Engenheiro(a) Hídrico(a) e Hidrogeólogo(a) celebram suas profissões no Dia Mundial da Água

No dia 22 de março, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Hídrico(a) e Hidrogeólogo(a). A escolha da data é em razão de também ser o Dia Mundial da Água, que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1992, com o objetivo de destacar a necessidade de combater o desperdício, proteger mananciais e garantir acesso universal à água potável.  O curso de Engenharia Hídrica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais na área foram normatizadas pela Resolução Nº 429, de 30 de junho de 2006, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A Hidrogeologia, por sua vez, não possui um curso específico, já que é uma ciência interdisciplinar, com a formação podendo ser por meio de uma graduação em Geologia, Engenharia Geológica, Engenharia Ambiental e até mesmo Geografia e Física.  As duas áreas atuam na gestão saudável da água, trabalhando no tratamento, distribuição e utilização dos recursos hídricos. Esse processo atinge positivamente comunidades e indivíduos, contribuindo para a saúde, saneamento,segurança alimentar, proteção contra possíveis riscos naturais e melhora no padrão de vida. Engenharia Hídrica  Esses(as) profissionais desempenham papéis que envolvem projetar, planejar e implementar sistemas que influenciam diretamente o ciclo da água e seu uso sustentável. Sua principal função é prevenir que bacias hidrográficas sofram impactos negativos por consequência de atividades industriais, agrícolas e urbanas. O(a) engenheiro(a) hídrico(a) deve sempre considerar fatores ambientais, sociais e econômicos ao desenvolver soluções que atendam às necessidades humanas sem comprometer os ecossistemas. Geralmente, isso exige um conhecimento aprofundado das ciências hídricas, bem como gestão de projetos e legislação ambiental. Formação Com uma duração média de cinco anos, o curso de Engenharia Hídrica confere o título de bacharelado, e proporciona aos alunos o estudo de disciplinas que envolvem conhecimentos das Ciências Exatas, Biológicas e até Sociais como Matemática, Física, Química, Economia, Fenômenos de Transporte, Mecânica dos Sólidos, Mecânica Aplicada, Geoprocessamento, Topografia e Geodésia; Microbiologia Sanitária, Bioquímica, Controle da Poluição Ambiental e Segurança no Trabalho.  No mercado de trabalho, os setores público, privado, industrial e energético são os mais comuns quando se trata da atuação do(a) engenheiro(a) hídrico(a). Nesses segmentos, os(as) profissionais graduados(as) podem trabalhar com saneamento básico, irrigação e drenagem, revitalização de bacias hidrográficas, construção de barragens e reformas de usinas hidrelétricas. Pós-graduação A Engenharia Hídrica possui uma pós-graduação que oferece oportunidades em gestão, modelagem e infraestrutura de recursos hídricos, contando com programas stricto sensu e opções lato sensu. Algumas das especializações são: Engenharia de Barragens: esses(as) profissionais trabalham no monitoramento de barragens, incluindo a instrumentação, geotecnia, fundações e legislações de segurança, permitindo a análise de riscos para garantir uma operação eficiente. Recursos Hídricos: focado em sistemas de energia com ênfase em bacias hidrográficas, os(as) engenheiros(as) que optam por essa especialização atuam na segurança hídrica e na modelagem hidráulica/hidrológica, utilizando de água disponíveis na natureza e que podem ser empregadas num determinado uso ou atividade, como na agricultura. Engenharia de Geração Distribuída: direciona  planejamento e projeto de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), trabalhando na eficiência energética e análise de viabilidade. Também capacita profissionais a planejar e gerir sistemas de energia solar, eólica e biomassa Irrigação e Drenagem: foca na aplicação na quantidade de água necessária nos solos e de drenagem, fazendo parte de técnicas de irrigação. Com isso, torna-se possível o controle do excesso de água  presente no solo para o processo de aeração e evitar a salinização, evitando maiores impactos ambientais. Hidrogeologia A Hidrogeologia é uma área dentro da Hidrologia e é a ciência que estuda o ciclo da água na natureza, assim como seus processos e interações com o meio ambiente, fornecendo como base para a Engenharia Hídrica. Tem como foco a análise das águas subterrâneas com base nas leis da física e da química, quanto à sua origem, ao seu movimento, qualidade, volume, distribuição e interação em relação às condições geológicas.  