Dias do Geógrafo(a), Geólogo(a) e Geofísico(a) são celebrados em evento concorrido no CREA-RJ

Em comemoração ao Dia do(a) Geógrafo(a), Dia do(a) Geólogo(a) e Dia do Geofísico(a), foi realizado no dia 29 de maio de 2026 o evento voltado para celebrar as datas comemorativas profissionais, com o objetivo de consolidar o reconhecimento e a importância destas profissões no desenvolvimento do país. O encontro foi promovido pelo CREA-RJ, por meio das Câmaras Especializada de Geologia e Engenharia de Minas – CEGM e de Engenharia de Agrimensura – CEAgri, e contou com a participação massiva de profissionais das Geociências, estudantes e demais interessados nos temas debatidos. A mesa de abertura foi composta pelo 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o coordenador da CEGM, geólogo Nelson Meirim; e o coordenador da CEAgri, geógrafo Rafael Silva de Barros. O 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, deu as boas-vindas ao encontro. “É uma satisfação muito grande comemorar com todos vocês o dia do geógrafo, geólogo e geofísico. Eu espero que todos aproveitem o evento e a confraternização promovida hoje.” O coordenador da CEGM, geólogo Nelson Meirim, falou brevemente sobre a história do evento. “Esse evento é feito há mais de 30 anos. Para vocês terem uma ideia, no modelo atual, ele é iniciado na década de 80, quando eu era presidente da Sociedade Brasileira de Geologia. Depois de alguns anos, decidimos dar um outro formato para a comemoração do dia do geólogo, que era algo muito formal e acadêmico.” O coordenador da CEAgri, geógrafo Rafael Silva de Barros, fez os seus agradecimentos pela realização do encontro. “Primeiramente eu agradeço ao presidente por ter recebido muito bem a proposta da iniciativa. Ficamos muito felizes em poder estar enchendo o auditório nesse evento de comemoração ao dia dos geógrafos, geólogos e geofísicos. Espero que a gente possa aproveitar os assuntos tratados hoje.” Após a mesa de abertura, foi realizada uma homenagem a três profissionais notáveis das áreas de Geografia, Geologia e Geofísica. A geógrafa Júlia Adão Bernardes, o geólogo Flavio Erthal, e o geofísico Luiz Braga subiram à mesa para receberem o reconhecimento por longas carreiras dedicadas à contribuição para as Geociências. Em seguida, na composição da última mesa do evento, estiveram presentes o deputado federal e professor Reimont Otoni; a geógrafa cartógrafa, professora, ex-conselheira do CREA-RJ e autora do livro “Emergência Climática”, Carla Madureira; e o presidente da Associação Profissional de Geólogos do Rio de Janeiro – APG-RJ, geólogo Claudio Amaral. O deputado Reimont destacou a responsabilidade dos profissionais na sociedade. “Gostaria de lembrar que quando a gente celebra essas datas, é importante não esquecermos da nossa responsabilidade, não só profissional mas também como homens e mulheres que se formam. Nossas vivências são uma formação constante, onde permanecemos aprendendo para mudarmos a realidade do nosso mundo.” Ao final do evento, foi aberto o espaço para perguntas dos presentes no auditório, além da entrega de certificados para os participantes da mesa final. Confira o evento na íntegra
Comunicado: feriado Corpus Christi
Em virtude do feriado de Corpus Christi, nos dias 4 e 5 de junho não haverá atendimento presencial nas inspetorias e na sede do CREA-RJ. Orientamos que as solicitações sejam encaminhadas por e-mail para [email protected]. Agradecemos a sua compreensão.
Pesquisador brasileiro propõe rota interplanetária que pode reduzir tempo de viagens a Marte

Um estudo desenvolvido pelo professor brasileiro Marcelo de Oliveira Souza propõe uma nova metodologia para trajetórias espaciais rápidas entre a Terra e Marte, utilizando dados orbitais de asteroides como referência geométrica para o planejamento das missões. A pesquisa ganhou repercussão internacional após publicação na revista científica Acta Astronautica e divulgação em mais de 50 países. O trabalho, intitulado “Using Asteroid Early Orbital Data for Rapid Mars Missions”, investiga a possibilidade de identificar “corredores geométricos” capazes de encurtar significativamente o tempo de deslocamento interplanetário. Segundo os cenários analisados pelo pesquisador, uma missão de ida e volta a Marte poderia ser reduzida para cerca de 226 dias, enquanto trajetórias convencionais podem demandar entre dois e três anos. A proposta foi publicada na plataforma ScienceDirect após aprovação editorial da revista Acta Astronautica, periódico vinculado à Academia Internacional de Astronáutica. O estudo começou a ser desenvolvido em 2015, a partir da análise de asteroides cujas órbitas apresentam proximidade relativa com as trajetórias da Terra e de Marte. De acordo com Marcelo de Oliveira Souza, que leciona na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, os primeiros cálculos eram realizados manualmente, mas a evolução do trabalho ocorreu com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para simular trajetórias e validar possibilidades de transferência orbital. As simulações identificaram uma janela orbital considerada especialmente favorável para missões rápidas em 2031. O estudo possui caráter teórico e metodológico. O pesquisador ressalta que a viabilidade prática das missões depende de fatores como capacidade de propulsão, velocidade dos veículos espaciais, carga útil e desenvolvimento tecnológico compatível com operações de alta energia no espaço profundo. Entre os aspectos técnicos abordados no artigo estão análises de astrodinâmica, modelagem de transferências orbitais e aplicação de técnicas matemáticas para otimização de trajetórias interplanetárias. O trabalho também considera conceitos associados a sistemas avançados de propulsão e estratégias de aerocaptura para redução de consumo energético durante aproximações planetárias. A repercussão internacional do estudo ocorre em um contexto de ampliação global das pesquisas relacionadas à exploração espacial tripulada, especialmente diante dos programas lunares e marcianos atualmente conduzidos por agências espaciais e empresas privadas. Nesse cenário, estudos voltados à redução do tempo de viagem têm relevância técnica direta para temas como segurança das tripulações, exposição à radiação espacial, consumo de recursos e viabilidade operacional de missões de longa duração. Fonte: CNN Brasil
Clube de Engenharia promove palestra sobre a nova geopolítica dos minerais críticos

O Clube de Engenharia do Brasil realiza nesta terça-feira, 2 de junho, das 18h às 20h, a palestra “Muito Além da Geologia: A Nova Geopolítica dos Minerais Críticos”, que discutirá os desafios e oportunidades relacionados aos recursos minerais estratégicos para a economia global. O evento acontecerá no auditório do 20º andar da sede da entidade, localizada na Avenida Rio Branco, 124, no Centro do Rio de Janeiro. A apresentação será conduzida pelo professor Edson Farias Mello, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordará a crescente importância de minerais como lítio, cobalto, níquel e terras raras para setores estratégicos da economia mundial, especialmente aqueles ligados à transição energética, à mobilidade elétrica e à indústria de alta tecnologia. O encontro reunirá profissionais, pesquisadores e estudantes das áreas de geologia, engenharia química, mineração e geociências para debater o cenário internacional da exploração e do fornecimento desses insumos, considerados essenciais para a produção de baterias, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e outras tecnologias de baixo carbono. Durante a palestra, também serão discutidos os impactos da crescente demanda global por minerais críticos e o posicionamento do Brasil nesse contexto. Detentor de importantes reservas minerais, o país vem ganhando destaque nas discussões sobre segurança de suprimento, desenvolvimento sustentável e formulação de políticas públicas voltadas para o aproveitamento estratégico desses recursos. A iniciativa é promovida pelo Departamento de Geologia e Mineração e pelo Departamento de Engenharia Química do Clube de Engenharia do Brasil, com apoio da Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro. A atividade busca ampliar o debate sobre um tema que ocupa posição cada vez mais relevante na agenda econômica, ambiental e geopolítica mundial. Serviço Palestra: “Muito Além da Geologia: A Nova Geopolítica dos Minerais Críticos”Data: 2 de junho de 2026Horário: 18h às 20hLocal: Auditório do 20º andar do Clube de Engenharia do BrasilEndereço: Avenida Rio Branco, 124, Centro, Rio de Janeiro Inscreva-se aqui!
Sorteio define ordem dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica das Eleições CREA-RJ 2026
A Comissão Eleitoral Regional do Rio de Janeiro (CER-RJ) realizou, na tarde da última quarta-feira (27), sessão pública para o sorteio que definiu a ordem dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica das Eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA 2026. A reunião aconteceu de forma presencial no Plenário do CREA-RJ e foi conduzida pelo coordenador da CER-RJ, engenheiro mecânico Jonatha Gomes Tavares de Mello, que abriu os trabalhos dando boas-vindas aos presentes e aos espectadores que acompanharam a transmissão virtual da sessão. Também participaram da reunião os demais membros da Comissão Eleitoral Regional, Eng. Naval Agenor Cesar Junqueira Leite; Eng. de Produção Livio Marco Assis de Almeida; e a Engª Eletricista-Eletrônica Ligia Pessoa de Azevedo; além de candidatos, procuradores e prepostos devidamente identificados em lista de presença oficial. Na abertura da sessão, o coordenador destacou que o objetivo do encontro foi cumprir o item 2 da Deliberação Confea-CEF nº 45/2026, responsável por estabelecer o sorteio da ordem definitiva dos candidatos registrados no regional para composição da cédula eleitoral eletrônica do pleito de 2026, assegurando transparência, igualdade de condições e isonomia entre os concorrentes. Conforme as regras apresentadas aos participantes, em cada uma das duas urnas foram colocados os números referentes à posição dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica. Para os candidatos a presidente os números foram de 1 a 5. Para os candidatos às Diretorias Geral, Administrativa e Financeira da Mútua, os números foram 1 e 2 para cada cargo. Os sorteios ocorreram cargo a cargo, seguindo a ordem padronizada do sistema eletrônico de votação. Os próprios candidatos ou seus representantes sortearam seus respectivos números. Após a apuração, a ordem oficial dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica ficou definida da seguinte forma: Presidente do CREA-RJ 1º lugar — Miguel 2º lugar — Engenheiro Marco Atonio Barbosa – Marcão3º lugar — Cosenza4º lugar — Ronaldo Rangel – SOS Engenharia RJ5º lugar — Anibolete Diretor-Geral da Mútua-RJ 1º lugar — Ana Paula Masiero2º lugar — Milton Neves Diretor Administrativo da Mútua-RJ 1º lugar — Bruno Galdino2º lugar — Vera Bacelar DiretorFinanceiro da Mútua-RJ 1º lugar — Pietro 2º lugar — Fernando Jogaib As Eleições do Sistema CCONFEA/CREA e MÚTUA 2026 serão realizadas no dia 3 de julho, de forma online, permitindo que os profissionais registrados e aptos a votar participem do processo eleitoral por computador, celular ou tablet. Conheça os candidatos em www.crea-rj.org.br/eleicoes Confira o sorteiro na íntegra.
Indicações para o Láurea ao Mérito do CREA-RJ estão abertas até 31 de julho
O CREA-RJ abriu, a partir deste 1º de junho, o período de indicações para o Láurea ao Mérito, uma das mais importantes homenagens concedidas pelo Conselho a profissionais, entidades de classe e instituições que se destacam por suas contribuições ao desenvolvimento da Engenharia, da Agronomia, das Geociências e demais modalidades abrangidas pelo Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA. As indicações poderão ser realizadas até o dia 31 de julho. A premiação tem como objetivo reconhecer trajetórias profissionais e institucionais que contribuíram de forma significativa para o avanço técnico, científico, educacional e social das profissões regulamentadas pelo Sistema. Entre as homenagens concedidas estão o Diploma do Mérito e a Inscrição no Livro do Mérito, distinções que valorizam o legado e a atuação de personalidades e organizações que ajudaram a fortalecer a engenharia, a agronomia e as geociências no estado do Rio de Janeiro e no país. Podem apresentar indicações instituições de ensino, entidades de classe, conselheiros e profissionais regularmente registrados no Conselho. Após o encerramento do prazo, os nomes indicados serão analisados pela Comissão do Mérito, responsável pela seleção dos homenageados da edição deste ano. Ao longo de sua história, o Láurea ao Mérito já homenageou profissionais de diversas modalidades, além de entidades de classe e instituições de ensino que deixaram contribuições relevantes para a sociedade. A relação de laureados inclui nomes de destaque da Engenharia Nacional, pesquisadores, professores, geólogos, geógrafos, agrônomos e organizações que contribuíram para o desenvolvimento tecnológico e científico do Brasil. O CREA-RJ convida a comunidade profissional a participar do processo de indicação e colaborar para o reconhecimento daqueles que, por meio de seu trabalho e dedicação, ajudam a construir um futuro mais sustentável, inovador e conectado às necessidades da sociedade. Mais informações, o regulamento e os formulários de indicação estão disponíveis na página oficial do prêmio: Prêmio Láurea ao Mérito Profissional – CREA-RJ
ITA Ceará marca expansão histórica do ensino tecnológico federal e avança com obras em Fortaleza

A implantação do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará representa a primeira expansão da instituição para fora de São José dos Campos desde sua criação, na década de 1950. O projeto está sendo executado na Base Aérea de Fortaleza e reúne esforços do Governo Federal, da Força Aérea Brasileira, do Ministério da Educação, do Ministério da Defesa e do Governo do Ceará. A iniciativa insere o Nordeste no mapa da formação tecnológica vinculada ao ITA, tradicionalmente reconhecido como uma das principais instituições brasileiras de ensino superior em Engenharia e pesquisa aplicada. O novo campus deverá iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com oferta inicial dos cursos de Engenharia das Energias Renováveis e Engenharia de Sistemas, ambos com previsão de 50 vagas por turma. Segundo informações divulgadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e por órgãos federais envolvidos no projeto, a estrutura está sendo construída em etapas e inclui bloco acadêmico, laboratórios, biblioteca, alojamentos estudantis e sistemas de infraestrutura próprios, incluindo subestação de energia. A implantação ocorre em uma área da Base Aérea de Fortaleza, aproveitando parte das estruturas já existentes e incorporando novos edifícios destinados às atividades acadêmicas e de pesquisa. A execução física das obras está sob responsabilidade do Governo do Ceará, por meio da Superintendência de Obras Públicas, enquanto o financiamento integra investimentos federais voltados à expansão do ensino tecnológico estratégico. Os valores divulgados oficialmente indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões ao longo das diferentes etapas do empreendimento. Parte dos recursos está direcionada às obras civis e outra parcela à aquisição de equipamentos e preparação da infraestrutura acadêmica. A criação do campus também se conecta ao crescimento de setores tecnológicos no Ceará, especialmente nas áreas de transição energética e inovação industrial. A escolha da Engenharia das Energias Renováveis como um dos cursos inaugurais acompanha o avanço de projetos relacionados à energia eólica, geração solar e produção de hidrogênio verde no Nordeste. Outro eixo associado ao projeto é a formação de profissionais especializados em sistemas tecnológicos complexos, área que mantém relação direta com desenvolvimento industrial, automação, tecnologia da informação e aplicações estratégicas vinculadas à Engenharia. O anúncio da unidade cearense do ITA também mobilizou discussões sobre o histórico desempenho de estudantes do Ceará em vestibulares altamente competitivos nas áreas de ciências exatas. O estado possui tradição consolidada na preparação de alunos para instituições como o próprio ITA e o Instituto Militar de Engenharia, cenário frequentemente citado por representantes públicos e gestores educacionais envolvidos na implantação do campus. Além do impacto acadêmico, a chegada da instituição reforça o processo de consolidação de Fortaleza como polo de inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A expectativa apresentada pelos órgãos envolvidos é que a presença do ITA estimule conexões com universidades, centros de pesquisa e setores produtivos ligados à Engenharia, tecnologia e indústria de base científica. A expansão do ITA para o Ceará também amplia a presença de estruturas federais estratégicas de ensino superior fora do eixo Sudeste, inserindo o Nordeste em uma rede historicamente associada à formação de profissionais de alta qualificação em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento tecnológico nacional.
Dia do(a) Geofísico(a)
Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que estudam a estrutura, composição e processos físicos do interior do nosso planeta, como terremotos e campos magnéticos, em 31 de maio é comemorado o Dia do(a) Geofísico(a). A data foi instituída pela Sociedade Brasileira de Geofísica – SBGf em julho de 2020, para lembrar o dia 31 de maio de 1932, quando a geofísica dinamarquesa Inge Lehmann endereçou uma carta onde apresentava os dados pesquisados por ela acerca do descobrimento da consistência do núcleo do planeta Terra. A profissão foi regulamentada no Brasil, recentemente, por meio da Lei nº 15.074/2024, sancionada em 26 de dezembro de 2024. O(a) geofísico(a) possui um papel importante na investigação de fenômenos elétricos, gravitacionais, térmicos, magnéticos e sísmicos. Além disso, sua atuação envolve cálculo do movimento do solo e dos vulcões, a investigação das composições dos oceanos e das formações rochosas e a medição da intensidade de terremotos e maremotos. Formação Com a titulação de bacharelado, o curso de Geofísica possui uma duração que varia entre 4 a 5 anos, com uma carga horária de 3.200 a 3.750 horas, dependendo da universidade. Durante a jornada acadêmica, o estudante contempla disciplinas como Física, Matemática e Computação, considerados conhecimentos essenciais para o profissional compreender a área e acompanhar as suas transformações tecnológicas. Na pós-graduação, são oferecidos programas em níveis de mestrado e doutorado e há um aprofundamento em matérias mais específicas da Geofísica, como Evolução e Dinâmica Interna da Terra, Métodos Sísmicos de Prospecção e Métodos Geoelétricos. Áreas de atuação A Geofísica possui um vasto campo de desempenho profissional, com muitas vagas disponíveis, principalmente na indústria do petróleo, empresas de Engenharia Civil e áreas relacionadas ao meio ambiente. Veja abaixo algumas das atuações do(a) geofísico(a) no mercado de trabalho. Geofísica Ambiental: o papel que o(a) geofísico(a) desempenha nessa área é investigar a degradação do ecossistema, analisando o impacto ambiental de grandes obras. Além disso, é designado para o(a) profissional o monitoramento da poluição de lençóis d’água subterrâneos ou de superfície. Engenharia de Petróleo e Mineração: a atuação está diretamente ligada à localização de minerais por meio da análise de informações de dados coletados em campo. O(a) geofísico(a) também pode trabalhar em equipes multidisciplinares no acompanhamento da extração de petróleo. Geofísica Fundamental: o foco é o campo da pesquisa, se aprofundando em áreas como geomagnetismo, geotermia, geodinâmica e sismologia. Aqui, o(a) profissional estuda a composição e a dinâmica do planeta em larga escala sem precisar perfurar o solo. Geofísica Forense: neste campo, o(a) geofísico(a) atua no auxílio a equipes de investigação criminal, principalmente em casos que envolvem cemitérios clandestinos. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil Confira o vídeo.
Dia do(a) Geólogo(a)
Os(as) geólogos(as) estudam a Terra, buscando tratar de sua origem, composição de seus processos e sua evolução, através da análise das rochas. Além desses aspectos, esses(as) profissionais pesquisam os efeitos causados pelos impactos ambientais da ação dos seres humanos e das forças da natureza. O Dia do(a) Geólogo(a) é comemorado em 30 de maio, data que oficializou a regulamentação da profissão no país por meio da Lei 4.076, de 1962, assinada à época pelo então presidente João Goulart. Recentemente, a Lei nº 15.026/2024 equiparou os(as) geólogos(as) aos engenheiros(as) geólogos(as), garantindo isonomia de direitos, incluindo o piso salarial profissional e a possibilidade de alteração de título. A presença da Geologia no cotidiano vem desde os aparelhos eletrônicos oriundos de recursos minerais como ferro, alumínio e cobre, até descobertas de grandes riquezas naturais como a camada pré-sal. A área também é muito importante para o estudo dos abalos sísmicos, possibilitando identificar regiões de risco e intensidade de terremotos. Formação A graduação em Geologia é um bacharelado de cinco anos, realizado de forma integral. Durante o início da jornada acadêmica, os estudantes encontram na grade curricular disciplinas de conhecimento fundamental , como Matemática, Física, Química e Biologia Na sequência, são contempladas disciplinas mais específicas, como Cristalografia, Espeleologia, Estratigrafia, Geologia do Petróleo e Geomorfologia. Na pós-graduação são oferecidas opções de stricto sensu, focadas na pesquisa e docência, e lato sensu, voltadas para a especialização em áreas específicas do mercado. Vale destacar também que o modelo lato sensu dispõe de cursos em formato EAD de 360 a mais de 600 horas, direcionados em aplicações práticas, como geotecnia de barragens ou gestão ambiental. Mercado de trabalho A Geologia possui um mercado de trabalho amplo e diversificado. Além da mineração, que é um dos setores mais tradicionais, há também oportunidades em áreas como: Geotécnica: um dos campos de trabalho mais amplo para o(a) geólogo(a), ele inclui a construção de estradas, túneis, viadutos, barragens e edifícios. O trabalho em conjunto com a Engenharia Civil é fundamental, pois o(a) geotécnico(a) indicará se o solo é adequado à construção daquelas obras e o que deve ser feito para garantir a estabilidade das construções. Geoquímica: aqui o(a) geólogo(a) planeja e executa a coleta de amostras de solo, rocha, água e sedimentos de corrente, determinando onde esse material deve ser coletado. As amostras são mandadas para o laboratório a fim de determinar a porcentagem que possuem do elemento químico. Geologia Médica: bastante ligada Geoquímica, essa área investiga a ação de elementos químicos, analisando como a presença ou a falta dele em um determinado ambiente provoca danos à saúde humana. Geologia Marinha: é uma área relativamente nova no mercado, onde se estuda as variações do nível do mar e o relevo do assoalho oceânico. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil Confira o vídeo.
Evento CarbonAir debate processos de captura e utilização de carbono
Com o objetivo de promover um debate técnico e científico sobre a inovações tecnológicas voltadas para a captura de carbono, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, realizou no dia 28 de maio de 2026, o evento “CarbonAir – Inovação Tecnológica Brasileira em Captura de CO2”. O encontro aconteceu na sede do Conselho, e reuniu engenheiros, professores, pesquisadores, representantes de empresas e estudantes. A mesa de abertura foi formada pelo 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o coordenador da CEEQ, engenheiro químico Lourival Arruda; o coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico Alcestes Guanabarino; e os palestrantes do dia, a cofundadora e CEO da CarbonAir Energy, Bianca Peres Pinto, e o cofundador e CTO da CarbonAir Energy, José Adolfo Oliveira das Chadas. O 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, destacou a relevância do evento. “Esse é um evento muito atual e importante, e a grande presença dos profissionais no auditório reforça o interesse ao tema. Eu tenho muita satisfação de estar aqui ao lado do Lourival, do Alcestes, e dos companheiros da CarbonAir.” O coordenador da CEEQ, engenheiro químico Lourival Arruda, reforçou o tema debatido. “Nós vivemos um momento em que desafios climáticos exigem não apenas um compromisso, mas também inovação, desenvolvimento técnico e coragem para transformar as ideias em soluções concretas.” O coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico Alcestes Guanabarino, falou sobre o contexto climático vivido pela humanidade. “Infelizmente a raça humana está destinada a desaparecer, levando em conta o contexto em que vivemos. Além da contribuição negativa gerada pelas pessoas, existem também a ocorrência dos processos naturais que apontam para uma diminuição do oxigênio na atmosfera.” Após a mesa de abertura, a CarbonAir Energy realizou uma palestra técnica por meio de seus dois cofundadores. A primeira deep tech brasileira dedicada ao desenvolvimento e à implementação de soluções de captura e utilização de CO2, por meio de seus dois cofundadores, explicaram os processos técnicos e científicos da empresa. Finalizada a palestra, foi aberto o espaço para perguntas dos presentes no auditório. Ao término do encontro, os palestrantes receberam certificados do CREA-RJ pela participação no evento.o evento.