Workshop gratuito Autovistoria Predial de Gás tem nova edição
Devido ao sucesso da primeira edição, a ABEA-RJ – Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas – ABEA , com o apoio do CREA-RJ e do Programa Progredir, realiza uma nova edição do workshop gratuito Autovistopria Predial de Gás. O objetivo é orientar engenheiros e futuros profissionais do Sistema Confea/CREA sobre os aspectos técnicos e legais da autovistoria predial das Instalações de gás, em conformidade com a Lei Estadual n° 6.890/2014 do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas – ABEA realiza, com o apoio do CREA-RJ, o workshop gratuito Autovistoria Predial de Gás. O evento vai acontecer no dia 4 de outubro, sábado, das 9h às 18h, na sede do CREA-RJ, na Rua Buenos Aires, 40, no Centro do Rio de Janeiro. Durante o curso serão apresentadas a legislação; as normas técnicas vigentes; informações sobre a tecnologia de gases e sobre as inspeções técnicas residenciais, comerciais e industriais; e modelos de laudos de vistoria relativos à matéria. No conteúdo programático consta, ainda: Termos de Ajustamento de Condutas (TACs) e Instrução Técnica 113?Agenersa: procedimento da concessionária estadual para a execução da autovistoria predial. O workshop será ministrado pelos engenheiros civis Maurício Gonçalves e Iara Nagle. Mais Informações: (21) 99518-6316 Instagram: @rj.abea
Seminário debate repercussões do Código de Ética na vida profissional
O CREA-RJ, por meio de sua Comissão de Ética Profissional, vai realizar no próximo dia 3 de outubro, das 8h30 às 18h30, o Seminário “Ética para Todos – Repercussões do Código de Ética na Vida Profissional”, um espaço de reflexão e troca de experiências sobre como os princípios éticos que orientam a prática da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. O encontro, que contará com a participação de outros conselhos profissionais – Administração (CRA), Arquitetura e Urbanismo (CAU), Medicina (Cremerj), Técnicos Industriais (CRT) e a Ordem dos Advogados (OAB), tem como objetivo apresentar como o Código de Ética Profissional não deve ser visto apenas como um conjunto de normas, mas como um guia para a conduta diária dos profissionais, reforçando valores como responsabilidade, probidade, respeito e compromisso com a sociedade. Durante as discussões, serão ressaltados exemplos práticos das repercussões da Ética na vida profissional, incluindo a tomada de decisões técnicas, a relação com contratantes, instituições e pares de trabalho, além do impacto direto na credibilidade das profissões regulamentadas. O seminário, voltado para profissionais e estudantes das áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea, é gratuito e tem vagas limitadas. O credenciamento do evento, que ocorrerá no auditório do Hotel Windsor Flórida (Rua Ferreira Viana, 81 – Flamengo), estará aberto a partir das 8h30, com início às 9h30. Confira a programação e inscreva-se!
