CREA-RJ GREEN SUMMIT reforça o compromisso com a sustentabilidade e a preservação ambiental

Com o objetivo de promover o debate e a troca de experiências sobre práticas sustentáveis, inovação tecnológica e soluções inteligentes aplicadas às áreas da Engenharia, Agronomia, Geociências e Meio Ambiente, foi realizado no dia 3 de junho de 2026 o “CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável”. O evento gratuito foi realizado pelo CREA-RJ, por meio do CREA Sustentável e com apoio da Comissão de Meio Ambiente – CMA e do Progredir, reunindo profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas relacionadas aos temas discutidos. A mesa de abertura institucional do encontro foi composta pelo superintendente estratégico do CREA-RJ, gestor e biólogo Pedro Coelho; o coordenador do CREA Sustentável, jornalista, arquiteto e urbanista Nato Kandhall; e o coordenador da CMA, engenheiro ambiental Diego Luiz Fonseca. O superintendente estratégico do CREA-RJ, gestor e biólogo Pedro Coelho, destacou a relevância do CREA-RJ GREEN SUMMIT. “Eu me alegro em falar que o evento de hoje tem uma pauta muito positiva, que engloba ESG, reciclagem e coleta seletiva. Hoje vocês vão ouvir três especialistas falarem a respeito disso, indo direto ao ponto de uma maneira muito interessante.” O coordenador do CREA Sustentável, jornalista, arquiteto e urbanista Nato Kandhall, reforçou o objetivo do tema. “Vamos buscar dentro dessa iniciativa realizar um trabalho de networking para todos que estão aqui possam aprender um pouco mais com quem já está trabalhando na questão da sustentabilidade. Mas o mais importante é a honestidade e a coragem de falar sobre um assunto dentro de uma cadeia de construção que ainda é extremamente poluente.” O coordenador da CMA, engenheiro ambiental Diego Luiz Fonseca, pontuou o pioneirismo do CREA-RJ nos debates sobre sustentabilidade. “Muitas vezes a nossa interpretação sobre o que é meio ambiente está parada na década de 60, com o conceito de beleza cênica. Isso é visto nas posturas institucionais, mas ainda bem que o CREA-RJ está começando a mudar, sendo o pioneiro no tema em relação a todo o Sistema CONFEA/CREA.” Após a mesa de abertura, a programação do evento seguiu com três palestras técnicas. O coordenador do CREA Sustentável, Nato Kandhall, retornou para apresentar a palestra “CREA Sustentável, um Plano ESG”, onde falou mais detalhadamente sobre a atuação do programa. Em seguida, o CEO da Repense Reciclagem, Renato Novis, trouxe o tema “O Valor da Reciclagem – O Lixo que Vira Joia”. Por fim, o professor do CEFET-RJ, André Leone, discutiu sobre os desafios da coleta seletiva cidadã . No final de cada apresentação, o CREA-RJ, por meio do CREA Sustentável, entregou um certificado de participação no evento para os palestrantes. Ao término do encontro, foi aberto o espaço para perguntas da plateia aos três especialistas.
Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia
Com o objetivo de trazer uma reflexão sobre a importância da conscientização e ação global para a preservação dos recursos naturais do planeta, no dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 5 de junho de 1972, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, na cidade de Estocolmo, capital da Suécia. A partir da realização da Conferência em Estocolmo, foi iniciado um maior incentivo aos governos, instituições e a população em geral para a reflexão e a tomada de atitudes diante de temas urgentes, como a degradação do solo, poluição, mudanças climáticas, perda de biodiversidade e uso insustentável dos recursos naturais. Além disso, também foram estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. O papel da Ecologia nesse contexto é fundamental para entender a relação entre os seres vivos e o espaço em que habitam. Sua compreensão indica as melhores condutas a se tomar para a preservação de ecossistemas, comunidades e espécies. Com a crescente preocupação relacionada a problemas ambientais, a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente oferece a oportunidade de ampliar as bases para opiniões esclarecidas e condutas responsáveis por parte de indivíduos, empresas e comunidades em relação à preservação e valorização do ambiente. Dados impactantes Entre 2015 e 2025, a Organização Meteorológica Mundial – OMM, agência da ONU, confirmou que o período foi a década mais quente já registrada no planeta. No último ano do recorte, a temperatura média global ficou cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais. O aquecimento global, além do derretimento das geleiras, também afeta diretamente os oceanos. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, apontam que eles absorvem cerca de 90% do excesso de calor retido na Terra pelas mudanças climáticas. O calor extremo é causado principalmente pelas altas concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), que são responsáveis pela intensificação do efeito estufa e, por consequência, o desequilíbrio climático do planeta. A OMM também indicou que o CO₂, o principal gás de efeito estufa, foi responsável por cerca de 64% do aquecimento global no ano de 2024. Isso impacta também a fauna marinha, por meio da acidificação dos oceanos, onde o gás reage com a água do mar reduzindo o potencial hidrogeniônico – pH do líquido, o que acaba prejudicando desde a base da cadeia alimentar até o comportamento de peixes. No Brasil, um fator que vem sendo determinante para o desequilíbrio climático é o aumento significativo de áreas desmatadas. Em 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, o país registrou o quinto ano com maior área queimada em quilômetros quadrados entre janeiro e agosto desde 2003, quando se iniciou o monitoramento da instituição. No total, foram 186.502 quilômetros quadrados (km²) atingidos, sendo 64% em áreas de Cerrado. Entretanto, o dado representa queda de cerca de 20% em relação a área atingida em 2024. Em relatório divulgado pela ONU no ano de 2025, foi mostrado que quase metade das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS avança em um ritmo insuficiente para serem cumpridas até 2030, enquanto 18% das metas registraram retrocesso. Entre esses números, estão os tópicos de ação climática e biodiversidade, o que indica uma atenção ainda maior a ser tomada em cima das pautas de sustentabilidade. Para combater grande parte desses problemas, o uso da ciência e da tecnologia para monitorar, entender e preservar o meio ambiente vem sendo utilizado de forma crescente por diversas instituições, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e o próprio INPE. A aplicação dessas tecnologias são mais comuns em monitoramento de áreas desmatadas, previsão de tempo e clima, e pesquisas sobre as causas e consequências das mudanças climáticas do planeta. Fonte: Gov.br, ONU, USP, IPEDF, Agência Brasil Confira o vídeo
Dia do(a) Engenheiro(a) Mecânico(a)
Com o objetivo de celebrar os(as) profissionais que se dedicam a projetar, analisar, fabricar e cuidar da manutenção de sistemas mecânicos, máquinas e dispositivos, no dia 5 de junho é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Mecânico(a). A data foi instituída pelo Sistema CONFEA/CREA, em homenagem ao nascimento de Delmiro Gouveia (1863), um dos pioneiros da industrialização no Brasil. Gouveia se destacou por inaugurar a primeira hidrelétrica do Nordeste e a segunda na história do país, a Usina de Angiquinho em 1913. Também foi notório pela construção do primeiro shopping do Brasil, o Mercado do Derby em Recife-PE, em 1899. Os(as) engenheiros(as) mecânicos(as) são essenciais em setores diversos, abrangendo indústrias como a automobilística e aeroespacial; energia e petróleo; manufatura e automação; e tecnologia e inovação. Esses(as) profissionais possuem o papel de projetar peças e sistemas mecânicos, supervisionar processos industriais, analisar o desempenho de máquinas, desenvolver produtos e tecnologias sustentáveis, e gerir equipes técnicas. Além de todas essas atribuições, com o avanço da Indústria 4.0, o(a) engenheiro mecânico(a) ganha cada