Descubra como a Feira Construir está sendo aprovada por engenheiros e arquitetos

A Feira Construir, realizada de 7 a 9 de agosto, pela Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras – AERO, tem reunido a elite da Arquitetura e da Engenharia na região, além de empresários da indústria da Construção Civil. O setor está em alta naquela região em virtude do crescimento demográfico de Rio das Ostras, a uma média de 11% ao ano. No século 19, Rio das Ostras – a cerca de 160 quilômetros da capital fluminense – era rota de tropeiros e comerciantes rumo a Campos dos Goytacazes e Macaé. Até meados do século XX, a cidade se desenvolveu graças à atividade da pesca e chegou ao ápice com os royalties do petróleo, na primeira década dos anos 2000. Agora pode estar surgindo uma nova Rio das Ostras, graças a investimentos estimados em meio bilhão de reais num dos maiores empreendimentos do interior do estado – a construção de complexo residencial e comercial que inclui um novo bairro, o Harmonia, com escola, hospital, rodoviária, hotel com bandeira internacional, uma arena de eventos e o Shopping Plaza Rio das Ostras, inaugurado no ano passado. Com o registro de mais de mil pessoas apenas no primeiro dia, a Feira Construir é considerada o maior encontro regional do setor e reuniu em três dias, numa área de dois mil metros quadrados, cerca de 50 expositores, entre fornecedores, profissionais e consumidores, promovendo negócios, inovação e capacitação profissional. Profissionais de arquitetura e engenharia parabenizaram a organização do evento patrocinado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) e pelo Bairro Harmonia, empreendimento imobiliário do Grupo Sinal, em Rio das Ostras. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, ressaltou que o evento comprova a vocação daquela região do Leste fluminense para a construção civil e não apenas petróleo e gás, como se pensava. “Quando a Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras (AERO), entidade que faz parte do nosso sistema apresentou o projeto, a gente rapidamente identificou o potencial que aquilo significava e nos tornamos o maior patrocinador do evento. A gente entende que a região aqui, que tem uma pujança muito grande no setor de óleo e gás, no setor petroquímico, não é mais só petroquímico”, observou Fernández, que participou de dois painéis de debates organizados pela feira. O presidente do CREA-RJ destacou que atualmente há “uma mudança de entendimento sobre a forma como o CREA deve atuar e que a defesa do setor passa a ser uma obrigação da gestão estar presente nos grandes eventos relacionados à área de engenharia”. O presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras – AERO, Almir Corrêa, era só sorrisos. “Este é um evento disruptivo. Com 31 anos, a AERO retoma esse grande projeto que foi feito lá atrás, há 22 anos atrás, em outro cenário, numa outra condição. Hoje nós temos aqui mais de 47 expositores, grandes marcas de Rio das Ostras. O sim dessas grandes marcas nos trouxe ânimo, força para seguir em frente, abraçados pelo CREA, nosso conselho, que tem sempre trazido para a gente grandes parcerias. Esperamos que a feira também possa contribuir para a qualificação dos nossos profissionais”, afirmou Corrêa, agradecendo também o patrocínio recebido pelo Bairro Harmonia, que foi essencial para atrair as grandes marcas da construção civil da região. Corrêa concordou que o CREA AQUI, evento que reuniu na Marina da Glória 4 mil 500 pessoas em 5 de junho passado, serviu de inspiração para a Feira Construir. Uma das mais tradicionais lojas de material de construção da região, a PJota Center – fundada há 127 anos – tinha dois estandes na Feira. Um dos sócios da empresa que tem sede no município vizinho de Casimiro de Abreu, Rafael Franco Jorge, lembrou que a região de Rio das Ostras “está se destacando de modo singular, com a abertura do shopping e a construção do Bairro Harmonia”. Outra entidade parceira da AERO é o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), cujo presidente, o arquiteto e urbanista Sidnei Menezes, destacou a relevância da Feira Construir para os Conselhos, os profissionais e as empresas. “O desafio que todos nós enfrentamos na busca da valorização permanente da atividade (0:20) profissional, quer da arquitetura, quer da engenharia, passa por eventos como esse. Porque são em eventos que você reúne pessoas, profissionais, você traz a sociedade e você demonstra com a sua expertise e com sua capacidade técnica aquilo que é possível oferecer com segurança, com confiabilidade para que haja, de fato, contratações e ampliação de mercado de trabalho”, afirmou Menezes. A Feira Construir atraiu também entidades de outros municípios, como a Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos (Asaerla), que está se conectando nesse movimento de realização de eventos relevantes para toda a sociedade. “Este evento é inspirador. E o que inspira também é como o CREA tem tratado hoje as entidades. O CREA motiva, incentiva e valoriza as entidades a fazerem eventos como esse que a AERO está fazendo em Rio das Ostras. Em Cabo Frio não será diferente. A Asaerla foi convidada pela Associação Comercial e Industrial de Cabo Frio a participar de reunião no próximo dia 13 de agosto para organização da Feira Mais Forte, evento que acontece todo mês de novembro em Cabo Frio”, explicou o engenheiro eletricista Marco Antonio Pereira, inspetor do CREA em Cabo Frio e presidente da Asaerla. O secretário de Obras, Habitação e Serviços Públicos do município de Casimiro de Abreu, engenheiro Vítor Stutz, ficou entusiasmado com o evento em Rio das Ostras: “A Feira Construir é de grande importância para a economia local. Fomenta negócios, gera empregos e mobiliza diversos setores como comércio, serviços e construção civil. Estamos no Bairro Harmoniza, onde estão sendo investidos milhões em infraestrutura. A tendência será as grandes empresas virem para o shopping. A feira está alavancando a economia de Rio das Ostras e vai acabar beneficiando Casimiro de Abreu”, afirmou Stutz, observando que servidores da secretaria participaram de vários cursos de capacitação oferecidos durante a
