o que foi muito positivo. O próximo passo é o Congresso Estadual de Profissionais, em que serão eleitos os delegados e definidas as propostas que vão representar o CREA-RJ no Congresso Nacional de Profissionais” Autoridades O 9º encontro microrregional contou com a presença de autoridades como o secretário municipal de infraestrutura do Rio de Janeiro, engenheiro civil Wanderson Santos. “Foi um prazer imenso participar desse evento aqui nesta noite no CREA, discutindo o futuro de todas as Engenharias e da profissão. A importância para a cidade em função de todos os desafios que a gente tem, não só o desafio de infraestrutura, de saneamento, de habitação, característicos aqui da nossa cidade, mas também de todos os centros urbanos. E ressaltar que não existe uma nação forte, uma cidade forte, sem ter uma carreira de Engenharia valorizada. A Engenharia Pública é extremamente importante para o crescimento do nosso país, com o enfrentamento dos diversos desafios que a gente tem aqui. O CREA-RJ tem essa função muito importante de regulação e de fortalecimento da profissão. Contamos com a parceria do CREA-RJ, para que a gente possa desenvolver todos esses projetos que são importantes especialmente para a nossa cidade”. Também esteve presente o presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo e inspetor do CREA-RJ, engenheiro civil Piero Cabral.  “Onde tem necessidade, tem oportunidade também. São Gonçalo, que é a segunda maior cidade do Rio de Janeiro, teve um salto de desenvolvimento muito grande nos últimos anos. Temos vários projetos que estão mudando a história da nossa cidade, como por exemplo, o MUVI, que é o projeto Mobilidade Urbana Verde Integrada, que está acontecendo na nossa cidade há dois anos. São Gonçalo hoje virou um celeiro de obras. E a demanda por profissionais tem crescido muito na nossa região. Por isso, é muito satisfatório para mim estar participando deste encontro e tentar trazer um pouquinho da realidade da nossa região, contando com o apoio do CREA-RJ”.  O subsecretário de habitação do Rio de Janeiro e presidente da Associação dos Engenheiros Civis (Abenc), engenheiro civil Cláudio Dutra compôs a mesa de abertura  e emocionou o público lembrando a sua trajetória na Engenharia Pública, em que pôde ajudar a população carente, através de projetos de saneamento.  “Acho que o nosso Congresso Estadual de Profissionais vai ser mais um marco para que a Engenharia, as Geociências e Agronomia se unam cada vez mais e sejam fortalecidas para que a nossa profissão seja o diferencial para o desenvolvimento do nosso estado”. Academia  Professor da Universidade Federal Fluminense, escritor e profissional do Sistema, o engenheiro eletricista Antonio Carlos Sá de Gusmão, que lançou recentemente o livro “Diretrizes de Logística Urbana para as Cidades Brasileiras”,  fez questão de prestigiar o evento. “Sou professor associado à Universidade Federal Fluminense, onde trabalho já há mais de 30 anos na área de Engenharia, lecionando para o curso de Engenharia do Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente. Hoje, como profissional do CREA-RJ há 43 anos, é uma satisfação muito grande participar desse encontro da Engenharia, das Geociências e da Agronomia. É uma oportunidade para nós profissionais debatermos, discutirmos e compartilharmos desse momento com o nosso Conselho e das propostas que os delegados venham a apresentar para suas futuras candidaturas. Para nós da Academia essa interação é importante para entendermos as necessidades e o tipo de profissional que nós devemos entregar para o mercado, que devemos oferecer para as novas demandas, para os novos desafios no mundo de hoje e no futuro” Inspetores Inspetor do CREA-RJ na Barra da Tijuca e fiscal

Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

No dia 27 de julho, é comemorado o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, data que destaca medidas preventivas adequadas que evitam impactos negativos tanto para a vida dos trabalhadores quanto para as empresas. É também um forma de alerta para reduzir os índices de acidentes, doenças ocupacionais, fatalidades e os custos decorrentes desses eventos.   A Organização Internacional do Trabalho (OIT) coloca o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de acidentes fatais ocorridos no ambiente de trabalho. Entre 2012 e 2022, de acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), foram notificados 6.774.543 acidentes de trabalho, sendo que 25.492 destes resultaram em morte. Em virtude de afastamentos previdenciários acidentários registrou-se 461.424.375 dias de trabalho perdidos. Ainda no mesmo período, os gastos estimados de valores de pagamentos pelo INSS para benefícios de natureza acidentária chegaram a R$136.741.183.393,1, ou seja, um real a cada dois milésimos de segundo.   Assim, manter ambientes e processos de trabalho saudáveis deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todos. A participação dos trabalhadores é essencial no processo de identificação das situações de riscos presentes nos ambientes de trabalho. Dentre os motivos para a importância da segurança, destacam-se a proteção da saúde e da vida dos(as) trabalhadores(as), melhoria da qualidade de vida no trabalho, redução de custos, cumprimento das normas e leis, aumento da produtividade, preservação da imagem da empresa, desenvolvimento sustentável e responsabilidade social.  A Engenharia é um dos pilares que asseguram condições dignas de trabalho. São os(as) engenheiros(as) de segurança do trabalho que desenvolvem programas de prevenção e supervisão em instalações, máquinas e equipamentos, podendo emitir laudos técnicos ao identificar e corrigir possíveis erros que colocam a integridade de funcionários em perigo. Estudam aspectos ergonômicos (associação entre saúde, bem-estar e segurança aplicada a ambientes laborais), psicológicos e médicos.  Também são os(as) encarregados(as) no controle de poluição, na higiene ocupacional e no saneamento; projetam sistemas de proteção contra incêndios; vistoriam e indicam níveis de exposição a agentes que causam danos à saúde como poluentes atmosféricos, calor, barulhos, radiação e alterações na pressão, esta quando sai das Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP). Confira o vídeo!

CREA-RJ participa da Feira Construir 2025 em Rio das Ostras

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) estará presente na Feira Construir 2025,  considerado o maior encontro regional do setor de construção e acabamentos da Região dos Lagos. O evento, que acontece entre os dias 7 e 9 de agosto, no Plaza Shopping, em Rio das Ostras, reúne fornecedores, profissionais e consumidores em um ambiente voltado para negócios, inovação e capacitação. Durante os três dias de feira, o Crea-RJ contará com um estande exclusivo, onde funcionará um posto de atendimento ao público. Os visitantes poderão esclarecer dúvidas, obter informações sobre registros e serviços do Conselho, além de conhecer mais sobre o Sistema Confea/CREA e Mútua.  O atendimento será realizado nos seguintes horários: Essa é a primeira edição do evento realizada pela AERO – Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras e a abertura oficial (7/8, às 10h), contará com a presença do presidente do Conselho, Miguel Fernández. A participação do Crea-RJ também inclui a realização de palestras técnicas promovidas pelo Programa Progredir, voltada para profissionais e estudantes da área, com foco em temas atuais e relevantes para o setor. As vagas são limitadas. Inscreva-se já: https://forms.gle/63RcknbrGpE2Xgwy9 Confira a programação das palestras do Programa Progredir.