Agrônomos fazem congresso em Campos, onde a agricultura está ameaçada pelas mudanças climáticas
Ao participar da abertura do 10° Congresso Estadual da Agronomia, no auditório da Universidade Estadual de Norte Fluminense (UENF), na tarde desta quinta-feira, dia 11, o subsecretário de Agricultura do estado do Rio, engenheiro agrônomo Felipe Brasil, manifestou grande preocupação com os efeitos das mudanças climáticas para a agropecuária no interior do estado. “O Norte e o Noroeste Fluminense têm passado por mudanças climáticas muito graves. Por cinco meses não cai uma gota d’água. Se os produtores não começarem a buscar saídas na tecnologia e em incentivos e políticas públicas, não conseguirão produzir alimentos suficientes em nosso estado”, afirmou Felipe Brasil, que defende a derrubada do veto do presidente Lula a um projeto de lei que amplia a classificação de semiárido para 22 municípios do Estado do Rio a fim de que os produtores agrícolas consigam benefícios como o garantia-safra contra perdas causadas pelo clima. O problema foi um dos temas tratados ontem por participantes do congresso organizado pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado (AEARJ) e com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ) como um dos principais patrocinadores. Os outros patrocinadores são a Mútua RJ, entidade que presta assistência aos profissionais do Sistema Confea/CREA, a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio (Coagro) e o Rio + Agro. Com o tema Sustentabilidade, Segurança Alimentar e Inteligência Artificial, o congresso foi aberto com auditório lotado por 500 pessoas, no Centro de Convenções da UENF, projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, em Campos, no Norte Fluminense. A universidade foi inaugurada em 1993. A derrubada do veto do presidente ao projeto de lei que pede a classificação de semiárido para o Norte Fluminense também é defendida pelo vice-prefeito de Campos, o engenheiro agrônomo Frederico Paes, que preside a Coagro. “Precisamos unir as forças políticas do Estado do Rio para derrubar o veto do presidente que certamente está desinformado dessa situação. O projeto de lei 1440 foi feito por professores da UENF, da UERJ, com dados do INPE e do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), e aprovado por todas a a comissões técnicas da Câmara dos Deputados e pela Comissão de Agricultura do Senado”, afirmou o vice-prefeito que, ao lado do prefeito de Campos, recebeu o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, para explicar a situação. Muito elogiado pelos participantes do congresso por ser o único engenheiro agrônomo em cargo do poder executivo hoje, o vice-prefeito explica que a mudança da classificação vai facilitar o acesso a investimentos por 22 municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Um dos integrantes da mesa de abertura do congresso, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, parabenizou os organizadores e disse ter orgulho de ter patrocinado o evento, por meio do edital de eventos do CREA-RJ, que oferece uma verba total de R$ 3 milhões. “É o mínimo que podemos fazer para defender e apoiar o desenvolvimento do nosso setor”, afirmou Fernández, lembrando que o CREA é também agro nomia. Fernández deu várias entrevistas à imprensa local para falar da importância do congresso. O presidente da Rio + Agro – um fórum internacional de agricultura sustentável – engenheiro agrônomo Carlos Favoretto, lamentou que o Rio de Janeiro seja hoje o penúltimo estado em produção agrícola (“só ganha do Amapá”) e o segundo em consumo, apesar de ter uma área imensa para produção que precisa apenas de mais investimentos. Favoreto afirma que o Estado do Rio tem o dobro da área a ser cultivada em países como a Holanda. Segundo ele, é preciso retomar a produção em áreas hoje degradadas e que foram prósperas em antigos ciclos, como o da cana-de-açúcar, do café e da laranja. “Os agrônomos precisam de se comunicar melhor e de mais informação para que se coloque no radar a importância da agricultura para fins de desenvolvimento social. As principais cidades com IDH mais alto são cidades agrícolas”, destaca Favoreto. A coordenadora da Câmara da Agronomia do CREA-RJ, a engenheira agrônoma e professora da UFF Débora Candeias Marques, parabenizou os organizadores do congresso pela importância do evento no aperfeiçoamento e na capacitação dos profissionais. “A agronomia passa por grandes desafios como as mudanças climáticas. E os profissionais precisam se capacitar para o uso de tecnologias como a Inteligência Artificial a fim de que se melhore a vida dos produtores e a agricultura seja cada vez mais alavancada”, disse Débora, conselheira do CREA-RJ. Além do presidente do CREA-RJ, participaram da mesa de abertura o presidente da AEARJ, Leonardo Lopes; o vice-prefeito de Campos, Frederico Paes; o vice-reitor Fábio Lopes Olivares; o presidente da Confederação das Federações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), Francisco Almeida; o subsecretário de Agricultura do estado, Felipe Brasil; o presidente do Rio + Agro, Carlos Favoreto; o superintende do ministério da agricultura e pecuária do Rio, Aguinaldo Pinto da Silva; o diretor da Mútua RJ, Jamerson Freitas; e José Fragoso Neto, conselheiro do Confea, representando o presidente do Conselho federal, Vinícius Marchese.