Parceria entre CREA-RJ e AERO contribui para sucesso da Feira Construir em Rio das Ostras

O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, fala na abertura da Feira Construir, evento organizado pela Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, parabenizou os organizadores da Feira Construir, realizada pela Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras (AERO). “Este evento é um sucesso com todos os estandes mobilizados, um recorde, com a expectativa de ter milhares de participantes, o que mostra a pujança do setor da Construção Civil no Leste Fluminense. Parabéns a AERO que comprou essa ideia e está aí colhendo seus frutos desse grande evento”, afirmou o presidente do CREA-RJ, acrescentando que o Conselho oferece, pela primeira vez, um edital de patrocínio com R$ 3 milhões para ações como a do evento, de capacitação, de valorização, de qualificação dos profissionais das engenharias, agronomia e geociências. O CREA-RJ é um dos principais patrocinadores do evento, onde montou um estande de 36 metros quadrados com sete pessoas da Fiscalização e do Atendimento do Conselho. A participação do CREA inclui palestras de capacitação do Programa Progredir, voltadas para profissionais e estudantes. O evento é considerado o maior encontro regional do setor e reúne de quinta a sábado, dia 9, fornecedores, profissionais e consumidores, promovendo negócios, inovação e capacitação. Os painéis contaram com tradução simultânea na linguagem dos sinais para surdos-mudos. Nos dias 7, 8 e 9 de agosto de 2025, a cidade de Rio das Ostras é palco da Feira Construir, um dos maiores eventos técnicos e institucionais voltados para a engenharia, arquitetura, urbanismo, meio ambiente e construção civil do interior do estado do Rio de Janeiro. A feira acontece no Shopping Plaza Rio das Ostras, com entrada gratuita para o público. Realizada pela Associação de Arquitetos e Engenheiros de Rio das Ostras (AERO), o evento conta com o patrocínio oficial do CREA-RJ, do Shopping Plaza Rio das Ostras e do Bairro Harmonia. São apoiadores institucionais a Prefeitura municipal de Rio das Ostras, CAU-RJ, Mútua-RJ e diversas outras instituições e empresas parceiras. Vinte e dois anos sem um evento do tipo, a Feira Construir 2025 tem uma programação diversificada e dinâmica, com talk shows, painéis temáticos, oficinas, exposições, estandes interativos, gravações de podcasts e rodas de conversa, reunindo especialistas renomados, lideranças públicas, empresas inovadoras e estudantes das áreas técnicas e tecnológicas. Segundo o presidente do AERO, Almir Corrêa, o objetivo principal da Feira é promover o diálogo entre sociedade, poder público, setor produtivo e academia, apresentando soluções para o desenvolvimento sustentável, a inovação na construção civil, os desafios da mobilidade urbana e a valorização profissional nas áreas tecnológicas. O Talk Show de abertura foi “Desafios e Oportunidades do setor da construção civil”, mediado pela vice-presidente da AERO, Beth Gonzaga. Participaram da mesa o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández; o presidente da AERO, Almir Corrêa; o presidente da EMOP, André Luiz Ribeiro Braga; e o engenheiro e empresário Rafael Bousquet, sócio do Grupo Sinal, responsável pelo empreendimento Bairro Harmonia e pelo Shopping Plaza Rio das Ostras. Com 32 mil metros quadrados de área construída e R$ 200 milhões de investimento, o Shopping Plaza Rio das Ostras é apenas um dos empreendimentos do Masterplan criado pelo Grupo Sinal, que engloba também a criação de um bairro planejado totalmente novo para a cidade. O Masterplan contempla a construção de um loteamento residencial, dentro do Bairro Harmonia, que já vendeu 100% dos 400 lotes para casas de classe média. O bairro planejado terá uma área de 2 milhões e 300 mil metros quadrados, foi inspirado em projetos como Villa Flora Sumaré, em São Paulo, e do Bairro Pedra Branca, na Palhoça, em Santa Catarina O empresário Rafael Bousquet afirmou que o Bairro Harmonia está com a infraestrutura bem adiantada e vai entregar antes do prazo previsto os residenciais 1 e 2. Além disso, o projeto prevê uma rodoviária intermunicipal, hotel e igrejas católica e evangélica. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, disse ter visto com alegria vários exemplos de inovação na feira, como drones, blocos de construção inteligente e saudável, entre outros projetos. “Queremos mudar a lógica, o mindset do Crea-RJ. Temos que trazer facilidades aos profissionais. Para isso temos programas como o Progredir, CREA Jovem, destinado a recém-formados, e o CREA Júnior, para estudantes. Temos que acreditar nos bons projetos. Oferecer retorno ao profissional”, concluiu Fernández.