vez mais espaço em áreas como automação inteligente, impressão 3D e energias renováveis. Formação A graduação de Engenharia Mecânica possui um foco na formação técnica e científica para atuação no mercado e na indústria, ou seja, é do tipo bacharelado. Com uma duração de cinco anos, a grade curricular oferece uma base sólida em Matemática, Física e Computação, além de disciplinas específicas da área, como Desenho Técnico, Cálculo, Mecânica dos Fluidos, Resistência dos Materiais e Processos de Fabricação. Durante a pós-graduação, os estudantes aprendem conhecimentos técnico-científicos avançados, onde buscam se capacitar para atuarem em atividades de ensino e pesquisa, especializados na aplicação de técnicas e métodos aprimorados da Engenharia Mecânica. O curso de Mestrado é previsto para terminar em dois anos, enquanto o de Doutorado se prolonga por quatro anos. Atuação no mercado de trabalho Indústria Automotiva: o(a) engenheiro(a) mecânico(a) atua na área de veículos, onde trabalha com os aparatos técnicos e mecânicos de automóveis, podendo atuar em montadoras de carros, motos, ônibus, caminhões, entre outras. Geralmente, foca-se mais no desenvolvimento de sistemas de propulsão, chassis, suspensões e sistemas de segurança. Indústria Alimentícia: o(a) engenheiro(a) mecânico(a) exerce um papel importante nos projetos de máquinas de processamento de alimentos, envasamento de bebidas, embalagens, entre outras. A automação das fábricas também é outro processo em que suas atribuições se tornam significativas. Tecnologia Médica: aqui há uma contribuição do(a) profissional para desenvolver equipamentos voltados para a área de medicina, como dispositivos de diagnóstico por imagem, próteses e equipamentos de reabilitação. Setor Agropecuário: o(a) profissional realiza trabalhos no segmento de máquinas e equipamentos agrícolas, principalmente implementando sistemas de irrigação, além de aplicar tecnologias mecânicas e de automação na lavoura. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil e Unisuam Confira o vídeo
CREA-RJ completa 92 anos de história
O CREA-RJ completa 92 anos de história e protagonismo frente ao desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. No dia 5 de junho de 1934, uma nova era foi anunciada pelo engenheiro civil Dulphe Pinheiro Machado, ao presidir a primeira Sessão Plenária do Conselho da 5ª Região, embrião do atual CREA-RJ, na Escola Nacional de Belas Artes, onde hoje funciona o Museu Nacional de Belas Artes, dando posse aos primeiros diretores. Atualmente, o Conselho é composto por Plenário (representado pelas instituições de ensino superior e pelas entidades de classe, cujo terço é renovado anualmente), Câmaras Especializadas, Presidência, Diretoria e Inspetorias. Desde 1934, o trabalho diário do CREA-RJ é assegurar que as Engenharias, a Agronomia e as Geociências sejam praticadas dentro da legalidade, por profissionais tecnicamente habilitados, contribuindo, assim, para o bem-estar da população. Essa atuação foi realizada por meio de movimentos em prol da regulamentação das profissões, originadas de esforços das entidades de classe em conjunto ao governo. Dois anos antes, em 1932, o ministro do Trabalho recebeu do Sindicato Nacional de Engenharia o “Anteprojeto de lei regulamentando o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e agrimensor”. O documento, publicado com poucas modificações no Diário Oficial de 14 de abril daquele ano, resultou da participação de outras entidades de classe, entre as quais estavam o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e de Pernambuco; o Instituto de Engenharia de São Paulo; a Sociedade Mineira de Engenheiros; a Associação de Engenheiros Civis da Bahia; o então Instituto Central dos Arquitetos e o Instituto Mineiro de Arquitetura. As discussões sobre a forma da nova lei prosseguiram nos anos seguintes por meio de comissões integradas por profissionais renomados, como o diretor geral do Departamento Nacional do Povoamento do Ministério do Trabalho, engenheiro Dulphe Pinheiro Machado; Adolfo Morales de los Rios Filho, do Instituto Central dos Arquitetos; Augusto Varella Cursino, da Associação dos Construtores Civis; e Cezar do Rego Monteiro Filho, do Sindicato Nacional dos Engenheiros. A partir desse período histórico, além dos cursos superiores serem exigidos para o exercício profissional, as profissões técnicas são também reconhecidas pelo Ministério da Educação e Saúde Pública. Graças à conjugação de esforços entre o governo e o espírito associativo das entidades de classe, o resultado veio em 11 de dezembro de 1933, com o decreto nº 23.569 que regulamentava o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor e dispunha sobre a fiscalização dos serviços desenvolvidos por engenheiros, arquitetos e agrimensores, a cargo do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA e dos Conselhos Regionais – CREAS, criados por esse mesmo decreto. Mais de nove décadas depois, o objetivo do CREA-RJ permanece o mesmo, focando na excelência da atuação na Engenharia, Agronomia e Geociências, sempre buscando ampliar o seu papel de instituição responsável pela fiscalização do exercício profissional em defesa da sociedade. É indispensável olhar para o amanhã e continuar projetando um futuro de planejamento, desenvolvimento e inovação, mas também é necessário valorizar o legado construído durante a existência quase centenária do Conselho. O CREA-RJ também preza por valores fundamentais para seguir construindo essa caminhada de sucesso, como a gestão de relacionamento, a orientação, a ética e o desenvolvimento sustentável. O vasto conjunto de conhecimento e aplicação dessas ideias transforma e amplia as fronteiras das possibilidades, superando obstáculos e antecipando desafios. Confira o vídeo
