Últimos dias para as indicações ao Prêmio David Azambuja do Mérito Florestal 2025

Termina na sexta-feira, dia 12 de setembro, o prazo para as indicações ao Prêmio David Azambuja do Mérito Florestal 2025, destinado a reconhecer profissionais da Engenharia Florestal que se destacam por sua conduta ética, estudos, projetos e iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável e da preservação do patrimônio natural do Brasil.  Instituído pela Câmara Especializada de Engenharia Florestal, o prêmio presta homenagem à memória do engenheiro David de Azambuja, um pioneiro da Engenharia Florestal no Brasil, reconhecido por sua participação na elaboração do Código Florestal Brasileiro, na criação de unidades de conservação e na formação de gerações por meio de ensino e pesquisa. O julgamento das indicações será conduzido pela Câmara Especializada de Engenharia Florestal, que também é a responsável por analisar eventuais casos não previstos no regulamento. Para mais informações: [email protected] Regulamento e fica de indicação: https://www.crea-rj.org.br/premiodavidzambuja/

Contagem regressiva para o Congresso Estadual de Agronomia

Faltam poucos dias para o início do Congresso Estadual de Agronomia (CEA), que acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de setembro na Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF com o tema “Mudanças Climáticas, Sustentabilidade e Inteligência Artificial”. O evento é uma realização da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ) com patrocínio do CREA-RJ e da Mútua -RJ.  As inscrições para o 10º CEA estão disponíveis pelo Sympla, com valores acessíveis para estudantes e profissionais associados à AEARJ.  Saiba mais aqui: https://aearj.org.br/ 10º Congresso Estadual de Profissionais Data: 10,11 e 12 de setembro Local: UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense Endereço: Avenida Alberto Lamego, 2000 – Parque Califórnia – Campos dos Goytacazes Resumo da programação 11/09/2025 (Quinta-feira) 9h – Início das inscrições. 10h às 13h – Apresentação de Startups e Empresas Jr. 14h às 16h – Abertura Oficial do Congresso. 16h às 18h – 1º Painel: Mudanças Climáticas. Tema: Segurança Hídrica para Populações, Rebanhos e Plantações. 12/09/2025 (Sexta-feira) 8h30 às 12h30 – Curso de inteligência artificial para os Engenheiros Agrônomos. 14h às 16h – 2º Painel: Licenciamento Ambiental Agropecuário do Estado do Rio de Janeiro: Tema: Perspectivas para o Enfrentamento das Mudanças Climáticas. 16h às 18h – 3º Painel: Desenvolvimento Econômico Tema: Vantagens Comparativas da Agricultura do Rio de Janeiro. 13/09/2025 (sábado)  9h às 10h30 – Homenagem aos Engenheiros Agrônomos. 10h30 às 12h – 4º Painel Sobre o Profissional da Agronomia. Tema: Engenheiro Agrônomo do Presente do Futuro 12h – Apresentação da carta do Congresso e Confraternização. Confira aqui a programação detalhada: https://aearj.org.br/10-congresso-estadual-de-agronomia/ Sobre a AEARJ A Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ) é uma entidade sem fins lucrativos que representa e valoriza os profissionais da Agronomia no estado. Com atuação voltada ao fortalecimento da categoria, à defesa da profissão e ao desenvolvimento sustentável do setor agropecuário e ambiental, a AEARJ promove eventos técnicos, debates, cursos e iniciativas que aproximam os engenheiros agrônomos da sociedade.  Também atua em articulação com instituições públicas e privadas para incentivar políticas agrícolas, inovação e boas práticas no campo. Reconhecida como voz ativa do agronegócio fluminense, a AEARJ busca contribuir para a segurança alimentar, a preservação dos recursos naturais e o avanço científico e tecnológico no meio rural.