Um(a) hidrogeólogo(a) exerce o papel de mapear aquíferos e estimar a disponibilidade de água para abastecimento público, industrial e agrícola, garantindo a sustentabilidade do uso. Além disso, esses(as) profissionais também realizam levantamentos sobre  fontes de poluição, fluxos de contaminação e propondo medidas de remediação. No mundo globalizado, o estudo da água assume um papel de prover solução para os problemas de suprimento hídrico e de controle de contaminação. Fonte: Gov.br, Empregare, SENAI e INBS

Premiações institucionais fecham o CREA AQUI com motivação de quem faz a diferença

Com pompa e circunstância. Assim foi a última atividade do CREA AQUI antes da confraternização final. Para marcar a cerimônia, a abertura contou com a apresentação da Banda de Fuzileiros Navais da Marinha, que tocou os hinos Nacional e o oficial da cidade do Rio de Janeiro. Em seguida, teve início a solenidade de entrega das Premiações Institucionais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ). O CREA Rio, ao longo dos anos, tem buscado destacar seus profissionais com premiações que valorizam as boas práticas, inovações e o compromisso ético no exercício das profissões. O objetivo, com isso, é expressar reconhecimento às personalidades, instituições e entidades que tenham se diferenciado por suas posições, ações e projetos em suas áreas de atuação. Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente A primeira premiação anunciada foi o Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente que, desde 1998, destaca projetos e atitudes em prol do meio ambiente e da qualidade de vida, homenageando pessoas, instituições e entidades que se sobressaem por seus projetos e atitudes voltadas para o meio ambiente e para a qualidade de vida da população. A premiação é dividida em duas categorias: pessoa jurídica e física. Na categoria pessoa jurídica, foram premiados o Programa Produtores de Água e Floresta (PAF) – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu; Projeto Trazendo Vidas e Reflorestamento – Edson José Monteiro – Crocodilo Dundee; Federação das Associações de Moradores do município do Rio de Janeiro (FAM-Rio) e o Projeto de Educação Ambiental (PEA) Rendas do Petróleo – Fundação Instituto de Administração (FIA) – Fundação Instituto de Administração (FIA). A coordenadora da Comissão de Meio Ambiente do CREA-RJ, do ano de 2025, engenheira agrônoma Débora Candeias, foi a responsável por realizar a entrega da premiação aos representantes das instituições agraciadas. Já na categoria pessoa física, recebeu o Prêmio CREA-RJ de Meio Ambiente o engenheiro civil Benito Piropo Da-Rin; o engenheiro civil Maurício Couto Cesar Junior; o engenheiro ambiental Namir Machado Jorge Júnior; o engenheiro civil Reginaldo Jardim Ferreira e a engenheira química Victoria Valli Braile. Os homenageados receberam a premiação das mãos do ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil Henrique Luduvice. Prêmio David de Azambuja do Mérito Florestal Em seguida, foi anunciado o Prêmio David de Azambuja do Mérito Florestal que reconhece engenheiros florestais, instituições de ensino e entidades de classe de profissionais da área que tenham se diferenciado por suas ações, trabalhos, estudos e projetos para a melhoria do desenvolvimento florestal e da preservação do patrimônio natural brasileiro. A premiação começou pela categoria post mortem, que homenageou o engenheiro florestal Ricardo Jaccoud da Silva Bonn, um dos fundadores do Programa Mutirão Reflorestamento, iniciativa vinculada à recomposição da cobertura florestal nas encostas e manguezais do município do Rio de Janeiro. O prêmio foi recebido pela viúva do homenageado, Vânia do Rosário Oliveira Bonn, das mãos da coordenadora da Câmara Especializada de Engenharia Florestal do CREA-RJ, do ano de 2026, a engenheira florestal Denise Baptista. Mudando para a categoria pessoa física, foi a vez do engenheiro florestal Flavio Pereira Telles ser chamado para receber o seu prêmio das mãos da presidente da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj), engenheira florestal Michelle Ribeiro. Prêmio Johanna Döbereiner Na sequência, teve início a premiação Johanna Döbereiner, que reconhece personalidades, instituições e entidades