Evento Presencial e Gratuito: Progredir Agro Tech – A Engenharia que Sustenta o Brasil
Com o objetivo de promover a integração e a troca de conhecimentos entre profissionais, estudantes e representantes do setor rural, bem como apresentar inovações e tecnologias aplicadas à agricultura, pesca, florestas e agronegócio, além de fortalecer a atuação do Crea-RJ na área rural, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Agronomia e do seu programa de capacitação continuada, realiza o evento Progredir Agrotech – A Engenharia que Sustenta o Brasil. Acontecerá no dia 26 de setembro de 2025, das 9h às 19h, na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio. O público-alvo é formado por engenheiros agrônomos, agrícolas, florestais, de pesca e de agronegócio, bem como profissionais e estudantes das áreas de agricultura, pecuária, pesca e sustentabilidade. Com a presença de diversas autoridades do setor, a programação está dividida em duas partes, manhã e tarde, com links de inscrições específicos. Inscrição manhã: clique aqui Inscrição tarde: clique aqui Progredir Agrotech – A Engenharia que Sustenta o Brasil Data: 26 de setembro de 2025 Hora: das 9h às 19h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40 – Centro, Rio de Janeiro Confira a programação Programação Parte 1 – Manhã: Encontro de Lideranças com debate Mediadora: Landijara Duarte 08h50 | Credenciamento e Receptivo 09h20 | Mesa-redonda: Tema | Agro 4.0 no Rio de Janeiro: O Futuro e as Possibilidades do Setor Rural Programação Parte 2 – Tarde: painéis técnicos 13h00 | Credenciamento e Receptivo 13h20 | Apresentação da Mútua-RJ com Diretor Geral, Jamerson Freitas Souza 14h00 | 1ª Palestra “Agricultura de Precisão e Sustentabilidade: como os drones aeroagrícolas estão transformando a economia rural”, com o Engenheiro Ambiental e de Seg. do Trabalho Vinícius Barão, Inspetor Regional do Crea-RJ 15h00 | 2ª Palestra “Engenharia Agronômica: Campos de Atuação e Ética Profissional”, com a Engenheira Agrônoma Juliana Elias, Supervisora Administrativa da Gerência Técnica do Crea-RJ 16h00 | Pausa para Coffee Break 16h30 | Apresentação dos Programas Estratégicos com a Engenheira Civil Mickaela Midon, Coordenadora Administrativa do Programa Mulher do Crea-RJ 17h00 | 3ª Palestra “Fiscalização na Agronomia, Receita Agronômica e o Uso de Agrotóxicos: Desafios, Responsabilidades e Impactos no Campo”, com Ottassano Panetto, Coordenador da Regional Metropolitana Leste do Crea-RJ – CRML 18h00 | 4ª Palestra “O papel da Integração Lavoura Pecuária Floresta para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro”, com o Engenheiro Agrônomo Fabiano de Carvalho Balieiro – Embrapa Solos
Presidente do CREA-RJ: ‘Nosso estado tem uma Agronomia pujante’

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, vai participar nesta quinta-feira, dia 11, da abertura do 10º Congresso de Agronomia do estado, no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), em Campos dos Goytacazes, a cerca de 280 quilômetros do Rio de Janeiro. Fernández estará na mesa, ao lado de autoridades como o presidente da Associação de Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ), Leonardo Lopes; o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho; o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado, Flávio Campos Ferreira; e o presidente da Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, Rodolfo Tavares. “O CREA não é só Engenharia. É Agronomia também. Nosso estado tem uma Agronomia pujante. O congresso vai reunir os maiores profissionais de todo o país, debatendo os temas mais atuais da Agronomia”, afirmou o presidente do CREA-RJ, um dos patrocinadores do evento que vai reunir cerca de 300 profissionais, de 11 a 13 de setembro. O CREA-RJ tem registrados cerca de cinco mil engenheiros agrônomos. O subsecretário de Agricultura do Estado do Rio, engenheiro agrônomo Felipe Brasil, destaca a importância do congresso para discutir o papel do engenheiro agrônomo e as mudanças climáticas. “O congresso terá um papel importantíssimo na formação dos estudantes de Agronomia e