Allan Borges, da Cedae, defende urbanismo conectado com a dignidade dos cidadãos

Em artigo publicado na seção de Opinião do jornal “O Dia”, o presidente do Comitê de Sustentabilidade e chefe de Gabinete da Cedae, professor Allan Borges, afirma que o futuro das cidades não está em planos grandiosos, mas, sim, nas pequenas e cotidianas ações que transformam espaços em lugares de alta potência estética, funcional e simbólica. Ele defende a ideia de que a cidade ideal não é a perfeita, mas a que existe, com suas imperfeições, e que a essência do “fazer-cidade” reside no direito insurgente de moldar o ambiente de acordo com as necessidades e desejos de seus habitantes. Borges argumenta  também que as legislações e os planos formais, lentos e previsíveis, não conseguem acompanhar a urgência da vida urbana. O urbanismo tático surge, então, como uma resposta a essa ineficiência. Segundo ele, é um método e uma ética que devolve à população a capacidade de coautoria sobre o território, de acordo com o que o geógrafo britânico David Harvey chama de direito perdido da população de não apenas usar a cidade, mas de moldá-la. “Essa transição do “onde se passa” para o “onde se vive” é o cerne do fazer-cidade. Jan Gehl (arquiteto e urbanista dinamarquês) ressalta que cidades projetadas para caminhar, sentar e conversar conduzem à distribuição equitativa da dignidade urbana”, escreveu Borges. ​O texto do professor destaca exemplos concretos dessa abordagem, como as Superilles de Barcelona, que reordenaram quarteirões para priorizar pedestres, resultando em melhoria da qualidade do ar, redução de ruído e fortalecimento dos laços comunitários. Para Borges, esses projetos são uma prova de que a transformação urbana pode acontecer por meio de intervenções rápidas e criativas. ​Allan Borges ressalta, ainda, que a cidade não é um cenário neutro, mas um palco de projetos de vida, onde o espaço é disputado. Ele relaciona o “fazer-cidade” com o “fazer-justiça”, ampliando as capacidades humanas e garantindo que a cidade seja um lugar para permanecer e não apenas para passar. O urbanismo tático, embora não resolva todos os problemas, segundo o autor, amplia as capacidades, reabilita os sentidos e dá margem à criação coletiva. ​Ao final de sua análise, Borges nos convida a uma reflexão sobre a questão fundamental: para quem é a cidade? E conclui que se for para ser apenas um local de passagem, ela se perde. Mas se for para ser um lugar de viver, ela se encontra. Para ele, fazer-cidade é devolver a cidade ao corpo e o corpo ao lugar. O urbanismo, portanto, não deveria ser apenas um conjunto de intervenções pontuais. Ele se torna importante se apresentar uma mudança de paradigma, uma quebra com a visão tradicional que via o espaço urbano como algo a ser rigidamente planejado e imposto de cima para baixo. Em vez disso, ele promove a criação de uma cidade mais democrática e humana, onde a voz e a ação da comunidade são tão importantes quanto as diretrizes técnicas.  ​Ao abraçar essa filosofia, a cidade se torna um organismo vivo em constante evolução. Cada jardim comunitário plantado em um terreno baldio, cada mural pintado em uma parede cinza e cada rua transformada em praça de convivência são pequenos atos de rebeldia criativa. Eles não apenas melhoram a estética e a funcionalidade do lugar, mas também reforçam a identidade local e o senso de pertencimento. A cidade, então, passa a ser um reflexo de seus habitantes: imperfeita, em constante transformação, mas cheia de vida, personagens e suas histórias. Ela não é mais apenas uma estrutura física, mas um espaço de afeto, onde a vida é possível. LEIA A ÍNTEGRA DO ARTIGO DE ALLAN BORGES https://odia.ig.com.br/opiniao/2025/09/amp/7121837-allan-borges-fazer-cidade-o-direito-vivo-ao-lugar.html