Dia do(a) Engenheiro(a) Agrimensor(a)
Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que realizam levantamentos, medições e demarcações em terrenos para obras urbanas e rurais, em 4 de junho é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Agrimensor(a). A Engenharia de Agrimensura foi habilitada no Brasil por meio da Lei n° 3.144, de 20 de maio de 1957. O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, em 1964, definiu as atribuições para o exercício profissional, e atualmente a profissão é regulamentada pela resolução 218/73 do Confea, Lei 5194/66. Os(as) engenheiros(as) agrimensores(as) exercem um papel fundamental no desenvolvimento de plantas para obras voltadas à infraestrutura e saneamento, além de atuarem no planejamento de estradas e ruas. Esses(as) profissionais também são responsáveis por coletar, organizar e fornecer informações para documentos legais, como laudos técnicos para construção civil ou projetos de mineração e energia, entre outras áreas específicas. Formação O curso de Engenharia de Agrimensura possui uma duração de cinco anos, com uma carga horária total entre 3.600 e 4.400 horas. Os estudantes contemplam no início da jornada acadêmica disciplinas básicas como Matemática, Física, Desenho Técnico, entre outras. A partir do segundo ano da graduação, a grade curricular começa a ser composta por disciplinas específicas da área, como Geodésia, Fotogrametria e Geoprocessamento. Na pós-graduação, são oferecidos cursos de especialização e MBA (lato sensu), e de desenvolvimento científico para novos profissionais acadêmicos (stricto sensu). Os dois modelos duram entre 12 a 24 meses e são voltados para o aprofundamento teórico, visando a preparação para lidar com grandes obras, georreferenciamento e gestão territorial. Áreas de atuação O mercado de trabalho para a Engenharia de Agrimensura é bastante variado, onde se exigem diversas atribuições para o desempenho profissional em construtoras, empresas de topografia, agronegócio, mineradoras e órgãos públicos. Veja abaixo algumas das principais áreas de atuação: Obras e Infraestrutura: o desempenho profissional foca no mapeamento, marcação e terraplanagem de terrenos, visando subsidiar projetos de Engenharia. O papel também inclui realizar levantamentos finais das obras para verificar possíveis divergências em relação ao projeto inicial. Agrimensura Fundiária: envolvendo técnicas cartográficas, essa área de atuação utiliza equipamentos tecnológicos como GPS e drones para delimitar imóveis urbanos e rurais, coletando as coordenadas exatas. Esse trabalho é fundamental na regularização de terrenos, evitando conflitos entre vizinhos e garantindo a segurança jurídica. Perícias e Consultoria: o(a) profissional pode atuar tanto como perito judicial em disputas de limites de propriedade, quanto um avaliador de imóveis, determinando o valor de mercado de terrenos e propriedades com base em atributos físicos e geográficos. Fonte: CONFEA, Educa+Brasil Confira o vídeo
IDAM aponta queda no desenvolvimento agropecuário e Rio de Janeiro registra uma das maiores retrações do país
O Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (IDAM) 2026, elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), identificou 130 municípios brasileiros com elevado desenvolvimento agropecuário, ante 150 na edição anterior, representando uma redução de 13,3%. No cenário nacional, o valor médio do índice foi de 0,4064, com retração de 0,3%, influenciada principalmente por oscilações de produtividade e de preços das commodities no período analisado. O IDAM avalia a relevância da agropecuária na economia de cada município a partir de quatro dimensões — produção e produtividade, geração de emprego formal, captação de crédito agrícola e pecuário, e arrecadação do Imposto Territorial Rural — e abrange os 5.569 municípios do país. A edição de 2026 tem como ano-base os dados de 2023. No ranking nacional, o município de Mineiros (GO) alcançou a primeira posição, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA), com predominância de municípios da região Centro-Oeste entre os melhores colocados. Os dados do estudo revelam um desempenho desfavorável do estado do Rio de Janeiro, que registra índice médio na faixa baixa do IDAM e acumula uma das maiores retrações entre todas as unidades da federação desde o início do monitoramento. Nenhum município fluminense integra a faixa de elevado desenvolvimento agropecuário nem figura entre os 20 primeiros colocados do ranking nacional. O estudo completo está disponível no portal da CNM.