dos engenheiros agrônomos. O tema central será a questão das mudanças climáticas, em relação aos desafios que vamos enfrentar, mas também em relação à adequação ambiental, rural, as questões que envolvem o licenciamento agropecuário, a crise hídrica”, afirmou Felipe Brasil, lembrando que, ao final, o encontro vai tornar pública a Carta da Agronomia do Estado do Rio com as principais propostas dos agrônomos fluminenses a serem levadas para o congresso brasileiro de Agronomia que vai acontecer em outubro, em Maceió (AL). Segundo o engenheiro agrônomo e presidente da AEARJ, Leonardo Lopes, o encontro será um dos maiores já feitos pela associação e tem como missão fortalecer a identidade da profissão, incentivar o intercâmbio de conhecimento e fomentar a atuação estratégica do engenheiro agrônomo em áreas como segurança alimentar, produção sustentável e políticas públicas para o meio rural. “Estamos vivendo um momento decisivo para a Agronomia, em que as pressões ambientais e sociais exigem respostas mais integradas e baseadas em ciência. O congresso é o espaço ideal para reunir profissionais e estudantes com o propósito de pensar o futuro da profissão e sua contribuição para o desenvolvimento do país”, afirma o presidente da AEARJ. Para Lopes, embora tenha apenas três faculdades no Rio, a Agronomia conta com mais vantagem do que a Engenharia civil, que passa por uma das piores crises de ensino jamais vista. “Há muito menos desistência dos estudantes de Agronomia. Nosso papel é o de ajudar os profissionais a levarem a tecnologia para o campo”, afirma o presidente da AEARJ, formado em Engenharia agrônoma há 25 anos pela Universidade Federal Rural do Rio. As outras escolas de nível superior são a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Instituto Federal em Pinheiral. Um dos maiores desafios à produção agrícola em todo o mundo é a questão das mudanças climáticas que será tema de um dos primeiros painéis a serem realizados no congresso. Intitulado “Mudanças climáticas – Segurança hídrica para populações, rebanhos e plantações”, o painel terá como moderador o meteorologista Anselmo de Souza Pontes, que é conselheiro do CREA-RJ, representando a Sociedade Brasileira de Meteorologia. O presidente da AEARJ, Leonardo Lopes, observa que o tema é muito importante, mas adianta que “para o engenheiro agrônomo não faz diferença se as mudanças climáticas são naturais ou causadas pelo homem”. “O que importa é que as mudanças climáticas estão acontecendo em todo o mundo e precisamos de estratégias para enfrentar o problema”, diz Lopes. O engenheiro agrônomo José Leonel Cortez Rocha Diniz – conselheiro do CREA-RJ há cinco anos – destaca a importância da Agronomia para a economia fluminense (representa cerca de 4% do PIB do estado), lembrando que o Estado do Rio de Janeiro é o único do país cuja Constituição estadual restringe aos engenheiros agrônomos a função de receitar agrotóxicos na produção agrícola. “Com esse controle do uso de agrotóxicos e a produção de valores agregados à agricultura, como cafés gourmet e doces caseiros, temos uma agricultura chique que faz toda a diferença”, assinala Rocha. O engenheiro agrônomo lembra também que o Estado do Rio tem uma vocação grande para o reflorestamento e para preservação de áreas verdes (“nossa Mata Atlântica é a que mais cresce no país”), contribuindo para a geração de empregos para engenheiros agrônomos. “No Estado do Rio, o engenheiro agrônomo não tem problema de desemprego”, afirma Rocha, que trabalha na Emater Rio, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio. Formado em Engenharia agrônoma pela Universidade Federal Rural do Rio desde 1979, Leonel Rocha defende a criação de um sistema de informações no modelo de aplicativos de transporte que permita o acesso de produtores agrícolas à oferta de trabalho de engenheiros agrônomos que ofereçam assistência técnica. “Apoio a criação de cooperativas que permitam que um mesmo agrônomo preste assistência a vários produtores”, afirma Leonel, bastante empolgado com os temas a serem discutidos no 10º Congresso de Agronomia.