Visita técnica do CREA-RJ constata avanço nas obras do Metrô na Gávea

A comitiva posa para foto no fim da galeria de cerca de mil metros de extensão Desde o ano passado, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, vem alertando para a importância da retomada das obras do Metrô na Gávea, que foram paralisadas há dez anos. Na manhã desta segunda-feira, Fernández participou de visita técnica às obras que estão avançando a cada dia. Com o presidente do CREA-RJ, participaram da visita a secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, e o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, que também é engenheiro civil desde 1972. “É fundamental essa retomada das obras que estavam paralisadas e representavam um grande risco à sociedade. Através de um grande trabalho de entendimento entre o governo do estado, o Metrô e o TCE, foi possível chegar a uma convergência, que a gente no CREA sempre defendeu. Isso traz não só segurança à população aqui do entorno, da PUC, de todos os moradores da Gávea, mas, principalmente, a melhoria no transporte, na mobilidade da nossa população”, afirmou o presidente do CREA, parabenizando o Metrô e a secretária de Transportes, Priscilla Sakalem, pela retomada das obras que vão gerar empregos e desenvolver a economia. Com valor estimado em R$ 690 milhões, a obra da estação da Gávea beneficiará 20 mil passageiros por dia. O engenheiro Rodrigo Jurdi, do Consórcio Rio Gávea, disse que a previsão de entrega da estação é no segundo semestre de 2028. A obra vai gerar cerca de 2.500 empregos, entre engenheiros e operários. Atualmente o canteiro de obras, que fica ao lado da PUC, recebe diariamente 120 pessoas.  Os engenheiros inspecionam um dos poços de onde tem sido retirada a água O diretor de implantação do Metrô Rio, Silvio Godoy, lembrou que a obra foi retomada em maio deste ano com o início da retirada da água de poços formados por dois troncos de cilindro. Já foram removidos cerca de 10 mil metros cúbicos de água, mas ainda faltam 30 mil. Por questões de segurança, são retirados 50 centímetros por dia e são usados drones para monitorar a estabilidade dos poços e até de prédios vizinhos. A água é lançada no Rio Rainha, vizinho à PUC. O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, ex-secretário municipal de Transportes, disse que ficou satisfeito com as informações dadas pelo engenheiro Rodrigo Jurdi sobre a segurança da obra. “Me pareceu, pelas respostas que recebi em todas as perguntas que fiz, que a segurança da obra está sendo bastante bem feita, um controle muito bem feito. Como plano B, o projeto tem mais de duas dezenas de pontos para bombear rapidamente a água e rebaixar o lençol freático para diminuir as pressões laterais nas paredes do grande buraco”, afirmou o deputado, lembrando da importância da obra para a engenharia por apresentar diversas tecnologias de controle, como também de escavação.  Segundo o engenheiro Rodrigo Jurdi, ainda falta escavar 200 metros de rocha, com o uso de explosivos. O tatuzão, equipamento que pesa mais de duas mil toneladas e foi usado inicialmente na obra, está desativado devido a problemas na parte elétrica, depois da paralisação em 2015.  Além do presidente, integraram a comitiva do CREA-RJ o diretor Alexandre Vacchiano, que coordena o Grupo de Trabalho de Mobilidade; os superintendentes técnico e administrativo, Leonardo Dutra, e Édipo Ázaro; o gerente de fiscalização, Cosme Chiniara; além de assessores. Participaram também fiscais da Rio Trilhos, empresa estatal que fiscaliza os serviços do Metrô. Todos embarcaram numa van que percorreu 1 mil 300 metros no túnel onde serão instalados os trilhos do metrô da Gávea, a 60 metros de profundidade. Os trilhos terão 3,2 quilômetros de extensão até São Conrado. Apesar de a obra ter ficado parada, a rocha não apresenta qualquer sinal de infiltração ou vazamento. O acesso ao túnel é pela Travessa Madre Jacinta, perto do número 324 da Rua Marquês de São Vicente. O diretor do CREA-RJ, engenheiro eletricista Alexandre Vacchiano, reforçou a importância da obra para a mobilidade da população do Rio. “A conclusão dessa estação da Gávea tem o potencial de destravar outras linhas do Metrô também, o que é muito bom para todos”, destacou Vacchiano.