CREA-RJ realiza sessão plenária extraordinária para discutir PL 1024/2020

Mesa diretora da Plenária Extraordinária nº 110 Por iniciativa de sua Diretoria, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) realizou a plenária extraordinária nº 110, na tarde da segunda-feira, 21 de julho, para discutir o Projeto de Lei 1024/2020, que pretende atualizar a Lei nº 5.194/1966, que regulamenta as profissões de engenheiro, agrônomo, geólogo, geógrafo, meteorologista e de tecnólogo, criada há quase 60 anos. Na reunião, os conselheiros apresentaram discordância de vários pontos do PL. Já o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, defendeu a importância do Projeto de Lei e a oportunidade de se modernizar a legislação. “Entre várias coisas que estão aí, por exemplo, há um absurdo, que já tem 15 anos. Os arquitetos já não fazem mais parte do Conselho, desde 2010, e até hoje constam na lei. Não foi revogada a participação deles. A gente entende que é um momento oportuno para a aprovação do PL. Por isso, os 27 presidentes de CREA apoiam o PL para o aperfeiçoamento e atualização da lei”, afirmou o presidente do CREA-RJ. Fernández convidou para participar da plenária extraordinária o coordenador do Colégio de Presidentes dos Conselhos, o engenheiro Lamartine Moreira, presidente do CREA de Goiás. Lamartine agradeceu o convite para falar com uma plenária lotada, realizada na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio. “É uma satisfação estar neste plenário, nesta casa que sempre acolhe com todo carinho. Como coordenador do colégio de presidentes, já tivemos várias reuniões. É de grande valia essa discussão. A gente acredita que esse projeto é melhor do que não ter nada. A gente só consegue o consenso dirimindo as dúvidas. Até onde isso vai? Até onde prejudica ou não? A lei, vocês podem ter certeza, veio para melhorar muito a que nós temos aí. O presidente do Confea, Vinícius Marchese, é a pessoa mais indicada para conduzir os trabalhos. A convergência está sendo significativa”, afirmou Lamartine, ressaltando que  nem ele nem Miguel Fernández seriam beneficiados com a ampliação do mandato de três para quatro anos, prevista pelo PL. A ampliação do mandato só valeria a partir da próxima eleição. “Essa lei tem sido tratada desde 2020 antes de qualquer um de nós termos assumido qualquer gestão. Estou no meu segundo mandato. Comecei em 2021. Miguel começou em 2024. Estamos apoiando uma ideia que é absolutamente nova”, disse Lamartine, lembrando que o mandato de quatro anos para presidente de CREA, se aprovado no PL, só vai valer a partir da próxima gestão. Além de Lamartine, o procurador-geral do CREA-RJ, Rodrigo Bayer, também foi convidado pelo presidente Miguel Fernández para falar sobre a importância do Projeto de Lei para a renovação da legislação que regulamenta o exercício dos profissionais ligados ao CREA. O procurador apresentou um resumo dos principais pontos do PL. Em sua explanação, Rodrigo Bayer lembrou que o Projeto de Lei (PL) n.º 1.024/2020 busca atualizar a Lei n.º 5.194/1966, que regulamenta o exercício das profissões de engenheiro, agrônomo, geólogo, geógrafo, meteorologista e tecnólogo no Brasil. A proposta, apresentada pelo Poder Executivo, tem o objetivo de aprimorar o Sistema Confea/Crea e adequá-lo às demandas atuais da área tecnológica. As principais mudanças propostas pelo PL n.º 1.024/2020 incluem: “O PL n.º 1.024/2020 é um passo importante para a valorização da Engenharia e Agronomia Nacional, além de outras profissões vinculadas ao Sistema Confea/Crea, buscando atualizar uma lei com quase 60 anos de existência e promover maior protagonismo de suas profissões no desenvolvimento do país”, afirmou o procurador-geral do CREA-RJ, Rodrigo Bayer, que respondeu a dúvidas apresentadas por conselheiros. Alguns deles manifestaram críticas ao PL. O conselheiro Diego Luiz Fonseca, engenheiro ambiental, foi um dos que se disse contrário a dois pontos do PL. Ele manifestou repúdio à oferta de planos de saúde para os conselheiros federais, além de rejeição à falta de limite para mandatos e funções eletivas sucessivas para conselheiros regionais. Segundo Diego, essa medida vai, a médio prazo, inviabilizar a renovação do quadro de conselheiros do CREA-RJ. O conselheiro e primeiro diretor financeiro do CREA-RJ, Júlio Villas-Boas, engenheiro civil, destacou a importância de o PL ter sido levado à discussão na plenária extraordinária do CREA-RJ. “É uma iniciativa pioneira e deve ser louvada. Um marco no nosso CREA e no Sistema”, afirmou Villas-Boas.  Num clima de intenso debate, foi aprovada a proposta do presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, para a realização de um evento no qual a discussão sobre o PL será ampliada com a participação de profissionais do Sistema Confea/Crea. O debate vai decidir os meios pelos quais o plenário do CREA-RJ vai apresentar suas propostas ao Projeto de Lei. A proposta foi aprovada por 59 votos a favor, três contra e duas abstenções. O objetivo do evento será traçar estratégias em relação ao Projeto de Lei que está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Após a designação de um relator que vai examinar a constitucionalidade do PL, o projeto segue para votação no plenário da Câmara e, em seguida, no Senado.  “O PL 1024 é um avanço. Tem muito mais pontos prós do que contra”, resumiu o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández

Secretário de infraestrutura e obras públicas do Rio de Janeiro recebe a nova carteira do CREA-RJ das mãos do presidente Miguel Fernández