Dia Nacional do Cerrado

O Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, destaca a relevância desse bioma, que ocupa cerca de 22% a 25% do território brasileiro e abriga extensas reservas de água doce em seu subsolo. É o segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, conhecido como a savana brasileira, e apresenta uma biodiversidade notável, com 12.829 espécies de plantas catalogadas (The Brazil Flora Group, 2021) e 837 espécies de aves registradas (Ministério do Meio Ambiente). O Cerrado é frequentemente chamado tanto de “berço das águas” quanto de “caixa d’água do Brasil”. O primeiro termo destaca que o bioma é a origem de importantes rios brasileiros, como o São Francisco e o Tocantins, funcionando como local de nascentes que abastecem diversas regiões do país. O segundo termo ressalta sua capacidade de reter água da chuva e recarregar aquíferos estratégicos, graças às raízes profundas que armazenam água no solo, garantindo o equilíbrio hídrico nacional. Entre os principais aquíferos associados ao Cerrado estão: O Cerrado compreende as nascentes de grandes rios que abastecem diferentes regiões do país. Estão nele cerca de 90% das nascentes do Rio São Francisco, além de trechos significativos das bacias do Tocantins-Araguaia, Paraná, Paraguai e de afluentes da Amazônia — motivo pelo qual o bioma é estratégico para o abastecimento de água e para a geração de energia hidrelétrica. Apesar de sua importância, o Cerrado enfrenta diversas ameaças: desmatamento, expansão agrícola, pecuária extensiva, mineração e construção de barragens, o que compromete florestas, cerrados e nascentes. Essas atividades degradam o solo, reduzem a biodiversidade e prejudicam a recarga dos aquíferos, afetando rios e comunidades. Apenas cerca de 8,2% do bioma está protegido por unidades de conservação. Programas e Políticas Públicas para o Cerrado:
CREA-RJ discute reciclagem de plataformas e navios e gerenciamento de riscos psicossociais

No dia 10 de setembro, a Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ realizou, com apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Fiocruz, o evento “Descomissionamento e Reciclagem de Plataformas e Navios e Gerenciamento de Riscos Psicossociais”. O advogado e ex-ministro do Trabalho Helton Yomura e o engenheiro químico e de segurança do trabalho Luiz Alexandre Mosca Cunha começaram o encontro falando sobre o assunto “Gerenciamento de Riscos Psicossociais”. Yomura contextualizou o cenário atual em que as pessoas se encontram em relação ao trabalho, pontuando dificuldades enfrentadas por elas. “Eu gosto sempre de começar fazendo um recorte histórico de qual página a gente está nesse livro da evolução civilizatória nas relações do trabalho. A gente vive em um momento pós-pandêmico – é importante a gente sempre lembrar disso – onde a realidade social ainda é de pessoas retornando ao trabalho presencial. Alguns com muita resistência a retornar, porque a qualidade de vida das pessoas começou a ter um protagonismo muito decisivo na escolha do seu trabalho”, disse o ex-ministro. Dentro do mesmo tema, Alexandre Mosca traçou uma definição ampla para o problema. “Vocês vão entender que os riscos psicossociais precisam ser definidos claramente. Aqui no Brasil, nossa situação de segurança e saúde é um ambiente muito normatizado. Então a gente tem muito poder de locomoção e tudo acaba interpretando uma lei. Se a gente não interpretar corretamente, a gente acaba sendo questionado. Então, quando a gente fala de uma definição geral de riscos psicossociais, são os fatores relacionados à organização, gestão de ambiente de trabalho, assim como relações sociais no trabalho, que podem afetar o bem-estar psicológico, físico e social do trabalhador. Essa definição envolve nada mais que estresse ocupacional”, esclareceu Mosca. A segunda palestra do dia foi apresentada pelo engenheiro de produção e especialista em Engenharia Naval e Oceânica, Newton Narciso Pereira, sobre Descomissionamento e Reciclagem de Plataformas e Navios. O Prof. Dr. da UFF destacou o processo de reciclagem das embarcações, além de ter esclarecido mais detalhadamente as condições das embarcações atuais e os benefícios dessa ação para o meio ambiente. O professor falou sobre equipamentos como motores, geradores, propulsores, hélices e outros que podem ser reaproveitados. “A reciclagem se dá onde você remove a instalação do local ou um navio que estava navegando e consegue chegar até a instalação de reciclagem. Depois nós temos uma etapa que é a limpeza dessa instalação, depois o desmonte dessas estruturas e, por fim, há a separação dos diversos materiais constitutivos desse navio. A reciclagem de navios é uma atividade que permite o reuso de materiais. O aço é o principal material constitutivo das embarcações. Chega-se a taxas de reaproveitamento e reuso de 97% desses materiais. É claro que materiais perigosos devem ser tratados e encaminhados adequadamente para estaleiros. Ela pode ser uma atividade que opera em conjunto com a construção e com o reparo. Em alguns estaleiros fora do Brasil faz-se reciclagem de navios ao mesmo tempo em que são reconstruídos”, explicou. Ao fim das palestras, foi aberto o espaço para perguntas da plateia.