Dia da Independência do Brasil

A Independência do Brasil foi proclamada em 7 de setembro de 1822 por Dom Pedro I, filho do rei de Portugal, após um período de intensas tensões políticas entre Lisboa e o Rio de Janeiro. Desde 1808, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, o território passou a ter maior relevância administrativa e econômica dentro do Império Português. Em 1815, essa condição foi formalizada com a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Diante da crise em que Portugal se encontrava – Revolução Liberal do Porto, exigências para o fim dos privilégios do Brasil, o movimento constitucionalista português – Dom João VI retornou ao país, em 1821. As cortes portuguesas buscaram recolonizar o Brasil, exigindo inclusive o regresso do príncipe regente. Essa pressão encontrou resistência entre setores locais brasileiros, em especial grandes proprietários rurais e comerciantes interessados em preservar maior autonomia. Nesse contexto, Dom Pedro, atendendo aos interesses locais, assumiu a liderança do processo de independência, também tinha interesse em consolidar sua posição aqui, em vez de voltar a ser apenas herdeiro em Portugal.  O processo de separação não foi marcado por uma guerra generalizada, embora houvesse enfrentamentos em províncias como Bahia, Maranhão e Pará. No novo império, muitas estruturas coloniais foram preservadas: a escravidão continuou como base da economia e a participação política permaneceu restrita a uma elite diminuta. Dom Pedro foi coroado imperador ainda em 1822 e, em 1824, outorgou uma constituição de caráter centralizador. Assim, a independência representou um marco fundamental para a consolidação da unidade territorial brasileira, mas não trouxe transformações sociais profundas. Tratou-se, sobretudo, de uma transição política conduzida pelas elites, voltada para a manutenção da ordem e de seus próprios interesses no recém-formado Estado nacional. O Grito do Ipiranga O episódio mais famoso do processo, conhecido como “Grito do Ipiranga”, ocorreu em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, na atual cidade de São Paulo. Acompanhado de sua comitiva, Dom Pedro declarou “Independência ou morte!”, oficializando o rompimento com Portugal. Embora carregado de valor simbólico, o ato apenas consolidava uma decisão política já em curso, articulada com apoio de setores brasileiros que buscavam evitar a recolonização e assegurar estabilidade econômica e territorial. Apesar do gesto, a independência não se efetivou de imediato. Conflitos armados ainda se estenderam em regiões resistentes ao novo governo. O reconhecimento oficial só veio em 1825, quando Portugal aceitou a separação mediante o pagamento de uma indenização financiada pela Inglaterra. Confira o vídeo!