Falta pouco para as Eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA 2026
Os profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências de todo o país já se preparam para um dos momentos mais importantes da vida institucional do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA. No próximo dia 3 de julho de 2026, das 8h às 19h (horário de Brasília), será realizada, de forma on-line, a eleição que definirá as lideranças responsáveis por conduzir o Sistema no triênio 2027-2029. A votação ocorrerá exclusivamente pela internet, por meio da plataforma oficial de votação eletrônica, que em breve será disponibilizada aos profissionais regularmente registrados e aptos a votar. O pleito escolherá o presidente do Confea, os presidentes dos 27 Creas, diretores-gerais, administrativos e financeiros das Mútuas Regionais, conselheiros federais em estados específicos e representantes das Instituições de Ensino Superior. O processo eleitoral é considerado estratégico para o fortalecimento das profissões abrangidas pelo Sistema, uma vez que os eleitos serão responsáveis por decisões que impactam diretamente a valorização das categorias, a modernização dos serviços prestados aos profissionais e a defesa da sociedade. Os mandatos terão início em 1º de janeiro de 2027 e se estenderão até 31 de dezembro de 2029. As eleições gerais de 2026 representam a consolidação do modelo de votação on-line adotado pelo Sistema, ampliando a participação dos profissionais em todas as regiões do país. Para exercer o direito ao voto, é indispensável que o profissional esteja em situação regular junto ao seu Conselho Regional. Manter o cadastro atualizado também é importante, já que o login e a senha de votação serão enviados a cada profissional via e-mail ou celular. No estado do Rio de Janeiro, a expectativa é de ampla mobilização da comunidade tecnológica. O resultado das urnas definirá não apenas a presidência do CREA-RJ, mas também a nova diretoria regional da Mútua-RJ, a Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea. Conheça aqui os candidatos à presidência do CREA-RJ e às Diretorias da Mútua-RJ. Conheça aqui os candidatos ao Confea.