que se destacaram por suas contribuições na Agronomia, promovendo o avanço e o desenvolvimento da área. Na categoria pessoa jurídica, a premiada foi a Embrapa Solos (centro de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A instituição foi representada por Daniel Vidal Pérez, chefe do órgão, que recebeu o prêmio das mãos do presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ), engenheiro agrônomo Leonardo da Costa Lopes. Na categoria pessoa física, o grande premiado foi o engenheiro agrônomo José Carlos Polidoro, secretário executivo do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas e do Programa de Desenvolvimento Agropecuário e Agroindustrial Sustentável do Matopiba, do Ministério da Agricultura e da Pecuária. A honraria foi entregue pela coordenadora da Câmara Especializada de Agronomia do CREA-RJ, do ano de 2025, engenheira agrônoma Débora Candeias. Prêmio José Chacon de Assis Dando continuidade à cerimônia de premiação, teve início a entrega do Prêmio José Chacon de Assis, da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA-RJ que reconhece, em vida, os profissionais que atuaram na Câmara e que se distinguiram por suas posições, ações e projetos na área. O grande premiado foi o engenheiro eletricista Luis Chiganer, ex-conselheiro do CREA-RJ, onde atuou de 2004 a 2007 na Câmara Especializada de Engenharia Elétrica. A entrega do prêmio foi feita pelo coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do CREA-RJ, do ano de 2025, engenheiro eletricista Luiz Antonio Cosenza e pelo diretor de benefícios e vice-presidente da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais dos CREAs, engenheiro eletricista Evânio Nicoleit. 3º Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia CREA-RJ Mais um prêmio foi apresentado na sequência, dessa vez, trata-se do Orlando Valverde do Mérito da Geografia, que reconhece pessoas, instituições, entidades ou empresas que tenham se destacado por suas posições, ações, trabalhos, estudos e projetos voltados para o desenvolvimento da Geografia no Brasil. Foram agraciados com essa premiação os geógrafos Ana Maria de Paiva Macedo Brandão, Cláudio Antônio Gonçalves Egler e Miguel Ângelo Campos Ribeiro. Os prêmios foram entregues pelos também geógrafos Rafael Barros e Simone Garcia, coordenador e coordenadora-adjunta da Câmara Especializada de Agrimensura do CREA-RJ do ano de 2026. 2º Prêmio Luiz Henrique Guimarães Castiglione do Mérito da Cartografia CREA-RJ O Prêmio Luiz Henrique Guimarães Castiglione do Mérito da Cartografia é concedido como reconhecimento a profissionais da cartografia que tenham se destacado por suas ações, trabalhos, estudos e projetos em suas áreas de atuação.  Neste ano, venceu a engenheira cartógrafa Miriam Mattos da Silva Barbuda, que coordenou a produção nacional do mapeamento censitário utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos censos agropecuários de 2006 e 2017, na contagem populacional de 2007 e no censo demográfico

Palestra sobre a Ponte Rio-Niterói no CREA AQUI revela os bastidores da construção deste ícone da Engenharia Brasileira

O CREA AQUI foi palco de uma aula sobre a história, os desafios e o futuro da Engenharia Brasileira. Em uma palestra marcante, o engenheiro civil Carlos Henrique Siqueira — referência na construção da Ponte Rio-Niterói — compartilhou experiências que revelam não apenas a grandiosidade da obra, mas também os aprendizados técnicos e humanos acumulados ao longo de mais de cinco décadas. Acostumado a ministrar palestras e cursos em todo o Brasil e em diversos países do mundo, o engenheiro civil e professor Carlos Henrique Siqueira, que participou da construção da Ponte Rio-Niterói, ficou impressionado ao subir ao palco do CREA AQUI.  “Confesso que nunca havia visto um público tão numeroso. Isso aumenta a minha responsabilidade, mas ao mesmo tempo é interessante porque a gente passa para a sociedade técnica brasileira muito mais sobre esta obra gigantesca que é a Ponte Rio-Niterói e que representa bem a Engenharia Brasileira”, disse, antes de iniciar a sua apresentação. Com 54 anos de trabalho na ponte, dois a mais do que a data da fundação desta obra de arte especial da Engenharia Nacional, Carlos encantou o público durante as duas horas em que ministrou a palestra técnica “Ponte Rio-Niterói – Referência Mundial em Manutenção de Grandes Estruturas”, lembrando diversas histórias dos bastidores da construção.  