Dia da Amazônia

O Dia da Amazônia é celebrado em 5 de setembro, conforme estabelecido pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007, com o objetivo de promover a conscientização e a preservação desse bioma fundamental para o Brasil e para o planeta. A escolha da data remete à criação da Província do Amazonas, decretada por Dom Pedro II, em 5 de setembro de 1850, fato que simboliza o reconhecimento histórico da importância da região. Com cerca de 7 milhões de km², a Amazônia é a maior floresta tropical do mundo, dos quais aproximadamente 5,5 milhões de km² estão localizados no Brasil, que concentra cerca de 60% de sua extensão total. A floresta exerce papel fundamental na regulação climática global, atuando como sumidouro de carbono e influenciando o regime de chuvas no Brasil e nas nações vizinhas. Nos últimos anos, os índices de desmatamento na Amazônia apresentaram variações preocupantes. Em 2022, o sistema PRODES do INPE registrou 11.594 km² de floresta perdida, o maior valor desde 2008. Apesar da queda de 22,3% em 2023, ainda foram destruídos 9.064 km² de floresta. Esse avanço da degradação está associado à expansão agropecuária, à extração ilegal de madeira e à abertura de estradas, pressionando ecossistemas e comunidades tradicionais. Neste ano de 2025, o governo federal intensificou ações para reverter esse cenário. Foi aprovado um aporte histórico de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia ao Ibama para financiar o projeto FortFisc — Fortalecimento da Fiscalização Ambiental para o Controle do Desmatamento Ilegal. A iniciativa inclui aquisição de helicópteros, drones, criação de bases aéreas e helipontos em áreas estratégicas, além do uso de inteligência artificial, sensoriamento remoto e sistemas de autuação remota.  Complementarmente, com recursos do Fundo Amazônia, a Conservação Internacional, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o BNDES lançaram editais para restaurar 5 mil hectares até 2031 e promover ações de reflorestamento e apoio a assentamentos rurais. Essas iniciativas fazem parte de um conjunto de medidas integradas que também incluem a restauração de vegetação e a promoção de desenvolvimento sustentável. Amazônia Legal A Amazônia Legal foi instituída pela Lei nº 1.806, de 6 de janeiro de 1953, como uma área de planejamento criada pelo governo federal para promover o desenvolvimento econômico e social da região amazônica. Ela abrange nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, totalizando aproximadamente 5,5 milhões de km² — cerca de 60% do território nacional. É importante destacar que a Amazônia Legal não corresponde apenas à floresta amazônica em si. Seu território engloba também áreas de outros biomas, como o Cerrado e o Pantanal, refletindo a diversidade ecológica e cultural dessa macrorregião. A criação dessa delimitação teve como objetivo oferecer instrumentos específicos de planejamento e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável, a preservação ambiental e a integração socioeconômica da região ao restante do país. Atualmente, a Amazônia Legal é usada como referência em estatísticas oficiais, estudos científicos e programas governamentais, especialmente em temas relacionados ao desmatamento, à conservação da biodiversidade e à proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais. Por seu tamanho e relevância estratégica, a região é considerada fundamental tanto para o equilíbrio ambiental global quanto para o desenvolvimento do Brasil. A Amazônia e o mito do “pulmão do mundo” Apesar de amplamente difundida, a ideia de que a Amazônia seria o “pulmão do mundo” não reflete seu papel real no equilíbrio atmosférico. Embora a floresta produza oxigênio por meio da fotossíntese, ela consome praticamente esse volume em seus próprios processos de respiração e decomposição. O saldo líquido de oxigênio gerado é próximo de zero, e a maior parte desse gás para a atmosfera é produzida por organismos marinhos — como algas e fitoplâncton. A verdadeira importância da floresta está na regulação do clima, no ciclo da água, na conservação da biodiversidade e no seu papel como grande reservatório de carbono.

Presidente do CREA-RJ afirma que quedas nas calçadas aumentam gastos na saúde pública