Dia Nacional dos Profissionais da Educação

No dia 6 de agosto, é comemorado o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, que tem como objetivo assegurar uma educação de qualidade e inclusiva. Não só os professores são homenageados, mas todos os que contribuem para o processo educacional. A data foi criada em 2014, de acordo com a Lei nº 13.054/14, para valorizar tanto aos professores e orientadores educacionais quanto aos demais profissionais de assistência, como diretores, coordenadores, supervisores, secretários, monitores, responsáveis pela cozinha, que asseguram a alimentação, os funcionários da limpeza, entre outros, principalmente do âmbito escolar, fase essencial da formação dos novos estudantes. Durante a pandemia de COVID-19, por exemplo, além das dificuldades geradas pela crise sanitária, os profissionais da educação no Brasil enfrentaram diversos desafios, sendo o maior deles a falta de reconhecimento pelo seu trabalho executado em condições de trabalho desafiadoras. Apesar das adversidades, a resiliência e o compromisso desses profissionais com a formação e o bem-estar dos estudantes se tornaram fonte de inspiração, renovação e esperança. Em um contexto em que a educação se revela a principal ferramenta de mudança social e a base para qualquer profissão almejada, é essencial reconhecer e valorizar a contribuição de todos aqueles que, de diferentes formas, ajudam a criar e a manter o ambiente escolar. “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou sua construção. Quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender“, citação de Paulo Freire que reforça a importância de cada pessoa envolvida na jornada educacional.
Delegação do CREA-RJ constata avanço nas obras de duplicação da Via Dutra na Serra das Araras
Delegação do CREA-RJ visita um das frentes da obra de duplicação da Serra das Araras Delegação chefiada pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, fez uma visita técnica na manhã desta terça-feira, dia 5, a uma das maiores obras de infraestrutura viária do estado, a duplicação da Serra das Araras, que envolve um investimento de R$ 1,5 bilhão e abrange 16 quilômetros de extensão, com 8 quilômetros por sentido, entre os Kms 225 e 233 da Via Dutra (BR-116). Pela via circulam mensalmente 390 mil veículos nos dois sentidos, 36% deles veículos de carga que transportam mais da metade do Produto Interno Bruto brasileiro. A intervenção visa aumentar a capacidade da via, com a implantação de 24 viadutos, duas rampas de escape, duas faixas por sentido, de segurança e acostamentos, além de melhorias em 14 pontos de acesso e uma via marginal. A obra – que é feita pela EGTC Infra – também prevê a instalação de três passarelas, oito novos pontos de ônibus e a criação da feira de frutas, que vai atender pequenos comerciantes locais. A feira de frutas será instalada na parte central da Serra das Araras, que fica a 370 metros acima do nível do mar. A expectativa é que a duplicação aumente a velocidade de 40 km/h para 80 km/h, reduzindo o tempo de viagem em até 50% na descida (sentido Rio) e 25% na subida (sentido São Paulo). A obra gerará cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, com impacto em mais de 20 milhões de pessoas nas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo. A previsão da Motiva – responsável pela concessão da rodovia – é de entregar a nova pista de subida em 2028. Já a pista de descida deverá ser concluída em 2029. As antigas pistas serão desativadas. Acompanhado de assessores e de integrantes da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA), do CREA, o presidente do Conselho participou da visita que durou cerca de cinco horas: “Esta é a maior obra de infraestrutura viária do Estado do Rio hoje. Embora seja uma obra privada, o Estado precisa retomar obras de infraestrutura como essas. Essa obra interliga as duas maiores cidades do país, que são Rio e São Paulo. Mas o Estado precisa de obras fundamentais de grande infraestrutura para o seu desenvolvimento regional. Outras que podemos citar é a ampliação do metrô, do sistema de abastecimento de água, de macrodrenagem, para resolver os problemas de enchentes”, afirmou o presidente do CREA-RJ, acrescentando que o momento exige que o Estado tenha um plano estratégico para a infraestrutura, pensando para daqui a cinco, dez, 20, 30, 50 anos”. O presidente do CREA destacou também a importância de a construtora Queiroz Galvão (atual Álya, ligada à Somah