O secretário de estado de infraestrutura e obras públicas do Rio de Janeiro, engenheiro Uruan Cintra de Andrade, foi à sede do CREA-RJ receber das mãos do presidente do Conselho, engenheiro Miguel Fernández, a nova carteira profissional do CREA-RJ.  O secretário chegou no momento em que estava acontecendo a reunião de Diretoria e teve a oportunidade de conversar com os conselheiros sobre o trabalho da sua gestão à frente da Secretaria, abordando, entre outros assuntos, as obras do Museu da Imagem e do Som em Copacabana, que estão na reta final, com previsão de entrega no final do ano, e as obras de restauro e revitalização do Palacete do Parque Lage, com foco na preservação histórica e na melhoria da infraestrutura do local.  “É fundamental que a Secretaria esteja sempre junto com o CREA-RJ. É uma secretaria de obras, é uma secretaria onde a Engenharia está acima de qualquer coisa. Tudo começa pelo projeto. Não existe nada de obra que não tenha um projeto. Então, é fantástico estar aqui junto e ter uma pessoa que nem o Miguel, que trouxe uma coisa diferente, que é a aproximação dos poderes. Tanto do CREA-RJ como da Secretaria, em prol de que cada vez melhorarmos mais as condições de infraestrutura e obras desse Estado e ter o CREA-RJ do nosso lado é muito bom. O diálogo faz parte do dia a dia da gente. E aqui existe diálogo do CREA-RJ e da Secretaria, sempre juntos por um estado melhor”, avaliou Uruan Andrade. Em complemento, o presidente Miguel Fernández afirmou: “Para mim, é um orgulho poder estar aqui com o nosso secretário de infraestrutura, de obras do estado do Rio de Janeiro, um engenheiro, o Uruan.  Eu fico muito feliz de saber que o governador valoriza o nosso setor profissional colocando um profissional do nosso setor à frente da principal secretaria da área. Eu fico orgulhoso de poder estar aqui dando a carteira com a minha assinatura de presidente do CREA-RJ. Para você que ocupa o principal cargo da nossa profissão, da área pública. Então, eu vejo de forma muito positiva essas relações de parceria, porque isso só leva ao crescimento do setor e desenvolvimento. E é essa sinergia que a gente precisa e sempre está construindo. Então Uruan, saiba que a porta está aberta. Sinta-se em casa”. O secretário também foi presenteado pelo presidente Miguel Fernandez com o pin do CREA-RJ, o qual fez questão de prender pessoalmente em seu paletó, no lado esquerdo do peito.

Palestra no Clube de Engenharia debate soberania nacional, recursos naturais e matriz de transportes

O Clube de Engenharia do Brasil recebe, no dia 29 de julho, das 18h às 20h, a palestra “Brasil: Soberania, Recursos Naturais e Matriz de Transportes”, ministrada pelo engenheiro civil Paulo Augusto Vivacqua, presidente emérito da Academia Nacional de Engenharia (ANE). A atividade é gratuita, aberta ao público e ocorre na sede do Clube. Organizado em parceria entre a ANE e o Clube de Engenharia, o encontro propõe uma reflexão profunda sobre questões estratégicas para o país, como o controle dos recursos naturais e a definição da matriz de transportes. Segundo Vivacqua, decisões cruciais para o futuro do Brasil estão sendo tomadas sem a devida participação política e popular, muitas vezes por interesses alheios ao bem público. Esse processo, segundo ele, compromete a soberania nacional e impede o país de ocupar plenamente seu papel como nação rica e independente. Sobre o palestrante Paulo Augusto Vivacqua tem graduação em Engenharia Civil; pós-graduação em Economia; extensão em Administração de Empresas; além de graduação e mestrado em Ciências (Astronomia). É professor emérito da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e tem ampla trajetória na área de infraestrutura e logística. Foi fundador e primeiro presidente da VALEC, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes, onde liderou projetos ferroviários como a Norte-Sul, Ferronorte, Ferroeste e CentroNe, além de idealizar o Corredor Bioceânico Bayovar–Vitória. O engenheiro também atuou como presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo e ocupou cargos relevantes na Vale, CODESA e Companhia Docas de Imbituba. É membro convidado do programa Procorredor da OEA e do Clube de Roma – Capítulo Espanhol, além de conferencista em temas estratégicos para o desenvolvimento e a integração da América do Sul. Serviço Palestra “Brasil: Soberania, Recursos Naturais e Matriz de Transportes”  Data: 29 de julho (terça-feira) Hora: das 18h às 20h Local: Clube de Engenharia (Avenida Rio Branco 124 / 20º andar – Centro – RJ)

Último Encontro Microrregional preparatório para o 12º CEP acontece nesta quarta (23/7) na sede do CREA-RJ

