Aperfeiçoamento do esgoto sanitário é foco de palestras no CREA-RJ

Com o objetivo de apresentar uma tecnologia de baixo custo e de alta eficiência para o tratamento de esgoto sanitário, de forma a atender à legislação ambiental, o CREA-RJ, por meio da sua Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ), realizou no dia 30 de julho a palestra “Otimização da Fossa Convencional como Reator Anaeróbio Otimizado”. O evento aconteceu na sede do Conselho e teve como público-alvo engenheiros químicos e sanitaristas ambientais.

A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da CEEQ, engenheiro químico e de segurança do trabalho Lourival Arruda Júnior; o coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico sanitarista e de segurança do trabalho Odair Paes de Jesus; a coordenadora-adjunta da Comissão de Meio Ambiente (CMA), engenheira civil e de segurança do trabalho Marlise de Matosinhos Vasconcellos; o 3° diretor financeiro do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o mestre em saneamento ambiental pela ENSP Fiocruz, João Marcelo Barbosa; e o engenheiro sanitarista Benito Piropo Da-Rin.

Lourival Arruda Júnior destacou a relevância da discussão para o cenário atual. “Estamos diante de uma realidade em que o saneamento básico ainda é um grande desafio no Brasil. Segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, milhões de brasileiros vivem sem acesso adequado ao tratamento de esgoto. Nesse cenário, soluções descentralizadas e otimizadas são alternativas de altíssimo impacto”, afirma.

Na primeira apresentação técnica do encontro, João Marcelo Barbosa trouxe o tema “Sistema Anaeróbio Avançado” e explicou sobre a origem desse debate. “Esse tema nasce de uma demanda da Caixa Econômica Federal, que, no ano de 2008, prevendo o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, pediu um estudo às universidades a respeito das estações de tratamento de esgotos que foram construídas sob o financiamento da Caixa Econômica Federal ao longo do tempo”, disse.

A segunda apresentação técnica, “Reator Passivo Otimizado”, conduzida por Odair Paes de Jesus, apontou as especificidades da fossa séptica. “Uma fossa séptica para atender 100 pessoas, por exemplo, precisa ter 2,5m de diâmetro por 2m de profundidade. Às vezes um sistema apenas não atende, então é necessário fazer dois em paralelo para conseguir ser efetivo”.

Ao final da programação, os palestrantes tiraram as dúvidas dos presentes no auditório.

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