Investimentos) ter-se tornado um “símbolo da referência da reorganização da engenharia” no Estado do Rio, após o desmonte das empresas de engenharia, em consequência da Operação Lava Jato. Com 26 anos, a EGTC – que pertence à Somah – tem cerca de 2500 funcionários, 500 dos quais são engenheiros, técnicos e auxiliares. O gerente de corporativo de engenharia da EGTC Infra, engenheiro Fábio Villari, lembrou que a obra de duplicação da Serra das Araras apresenta desafios que têm sido enfrentados com muita tecnologia e inovação: “Esta é uma grande obra de engenharia, tem muita tecnologia, muita inovação; a gente busca no dia-a-dia, soluções inovadoras de engenharia que possam trazer o melhor para a empresa, para as obras. Uma grande novidade aqui é o uso da treliçadeira para sustentar as vigas que usamos nos viadutos”, observa Villari. Para a construção dos novos viadutos, estão sendo realizados desmontes de rochas, com interdição temporária da pista de subida em alguns momentos. Outro gerente de engenharia da EGTC, Eduardo Meira, há 26 anos na empresa, fez uma apresentação geral da obra, mostrando a maquete eletrônica e informando que, até o momento, 38% do trabalho já foram concluídos. Meira contou que em pouco mais de um ano houve cinco acidentes mais graves, com dispensa de funcionários – um deles com morte. O gerente da EGTC lembrou que o canteiro de obras tem uma equipe de segurança formada por engenheiro, técnicos de segurança do trabalho e médico ocupacional, além de ambulância e equipe de resgate da Motiva, à disposição do canteiro de obras. A coordenadora da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes, a engenheira de produção Lucyane Almeida Ferreira, parabenizou as práticas de segurança e prevenção da EGTC. Formada por cerca de 20 pessoas, a delegação do CREA-RJ foi convidada a assistir a um briefing de segurança para a visita, em que todos usaram Equipamentos de Proteção Individual. O grupo percorreu cerca de quatro quilômetros dentro do canteiro de obras. Visitou a fábrica de pré-moldados, a oficina mecânica (a obra emprega 265 máquinas pesadas, de caminhões a guindastes de mais de cem toneladas) e, do alto de um morro, viu a britagem onde produzem as pedras para a usina de concreto. Numa área que abrange dois municípios (Paracambi e Piraí), a obra tem 34 canteiros, que funcionam em dois turnos de trabalho.
CREA-RJ reúne 150 delegados em debates no 12º Congresso Estadual de Profissionais
O vice-presidente do CREA-RJ, Alberto Balassiano; o deputado Luiz Paulo; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; e o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, reunidos pouco antes do início dos trabalhos do 12° CEP Em mobilização histórica, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) reuniu no sábado, dia 2 de agosto, cerca de 150 delegados no 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), em que foram discutidos cinco temas propostos pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) – Acessibilidade e Mobilidade Urbana, Saneamento Básico, Engenharia Pública, Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético. No encontro ocorrido Hotel Windsor Guanabara, no Centro, durante todo o sábado, foram eleitos 30 delegados (dez com mandatos de conselheiros e inspetores e 20 sem mandato), que vão levar um total de dez propostas, duas de cada eixo temático, para o Congresso Nacional de Profissionais, que será realizado após a 80ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES). As propostas vencedoras, após o congresso nacional, vão nortear as diretrizes do Confea para os próximos três anos. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, manifestou satisfação com a mobilização dos engenheiros do Sistema Confea/CREA em torno de temas considerados essenciais para o desenvolvimento da sociedade. “Pela primeira vez, o CREA se mobiliza em um patamar onde temos 150 delegados disputando 30 vagas para participar do Congresso Nacional de Profissionais. Foram cerca de uma centena de propostas apresentadas nas mais diversas regiões do nosso estado. Então, temos os 92 municípios representados aqui, numa dinâmica onde cinco eixos temáticos vão ser debatidos para apresentar modificações que sejam significativas, tanto para o Sistema Confea/CREA e Mútua, como para o nosso país, estado e municípios, principalmente os municípios”, destacou Fernández. O primeiro vice-presidente do CREA-RJ, Alberto Balassiano, coordenador do CEP, lembrou que o