Ao participar da mesa da audiência pública “Calçadas do Rio: realidade, desafios e soluções”, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, ressaltou que o problema deveria mobilizar o poder público e toda a sociedade, pois “os acidentes nas calçadas representam hoje o maior custo indireto em termos de mobilidade na saúde pública”. O presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara, vereador Pedro Duarte (Novo), que promoveu a audiência pública, confirmou a informação dada pelo presidente do CREA. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestrado em Engenharia Urbana também pela UFRJ, o presidente do CREA-RJ afirmou também que as pedras portuguesas compõem atualmente o calçamento mais caro e de maior risco para a população carioca. Esta informação foi corroborada pelo presidente do Conselho Empresarial do Ecossistema da Longevidade da Associação Comercial do Rio de Janeiro, o português Carlos Molina. Ele afirmou que até em Lisboa – a origem das pedras portuguesas – esse tipo de calçamento está sendo substituído por outros mais seguros e mais viáveis economicamente. Molina defende que a Comissão de Assuntos Urbanos atue no sentido de aprovar uma lei que padronize as calçadas do Rio de Janeiro e defenda a obrigatoriedade do registro de quedas nas calçadas nas UPAS e em hospitais públicos.  O presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara municipal, vereador Pedro Duarte, apresentou o resultado de levantamento feito pela Comissão junto ao serviço 1746, da prefeitura do Rio, que constatou entre janeiro de 2023 e junho deste ano mais de 35 mil pedidos de reparos em calçadas, cujos principais problemas são buracos e obstrução à passagem de pedestres.  A Zona Norte do Rio concentra a maioria das queixas. A Comissão fez pelo Instagram um concurso da pior calçada do Rio. Ganhou a Rua Mário Piragibe, em Lins de Vasconcelos, seguida da Estrada do Barro Vermelho, em Colégio, e da Rua Cosme Velho, no bairro do mesmo nome, na Zona Sul do Rio. “É crescente a denúncia do mau estado de conservação das calçadas do Rio, como a falta de acessibilidade e acidentes causados por buracos e obstáculos”, afirmou o vereador, lembrando que atualmente há mais de 20 normas para regulamentar a construção e manutenção de calçadas. Segundo o vereador, um dos maiores desafios é estabelecer a responsabilidade pela manutenção deste espaço público. Embora as leis municipais determinem que a calçada seja de responsabilidade do dono da edificação em frente, o bem é público. “De quem é a responsabilidade?”, indagou o vereador. Depois de parabenizar a Comissão de Assuntos Urbanos, o engenheiro Miguel Fernández defendeu que a legislação precisa ser modificada, pois o problema pertence à coletividade. O presidente do CREA defendeu também a criação de um sistema unificado de registro das ações das concessionárias nas ruas para que se reduza o impacto dos reparos na qualidade das pistas e dos calçamentos. “É preciso se legislar também sobre o subsolo”, afirma o engenheiro. Fernández concorda com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, que há 15 anos criou o programa Calçada Acessível que já chegou a 50 municípios e defende a padronização das calçadas em todo o estado. O vereador Pedro Duarte exibiu um vídeo do case de Teresópolis, onde o programa Calçada Acessível, da Firjan, implantou um piso intertravado com espaço tátil amarelo para ajudar pessoas com deficiência física. A arquiteta Regina Cohen, membro da Comissão Temporária de Acessibilidade e Mobilidade Urbana do CAU/RJ e integrante do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, ressaltou que a falta de acessibilidade nas calçadas é um dos maiores problemas da cidade. Ela criticou a aprovação de leis municipais que favoreceram bares e restaurantes na ocupação das calçadas da cidade. O arquiteto Sérgio Magalhães, também condenou a ocupação indiscriminada de bares e restaurantes. “Os bares e restaurantes não podem ocupar tudo como estão ocupando”, disse Magalhães, bastante aplaudido pela plateia. Além do presidente do CREA, participaram da mesa da audiência pública o vereador Pedro Duarte; o arquiteto Sérgio Magalhães, professor da UFRJ; o arquiteto e urbanista Luiz Gustavo Tavares Guimarães, da Firjan; o arquiteto Carlos Abreu, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ); a arquiteta Regina Cohen; e o presidente do Conselho Empresarial do Ecossistema da Longevidade da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Carlos Molina.

Presidente do CREA-RJ participa da abertura do Locação Summit 2025 no Museu do Amanhã

Com o objetivo de debater tendências, fortalecer contatos e explorar inovações do mercado de aluguéis de imóveis, foi realizado no dia 1° de setembro o evento Locação Summit by Secovi Rio 2025.  Promovido pelo Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro – Secovi Rio, com o patrocínio do CREA-RJ, o encontro ocorreu no Museu do Amanhã, na região portuária do Rio, reunindo administradoras, imobiliárias, corretores de imóveis, construtoras, e mais de 500 profissionais de diferentes regiões do país.  O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, participou da abertura do Locação Summit, e destacou a cooperação entre o Conselho e o Secovi. “Estamos construindo uma parceria muito forte, uma relação que nunca esteve tão próxima entre o CREA e o Secovi. É uma estratégia nossa, e estaremos presentes também no evento em outubro para trazer mais informações, disponibilizando para vocês os profissionais e as empresas registradas no Conselho.” Fernández também falou sobre os riscos da recarga indevida de carros elétricos em edifícios, citando a troca de diálogos sobre o tema com o presidente da Secovi Rio, Pedro Wähmann. “O presidente Pedro me convocou também para discutirmos a questão do carregamento dos carros elétricos. Muitas edificações antigas estão sem previsão para essa mudança tecnológica que cada vez mais vem atingindo as estruturas. Existe sim risco intrínseco, principalmente, no reabastecimento inapropriado nos veículos, que podem causar uma combustão e até mesmo derrubar o prédio.”  A programação do evento contou também com palestras, exposições e oportunidades de networking. O evento foi marcado pela presença de nomes importantes do mercado e discussões aprofundadas sobre as transformações do segmento.

Airton Melgaço Lima recebe o Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente 2024 em evento na Prefeitura do Rio

O CREA-RJ foi até a Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro, para realizar a entrega do Prêmio de Meio Ambiente 2024 ao engenheiro químico Airton Melgaço Lima, que, por questões de saúde, não pôde comparecer ao CREA Aqui, quando foi realizada a cerimônia de premiação.  O 1º vice-presidente Alberto Balassiano representou o presidente Miguel Fernández, que estava cumprindo outra agenda externa. “O engenheiro Airton Melgaço é um grande companheiro, um grande profissional que merece muito este prêmio e esta homenagem. Hoje, o meio ambiente tem uma importância muito grande para toda sociedade, então o CREA está sempre na linha de frente defendendo as políticas públicas que envolvem este tema”, afirmou Alberto Balassiano.  Do Crea-RJ também estiveram presentes: o diretor Milton Nazareno; o coordenador da Comissão de Meio Ambiente de 2024, Lourival Arruda; a coordenadora da Comissão de Meio Ambiente de 2025, Débora Candeias; os conselheiros Marlise de Matosinhos Vasconcellos e Odair Paes de Jesus; além do ex-conselheiro Luiz Alexandre Mosca.  A ideia do evento foi do diretor do CREA-RJ Milton Nazareno Ramos Neves, que é engenheiro ambiental e sanitarista.  “Infelizmente por um sério problema de saúde, Airton Melgaço não pôde comparecer à cerimônia de entrega do Prêmio de Ambiente 2024 realizada durante o evento CREA Aqui. Devido à sua grande importância para a área ambiental, resolvemos organizar esta homenagem na Prefeitura do Rio, onde ele trabalhou por muitos anos. Para se ter uma ideia da importância do Airton, hoje três ex-secretários de meio ambiente do município do Rio compareceram ao evento para homenageá-lo”, ressaltou Milton. Lourival Arruda conhece bem o homenageado. “Airton Melgaço desenvolveu um excelente trabalho na Prefeitura do Rio de Janeiro, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde ocupou vários cargos, entre eles subsecretário, diretor de licenciamento, entre outros cargos. Sempre foi uma pessoa muito pró-ativa, auxiliando todos os profissionais que necessitavam dele. Nunca foi aquela pessoa que dificultava alguma coisa para ele. Foi professor da UERJ, fez várias palestras e também foi meu colega de turma. Então, esta homenagem é para uma pessoa que desenvolveu um excelente trabalho para o meio ambiente do Rio de Janeiro”, disse Lourival Arruda. Após reforçar os elogios a Melgaço, Débora Candeias fez uma chamada para o Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente 2025. “Nós recebemos várias indicações para o prêmio de 2025. Agora vamos formar a comissão julgadora que vai fazer a análise e definir os agraciados. A premiação será entregue no próximo CREA Aqui”, adianta. Várias autoridades estiveram presentes, como o ex-vice prefeito da cidade do Rio de Janeiro e o ex-secretário municipal de meio ambiente, Carlos Alberto Muniz. “Diante de todas as transformações que a tecnologia vem trazendo, transformações causadas principalmente por várias intervenções que o tipo de desenvolvimento tecnológico, a ganância, a exigência de produção exacerbada desencadeiam, tudo isso vem fazendo com que a natureza entre num caminho de esgotamento. E as mudanças climáticas, sem sombra de dúvida, são um fenômeno sobre o qual cada vez mais os países precisam se debruçar e, em particular, as cidades. Então, ao abraçar e premiar um funcionário com uma visão de meio ambiente, isso só agrega, só enriquece e só mostra que a gente está no caminho certo”. Ex-secretário de meio ambiente