Uma obra monumental  Construída entre 1972 e 1973, sendo inaugurada em 1974, a Ponte Rio-Niterói mobilizou cerca de 200 engenheiros e 10 mil trabalhadores simultaneamente, tornando-se um dos maiores projetos de infraestrutura do país. Segundo Siqueira, mesmo décadas depois, a ponte segue entre as maiores do mundo — um símbolo do potencial da Engenharia Nacional.  Mais do que números, o engenheiro destacou o orgulho coletivo envolvido na obra, que até hoje é considerada uma das maiores referências da Engenharia civil brasileira. Evolução da segurança Um dos pontos mais importantes da palestra foi a comparação entre as condições de trabalho da época e os padrões atuais. Siqueira relembrou que, durante a construção, não havia os equipamentos de proteção que hoje são obrigatórios, como capacetes e cintos de segurança. Mesmo com cerca de 40 mortes ao longo da obra, ele ressaltou que, proporcionalmente ao contingente de trabalhadores, que somavam 200 engenheiros e 10 mil operários trabalhando simultaneamente, os índices foram considerados baixos para a época. Ainda assim, o relato reforça o quanto a Engenharia evoluiu em termos de segurança do trabalho e responsabilidade social. Inovação estrutural Outro destaque foi a impressionante durabilidade da ponte. Projetada com concreto de alta qualidade e resistência a sulfatos, a estrutura ultrapassou os 50 anos com desempenho acima do esperado. Siqueira explicou que decisões técnicas adotadas na construção garantiram essa longevidade, reforçando a importância de planejamento, materiais adequados e visão de longo prazo em grandes obras de infraestrutura. Balanço da ponte Um dos episódios mais marcantes relatados foi o movimento da ponte causado por ventos fortes em 18 de agosto de 1980, quando a estrutura chegou a oscilar até 1,30 metro de amplitude, apavorando quem passava no local naquele momento. “Todo mundo parou o carro, alguns gritavam, outros vinham na contramão, outros vinham de marcha ré porque foi um susto naquela época. A partir daí a gente começou a estudar o que fazer para eliminar esse tipo de coisa. Nós fomos ao Canadá umas duas ou três vezes com laboratório de efeitos eólicos lá em Ottawa, e fizemos um estudo, um modelo reduzido da ponte na escala de 1 para 55 e verificamos o que é que tinha que fazer”, lembrou o engenheiro. A solução veio com a implementação de sistemas de Engenharia avançados, como os atenuadores dinâmicos sincronizados (TMD) — dispositivos que funcionam como amortecedores e reduziram a oscilação para cerca de 10 centímetros. O caso se tornou um exemplo clássico de como a Engenharia pode responder a desafios complexos com inovação e precisão técnica. Olhar para o futuro Mesmo em uma época em que o conceito de sustentabilidade ainda não era amplamente discutido, a obra já apresentava soluções eficientes, como o uso de formas metálicas em vez de madeira, reduzindo impactos ambientais. Além disso, Siqueira destacou iniciativas recentes de conscientização ambiental na ponte, como ações para evitar o descarte de resíduos na Baía de Guanabara durante eventos esportivos. Mobilidade urbana O engenheiro também chamou atenção para um ponto importante: os congestionamentos frequentemente atribuídos à ponte, na verdade, estão relacionados à infraestrutura urbana das cidades em seu entorno. A reflexão reforça a necessidade de pensar a mobilidade urbana de forma integrada, indo além das grandes estruturas. Manutenção Fundamental Encerrando sua apresentação, Siqueira deixou um recado direto: grandes obras exigem cuidados contínuos. Comparando a ponte a um “plano de saúde”, ele destacou que a manutenção é essencial para garantir a segurança e a durabilidade de qualquer estrutura. “A ponte é o maior símbolo da engenharia civil brasileira, sem sombra de dúvida, mas tem que ser mantida”, sublinhou.  Legado A participação de Carlos Henrique Siqueira no CREA AQUI reforça o papel do evento como espaço de troca de conhecimento, valorização profissional e discussão sobre os rumos da Engenharia, Agronomia e Geociências. Mais do que relembrar o passado, a palestra mostrou que o futuro da Engenharia depende de inovação, responsabilidade e aprendizado contínuo — pilares que seguem sustentando as grandes obras do país. Assista à palestra e Carlos Henrique Siqueira na íntegra em nosso canal no YouTube, a partir da minutagem 5:50:00.