CREA-RJ participa da XV edição do SEMIN realizado pelo Sindistal na Casa Firjan
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Janeiro participou da 15ª edição do SEMIN – Seminário de Instalações realizado pelo Sindistal – Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, no dia 3 de setembro, na Casa Firjan, em Botafogo. Nesta edição, que contou com o patrocínio do CREA-RJ, o tema foi “Transição Empresarial no Cenário Energético”. O seminário teve como objetivo promover debates entre as cadeias produtivas dos instaladores, concessionárias de serviços públicos do Rio de Janeiro, fabricantes de materiais técnicos, além de ser ambiente de troca de experiências e networking, com oportunidade para expandir contatos e descobrir novas parcerias. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández participou da abertura do evento e apresentou as principais pautas do Conselho neste momento. “A gente vive esse momento dentro do CREA-RJ, de uma grande transformação digital, trazendo o Conselho do século XX para o século XXI. Então, agora você poderão ter acesso a maior parte dos serviços cartorários, também importantes, que fazem parte do dia a dia dos profissionais do setor, através do aplicativo de celular, nova plataforma, que vai ser lançada agora até o final do mês, novo modelo de ART, que tem o mínimo de inteligibilidade, o mínimo de coerência de como deve ser o preenchimento de uma Anotação de Responsabilidade Técnica. Então a gente vai entregar um grande processo digital em nosso Sistema até o final do ano”, afirmou Fernández. O Superintendente Técnico, Leonardo Dutra, apresentou a palestra “Fiscalização – Uma nova abordagem em parceria com a sociedade” “Estamos aqui no XV SEMIN, um evento feito para as empresas e o CREA não poderia estar de fora. Estamos aqui hoje falando sobre fiscalização, a importância da fiscalização para garantir o direito das empresas e dos profissionais habilitados a executar cada serviço. Onde tem tecnologia, onde tem serviço de Engenharia, de Agronomia e de Geociências, tem que ter o profissional qualificado, tem que ter um profissional legalmente habilitado. E o CREA e a Fiscalização do CREA está sempre presente para ajudar os profissionais e as empresas”, disse Dutra. O seminário foi aberto pelo presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. “A transição energética reúne desafios mas oferece também oportunidades. E a Firjan atua intensamente para apoiar a indústria fluminense nessa mudança tão relevante”, afirmou Caetano. Caetano apresentou resultados significativos do Programa de Qualificação Setorial da Firjan SENAI, que já conta com 125 vagas para capacitação, salientando a importância da formação de mão de obra qualificada para o setor de construção civil. O presidente do Sindistal, Evandro de Freitas Junior, apresentou dados sobre a relevância do setor no cenário econômico do Brasil, a partir de um estudo elaborado pela Firjan. Em 2022, o segmento de energia gerou um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 4,2 bilhões, o que representa 12% do PIB da indústria no país. Para 2025, a expectativa é de que o setor gere em torno de 50 mil empregos, representando 1,2% dos postos de trabalho no estado do Rio de Janeiro, que conta com 2.172 empresas atuando na área. “Essa edição está focada direto na questão da renovação, que o CREA vem fazendo, principalmente na parte digital. O presidente Miguel Fernández está fazendo um retrofit num dinossauro, mas está funcionando. Está dando orgulho de ser engenheiro no estado do Rio de Janeiro. Isso é sensacional. Vamos falar também sobre a questão da Agência Reguladora de Águas e de Gás e de energia elétrica também para o estado do Rio de Janeiro. Ou seja, os temas são importantes e fundamentais para o nosso mercado fluminense. Mas muito sofrido, com altas cargas tributárias, falta de mão de obra especializada. Mas com a ajuda do SENAI, da UFRJ e de outras formadoras de mão de obra, nós estamos contornando esse problema e logo logo a gente vai ter aqui no Rio de Janeiro uma prestação de serviço mais eficiente e a melhor do Brasil, sem dúvida nenhuma”, analisou Evandro. Estiveram presentes ao evento cerca de 350 pessoas, entre empresários, representantes de startups, engenheiros, técnicos de construtoras, projetistas e fabricantes.