Nesta quarta, 23 de julho, acontecerá o 9º e último Encontro Microrregional preparatório para o 12º Congresso Estadual de Profissionais. O evento será na sede do Conselho, na Rua Buenos Aires, 40, 4º andar, no Centro do Rio de Janeiro, das 18h às 21h.  O tema desta edição é Engenharia, Agronomia e Geociências no Desenvolvimento das Cidades.O debate está alinhado aos eixos temáticos: Acessibilidade e Mobilidade Urbana; Saneamento Básico; Engenharia Pública; Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético para os municípios. É a última chance dos profissionais em dia com a anuidade 2025 se candidatarem a delegados, apresentarem suas propostas e depois as defenderem no Congresso Estadual de Profissionais, que será no dia 2 de agosto, no Hotel Windsor Guanabara, no Centro do Rio de Janeiro.  Inscrições gratuitas em nosso site (www.crea-rj.org.br/12cep) 9º Encontro Microrregional Data: 23/7 (quarta-feira) Local: sede do CREA-RJ (Rua Buenos Aires, 40 / 4º andar – Centro – RJ) Hora: das 18h às 21h

GT de Mobilidade Urbana do CREA-RJ debate os desafios sobre a redução de frota

O Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana do CREA-RJ realizou a quinta reunião, no dia 16 de julho, na sede do Conselho, no Centro do Rio, para abordar o tema dos impactos da redução de frotas e, consequentemente, a queda da sua qualidade. A cidade do Rio de Janeiro começou a operar com 20% menos viagens de ônibus em dias úteis, de acordo com um novo plano operacional elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). A redução, segundo a prefeitura, atinge prioritariamente horários de menor movimento e linhas onde foi constatado excesso de oferta, para ajustar custos e melhorar a eficiência do sistema. A engenheira Eunice Horácio (SEMOVE), apresentou um panorama sobre o sistema de concessão dos ônibus do município do Rio de Janeiro e abordou a crise do sistema, assim como a perda de demanda e qualidade desde a pandemia. De acordo com dados disponibilizados pela Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro (SMTR), das 715 linhas que circulavam na cidade em 2019, apenas 453 operaram no ano de 2024, mostrando uma baixa de 36,64%. Atualmente, de acordo com os dados do Índice de Transportes, existem 478 serviços operantes, mas ainda há melhorias para serem elaboradas ao longo do caminho.  “A partir disso, a gente traz algumas reflexões do que pode ou não mudar e, principalmente, a necessidade de se repensar a rede, de se planejar melhor e ter algumas soluções para o município do Rio para que a mobilidade seja sempre a mais adequada possível. O que nós vemos são soluções que a prefeitura vem trazendo, mas que de fato, na prática, não há  resultado”, afirmou Eunice. Ela também tratou sobre a divisão da concessão em consórcios desde 2010 e os impactos operacionais, além das críticas aos novos indicadores propostos pela Prefeitura para o Índice de Qualidade do Transporte (IQT), com ênfase em problemas metodológicos na aferição de satisfação do usuário, e a discussão técnica sobre idade média da frota, indicadores subjetivos e metodologia inadequada de medição.  “Então, eu acho que o Grupo de Mobilidade aqui do CREA tem, por bem, tentar entender o que está acontecendo com todos os modos de transporte, e esse é um dos pontos que a gente vê pouca integração, pouco planejamento, e, sobretudo, acompanhar  o que vem acontecendo na capital, onde tema  a maioria dos movimentos da região metropolitana, para que a gente possa contribuir e fazer contrapropostas quando o que vem sendo apresentado não está sendo, de fato, uma boa solução”, disse Eunice Horácio sobre a importância do GT.  Foi debatida a recente decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de reduzir em 20% a quilometragem dos ônibus municipais, sem consulta prévia ao Conselho Municipal de Transportes. Destacou-se ainda a falta de planejamento integrado entre modais e ausência de dados transparentes.  “Discutimos hoje a redução prevista pela prefeitura, de aproximadamente 20% das linhas municipais, das viagens municipais dos ônibus, e também a criação de uma autoridade metropolitana para pensar a mobilidade de forma integrada. Então hoje, tivemos uma reunião bem produtiva aqui com os nossos membros”, avaliou Alexandre Almeida, coordenador do GT. Além da engenheira Eunice Horácio e do engenheiro Alexandre Almeida, essa reunião contou com a presença dos membros Antônio Batista, Haroldo dos Santos, Licinio Machado, Vera Bacelar, Rafael Poubel (Agetransp) e o apoio administrativo de Landijara Duarte.  A próxima reunião foi marcada para o dia 13 de agosto, às 15h, na sede do CREA-RJ.