Mútua lança novos benefícios e reforça apoio aos profissionais e estudantes durante o CREA AQUI 2026

O estande da Mútua-RJ no CREA AQUI 2026 ficou lotado durante as 12 horas de duração do evento. A participação da Caixa de Assistência aos Profissionais do Crea foi marcada pelo lançamento de novos benefícios, atendimento diferenciado e fortalecimento da integração com os profissionais das áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências no estado do Rio de Janeiro.  A apresentação das novidades foi feita no palco principal pelo diretor de benefícios da Mútua Nacional, engenheiro eletricista Evânio Nicoleit e pela diretora administrativa da Mútua-RJ, engenheira civil Ana Paula Masiero. Ana Paula explica os detalhes. Expansão do convênio Deskgraphics Autodesk “Assinamos a expansão do convênio com a Deskgraphics Autodesk, estendendo não só aos mutualistas mas a todos os profissionais do CREA-RJ  com desconto de até 80 por cento na realização de cursos capacitação mais valores exclusivos na aquisição de licença com preços promocionais”  Plataforma Mútua Saúde Digital “Ampliamos as operadoras de saúde de dois convênios para sete convênios. E estamos lançando a plataforma de saúde digital com quatro pilares: telemedicina, nutrição, saúde mental e atividade física mais qualidade de vida” Pré-lançamento o Wellhub “Fizemos o pré-lançamento do Wellhub (antigo gympass) que é um grande ganho para os nossos mutualistas, porque vão poder ter à disposição mais de 4500 academias aqui no Rio de Janeiro, focando na sua saúde física sem nenhuma taxa de associação”  De acordo com Ana Paula, a presença no evento foi uma oportunidade estratégica para aproximar ainda mais a instituição dos profissionais e estudantes. “Conseguimos atender não apenas os mutualistas, mas também profissionais e graduandos interessados em conhecer melhor os benefícios oferecidos. Tivemos uma adesão significativa, com muitos profissionais se associando e graduandos se inscrevendo no Crea Júnior”, destacou. Benefícios Disponíveis A diretora ressaltou ainda a importância de divulgar os serviços já disponíveis. “A Mútua devolve aos profissionais parte do que é investido no sistema, por meio de benefícios construídos com recursos oriundos da ART. Muitas vezes, a percepção de que não há retorno está ligada à falta de informação”, explicou. Para o diretor de Benefícios da Mútua, Evânio Nicoleit, o evento representou um marco para o setor. “O Crea Aqui reuniu profissionais de todo o estado e representantes de diversas regiões do país. Para a Mútua, foi uma honra participar desse momento e contribuir com a valorização das profissões”, afirmou. Assistência e Qualidade de Vida Nicoleit também destacou os novos benefícios lançados durante o evento. “O Mútua Saúde Digital, com foco em saúde integral, e o Mútua Well Hub, que amplia o acesso à atividade física em todo o país, são iniciativas que reforçam nosso compromisso em oferecer cada vez mais assistência e qualidade de vida aos profissionais”, completou. A participação da Mútua no CREA AQUI 2026 reafirma o compromisso do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA com a valorização dos engenheiros, agrônomos e geocientistas, evidenciando a importância de um sistema integrado, que investe no desenvolvimento e bem-estar dos profissionais.