evento é realizado de três em três anos pelo Confea com apoio dos CREAs em todo o país. “A Engenharia Pública e o Saneamento Básico foram os temas que mais atraíram a atenção dos engenheiros no estado do Rio”, observou Balassiano, lembrando que o Congresso de sábado foi resultado de encontros microrregionais em nove municípios do estado do Rio de Janeiro. Além de Fernández e Balassiano, participaram da mesa as seguintes autoridades: o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; a conselheira federal Carmem Petraglia e vice-presidente do Centro Cultural da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj) e representando o presidente do Confea, Vinicius Marchese; o diretor-geral da Mútua RJ, Jamerson Freitas; e o deputado estadual e engenheiro Luiz Paulo Corrêa da Rocha, em seu quinto mandato. Luiz Paulo e Francis Bogossian foram homenageados com quadro com o mapa do estado do Rio e uma placa nominal. O quadro foi entregue pelo presidente do CREA-RJ, como reconhecimento do trabalho feito pelos dois engenheiros. Engenheiro civil formado pela UFRJ em 1972 com mestrado em transporte pela COPPE UFRJ, o deputado Luiz Paulo parabenizou os engenheiros e o CREA pela realização do Congresso. “A Engenharia Civil precisa ser retomada no nosso país. E o órgão da classe do Rio de Janeiro, que é o nosso CREA, está tendo muitas iniciativas importantes. Temos aqui representantes dos mais diversos municípios, de Porciúncula, de Itaperuna. Então, eu acho muito importante essa integração, lutando pela melhoria da qualidade de vida da população, propondo soluções para os problemas como mobilidade urbana, meio ambiente. Enfim, é um congresso muito bom tecnicamente e também politicamente”, afirmou Luiz Paulo, que em sua palestra defendeu a retomada de investimentos públicos nos transportes ferroviários com a recuperação da SuperVia e a expansão do metrô. O presidente do Clube de Engenharia, professor Francis Bogossian, enfatizou a necessidade de os profissionais de Engenharia buscarem a unidade em torno das propostas a serem apresentadas pelos delegados do CEP: “Este Congresso tem uma importância enorme, em que precisamos de maior unidade entre os engenheiros de diversas áreas para a retomada do desenvolvimento da nação brasileira. Eu sempre digo e repito que não há nação que possa prescindir do seu desenvolvimento e não há desenvolvimento sem engenharia em todas as áreas de atuação”, afirmou Bogossian, à frente da entidade mais longeva do Sistema Confea, fundada em 1880. Bogossian – que defendeu a criação de um departamento nacional de prevenção de catástrofes – pediu licença para ler a “Carta ao Povo Brasil – a soberania está em risco”, divulgada em 1º de agosto, na qual “o Clube de Engenharia do Brasil repudia as agressões do governo dos Estados Unidos da América à Soberania, ao processo de desenvolvimento e à democracia no país”. Foi bastante aplaudido. Entre os 20 delegados eleitos sem mandato está a engenheira florestal Alessandra Brito de Carvalho, formada há três anos na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ela teve aprovada sua proposta para que o Sistema Confea/CREA dê maior visibilidade a projetos socioambientais apresentados por pequenas e médias empresas que muitas vezes não conseguem ser implementados. “O CNP é uma oportunidade estratégica para que engenheiros e empreendedores transformem propostas em políticas públicas, impulsionem negócios de impacto e fortaleçam o protagonismo técnico da Engenharia no desenvolvimento sustentável. Assim, colocamos a Engenharia a serviço da vida e da sociedade”, defendeu Alessandra.
CREA-RJ realiza evento online em comemoração ao Dia Interamericano da Qualidade do Ar
A poluição do ar é um problema de saúde pública global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar com altos níveis de poluentes, o que leva a cerca de sete milhões de mortes prematuras anualmente. Entre as principais doenças associadas estão problemas respiratórios, cardiovasculares e até câncer de pulmão. Com o objetivo de celebrar o Dia Interamericano da Qualidade do Ar e debater esse importante tema para a vida do planeta, o CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia realiza o evento comemorativo em alusão à data, que tem como tema “Qualidade de Vida é a Nossa meta”. O público-alvo são os meteorologistas, todos os profissionais do Sistema Confea/Crea e a sociedade em geral. Inscreva-se! Programação: 19h – Abertura do evento com o Coordenador-Adjunto da CEAgro, Meteorologista Anselmo de Souza Pontes 19h10 – Palestra com a Química Ind. Dra. Adriana Gioda | Laboratório de Química Atmosférica, Departamento de Química – PUC-Rio 19h35 – Palestra com Hugo Alves | Coordenador Comercial da ACOEM-JCTM 19h50 – Palestra com Meteorologista Leonardo Justo | Chefe do Serviço de Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar do INEA 20h15 – Perguntas 20h30 – Encerramento