Workshop Equilíbrio em Movimento terá aula de ioga gratuita e palestra sobre inteligência cardio intuitiva
O Programa Mulher CREA-RJ e o Programa Mútua Mulher vão realizar o Workshop Equilíbrio em Movimento – Yoga e Inteligência Cardio Intuitiva no dia 27 de setembro de 2025, das 9h30 às 11h, na Quinta da Boavista. Um encontro especial que une equilíbrio, movimento e consciência. Como parte do Programa Mulher Crea-RJ e do Programa Mútua Mulher, o workshop vai oferecer uma aula de yoga e uma palestra sobre inteligência cardio intuitiva, na bucólica Quinta da Boa Vista. Será um momento para as mulheres respirarem fundo, se reconectar consigo mesmas e cultivar equilíbrio físico e emocional, escuta atenta do corpo, leveza e energia para a rotina. Data: 27 de setembro de 2025 Hora: das 8h30 às 11h30 Local: Quinta da Boavista As vagas são limitadas. Inscrições: clique aqui Sobre o Programa Mulher CREA-RJ O Programa Mulher CREA-RJ é uma iniciativa comprometida com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS nº 5 (Igualdade de Gênero) da Agenda 2030 da ONU. O programa visa a promover o empoderamento feminino e impulsionar a equidade de gênero no Sistema Confea/Crea e Mútua, contribuindo para criação de um ambiente mais inclusivo e igualitário para as mulheres engenheiras, agrônomas, geógrafas, geólogas e meteorologistas. Defende, ainda, a criação de recursos e oportunidades de desenvolvimento e networking para ajudar as mulheres a alcançarem seu pleno potencial em suas áreas de atuação. Sobre o Programa Mútua Mulher O Programa Mútua Mulher é uma iniciativa da Mútua – Caixa de Assistência os Profissionais dos Creas e tem a missão de promover ações para reduzir a discriminação e a falta de oportunidades enfrentadas por mulheres. Em sintonia com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Mútua Mulher tem como foco a promoção da igualdade de oportunidades, garantindo que todos os profissionais, independentemente de gênero, tenham as mesmas chances de desenvolvimento e sucesso em suas carreiras.
Palestra Online e gratuita: A Meteorologia e as Comunicações Sociais
Com o objetivo de discutir a atuação profissional dos meteorologistas na Comunicação Social e estimular a troca de conhecimentos técnicos entre os profissionais, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Agronomia, e com o apoio da SBMET e do Departamento de Meteorologia da UFRJ, realiza o evento online “A Meteorologia e as Comunicações Sociais: O Desafio da Informação da Previsão do Tempo e dos Eventos Climáticos nas Mídias Televisivas e Sociais”. Será no dia 17 de setembro, das 19h às 20h30, pela plataforma Google Meet. Inscreva-se aqui. Programação 19h – Abertura do evento com o Coordenador-Adjunto da CEAgro, Meteorologista Anselmo de Souza Pontes 19h10 – Palestras Meteorologista Hana Carolina Vieira da Silveira Mestre em Meteorologia pela UFRJ Meteorologista da Climatempo/TV Globo Meteorologista César Soares Mestre em Meteorologia pelo lAG/USP Meteorologista e Criador de conteúdo meteorológico da Climatempo/TV Globo 20h15 – Perguntas 20h30 – Encerramento Link da videochamada: https://meet.google.com/vtm-suea-vwm