Comitiva de presidentes de CREAs visita o Centro de Operações da Águas do Rio

​ O Centro de Operações Integradas (COI) da Águas do Rio, localizado no Armazém 2, na região do Porto Maravilha, recebeu nesta sexta-feira, dia 20 de março, uma visita técnica de alto nível liderada pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández. A comitiva, formada por oito presidentes de CREAs de outras regiões e diretores da autarquia, pôde conhecer de perto o que há de mais moderno em tecnologia aplicada à gestão de distribuição de água e saneamento no Brasil. Participaram da visita os seguintes presidentes de CREAs: Adriana Falconeri (Pará),  Carmem Nardino (Acre), Daniel Iglesias (Tocantins), Lamartine Moreira (Goiás), Kita Xavier (Santa Catarina), Rosa Tenório (Alagoas), Vânia Mello (Mato Grosso do Sul) e Wesley Assis (Maranhão). Eles vieram ao Rio para participar da reunião do Colégio de Presidentes, que ocorreu no Armazém 1, simultaneamente ao CREA AQUI 2026. ​Idealizador da visita, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, destacou que o centro representa a vanguarda da Engenharia Operacional, utilizando georreferenciamento, modelagem e inteligência artificial para superar os desafios do saneamento em regiões de complexa lógica urbana. ​”Estamos falando do que há de mais vanguarda em termos de gestão. É algo do que existe de mais moderno tecnologicamente”, afirmou Fernández, que é engenheiro civil especializado em hidráulica e saneamento. Tecnologia e Eficiência 24 Horas Controlada pela Aegea Saneamento, a Águas do Rio opera desde 2021 a distribuição de água e esgotamento sanitário de 27 dos 92 municípios do estado, incluindo 124 bairros da capital. Com cerca de 8 mil funcionários, dos quais 4 mil 500 são moradores que atuam em comunidades pobres, além de 200 engenheiros, a empresa atende a cerca de 10 milhões de pessoas.  ​O diretor executivo da Águas do Rio e responsável pelo COI, o engenheiro químico Diógenes Lyra, detalhou a operação da unidade, que funciona como o “cérebro” da concessionária. O centro monitora ininterruptamente a prestação de serviços para 10 milhões de habitantes em 27 municípios. Por meio de um enorme painel que concentra dados inteligentes, o COI recebe alertas se houver qualquer problema nos serviços da companhia.  Além de empregar 700 câmeras, o sistema conta com acesso às 2.600 câmeras da Prefeitura do Rio e está integrado ao Centro de Operações Rio e ao Centro Integrado de Comando e Controle de Segurança Pública. Um Big Brother a serviço da distribuição de água. O COI opera com uma equipe dedicada de 300 pessoas em turnos de 24 horas. A unidade controla toda a distribuição de água, tratamento de esgoto e serviços domiciliares, além de monitorar em tempo real 11 mil serviços feitos por 2.600 equipes em campo e os ativos da empresa.  A operação gerencia a distribuição de aproximadamente 3 bilhões de litros de água por dia (35 mil litros por segundo). Segundo Lyra, o uso dessas ferramentas permite um tempo de resposta a incidentes significativamente menor do que em processos convencionais. Com o apoio de uma startup israelense, que emprega um satélite a 600 quilômetros da Terra, a empresa consegue hoje monitorar até a rede subterrânea de águas, reduzindo os vazamentos. Toda a rede tem 18 mil quilômetros de canalização. A empresa tem um programa de combate às perdas e ligações clandestinas com sistema inteligente. Em cinco anos, passou de 65% para 50% de perdas e tem a meta de chegar a 25% em 2033. ​Embora o COI faça parte da concessão desde o início, em novembro de 2021, foi ao final de 2022 que a unidade consolidou sua infraestrutura tecnológica atual, após um ano de investimentos em logística e importação de equipamentos de ponta. ​Para o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, o modelo de monitoramento da Águas do Rio serve de inspiração para outros órgãos de gestão. Ele enfatizou que o Conselho também deve avançar na utilização dessas tecnologias: “Onde tem tecnologia, tem que ter CREA”.