Aperfeiçoamento do esgoto sanitário é foco de palestras no CREA-RJ

Com o objetivo de apresentar uma tecnologia de baixo custo e de alta eficiência para o tratamento de esgoto sanitário, de forma a atender à legislação ambiental, o CREA-RJ, por meio da sua Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ), realizou no dia 30 de julho a palestra “Otimização da Fossa Convencional como Reator Anaeróbio Otimizado”. O evento aconteceu na sede do Conselho e teve como público-alvo engenheiros químicos e sanitaristas ambientais. A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da CEEQ, engenheiro químico e de segurança do trabalho Lourival Arruda Júnior; o coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico sanitarista e de segurança do trabalho Odair Paes de Jesus; a coordenadora-adjunta da Comissão de Meio Ambiente (CMA), engenheira civil e de segurança do trabalho Marlise de Matosinhos Vasconcellos; o 3° diretor financeiro do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o mestre em saneamento ambiental pela ENSP Fiocruz, João Marcelo Barbosa; e o engenheiro sanitarista Benito Piropo Da-Rin. Lourival Arruda Júnior destacou a relevância da discussão para o cenário atual. “Estamos diante de uma realidade em que o saneamento básico ainda é um grande desafio no Brasil. Segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, milhões de brasileiros vivem sem acesso adequado ao tratamento de esgoto. Nesse cenário, soluções descentralizadas e otimizadas são alternativas de altíssimo impacto”, afirma. Na primeira apresentação técnica do encontro, João Marcelo Barbosa trouxe o tema “Sistema Anaeróbio Avançado” e explicou sobre a origem desse debate. “Esse tema nasce de uma demanda da Caixa Econômica Federal, que, no ano de 2008, prevendo o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, pediu um estudo às universidades a respeito das estações de tratamento de esgotos que foram construídas sob o financiamento da Caixa Econômica Federal ao longo do tempo”, disse. A segunda apresentação técnica, “Reator Passivo Otimizado”, conduzida por Odair Paes de Jesus, apontou as especificidades da fossa séptica. “Uma fossa séptica para atender 100 pessoas, por exemplo, precisa ter 2,5m de diâmetro por 2m de profundidade. Às vezes um sistema apenas não atende, então é necessário fazer dois em paralelo para conseguir ser efetivo”. Ao final da programação, os palestrantes tiraram as dúvidas dos presentes no auditório.
Clima em Foco: Engenharia e Soluções
O Clube de Engenharia do Brasil promove o evento Clima em Foco: Engenharia e Soluções, que reunirá profissionais e estudantes das áreas técnicas para debater os desafios das mudanças climáticas a partir de uma perspectiva pautada na inovação, sustentabilidade e responsabilidade social. O evento acontecerá nos dias 4, 5, 12, 18 e 19 de agosto, às 18h, em formato presencial na sede do Clube, localizada na Avenida Rio Branco, 124 – Centro, Rio de Janeiro. A programação está centrada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e é composta por painéis temáticos interdisciplinares, com a presença de especialistas reconhecidos em suas áreas de atuação. Além de fomentar o conhecimento técnico-científico, o Clima em Foco visa propor ações concretas e fortalecer redes colaborativas voltadas ao enfrentamento da crise climática. A expectativa é reunir mais de mil participantes ao longo de cinco encontros, contando com o apoio institucional de organizações como o Crea-RJ, o BNDES e outras entidades estratégicas. Com uma abordagem estratégica e científica, o Clima em Foco reforça o papel fundamental da engenharia na construção de soluções resilientes para o clima. Uma oportunidade única para se conectar, aprender e propor caminhos transformadores. Ao final do evento, será produzido um documento com propostas para a construção de um futuro sustentável com base em soluções de engenharia. Programação 4 de agosto (segunda-feira), 18h Tema: Engenharia, inovação, sustentabilidade e mudanças climáticas Convidados: Francis Bogossian – Presidente do Clube de Engenharia do BrasilAloizio Mercadante – Presidente do BNDESLuiz Antonio Elias – Presidente da FINEPMiguel Alvarenga Fernández Y Fernández – Presidente do CREA-RJEduardo Cavaliere – Vice-prefeito do município do Rio de JaneiroGulnar Azevedo e Silva – Reitora da UERJClóvis Nascimento – Presidente do Senge Mediadora (cerimonial): Tatiana Ferreira 05 de agosto (terça-feira), 18h Tema: Emergências do clima, obras públicas e soluções baseadas na natureza Convidados: Wanderson Santos – Secretário de Infraestrutura da Prefeitura do Rio de JaneiroAxel Grael – Consultor da Prefeitura de NiteróiChristiane Oliveira Amâncio – Pesquisadora e Chefe Geral da Embrapa AgrobiologiaBeatriz Carneiro – Bióloga, pequisadora da Unesco e do Museu do AmanhãRenato Espírito Santo – Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental do Rio de Janeiro (ABES-RJ) Mediador: Emanuel Alencar 12 de agosto (terça-feira), 18h Tema: Soluções para habitações populares e economia circular Convidados: Tainá de Paula – Secretária do Ambiente e Clima do Rio de JaneiroFernando Minto – Diretor do Matéria BaseJorge Arraes – Presidente da ComlurbLuan Santos – Professor da Coppe/UFRJ Mediador: Júlio Villas Boas 18 de agosto (segunda-feira), 18h Tema: Cidades inteligentes e soluções inclusivas Convidados: Rayne Ferretti Moraes – Chefe do escritório da ONU-Habitat BrasilSérgio Besserman Vianna – Presidente do Jardim Botânico do Rio de JaneiroRualdo Menegat – Professor titular da UFRGSAndré Luis Azevedo Guedes – Presidente da Abinc-RJ e professor do PPGDL da Unisuam Mediador: Alexandre de Almeida 19 de agosto (terça-feira), 18h Tema: Baixo impacto, baixo carbono: engenharia, inovação e tecnologia Convidados: Fernando Peregrino – Vice-presidente do Clube de EngenhariaLuciana Costa – Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudanças Climáticas do BNDESIma Célia Vieira – Doutora em Ecologia pela Universidade de Stirling e pesquisadora do Museu Paraense Emílio GoeldiAdriana Felipetto – Representante da Ciclus Ambiental Mediadora: Mickaela Midon Fonte: Portal do Clube de Engenharia
Dia do(a) Engenheiro(a) Militar
No dia 3 de agosto, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Militar e do Quadro de Engenheiros Militares. O Quadro de Engenheiros Militares é constituído por oficiais de carreira formados pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), uma instituição de ensino superior da área de Engenharia do Exército Brasileiro, localizada na cidade do Rio de Janeiro. A principal função do(a) engenheiro(a) militar é apoiar as Forças Armadas no desenvolvimento de novos equipamentos militares, desde o armamento até produtos de alta tecnologia, como aeronaves e satélites. Eles fazem a avaliação de materiais bélicos produzidos pela indústria nacional, fazem o levantamento de dados digitais para informações cartográficas e a execução de projetos e Programas Estratégicos do Exército, como o desenvolvimento da viatura blindada média de transporte de pessoal Guarani. Esses profissionais também realizam trabalhos técnicos de Engenharia não combatente, em diversos órgãos e instituições, como no Centro de Desenvolvimento de Sistemas, onde concebem e desenvolvem softwares corporativos, como estruturas de dados de sistemas de interesse do Exército, além de gerenciar a propriedade intelectual e promover a cultura da inovação tecnológica para a Agência de Gestão e Inovação Tecnológica entre outros. No Brasil, a primeira escola de Engenharia foi a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, instalada no Rio de Janeiro, em 1792, que foi sucedida pela Real Academia Militar, em 1810. Foi uma exceção do governo português, já que era proibida a abertura de Universidades nas Colônias. Mesmo tendo origem militar, a Academia se dedicava ao estudo de ciências e às mais diversas engenharias. Foi apenas em 25 de abril de 1874 que ela foi transformada, por um decreto imperial, na Escola Polytechnica do Rio de Janeiro (então, grafada com “y” e “h”), passando a oferecer formação à sociedade civil. O Quadro faz alusão ao Coronel Ricardo Franco de Almeida Serra, patrono da Engenharia Militar no Brasil, um dos expoentes do desbravamento e da defesa do território brasileiro nas regiões Norte e Centro-Oeste, que usou suas habilidades como engenheiro, cartógrafo, geógrafo e outros conhecimentos, para fazer o mapeamento dessas regiões, assim como obras de grande importância para o país. Confira o vídeo!