do município do Rio de Janeiro e atual presidente da Previ-Rio, Bernardo Egas ressalta a importância de homenagear os servidores da Prefeitura que se destacam em suas áreas de atuação. “Airton foi o grande técnico da área de licenciamento da Prefeitura. Marcelo Queiroz, quando recriou a Secretaria de Meio Ambiente, teve em Airton, a peça fundamental à disposição de servidores em cada área da secretaria. Então, ele foi um grande coordenador geral ali, além da parte do licenciamento ambiental, também orientando a gente em todo esse trabalho. Por isso, agradeço ao Crea por essa homenagem. Acho que é da maior importância. Tem outros servidores também que merecem muito homenagens como essa. E eu no Previ-Rio hoje cuidando dos aposentados, tenho um trabalho também muito focado nessa questão da memória dos servidores, na valorização dos servidores que passaram por essa Prefeitura e entregaram tanto para a cidade. Airton é um desses exemplos que a gente tem que exaltar sempre”, conclui Bernardo. Deputado federal, secretário de administração da cidade do Rio de Janeiro e ex-secretário municipal de meio ambiente. Marcelo Queiróz trabalhou diretamente com Airton e conhece de perto todo seu talento. “É um evento muito especial para mim homenagear esse grande servidor que foi o Airton. Eu tive a honra de conhecer o Airton quando eu fui secretário de Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro. Ele era responsável por todo o licenciamento ambiental. Airton tocava como maestro toda essa parte que é uma parte que para quem é da população não entende a importância, mas é o coração de um planejamento urbano, de uma cidade, da luta pró meio ambiente que é o licenciamento urbano. Ele que rege, regulamenta todas as normas aí para combinar o que será futuramente a cidade do Rio de Janeiro. Então, parabéns Airton, parabéns aos engenheiros, parabéns ao CREA-RJ e ao presidente Miguel Fernández”. Responsável por projetos impactantes no INEA – Instituto Estadual do Ambiente, João Eustáquio Xavier, tem sua história profissional ligada ao meio ambiente. “Tive a oportunidade de trabalhar com Airton na Prefeitura do Rio de Janeiro e ele é uma pessoa que fez toda a diferença no nosso trabalho aqui. Foi um momento em que o Rio de Janeiro passou por várias transformações com os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e a visita do Papa. Nós fizemos uma série de licenciamentos e de intervenção na cidade desde a demolição da Perimetral. Os projetos Minha Casa Minha Vida, os BRTs, o VLT, o Porto Maravilha, dentre outros. O Airton foi uma pessoa que agregou muito a nossa equipe e ele foi fundamental na busca de soluções sempre criativas e palpáveis para que a gente conseguisse atingir a nossa meta, que era exatamente causar essa transformação que nós estamos vendo no Rio de Janeiro hoje. Eu me sinto muito

Atendimento Remoto: rápido, fácil e seguro

Confira como acessar nossos canais de atendimento remoto:  Portal: www.crea-rj.org.br Telefone/ WhatsApp: (21) 2179-2007 E-mail: [email protected] Caso não consiga resolver o problema de forma remota, agende seu atendimento presencial na sede do CREA-RJ ou na inspetoria mais próxima.  O CREA-RJ oferece canais de atendimento remoto desenvolvidos para atender os profissionais com rapidez, segurança e comodidade.  Confira como acessar nossos canais de atendimento remoto:  Portal: www.crea-rj.org.br Telefone/ WhatsApp: (21) 2179-2007 E-mail: [email protected] Caso não consiga resolver o problema de forma remota, agende seu atendimento presencial na sede do CREA-RJ ou na inspetoria mais próxima.