CREA-RJ faz ação de fiscalização na Trens RJ
Três dias após iniciar as operações de gestão do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, a direção da Trens RJ recebeu nesta terça-feira, dia 2 de junho, a visita de superintendentes e agentes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), que começaram a fiscalizar o exercício da profissão de engenheiro na empresa que já está operando a malha ferroviária de 270 quilômetros, cinco ramais e 104 estações de trens urbanos. Um dos participantes da reunião, o vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ, o Engenheiro Eletricista Adagir Abreu, considerou muito importante o diálogo com o CREA-RJ. “Fizemos uma boa reunião com o CREA, que foi importantíssima para nós da Trens RJ. Primeiro, porque nós estamos começando uma empresa nova e a ideia nossa é estarmos legalizados em todos os processos. Nesse ponto, o CREA é importantíssimo. Nós temos grande atividade de engenharia, específica e temos uma grande quantidade de engenheiros na nossa empresa. Então, é fundamental estarmos registrados e alinhados às normas do CREA”, afirmou o engenheiro Adagir Abreu, destacando a importância desse novo canal de comunicação com o Conselho. “Ficamos muito felizes com a reunião. Isso vai ser muito importante para o futuro da nossa empresa. Estamos trabalhando de forma positiva com o CREA, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte ferroviário do nosso estado”, disse Adagir. O vice-presidente de manutenção e operações da Trens RJ estava acompanhado dos seguintes funcionários da empresa: Oswaldo Dreux, gerente executivo regulatório; Camilla Paulino, coordenadora; Uascar Carvalho, diretor de operações; Alexandre Custódio, diretor de sistemas; e Artur Costa, diretor de manutenção. Da parte do CREA-RJ, estavam lá os seguintes funcionários: os superintendentes administrativo e técnico, respectivamente Édipo Senna Ázaro e Leonardo Dutra; o gerente de fiscalização, Cosme Chiniara; a coordenadora da fiscalização interna, Ana Tavares; e Danielle Assumpção, supervisora de Coordenação Regional da Capital. O superintendente administrativo do CREA-RJ, Édipo Senna Ázaro, que é Engenheiro de Transportes, destacou a importância do diálogo com a Trens RJ como forma de defender o setor das engenharias no estado do Rio de Janeiro. “Quando a gente fala da Trens RJ, que assumiu a operação ferroviária no Rio de Janeiro, a gente não fala somente de uma empresa que é emblemática, de um serviço que é emblemático para o estado, por ser o indutor do desenvolvimento durante décadas, mas a gente fala de um símbolo, uma empresa que tem por sua essência a engenharia. E é nosso papel do CREA garantir que essa empresa realize suas operações de forma adequada com as nossas normativas, que o serviço seja prestado da melhor forma para os engenheiros e toda a sociedade”, afirmou Édipo. Especializado em transportes, Édipo Ázaro destacou a importância de a comunicação fluir entre o CREA-RJ e a Trens RJ. “O nosso objetivo, ao nos aproximar da empresa, é ajudar nesse processo complexo de uma operação que tem quase 3 mil funcionários e apoiar essa transição, em nome da boa engenharia, essencial para o desenvolvimento do nosso estado”, disse Édipo. O superintendente técnico do CREA-RJ, o engenheiro civil Leonardo Dutra, ressaltou que a ação da fiscalização iniciada na Trens RJ é muito importante para a valorização dos profissionais do Sistema Confea/Crea e das empresas de engenharia. “Conversamos com os responsáveis técnicos da Trens RJ e brevemente a empresa terá o nosso selo de conformidade, que permite um canal aberto com o CREA-RJ, para ajudar a empresa em todos os processos de regularização. Acreditamos ser muito importante esse diálogo, no qual o CREA-RJ está sempre lutando pelo espaço dos profissionais”, disse Dutra. A virada de chave no sistema ferroviário do Rio de Janeiro é histórica. Após quase 30 anos sob a gestão da SuperVia, o novo consórcio Nova Via Mobilidade com a marca Trens RJ, e apresenta um logotipo de alto impacto. Os principais desafios do novo sistema, que é permissionário, são a segurança na malha, onde o roubo constante de cabos e fiação elétrica sabota os intervalos e aumenta o tempo de viagem, além da evasão de receita. Diferentemente da SuperVia, que era uma concessionária, o contrato da Trens RJ prevê durante cinco anos a remuneração por quilômetro rodado e não mais por passageiro transportado. O vice-presidente de manutenção e operações, Adagir Abreu, tem consciência de que “o desafio é grande”, mas está otimista com o apoio que a empresa tem recebido do governo do estado e todos os esforços feitos para colocar os trens nos trilhos. “Temos que fazer uma reforma grande nas instalações e nos nossos sistemas, mas acreditamos que está tudo bem encaminhado. A parte de engenharia está bem estruturada, bem organizada e preparada para os desafios que vamos enfrentar”, afirma o engenheiro da Trens RJ.