Delegação do CREA-RJ faz visita histórica à Companhia Siderúrgica Nacional
Com o objetivo de buscar maior aproximação do setor industrial para o protagonismo das engenharias no Estado do Rio de Janeiro, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, liderou nos dias 30 e 31 de julho comitivas em visitas técnicas a três indústrias localizadas na Região Sul Fluminense – a Stellantis, que produz por dia 300 unidades de automóveis Peugeot e Citroën, em Porto Real; as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que fabrica o elemento combustível das usinas nucleares, em Engenheiro Passos; e Companhia Siderúrgica Nacional, uma das maiores da América Latina, que registra produção anual de 3,5 milhões de toneladas de aço. “O CREA-RJ foca bastante na construção civil e, às vezes, esquece da área fabril, da indústria, que é muito relevante para a economia fluminense e do país. Quero trazer essa dinâmica para discussão no Conselho”, afirmou Fernández que, assim como os integrantes das comitivas, ficou impressionado com os avanços tecnológicos da indústria fluminense. A visita mais longa foi à Usina Presidente Vargas, uma unidade da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, a 132 quilômetros do Rio. Realizado na quinta-feira, dia 31 de julho, de 9h às 17h, o tour percorreu áreas fundamentais para a produção de aço: a aciaria, que transforma o ferro-gusa e a sucata em aço; a laminação a quente; e uma linha contínua de galvanização, onde ocorre a deposição de camada de zinco para proteger o aço contra a corrosão. Os visitantes percorreram as instalações que estão numa área total de 3,5 quilômetros quadrados, num cenário que lembra o filme Mad Max, observou o presidente do CREA-RJ, impressionado com o fogo dos fornos da usina. “É muito importante a gente poder visitar e conhecer a primeira siderúrgica brasileira, em Volta Redonda, mostrando que a Engenharia do Rio de Janeiro é pujante. Ela também é formada por grandes indústrias e indústrias de base que empregam engenheiros e engenheiras e que geram e trazem retorno à nossa economia nacional, à economia do Rio de Janeiro. O CREA-RJ tem que estar atuante na sua fiscalização e na sua ação em todos os segmentos das engenharias. Parabéns à Companhia Siderúrgica Nacional, que se reinventa depois de muitos anos, sempre atendendo às questões ambientais e sociais do nosso estado”, afirmou o presidente do CREA-RJ, após participar da visita à usina. Responsável por 65% da arrecadação de Volta Redonda, a CSN gera um em cada quatro empregos na cidade de mais de 261 mil habitantes – o que equivale a um total de 22 mil empregos. Inaugurada em 1941 pelo governo Getúlio Vargas, como resultado de uma oferta dos Estados Unidos em troca da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, do lado dos americanos, a CSN foi privatizada em 1993. Seu principal acionista e presidente do conselho de administração é o empresário Benjamin Steinbruch. Um dos mais eficientes complexos siderúrgicos integrados do mundo, a CSN atua com destaque em cinco setores: siderurgia, mineração, logística, cimento e energia. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, foi recebido pelo diretor-executivo de produção da CSN, o engenheiro metalúrgico Marcio Lins, que manifestou satisfação com o encontro e a visita histórica da delegação do CREA-RJ. “É uma honra estar recebendo aqui a delegação do CREA-RJ. A CSN tem nos seus quadros centenas de engenheiros de todas as especialidades, desde o químico, civil, metalúrgico, mecânico e elétrico. Eu mesmo sou um engenheiro metalúrgico, formado na UFF. A CSN é uma indústria de base e dá sustento a várias atividades industriais no nosso país, tanto no nosso estado, quanto nos demais campos do país”, destacou Lins. Na apresentação feita aos visitantes, o gerente geral de desenvolvimento de produtos, Eduardo Côrtes, explicou o funcionamento da usina siderúrgica que trabalha 24 horas por dia, sempre com “a melhoria contínua dos processos com um rigoroso sistema de qualidade, buscando sempre a excelência no serviço e o respeito ambiental”. Participaram da visita à CSN cerca de 25 pessoas, entre as quais a presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Volta Redonda, a arquiteta Tatiane Telemos; a supervisora da fiscalização da região Sul do CREA-RJ, engenheira Neide Aparecida dos Santos; e assessores da presidência, além de 12 conselheiros do CREA-RJ e integrantes da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia, entre os quais o engenheiro metalúrgico José Eduardo Ribeiro de Carvalho, que trabalhou por 33 anos na CSN. Com seu conhecimento, fez a conexão entre a presidência do CREA-RJ e a direção da CSN. “A ideia da visita nasceu na Câmara de Engenharia Mecânica e Metalurgia, onde nós, conselheiros, fomos solicitados a apresentar propostas de visita a empresas e também de participação em eventos. Como atuei na CSN por 33 anos, considerei importante visitarmos a empresa, que é um campo muito fértil de aplicação de engenharia. Visitas técnicas como essa da CSN são espetaculares, uma excelente forma de aprimorarmos nossos conhecimentos tecnológicos”, que é conselheiro do CREA desde o ano passado. O resultado do trabalho da CSN é conhecido de qualquer pessoa por meio de bens de consumo como os da linha branca, além de veículos automotores e máquinas pesadas do agronegócio e da indústria brasileira em geral. Os veículos automotivos, por exemplo, empregam hoje um aço que, pouca gente sabe, mas é responsável por salvar vidas em acidentes de trânsito porque absorve mais o impacto das colisões. No passado, o aço dos veículos era mais duro e, por isso, quase ninguém escapava nas batidas mais violentas. Com o uso de equipamentos de proteção individual emprestados pela CSN (capacetes, óculos de proteção, botas, luvas e protetores auriculares), os visitantes tiveram que enfrentar temperaturas entre 30 e 40 graus centígrados na passarela diante dos fornos no setor de laminação a quente. Ali eles puderam ver as placas de aço incandescentes saindo dos fornos numa temperatura de 1.150 graus centígrados e deslizando rapidamente sobre uma esteira rolante até chegarem ao resfriamento, terem a espessura reduzida e virarem bobinas, algumas ainda incandescentes, com cerca de 500 graus centígrados. Um belo espetáculo visual.