19ª Conferência Internacional da SBGf trará a Geofísica Sustentável a Serviço da Sociedade como pauta principal
A 19º Conferência Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica – SBGf, acontecerá na Expo Rio Cidade Nova de 18 a 20 de novembro, das 9h às 19h. O evento, realizado bienalmente pela organização, contará com o apoio institucional do Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ. Com o foco no tema “Geofísica Sustentável a Serviço da Sociedade”, a SBGf tem como objetivo promover discussões ao redor do futuro da energia sustentável e do surgimento de novas tecnologias e de talentos da área, em uma programação composta por palestras, exposições, workshops, minicursos e visitas de campo. Compra de ingressos: clique aqui Serviço Data: de 18 a 20 de novembro Hora: 9h às 19h Local: Expo Rio – Rua Beatriz Larragoiti Lucas, S/N Cidade Nova Confira a programação: clique aqui
Atuação das Geocientistas no Cenário das Mudanças Climáticas será debatida no IV Workshop Por Elas
No dia 14 de novembro, das 8h às 18h, acontecerá o IV Workshop Por Elas, evento presencial na sede do Conselho, no Centro do Rio. Realizado pelo Núcleo Rio da Associação Brasileira de Mulheres nas Geociências (ABMGeo-RJ), com apoio do CREA-RJ por meio do Programa Mulher, o encontro abordará a “Atuação das Geocientistas no Cenário das Mudanças Climáticas”. O objetivo do debate é promover a troca de experiências e reflexões sobre o papel das geocientistas frente aos desafios ambientais e sociais impostos pelas mudanças climáticas, bem como ampliar o diálogo entre profissionais, estudantes e instituições, fortalecendo a presença e os esforços das geocientistas nas reflexões sobre sustentabilidade e o futuro do planeta. Inscrições gratuitas: clique aqui Serviço Data: 14 de novembro de 2025 Hora: das 8h às 18h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40 – Centro, Rio de Janeiro Confira a programação do evento
A saga de César Drucker, o engenheiro que trabalhou os anos dourados da engenharia no Rio
Ele nasceu no Rio de Janeiro em dezembro de 1931, um ano depois do movimento político que transformou o Brasil, a chamada Revolução de 30. Formado em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia, hoje Politécnica da UFRJ, em 1957, César Drucker, de 93 anos, foi testemunha ocular e depois agente das transformações que moveram o eixo econômico do Brasil do campo (café) para a cidade (indústria). Foi contemporâneo de momentos históricos no Brasil (revoluções e golpes de estado) e no mundo (o início e o fim da Segunda Grande Guerra, conflitos armados e 22 copas do mundo de futebol). Como engenheiro do Distrito Federal e do Estado da Guanabara, Drucker atuou em obras que mudaram a face da infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro, como a Estação de Tratamento do Guandu, o Aterro do Flamengo – que faz 60 anos – e o metrô. “Eu vi a deposição do presidente Vargas, em 1945, no fim da guerra. O mesmo presidente cujos governos foram essenciais para o desenvolvimento do país”, lembra César Drucker, que na ocasião era estudante do Colégio Anglo Americano (anteriormente British American School), que funcionava na Praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Três anos mais velho que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), Drucker foi homenageado na sessão dos 90 anos do conselho na Assembleia Legislativa, em 2024. E voltou a receber uma homenagem feita pela Mútua, a Caixa de Assistência do Sistema Confea/Crea, na 80ª Semana Oficial de Engenharia, em Vitória (ES), em outubro, por ser o mais antigo engenheiro em atividade no Brasil. Era o mais idoso entre os oito mil engenheiros que participaram do maior encontro nacional das engenharias. “As pessoas estão vivendo mais tempo hoje em dia. Essa homenagem em nível nacional representa a confirmação da minha proposta para que todos os profissionais, após a passagem para a aposentadoria, venham participar ativamente nas suas entidades de classe, não importa a idade”, afirmou Drucker, lembrando que depois de ter se aposentado aos 58 anos de idade, tem se dedicado às entidades de classe. “Trabalhei 35 anos como engenheiro e trabalho há 35 anos em entidades como a Sociedade Estadual de Arquitetos e Engenheiros do Estado do Rio (SEAERJ), na qual presidi o Centro Cultural , e no Clube de Engenharia, no qual fui diretor cultural”, conta Drucker, eleito conselheiro suplente do CREA-R, que é casado, tem três filhos e um neto. A história da família de César Drucker é uma daquelas sagas que a gente vê em filme de Hollywood, mas é tudo verdade. O pai dele, Isaac Drucker, morava em Lvov, perto de Kiev, hoje Ucrânia, quando começou a Primeira Guerra Mundial, em 1914. Foi convocado pelo Exército Imperial Russo, mas em 1917 ocorreu a revolução soviética, o Império foi dissolvido e começou a guerra civil. Isaac Drucker percebeu que era hora de deixar o país. Na Hungria, estudou química, o que mais tarde permitiu que ele fosse precursor na criação de gordura alimentícia feita de óleos vegetais. Construiu uma fábrica em Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas seu produto tornou-se popular como Gordura Carioca, produzida em São Paulo. Para escapar de novos conflitos, Drucker, pai, pensou que seria bom ir para o Novo Mundo. Acabou escolhendo o Brasil. Viveu em Curitiba e depois foi parar no Rio de Janeiro. A família por parte da mãe, Sarah, também vivia na Rússia e decidiu abandonar o país em 1912, dois anos antes da guerra. Por coincidência, sem se conhecer, também tiveram como destino o Brasil para fundar a colônia agrícola Quatro Irmãos, iniciada por alemães em 1825, no Rio Grande do Sul. O projeto deu origem ao município gaúcho com o mesmo nome. “Minha mãe contava que via a mãe dela montada a cavalo pastoreando o gado”, lembra Drucker. O avô materno de Drucker, Marcos Guertzenstein, era um homem de visão. Em busca de melhores condições de vida, ele levou os sete filhos para estudar o antigo científico em São Paulo e mais tarde para concluírem o nível superior no Rio de Janeiro. Foi nesta cidade que Sarah encontrou Isaac. Dessa união nasceu César Drucker. Filho de um casal de imigrantes judeus da Ucrânia (o pai, Isaac, era industrial, e a mãe, Sarah, economista), Drucker é o que pode-se chamar de predestinado. Desde criança, revelou sua vocação para a engenharia. “Quando eu era criança, em vez de chupeta, eu gostava de brincar com chave de fenda, desmontar e montar aparelhos e fazer meu próprio carrinho de rolemã”, lembra Drucker, que conquistou uma das 200 vagas no vestibular para engenharia, que tinha na época nada menos que 800 candidatos. Na Escola Nacional de Engenharia, que funcionava no Largo de São Francisco, no Centro do Rio, Drucker se destacou tanto que, logo após o ingresso, em 1953, acabou sendo contratado para trabalhar como monitor da Cadeira de Física 2, pelo então reitor Pedro Calmon, da então Universidade do Brasil, hoje UFRJ. O professor catedrático era Antônio José da Costa Nunes (1916-1990), considerado o pai da Geotécnica no Brasil. Entre os colegas de turma, Drucker teve Mário Henrique Simonsen, que mais tarde se tornou ministro da Fazenda, e Marcos Pereira Vianna, que foi presidente do BNDES. No 3º ano de faculdade, Drucker conseguiu um estágio na Prefeitura do Distrito Federal, iniciando sua bem-sucedida carreira na engenharia pública. Nos anos dourados da engenharia, César Drucker foi engenheiro da prefeitura do Distrito Federal de 1958 a 1960. Com a transferência da capital para Brasília, foi engenheiro do Estado da Guanabara até 1975, e daí em diante do Estado do Rio de Janeiro. Ele participou durante toda a existência da SURSAN, a Superintendência de Urbanização e Saneamento, criada em 1958 para executar projetos de infraestrutura no Rio de Janeiro, priorizando o saneamento básico, o sistema viário e a modernização urbana. Ele atuava no Departamento de Saneamento devido à sua especialização em engenharia sanitária. trabalhou em obras fundamentais para a infraestrutura da cidade do Rio de Janeiro. São dessa época as obras de água
Divulgada a relação de trabalhos premiados no XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos
Foi divulgada a relaçãodos trabalhos e dos autores premiados no XIII Prêmio CREA-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos, que acontecerá no dia 10 de dezembro de 2025. Confira a lista aqui. A premiação tem como objetivo estreitar os laços do Conselho com a comunidade acadêmica, divulgando e valorizando a produção científica dos estudantes e seus professores no trabalho de criação tecnológica e inovadora de produtos, processos e serviços para a sociedade brasileira. Ao longo das edições, 1.508 autores já foram laureados – nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio – e cerca de 120 instituições de ensino.
Mesa redonda vai abordar “O Novo Perfil do(a) Engenheiro(a) Agrícola na Era Digital”
No dia 10 de novembro, das 15h às 17h, acontecerá o evento online “O Novo Perfil do(a) Engenheiro(a) Agrícola na Era Digital”. Realizado pelo CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro, o encontro tem como objetivo debater a transformação digital que vem redesenhando o papel do engenheiro(a) agrícola, bem como as competências que serão essenciais na agricultura na era da tecnologia e da sustentabilidade. O público-alvo é formado por profissionais, estudantes, empresas, entidades de classe, instituições de ensino e membros da sociedade que atuam na área da Engenharia Agrícola. Inscrições gratuitas: clique aqui Serviço: Data: 10 de novembro de 2025 Hora: das 15h às 17h Como acessar: link através da plataforma Google Meet Programação: 14h45 | Abertura do Evento Online 15h | Mesa redonda: “O Novo Perfil do(a) Engenheiro(a) Agrícola na Era Digital” Debatedoras: Mediadora: 17h | Encerramento
Dia da Cultura e da Ciência
O Dia da Cultura e da Ciência é celebrado em todo o Brasil em 5 de novembro, data instituída pela Lei nº 5.579, de 15 de maio de 1970. A escolha está relacionada ao aniversário de Rui Barbosa (1849–1923), jurista, político, diplomata e intelectual cuja trajetória marcou profundamente a vida cultural, jurídica e política do país. A lei determinou que as comemorações tivessem como objetivo principal divulgar a vida e a obra de Rui Barbosa, especialmente no ambiente escolar. Para isso, atribuiu ao então Ministério da Educação e Cultura a responsabilidade de estabelecer normas para essa divulgação. Atualmente, com a divisão da pasta, as políticas educacionais são de competência do Ministério da Educação, enquanto a Cultura é tratada em um ministério específico. Vale destacar que a data não é considerada feriado nacional, mas sim uma comemoração oficial, destinada a valorizar a produção cultural e científica do país. O 5 de novembro convida à reflexão sobre a importância da ciência e da cultura como pilares do desenvolvimento humano, social e educacional, reforçando também o legado de Rui Barbosa como símbolo da defesa da educação, do pensamento crítico e da liberdade de ideias. Educação, Liberdade de Expressão e Saber Rui Barbosa (Rui Barbosa de Oliveira) nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador (BA), e faleceu em 1923 em Petrópolis (RJ). Ele foi um dos mais influentes intelectuais brasileiros do final do século XIX e início do século XX: jurista, advogado, orador, jornalista, escritor, filólogo, diplomata e político. Participou ativamente do processo republicano brasileiro e ocupou cargos de destaque nos primeiros anos da República. Entre suas atuações mais conhecidas estão a participação na elaboração de aspectos do novo regime republicano, a defesa do federalismo e das garantias individuais, e a atuação como ministro (Ministério da Fazenda em momentos iniciais da República) e como senador, cargo que ocupou por muitos anos. Além da carreira política e jurídica, Rui Barbosa foi um intelectual que valorizou a educação, a língua e a cultura. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e presidiu a entidade, sendo referência no campo das letras e do pensamento jurídico e político. Sua obra e seus discursos contribuíram para a difusão do ensino, da cultura jurídica e do debate público no Brasil. Também teve atuação diplomática relevante, representando o Brasil em instâncias internacionais de arbitragem e paz – destaque histórico para a 2ª Conferência de Paz de Haia, em 1907, o que lhe rendeu reconhecimento além-fronteiras como orador e jurista.
Projeto de lei que regula profissões do Sistema Confea/Crea tem audiência pública na Câmara e consolida apoio dos 27 Creas
Representantes do Sistema Confea/Crea participaram, nesta terça-feira (4), de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados para discutir as alterações propostas ao marco regulatório das profissões de engenheiro, agrônomo, geógrafo, geólogo e meteorologista no Brasil. O debate, que durou duas horas, foi convocado a partir de requerimento do deputado Cleber Verde (MDB-MA), relator do Projeto de Lei nº 1.024/2020, de autoria do Poder Executivo. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, foi um dos líderes dos CREAs que assistiu a audiência. A proposta em análise modifica dispositivos da Lei nº 5.194/1966, que regula o exercício profissional e a organização do Sistema Confea/Crea. Entre os pontos abordados, o texto prevê mudanças na composição e no processo de escolha de líderes do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, além de ajustar regras relativas ao registro de profissionais e ao exercício das atividades por estrangeiros no país. Segundo os participantes da audiência, as alterações podem impactar diretamente o funcionamento das entidades de classe, a fiscalização do exercício profissional e a segurança das atividades técnicas desempenhadas em diversos setores da sociedade, como infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento urbano e serviços essenciais. Por esse motivo, o relator Cleber Verde considera fundamental agilizar a tramitação. “Temos aqui a presença do presidente e vice-presidente da CCJ, demonstrando a preocupação da comissão em avançarmos de forma imediata na aprovação dessa matéria, considerando o tempo que ela já tramita aqui e a importância de aprovar já esta matéria”, afirmou. O mesmo compromisso foi assumido pelo presidente da CCJ, o engenheiro civil Paulo Azi (União-BA). “Com certeza, ainda neste ano nós haveremos de pautar a matéria e aprovar aqui no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça, atendendo aí os anseios dessa categoria que nós sabemos que luta por essa proposição há muitos anos”, disse ao lado do vice-presidente da CCJ, Cláudio Cajado (PP-BA). “Esse projeto não está na gaveta; é interesse da comissão levar essa discussão adiante e votar ainda neste ano”, assegurou Cajado. Em seguida, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) destacou a mobilização das lideranças do Sistema como elemento decisivo para o avanço da propositura. “Este projeto era polêmico e, cinco anos depois, o presidente do Confea consegue trazer todos os Creas aqui. Isso significa dizer que, durante esses cinco anos, cada um se fortaleceu e conseguiu entender que com consenso tudo pode ser votado. Essa é a mágica do parlamento: trabalhar o consenso. Tenho certeza que, pela presença de todos os Creas, essa matéria vai ser facilmente votada na comissão”, afirmou. Também se comprometeram com a análise do assunto e celeridade da tramitação do projeto os deputados Delegado Éder Mauro (PL-PA), Lídice da Mata (PSB-BA) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE). Durante a audiência, o presidente do Confea, Vinicius Marchese, pediu apoio dos parlamentares em pontos como a redução de 20% para 2% da multa de mora no caso de pagamento da anuidade em atraso. “Essa é uma luta de muito tempo, mas hoje estamos mais perto da linha de chegada do que da linha de partida”, comentou Marchese. Ele incentivou ainda a inserção do programa Crea Júnior na lei: “É uma iniciativa tão bacana e forte que olha para os futuros profissionais. É importante abrigar o futuro da nossa profissão, fazendo com que eles façam parte do Sistema de maneira efetiva e de verdade”. Outro ponto essencial, segundo Vinicius, é a reciprocidade no registro de profissionais estrangeiros. “Hoje nós temos oito mil brasileiros trabalhando por meio do termo de reciprocidade com Portugal e 300 engenheiros portugueses trabalhando no Brasil. Então qual o problema da reciprocidade? Nenhum. A gente só precisa fiscalizar e acompanhar. É isso que estamos pedindo no PL 1.024, para que a gente saia do cenário de discursos e comece a atuar com prática, ações e resultado”, afirmou o presidente do Confea, incentivando as lideranças a avançarem com o projeto, a fim de atender aos profissionais e às empresas em todos os estados do Brasil. A união dos 27 Creas em defesa do novo marco legal do Sistema foi formalizada com a entrega de um ofício ao relator Cleber Verde. “Nada mais justo do que a gente ter um instrumento jurídico que, de fato, valorize os nossos profissionais e permita que eles consigam trabalhar para que todos nós possamos ter qualidade de vida”, comentou a presidente do Crea do Pará, Adriana Falconeri. O presidente do Crea do Maranhão, Wesley de Assis, também demonstrou apoio à iniciativa. “A gente precisa enxergar esse projeto como um projeto dos profissionais, das empresas registradas, e que vai prezar, com certeza, pela segurança da sociedade, porque a nossa atividade finalística é fiscalizar o exercício profissional em prol da segurança da sociedade”, salientou. Já o presidente da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua), Joel Krüger, ressaltou a necessidade da alteração do número de membros do Conselho Federal de 18 para 32, garantindo a participação de todos os Estados no plenário. “Que também sejam asseguradas vagas específicas no plenário para representantes da geografia, geologia e meteorologia, bem como para os tecnólogos”, defendeu. Krüger corroborou a demanda do Clube de Engenharia do Maranhão em relação ao repasse de recurso financeiro para que as entidades de classe possam se estruturar. “Nada mais justo do que parte daquele recurso que vem do profissional, da Anotação de Responsabilidade Técnica, a ART, possa ser utilizada pelas entidades de classe, que são a base do nosso Sistema Profissional e compõem os plenários dos Conselhos Regionais”, frisou. O fortalecimento das entidades foi igualmente defendido pelo presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro. “Outra questão importante relacionada à valorização das entidades que representam os profissionais e lutam por condições de emprego, remuneração e qualificação, refere-se ao artigo 20º deste PL, que trata de Anotação de Responsabilidade Técnica. Entendemos ser fundamental que se inclua a fiscalização e a efetivação da exigência por parte dos conselhos, da quitação da contribuição negocial com os sindicatos representativos das categorias, abrangidos
Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro é debatida em evento realizado na sede do CREA-RJ
No dia 24 de outubro, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, promoveu o evento “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro”. O encontro aconteceu das 15h30 às 18h, na sede do Conselho, no Centro do Rio, e reuniu profissionais, estudantes, pesquisadores, técnicos, representantes da sociedade civil, ONGs, e empresas relacionadas às áreas ambientais, civis e químicas no debate de aspectos importantes que envolvem o tratamento do ar no estado. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, iniciou o evento ao lado do coordenador da CEEQ, engenheiro químico e de segurança do trabalho Lourival Arruda Júnior; da especialista em sustentabilidade, ESG e economia circular, Victoria Valli Braile; e do especialista em desenvolvimento de tecnologia nuclear do Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil – PROSUB, engenheiro químico Rafael Barbosa Campos. Na mesa de abertura, Fernández destacou pontos fundamentais sobre o tema. “O tema em questão envolve várias diretrizes, tem um impacto direto na discussão dos insumos que hoje organizam a matriz energética e uma ligação direta com a pegada de carbono. Mas meu ponto principal está atrelado à questão da saúde pública. Acho que é um tema que a gente não percebe de forma tão rápida e direta, mas impacta profundamente todos nós, todos os dias e em cada respiração. Então, que a gente possa ter estratégias de melhoria, porque também impacta o tipo de combustível que estamos usando e o estilo de vida que a gente adota.” Homenageada pelo pioneirismo e contribuição na área de defesa ao meio ambiente, Victoria Valli Braile compartilhou algumas experiências de sua trajetória profissional. “É uma satisfação ser pioneira na gestão ambiental no Brasil. Meu maior legado é ter deixado uma equipe hoje bem formada que continuou o meu trabalho com muita eficiência. Quando nós começamos com poucos recursos, nós conseguimos a doação da Organização Pan-Americana da Saúde de uma estação automática completa e com bastante precisão. Mas não podíamos ficar só com uma estação e fazíamos um monitoramento bem simples e barato, com a técnica do jarro de deposição de poeira.”, lembra. Após o fim da mesa de abertura, o especialista em desenvolvimento de tecnologia nuclear do PROSUB, Rafael Barbosa Campos, apresentou a palestra “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro: Diagnóstico atual e perspectivas a partir da Engenharia”. O engenheiro químico listou as principais causas que causam a poluição no estado. “Nós, no Rio de Janeiro, temos uma poluição atmosférica devida à urbanização acelerada, principalmente nas últimas décadas, com pouca ordenação. A gente também tem as características topográficas do Rio de Janeiro que são muito peculiares, ele é um estado que tem uma geografia muito acidentada e gera bolsões, então, tem algumas regiões que possuem cidades inteiras dentro de um vale, que enfrentam condições muito adversas para a dispersão da poluição.” Ao final da palestra, foi aberto o espaço para que Rafael Barbosa Campos, Victoria Valli Braile e Lourival Arruda Júnior respondessem as perguntas do público.
CREA-RJ realiza ação de fiscalização no evento Rock the Mountain
A Fiscalização do CREA-RJ esteve presente em mais uma edição do evento Rock the Mountain 2025, que aconteceu nos dias 31 de outubro, 1º e 2 de novembro e continuará nos dias 7, 9 e 9 de novembro, em Itaipava, Região Serrana do Rio de Janeiro. Este ano, o festival recebe nomes como Caetano Veloso, João Gomes, Capital Inicial, BK, Ney Matogrosso e Liniker, além do australiano Chet Faker do grupo francês L’Impératrice, movimentando a economia da região e gerando empregos. Sobre o evento O Rock the Mountain é um festival de música e arte que acontece em Itaipava, Petrópolis no Rio de Janeiro. A proposta, de acordo com os organizadores, “é promover uma experiência única, com muito astral para um público especial, na charmosa serra fluminense. O evento reúne, em meio à natureza, juventude, modernidade, sustentabilidade, liberdade, estilo, diversão, gastronomia e claro, muita música. Fiscalização presente O acompanhamento da fiscalização foi feito desde o início das montagens, passando pela orientação com relação à obrigatoriedade de apresentação dos documentos por parte de todos os parceiros com atividades relacionadas ao CREA-RJ. Também foi feito o acompanhamento para implantação na Normativa n° 052, relativa ao preenchimento do Livro de Ocorrências em brinquedos do tipo “Parque de Diversões”, com colaboração ativa desta Instituição junto à produção do evento durante todos os dias do Festival. Foram registrada, até o momento, 79 ARTs, entre as oito empresas e 34 profissionais participantes. Bastidores A agente de Fiscalização Mariana dos Santos Bello acompanhou de perto todo o trabalho antes e durante o evento. No dia 30 de outubro, participou de uma ação conjunta de fiscalização juntamente com representantes do Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Meio Ambiente e de produtores do evento. “Neste ano, especificamente, eu trabalhei junto aos operadores e controladores dos brinquedos para implementarmos o Livro de Ocorrências. Eles precisavam entender a importância deste ato – já que tivemos um acidente com óbito em um outro evento de parque aqui em Petrópolis em maio deste ano – e de fato criarem a cultura do preenchimento de todos os fatos observados durante o funcionamento dos brinquedos: Roda Gigante, Tirolesa, Samba e Carrinho Bate-Bate”, conta. E complementa: “O fato do CREA estar presente durante o evento faz com que os participantes vejam que a Instituição está ativa e que houve um trabalho fiscalizatório durante as montagens. As pessoas me abordavam para comentar sobre isso e agradeceram pelo trabalho”. O gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chianara, está feliz com o resultado: “Em mais um grande evento com a presença da fiscalização do CREA-RJ, pudemos notar um aumento de 40% em relação ao número de ARTs emitidas no ano passado. Este fato demonstra que a presença da fiscalização traz mais segurança para a sociedade, uma vez que há mais registros de serviços com responsáveis técnicos envolvidos, além de garantir a atividade profissional legal”. “Isso mostra também que o bom relacionamento que desenvolvemos desde o ano passado com os promotores do evento gerou frutos, com os números da ART quase dobrando”, comemora Alex José, supervisor de fiscalização da Região Serrana.
CREA-RJ valoriza o futuro da Ciência e da Educação no IV Fórum ESG YDUQS
No dia 31 de outubro, sexta-feira, foi realizado o IV Fórum ESG YDUQS no campus Estácio Nova Iguaçu, das 8h30 às 12h50. Promovido pelo YDUQS com o patrocínio do CREA-RJ, o evento teve como objetivo conectar ciência, educação, empresas e sociedade, reunindo especialistas, líderes e representantes do setor educacional na abordagem de temas como mudanças climáticas, inclusão social, bioeconomia e o papel das organizações no desenvolvimento sustentável. A mesa de abertura contou com a presença da presidente do Instituto YDUQS e vice-presidente do Grupo Educacional YDUQS, Cláudia Romano; o também vice-presidente do Grupo Educacional YDUQS, Adriano Ramos Remor; a vice-prefeita e secretária da Mulher de Nova Iguaçu, Roberta Lucia de Souza Teixeira; e o superintendente administrativo do CREA-RJ, engenheiro de transportes Édipo Senna Ázaro. Devido a uma agenda em São Paulo, o presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, não pôde participar presencialmente, mas enviou um vídeo, onde destacou a importância do evento. “O nosso Conselho sempre apoia eventos relacionados ao nosso setor. É fundamental o fortalecimento e a capacitação continuada, o CREA-RJ precisa estar presente em ações como essas, e a YDUQS é o que mais forma profissionais do nosso setor no estado do Rio de Janeiro.” O superintendente administrativo do CREA-RJ, engenheiro de transportes Édipo Senna Ázaro, trouxe dados atuais sobre a realidade da Engenharia na educação. “A gente vive uma realidade no Brasil em que nos últimos dez anos caiu em 30% o número de matrículas nas áreas de Engenharia. Em 2015 tínhamos 1,2 milhão de alunos na profissão, e agora em 2024 são 887 mil estudantes no total. Só para vocês terem uma noção, a evasão dos cursos de Engenharia chega em alguns lugares a 65%. Ou seja, as pessoas até ingressam, mas não conseguem concluir o curso. Esse é um setor muito importante para o desenvolvimento da sociedade, e acho que é uma ponte de ESG ao tirar da ciência e do papel e transformar em entregas”. Mais tarde, a coordenadora de fiscalização interna do CREA-RJ, engenheira civil Ana Tavares, participou do painel “Mulheres na Engenharia”, representando o Programa Mulher CREA-RJ, ao lado da líder do STEMinas, aluna de Engenharia Mecânica Raquel Carmo, e a líder nacional de Engenharia da IES Estácio e Wyden, professora Luciana Barreiros. Ana Tavares destacou pontos relevantes da temática debatida. “O papel do sistema CREA/Mútua é muito importante para dar apoio as mulheres, sejam elas estudantes, recém-formadas, ou já estabelecidas nas áreas da Engenharia, para dar todo o suporte pára que elas se sintam à vontade dentro de suas profissões, visando cada vez mais a equidade de gênero e de salários. É preciso também resgatar o poder feminino dentro do nosso Conselho, principalmente no acolhimento humano, que é muito importante nesse momento para que a gente tenha mais mulheres registradas e que escolham fazer a área da Engenharia para que se possa juntar forças.” O CREA-RJ teve um estande no evento, onde profissionais e estudantes puderam tirar dúvidas sobre o Conselho. O evento ofereceu uma vasta experiência em aprendizado, com uma programação que incluiu palestras, painéis e debates em dois palcos diferentes.