Estudo aponta déficit bilionário de carbono no solo após mudanças no uso da terra no Brasil

Um estudo publicado na revista científica Nature Communications quantificou o déficit de carbono provocado pela conversão de áreas de vegetação nativa em sistemas agropecuários no Brasil. A pesquisa indica que as mudanças no uso da terra resultaram na perda estimada de 1,4 bilhão de toneladas de carbono na camada superficial do solo, volume equivalente a aproximadamente 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e). O levantamento foi divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, e reúne dados de mais de 4.200 amostras de solo distribuídas pelos seis biomas brasileiros, além da análise de mais de 370 estudos científicos desenvolvidos no país. Segundo os pesquisadores, o trabalho fornece uma das avaliações mais abrangentes já realizadas sobre os impactos das transformações do uso da terra na dinâmica de carbono dos solos brasileiros. A pesquisa envolve instituições como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo, o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical, a Universidade Estadual de Ponta Grossa e a própria Embrapa. Os resultados mostram que a conversão de ecossistemas naturais em áreas agrícolas ou pastagens reduz significativamente os estoques de carbono do solo, especialmente em sistemas de manejo menos conservacionistas. Em contrapartida, práticas associadas à agricultura de baixa emissão de carbono apresentaram desempenho mais próximo das condições naturais. Entre os sistemas avaliados, técnicas como plantio direto e Integração Lavoura-Pecuária registraram menores déficits de carbono quando comparadas a modelos convencionais de uso da terra. Os pesquisadores destacam que essas estratégias contribuem para ampliar a retenção de matéria orgânica no solo e reduzir as emissões associadas à atividade agropecuária. O estudo também aponta diferenças relevantes entre os biomas brasileiros. Cerrado e Mata Atlântica aparecem entre as regiões com maior potencial de recuperação de carbono no solo, o que pode ampliar oportunidades de restauração ambiental e adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis. Além das implicações climáticas, a preservação do carbono no solo possui relação direta com fertilidade, retenção de água, produtividade agrícola e estabilidade dos ecossistemas. O levantamento reforça o papel do manejo sustentável do solo como componente estratégico para a adaptação da agropecuária às mudanças climáticas e para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Os pesquisadores avaliam que os dados produzidos pelo estudo podem subsidiar políticas públicas voltadas à recuperação de áreas degradadas, expansão da agricultura de baixo carbono e desenvolvimento de mecanismos ligados ao mercado de carbono e à sustentabilidade da produção agropecuária. Fonte: Embrapa
Rio Nature & Climate Week reúne lideranças globais no Rio de Janeiro até 6 de junho
O Rio de Janeiro sedia, até o dia 6 de junho, a primeira edição da Rio Nature & Climate Week (RNCW), conferência internacional dedicada às agendas de clima, natureza e desenvolvimento sustentável. O evento é organizado pelo Instituto Natureza e Clima Brasil em parceria com a Global Citizen, a Re:wild e a Prefeitura do Rio de Janeiro, no âmbito de uma cooperação prevista para durar cinco anos. A programação principal é realizada no Espaço Touring, no Pier Mauá, Centro do Rio, das 15h às 19h, com capacidade para 500 pessoas no auditório principal. Eventos paralelos, ativações culturais, painéis temáticos e exibições de documentários ocorrem simultaneamente em diferentes pontos da cidade, incluindo o Museu do Amanhã. A conferência reúne cientistas, lideranças indígenas, representantes de governos, organismos internacionais, setor privado e sociedade civil, com participação confirmada de nomes como a ex-ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara, o ministro dos Povos Indígenas Eloy Terena, o ministro do Meio Ambiente João Paulo Capobianco, o presidente da COP30 André Corrêa do Lago, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento Ilan Goldfajn, o ex-primeiro-ministro de Portugal José Manuel Durão Barroso e a ativista indígena equatoriana Helena Gualinga. A cantora Anitta também integra a programação, na proposta do evento de aproximar ciência, cultura e mobilização social em torno da emergência climática. O encerramento será marcado pelo show gratuito do Global Citizen Live Rio, na Praia de Botafogo, com apresentações dos Fugees — com Lauryn Hill e Wyclef Jean — e da cantora Ludmilla. As inscrições para a conferência principal e os eventos paralelos são gratuitas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento.