Presidente do CREA-RJ celebra chegada da ‘Era BIM’ ao Rio de Janeiro

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, ressaltou a importância da chegada do evento “Era BIM” realizado pela primeira vez no Rio, num local simbólico, o Museu do Amanhã, nesta quarta-feira, dia 12. O “Era BIM” (Building Information Modeling) é o grande encontro brasileiro dedicado à transformação digital da Arquitetura e da Engenharia. Idealizado pelo Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) e realizado em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU RJ), o evento já reuniu mais de 5 mil profissionais e 400 palestrantes de todos os continentes — conectando mentes visionárias e novas tecnologias. BIM é a sigla para Building Information Modeling, que em português significa Modelagem da Informação da Construção. É uma metodologia de trabalho para projetos de engenharia e arquitetura, a evolução do “desenho” no computador. A grande diferença é que o BIM não cria apenas desenhos 2D ou modelos 3D, mas um modelo digital inteligente da construção. “É com enorme satisfação que o Rio de Janeiro recebe, pela primeira vez, o evento “Era BIM”. A chegada deste importante encontro em nossa cidade é um marco fundamental para a engenharia e arquitetura fluminenses. A metodologia BIM não é mais uma promessa de futuro; é uma realidade presente e indispensável, que está redefinindo os padrões de eficiência, transparência e colaboração no setor. Apoiar o “Era BIM” é reafirmar nossa missão de colocar a engenharia do Rio de Janeiro na vanguarda tecnológica nacional”, afirmou o presidente do CREA-RJ, saudando a parceria firmada com o CAU RJ desde o início do ano passado. Comprometido com inovação e qualificação técnica, o CREA-RJ é patrocinador master do evento que teve apoio da Firjan e do BIM Fórum Brasil – associação civil sem fins lucrativos que reúne profissionais e empresas para estimular a adoção da Modelagem da Informação da Construção (BIM) no país. Mediado pela vice-presidente do CAU/RJ, Michelle Beatrice, o evento chegou em sua versão “road show” ao Rio de Janeiro, uma cidade que é laboratório vivo de inovação urbana, palco de desafios e vitrine de soluções para o Brasil e o mundo. O presidente do CAU/RJ, o arquiteto e urbanista Sydnei Menezes, reforçou a importância do BIM para o desenvolvimento tecnológico da arquitetura e da engenharia. “É grande a transformação e a rapidez com que acontecem as mudanças de tecnologia, passamos da prancheta para o computador, e agora damos um salto significativo com o BIM e é impossível que os profissionais fiquem fora desse processo”, afirmou Menezes. Para o Rio de Janeiro, com seus complexos desafios de infraestrutura e seu potencial de desenvolvimento, dominar o BIM é uma necessidade estratégica e urgente. O evento “Era Bim” representa uma oportunidade ímpar para os profissionais, empresas e estudantes. É o momento de absorver conhecimento, trocar experiências e consolidar as melhores práticas do mercado. Representando o secretário de Infraestrutura do município do Rio, Wanderson Santos, João Telles, presidente da Rio Águas, lembrou que a engenharia pública já está consciente das possibilidades do BIM. “Foi criada comissão para desenvolver o uso do BIM na prefeitura do Rio; é uma ferramenta que ajuda a promover ações mais precisas na engenharia e arquitetura, evitando retrabalho e permitindo a gestão das obras após a conclusão”, disse Telles. O presidente nacional do Sinaenco, Russell Ludwig, lembrou que a iniciativa privada já descobriu as vantagens de empregar o BIM, entre as quais está o aumento significativo da produtividade. Participaram da abertura do evento o presidente do Sinaenco Rio, Valdir Gomes de Oliveira; Rogério Suzuki representando o presidente do BIM Fórum Brasil, Rodrigo Pires; e a arquiteta e urbanista Alessandra Beine, assessora especial da Presidência do CAU Brasil, representando a presidente Patrícia Sarquis.
CREA-RJ promove Fórum de Debates sobre o Protagonismo Negro na Área Tecnológica
Com o propósito de valorizar trajetórias, promover a diversidade e fortalecer a presença de profissionais negros na Engenharia, na Agronomia e nas Geociências, o CREA-RJ, o Clube de Engenharia e o Senge-RJ vão realizar o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”, no proximo dia 3 de dezembro, das 18h às 22h. O evento é gratuito e acontecerá no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124, 25º andar – Centro – RJ). A iniciativa visa a estimular o debate sobre representatividade e inspirar novas gerações de engenheiros, agrônomos e geocientistas, reconhecendo o papel fundamental da inclusão e do protagonismo negro para o desenvolvimento das profissões tecnológicas. O encontro também busca aprofundar a reflexão sobre o passado, o presente e as perspectivas futuras da presença negra no campo da ciência e da tecnologia, contribuindo para a construção de um ambiente profissional mais justo e igualitário. Voltado para profissionais do Sistema Confea/CREA, estudantes da área tecnológica, entidades de classe, instituições de ensino e demais interessados da sociedade, o Fórum terá uma programação que reunirá painéis temáticos e apresentação de cases de sucesso e contará com a participação de representantes do CREA-RJ, do Clube de Engenharia e do Senge-RJ na mesa de abertura. Profissionais Negros e o Mercado de Trabalho A presença de profissionais negros no mercado de trabalho da Engenharia vem crescendo nas últimas décadas, impulsionada por políticas de inclusão, ações afirmativas e pelo fortalecimento de movimentos que defendem a diversidade como valor essencial para o desenvolvimento social e tecnológico. No entanto, os desafios ainda são expressivos — especialmente quando se observa a baixa representatividade nos cargos de liderança e gestão em grandes empresas e instituições públicas. Historicamente, o acesso da população negra à formação técnica e superior foi limitado por desigualdades estruturais. Mesmo assim, engenheiros e engenheiras negros conquistaram espaço com competência, inovação e comprometimento. Hoje, esses profissionais atuam em obras de infraestrutura, energias renováveis, agronegócio, tecnologia, saneamento e mobilidade urbana — setores que moldam o futuro do país. Para o CREA-RJ, promover o debate sobre a equidade racial nas Engenharias, em parceria com o Clube de Engenharia e o Senge, é essencial para que o mercado de trabalho reflita a diversidade da sociedade brasileira. “A presença de profissionais negros em posições de liderança é uma conquista que representa não apenas o avanço da inclusão, mas também o fortalecimento da própria Engenharia, que ganha em visão, criatividade e pluralidade de ideias”, destaca o diretor do Conselho, Milton Neves. De acordo com dados do Instituto Ethos (2023), pessoas negras ocupam apenas cerca de 5% dos cargos executivos nas maiores empresas do país — proporção ainda menor nas áreas tecnológicas e de Engenharia. Por outro lado, cresce o número de empreendedores e líderes negros que se destacam em startups, construtoras, empresas de energia e instituições públicas, rompendo barreiras e inspirando novas gerações. O CREA-RJ reforça que diversidade e liderança caminham juntas. Fortalecer o protagonismo negro no mercado de trabalho é um compromisso institucional com a valorização profissional e com uma Engenharia mais inclusiva, inovadora e representativa. Em comemoração a passagem do mês da Consciência Negra, o Conselho reafirma esse compromisso e promove o Fórum de Debates “O Protagonismo Negro na Área Tecnológica – Passado, Presente e Futuro”, um espaço dedicado à reflexão, ao diálogo e à valorização das trajetórias de profissionais negros nas Engenharias, Agronomia e Geociências. O evento reunirá especialistas, pesquisadores, lideranças e estudantes para discutir os avanços, desafios e perspectivas da presença negra nas profissões tecnológicas. A realização do Fórum reforça o papel do Conselho e das Entidades de Classe na promoção da representatividade, da equidade e da valorização da diversidade como pilares para o futuro da Engenharia. “Valorizar o protagonismo negro é reconhecer a história e apostar no futuro. É construir, juntos, uma Engenharia mais humana, plural e justa.”, finaliza Milton Neves.
Dia Nacional do(a) Inventor(a)
Instituído pela Lei 12.070 de 29 de outubro de 2009, em 12 de novembro é comemorado o Dia Nacional do(a) Inventor(a). A data marca o histórico voo do avião 14-Bis, realizado por Alberto Santos Dumont, no Campo de Bagatelle, em Paris, no ano de 1906. O acontecimento foi a primeira decolagem pública da história com um aparelho mais pesado que o ar, feito que consagrou o inventor brasileiro como Pai da Aviação. A sociedade alcançou o estágio atual de tecnologia e conforto graças a árduos processos de estudos, experimentações, e aprimoramentos, como o de Santos Dumont. Tudo parte de uma ideia, que é intensamente trabalhada e testada até chegar em sua conclusão, onde pode ser difundida para uso coletivo ou privado. As invenções não só trouxeram a modernidade, como solucionaram e facilitaram problemas que o ser humano encontrou pela frente durante toda a história, transformando completamente a maneira como se vive. O carro, por exemplo, até chegar nas versões conhecidas e dominadas pela indústria contemporânea, nasceu como um triciclo de três rodas movido por um motor base, envolto por uma segunda peça que funcionava a combustão interna e gasolina. Foi patenteado pelo engenheiro alemão Karl Benz em janeiro de 1886, e nomeado de Benz-Patent Motorwagen. A invenção é considerada um marco para o automóvel moderno, e conforme a Engenharia foi evoluindo ao passar das décadas, aspectos técnicos cada vez mais avançados eram inseridos no veículo, potencializando as capacidades de cumprir sua função repetidas vezes. Além de Santos Dumont, o maior expoente quando se fala de inventores brasileiros, outros nomes nacionais se destacaram no desenvolvimento de novidades que foram ou ainda são utilizadas costumeiramente. Dentre eles estão o Padre Landell de Moura, pioneiro na transmissão de voz humana sem fio em 1839 e realizador da primeira transmissão de rádio no Brasil; Bartolomeu de Gusmão, pai do balão de ar quente, exibido em 1704; e Andreas Pavel, alemão naturalizado brasileiro que produziu o aparelho de toca-fitas portátil. Patentes: como funcionam? Concedidas pelo Estado por meio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), as patentes dão ao titular o direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, tendo em contrapartida a divulgação pública da mesma. Entretanto, para ela receber o registro de patente pelo INPI, a invenção precisa ser nova, apresentar utilidade e inventividade, e ter aplicação industrial. Em relação aos limites internacionais, é estabelecido que a proteção conferida pelo Estado é válida apenas dentro do território do país que está atribuindo o termo protetivo, ou seja, fora dele não há garantia de que sua invenção não seja apossada por outras pessoas. Com isso, caso alguma seja patenteada fora do Brasil, não é possível obter a mesma através de concessão em terras brasileiras. Mesmo com a restrição, se tratando de uso pessoal, qualquer um pode utilizá-la no país, sem a necessidade de pagamentos pela ação. Além do meio tradicional, há outros tipos de patentes que apresentam especificações distintas. Também concedido pelo INPI, o Modelo de Utilidade (MU) abrange objetos de uso prático, sem precisar ser uma invenção totalmente nova, tendo como obrigação apenas contar com alguma melhoria funcional. Já o Certificado de Adição de Invenção visa blindar os aperfeiçoamentos em novidades já criadas. Vale lembrar que o pedido de Patente de Invenção (modelo tradicional) possui validade de 20 anos, e o Modelo de Utilidade, 15 anos. Mulheres inventoras Na história, o número de invenções atribuídas aos homens é disparadamente maior do que as das mulheres, seja em escala mundial ou em escala Brasil. Por muito tempo, as oportunidades ficaram restritas para elas nas frentes de pesquisas, impossibilitando um crescimento feminino na contribuição científica e tecnológica. Mudanças no cenário começaram a surgir graças à ascensão da educação superior para mulheres, o aumento da sua presença no mercado de trabalho e os progressos sociais que permitiram maior participação em áreas como ciência e tecnologia Mesmo que o cenário ainda não seja satisfatório, a representatividade feminina no campo das invenções vem crescendo gradualmente nas últimas décadas. De acordo com levantamento realizado pelo escritório Licks Attorneys, a partir de dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, quase um terço dos pedidos de patentes de invenção são registrados por mulheres em território nacional. A pesquisa considera o período entre 2002 e 2023, com 12,46% dos pedidos feitos no primeiro ano, crescendo até 33,33% no último ano. Nos anos da pandemia, 2021 e 2022, houve decréscimo na porcentagem para 29,47% e 22,25% respectivamente. Apesar das dificuldades historicamente documentadas, figuras femininas conseguiram ganhar notoriedade por feitos inventivos e aplicações de melhorias em prol das respectivas áreas e da sociedade como um todo. Marie Curie, a mais reconhecida entre elas, foi um expoente nas pesquisas sobre radioatividade, contribuindo para o tratamento de câncer. A polonesa também foi a primeira mulher a ganhar por duas vezes o Prêmio Nobel, e em dois campos de estudo diferentes, Física e Química. Na tecnologia, a oficial da marinha Grace Hopper foi pioneira da computação, ganhando notoriedade por desenvolver linguagens de computador. Annie Easley, outra mulher a contribuir na área, foi uma das primeiras afro-americanas a trabalhar como cientista da computação na NASA, desenvolvendo e implementando o código utilizado nas pesquisas de sistema de conversão de energia. No Brasil, Neusa Maria de Souza esteve à frente da tecnologia de vacinas que serviu de base para as conhecidas nos dias de hoje, como as que combatem a dengue. Fonte: Veja, Justiça.gov, Sebrae e Audita
CREA-RJ realiza nova ação de fiscalização na ponte que liga a ilha do Caju à ilha da Conceição e constata que está ainda pior
O CREA-RJ realizou na quinta-feira, dia 29 de outubro de 2025, uma nova ação de fiscalização na ponte que liga a Ilha do Caju à Ilha da Conceição, em Niterói. As condições da ponte continuam precárias. E a obra prometida pela Prefeitura de Niterói ainda não começou. O superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, cobra providências. “É a quarta vez que nós estamos aqui, na ponte. Até hoje não foi feito nada pela Prefeitura de Niterói. Já enviamos ofícios e a Prefeitura informou que estava fazendo um estudo. Esse estudo ainda não foi concluído. Já tem um tempo muito grande. Não encontramos no sistema nenhum responsável técnico. Então, é necessário que alguma coisa seja feita. Uma obra de manutenção ou uma obra de reconstrução da ponte que liga a Ilha da Conceição aos estaleiros, que passa aqui por uma área trafegável, onde tem diversas embarcações. É essencial que seja feita alguma coisa. Não podemos esperar mais tempo. A população precisa. Envolve diversas empresas, diversos trabalhadores. Não podemos deixar essa ponte cair para só depois fazer algo. Então, novamente, o CREA-RJ está aqui fazendo o papel dele junto às empresas e aos engenheiros, protegendo a sociedade.” O gerente de fiscalização do CREA-RJ, Cosme Chiniara, completa: “Pudemos ver que, depois de tanto tempo, nada mudou. Inclusive, piorou. A ponte está em risco muito maior, uma vez que representa risco para os pedestres também. Já não tem mais parte do guarda corpo que havia antes. As madeiras estão mais comprometidas, temos mais comprometimento no piso de, de aço. Então, isso só traz mais insegurança para população e para todo mundo que passa aqui, inclusive, o risco de acidente ambiental, uma vez que passam aqui caminhões que estão carregados até mesmo de combustível.” Quem é obrigado a usar a ponte no dia a dia, sofre na pele com a precariedade de conservação da ponte, como o engenheiro de produção Daniel Furtado Alves, que presta serviço para a Ponte Rio-Niterói. “Aqui nessa ponte é comum ver veículos com furo no pneu e pessoas que escorregam na travessia. Pedestres que passam aqui acabam escorregando pelas chapas de aço, que são muito escorregadias. Em dias de chuva é ainda mais complicado para o pedestre atravessar. E com relação aos veículos, tem sempre o risco de furar o pneu. Sem contar que a pista é simples. Então, só passa um veículo por vez. E, normalmente, esse veículo, quando tem outro carro ou caminhão no sentido oposto, ou precisa dar marcha ré ou precisa parar no meio do caminho, às vezes colidindo. É uma obra que hoje carece de manutenção efetiva.” Daniel detalha todos os problemas. “A gente tem aqui a parte da mesoestrutura, próximo à água, que requer manutenção periódica e não acontece. A parte do tabuleiro do pavimento que não existe. Chapas de aço soltando, parafusos soltando, com risco de perfurar pneu, de queda. A própria ponte com possível risco de queda. Não posso afirmar porque não foi feita uma vistoria ainda, mas é visível que carece de manutenção e de intervenção imediata. Eu conto com o apoio do CREA-RJ para ajudar a população de Niterói a encontrar uma solução.” O supervisor da Regional Metropolitana Leste do CREA-RJ, Márcio Dornellas vem fazendo um acompanhamento periódico da situação da ponte. “Alguns ofícios já foram encaminhados à Prefeitura, mas não obtivemos respostas. Algumas identificações nós já fizemos com relação a alguns serviços, mas não diretamente à execução da manutenção da ponte, que hoje oferece um risco muito grande aos transeuntes. A falta de manutenção; o estado precário em que a ponte se encontra; a falta de guarda-corpo para os pedestres, a ferragem totalmente corroída pela ação do tempo, enfim, são muitos problemas. E a fiscalização tem tido o cuidado de vir aqui frequentemente fazer essa verificação e, junto à Prefeitura, buscar informações a respeito de que medidas estão sendo adotadas para a solução desse problema” A Prefeitura de Niterói divulgou a seguinte nota: “no ano passado, foram executados reparos emergenciais na ponte que liga a Ilha da Conceição à Ilha do Caju. Após análises técnicas e sondagens, foram concluídos os estudos do Projeto Executivo para a recuperação da ponte e está em tramitação um processo de licitação para a contratação da obra”. A Fiscalização do CREA-RJ está atenta ao problema e enviará um novo ofício à Prefeitura de Niteroi.
Reunião do Grupo de Trabalho (GT) para Fiscalização em Equipamentos Eletromecânicos em Edificações do CREA-RJ é realizada na sede do Conselho
No dia 10 de novembro, na parte da tarde, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro promoveu uma reunião do Grupo de Trabalho (GT) para Fiscalização em Equipamentos Eletromecânicos em Edificações do CREA-RJ. Com a presença do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, o encontro deu continuidade às discussões do projeto de segurança dos elevadores e demais equipamentos nos edifícios do estado do Rio. O coordenador do Grupo de Trabalho, engenheiro mecânico e de segurança do trabalho Jaques Sherique, comentou sobre o objetivo da iniciativa e os avanços ocorridos na reunião. “Depois do grupo editar a cartilha de gestão de segurança de elevadores, orientando os síndicos como fazer a melhoria e a inspeção no equipamento, nós estamos agora desenvolvendo um texto que virá a ser uma legislação estadual. O intuito com isso é obrigar todos os elevadores a terem uma identificação através de um QR Code, garantindo que aquele equipamento foi inspecionado. Essa identificação é do CREA, onde ali irá constar todos os itens da ART do profissional que fez a inspeção e a manutenção desses elevadores.” A Cartilha dos Síndicos foi lançada pelo presidente Miguel Fernández, durante a 80º Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), realizada no mês passado, em Vitória-ES. O documento, produzido pela Superintendência Estratégica do Conselho, nasceu visando orientar os responsáveis pelas edificações sobre as boas práticas de manutenção, inspeção e modernização dos elevadores, e se a mesma está sendo executada de forma correta.
CREA-RJ inaugura na Barra primeiro espaço de coworking para profissionais
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) viveu nesta segunda-feira, 10 de novembro, um dia histórico que representou uma virada de chave: a inauguração do novo conceito de atendimento dos profissionais registrados no Conselho, que ganharam um espaço de coworking, com o redesenho da inspetoria do CREA na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, a região que mais cresce na cidade. O projeto piloto visa transformar as inspetorias do CREA em casas dos profissionais do Sistema Confea/CREA, em todo o estado. “O Conselho de Engenharia precisa começar a pensar menos como uma máquina burocrática e cartorária e mais como um ponto de encontro dos profissionais e das empresas, a serviço da sociedade civil. Portanto, a Inspetoria da Barra da Tijuca vira uma referência porque a finalidade do Conselho é defender a sociedade contra o exercício ilegal da profissão, contra aqueles que não têm o devido conhecimento e habilitação para poder trabalhar na área, colocando toda a sociedade em risco”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, na solenidade de inauguração que reuniu diretores do Conselho, funcionários e profissionais, com a participação de dois representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro: o subprefeito da Barra da Tijuca, Leandro Marques, e o subscretário de Licenciamento Ambiental do Município, Douglas Moraes. Segundo dados do mercado imobiliário, a Barra da Tijuca lidera as transações de imóveis no Rio, com um aumento de 16,2% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O presidente do CREA-RJ ressaltou a importância da Região da Barra para o desenvolvimento socioeconômico do Rio. “A Barra é uma área que vem recebendo muitos investimentos em infraestrutura, tem ainda desafios relacionados ao setor de Engenharia, como a questão de saneamento, como a questão de construções irregulares, são temas todos muito relacionados à questão da Engenharia. É muito importante ter aqui a presença do subprefeito da Barra e do subsecretário de Licenciamento Ambiental para ouvirem que nós estaremos conjuntamente trabalhando com vocês”, afirmou Fernández. O subsecretário de Licenciamento Ambiental do Rio, Douglas Moraes, ressaltou considerar muito importante a criação do novo espaço de coworking dentro da Inspetoria do CREA. “Somente entre os analistas do nosso corpo técnico, que vão a campo, 80% deles são profissionais registrados no CREA. Então, é super importante ter esse ponto de apoio, inclusive para reuniões entre as partes interessadas e a equipe da prefeitura num campo neutro como o CREA, como lembrou o presidente”, afirmou Moraes. O subprefeito da Barra da Tijuca, Leandro Marques, reforçou a importância das mudanças na Inspetoria do CREA-RJ na Barra para os engenheiros que atuam na região. “A Engenharia está presente em inúmeros universos aqui na nossa região, não apenas na construção de prédios. Há agora um potencial muito grande de carros elétricos em nossa região, muitos condomínios estão instalando postos elétricos e a gente precisa muito da atuação de vocês orientando os síndicos”, observou Marques. A Inspetoria do CREA-RJ na Barra da Tijuca fica no Shopping Esplanada, na Avenida das Américas 3939. A transformação do local se tornou visível logo na entrada. O balcão que antes funcionava como uma espécie de anteparo, para conter o usuário, foi removido da porta. Agora o profissional vai se deparar com um espaço de convivência com ar-condicionado, café e sala de coworking, onde poderá instalar seu notebook, com acesso à internet e impressora. Na inauguração, o presidente do CREA-RJ agradeceu aos funcionários do setor de Atendimento e aos diretores do Conselho, Milton Neves e Denise Baptista Alves, que foram fundamentais na defesa do projeto do novo conceito de atendimento do Conselho. Com o presidente, eles descerraram a placa de inauguração do novo espaço. “A gente acha muito importante esse espaço de acolhimento que está sendo criado para o profissional que está na rua trabalhando e precisa fazer uma reunião, registrar uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica); por isso, a ideia é essa mesmo, de afastar da porta o balcão para abrir espaço para os profissionais”, disse Denise, que é engenheira florestal. O diretor Milton Neves reforçou que a implantação do novo espaço na inspetoria é um momento de “virada de chave” no CREA. “Fico muito feliz por participar desse momento de virada de chave e só quero agradecer mais uma vez ao nosso corpo técnico, aos funcionários do CREA, pois sem eles realmente não poderíamos fazer isso”, destacou Milton, que é engenheiro sanitarista e ambiental. A inauguração reuniu funcionários do CREA, como o gerente das regionais, Ronaldo Kampel; o superintendente estratégico, Pedro Coelho; e o chefe de gabinete, Rodrigo Machado. A Inspetoria da Barra da Tijuca, que concentra os fiscais do CREA-RJ no bairro, recebe uma média de dez a 12 profissionais por dia. Lá eles têm acesso a informações sobre serviços prestados pelo CREA, assim como orientação para o preenchimento de ARTs.
CREA-RJ realiza Trilha do Conhecimento: O Engenheiro em seu Protagonismo
O CREA-RJ realiza, entre os dias 11 e 25 de novembro de 2025, em formato virtual, a Trilha do Conhecimento: O Engenheiro em seu Protagonismo. Uma série de encontros online para quem quer ir além da técnica e desenvolver o lado humano, estratégico e inspirador da Engenharia. Serão três encontros online. Jornada 1: 11/11 – Os impactos da Inteligência Emocional no mercado de trabalho Jornada 2: 18/11 – Empreendedorismo em tempos de crise (foco em vendas) Jornada 3: 25/11 – O despertar da sua Liderança Horário: 19h às 20h30 Carga horária: 4h30 (3 encontros de 90 min) O palestrante Fernando Paixão é especialista em Gestão de Pessoas pela Universidade da Califórnia, com mais de 10 anos de experiência ministrando palestras e 15 anos de docência. Uma trilha para fortalecer o protagonismo dos engenheiros em um mundo em constante transformação. Inscreva-se gratuitamente: https://whatsapp.com/channel/0029VbATKZgLCoX2NdeKnA2y
Road Show Era BIM Rio 2025 reúne tecnologia e inovação no Museu do Amanhã
No dia 12 de novembro de 2025, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, será palco do Road Show Era BIM Rio 2025, um encontro voltado a profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Urbanismo, Engenharia e Construção. O evento reúne tecnologia, inovação e integração entre disciplinas para discutir o futuro do setor e as transformações impulsionadas pela metodologia BIM (Building Information Modeling). O evento, idealizado pelo Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva – com patrocínio master do CREA-RJ, é um espaço de troca de experiências e inspiração e já reuniu mais de 5 mil profissionais e 400 palestrantes de todos os continentes. A mesa de abertura contará com a presença de representantes de entidades de classe, entre eles o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, reforçando o compromisso do Conselho com a modernização e o avanço das profissões da área tecnológica. Esta é a primeira edição do Road Show Era BIM no Rio de Janeiro, que chega à cidade com uma programação composta por palestras, painéis e debates sobre novas práticas, sustentabilidade e o papel da digitalização nos processos de projeto e execução. Especialistas de diversas áreas apresentarão cases, soluções e perspectivas sobre a adoção do BIM e outras tecnologias emergentes na construção civil. Entre os temas estão a inovação em processos construtivos, a sustentabilidade no ambiente urbano e a integração entre profissionais na era digital. Como parte do Progredir, o programa de capacitação do CREA-RJ, os 30 primeiros inscritos por aqui, terão gratuidade na participação. Para as inscrições gerais, acesse Sympla.
Dia Mundial do Urbanismo
O Dia Mundial do Urbanismo é celebrado em 8 de novembro e representa uma oportunidade para refletir sobre a promoção, elaboração e solução de questões voltadas a uma melhor qualidade de vida. A data surgiu em 1934, por iniciativa do professor Carlos Maria Della Paolera, da Universidade de Buenos Aires, com a proposta de ampliar o interesse da sociedade e dos profissionais pelo planejamento urbano em âmbitos locais e internacionais. A instituição do Dia do Urbanismo ocorreu um ano após a publicação da Carta de Atenas, documento elaborado no IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna, realizado em 1933 e coordenado pelo arquiteto e urbanista Le Corbusier. Até hoje, esse texto é considerado uma referência essencial para os estudos da área, ao defender que o urbanismo deve contribuir para a integração saudável dos elementos de uma comunidade, como habitação, transporte, saneamento, lazer e meio ambiente. Em 1949, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a inclusão da data em seu calendário, recomendação adotada por mais de 30 países. No Brasil, o Dia Nacional do Urbanismo é celebrado na mesma data, conforme o Decreto nº 91.900, de 8 de novembro de 1985. O símbolo do Dia do Urbanismo, desenhado em 1934 por Carlos Maria Della Paolera, representa a trilogia de elementos naturais indispensáveis à vida: o sol (amarelo), a vegetação (verde) e o ar (azul). O urbanismo é o campo que estuda a relação entre o espaço e a sociedade que nele habita. Essa área se relaciona ao funcionamento das cidades e à organização de aspectos como mobilidade, infraestrutura, arquitetura, política, economia e meio ambiente. De forma central, o urbanismo busca integrar políticas públicas que envolvam o transporte, o uso e a ocupação do solo urbano, bem como a criação de áreas para moradia, lazer, cultura e espaços verdes planejados.
Exposição “Enaldo Cravo Peixoto 1955-1965 – Década de Ouro da Engenharia” chega ao Clube de Engenharia

Depois de uma temporada de grande sucesso no Centro Cultural da SEAERJ e, mais recentemente na Escola Politécnica da UFRJ, no Fundão, a exposição Enaldo Peixoto chega agora ao Clube de Engenharia, no Centro do Rio. A mostra apresenta um recorte inédito do arquivo pessoal do engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, figura essencial da engenharia pública no Rio de Janeiro e do saneamento no Brasil, além de fundador da ABES. Fruto de um valioso acervo doado por sua família ao Centro Cultural, a exposição retrata a trajetória marcante de Enaldo por meio de cinco painéis temáticos que relembram momentos decisivos da história da cidade do Rio de Janeiro. A abertura será na segunda-feira (10/11), às 18h, no 21º andar do Edifício Edison Passos. Exposição Enaldo Cravo Peixoto Data: 10/11 Hora: 18h Local: Clube de Engenharia – Av. Rio Branco, 124 – Centro do Rio.