CREA AQUI 2026 celebra encontro de seis mil profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências no Rio de Janeiro

Pela segunda vez, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) realizou o CREA AQUI, que se consolida como o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do estado do Rio de Janeiro. Durante 12 horas, cerca de 6 mil pessoas participaram de uma verdadeira maratona de palestras, painéis, debates, cursos relâmpago, podcast, networking e experiências de desenvolvimento profissional do setor da Engenharia, tudo em 3.500 metros quadrados de área do Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária, a poucos metros do Museu do Amanhã.  O CREA-RJ é uma autarquia federal que reúne mais de 120 mil profissionais e 20 mil empresas e cujo objetivo principal é garantir o exercício legal das profissões e, com isso, preservar para a sociedade a segurança de obras e serviços. Idealizador do evento, o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, fez hoje um balanço do que representou o evento para o Conselho e para os profissionais: “Foi um momento de celebrar a boa Engenharia, a boa Agronomia, a boa Geociência do nosso estado. Durante o dia todo, participaram mais de 6 mil pessoas, várias empresas, entidades do setor e instituições de ensino. Foi também um momento pujante de premiação para os destaques do último ano, de debate e de capacitação. O evento entra de vez para o calendário fluminense, que venham as próximas edições e que a gente possa avançar cada vez mais no fortalecimento do setor das Engenharias”, afirmou Fernández. Para o presidente do CREA-RJ, “a grande repercussão do evento na mídia profissional comprova o protagonismo de um setor que é responsável pela geração das riquezas, do desenvolvimento econômico, social e ambiental do nosso país e do nosso estado”. O evento virou notícia nas principais redes de televisão, rádios e sites do Rio. Rio, capital da Engenharia por um dia Na abertura do evento, o presidente do CREA-RJ apresentou mais um avanço tecnológico do Conselho, que promete coibir fraudes no sistema: a nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que agora será georreferenciada e parametrizada, criando um sistema inteligente de dados. Com essa inovação, o CREA já conseguiu constatar que o registro de ARTs comprova que o Estado do Rio já registrou em quase três meses R$ 40 bilhões em contratos de obras e serviços de Engenharia. Esse banco de dados vai ajudar toda a sociedade, o mercado e os tomadores de decisão. Desde a noite de quarta-feira, dia 18, começou a movimentação de chegada de visitantes ao Rio para participarem do CREA AQUI no dia seguinte. O mega evento mobilizou caravanas e grupos de vários pontos do estado, além de associações de engenheiros de diversas cidades. Os profissionais não têm dúvida de que o megaevento foi uma das maiores oportunidades de networking de suas carreiras.  Para os negócios, o evento também abriu portas. A presença de grandes players da infraestrutura e energia, como Petrobras, Light, Cedae, Naturgy, Águas do Rio e Consórcio Construtor Gávea (Odebrecht Engenharia & Construção e Carioca Engenharia) foi um dos destaques da programação. As empresas apresentaram ao público suas soluções mais recentes, projetos estratégicos e o papel da Engenharia na transformação urbana e sustentável do estado. “Não podíamos ficar de fora do evento, até para fortalecer essa parceria. Apresentamos as mais modernas tecnologias desenvolvidas pela empresa para prospecção e produção de petróleo. Explicamos a atuação da plataforma Almirante Tamandaré, que está no momento em Búzios, e que ganhou o Prêmio OTC (Distinguished Achievement Award for Companies 2025,  o “Oscar” da indústria de petróleo. O Almirante Tamandaré é um marco na Engenharia offshore, projetado para produzir até 225.000 barris de petróleo e 12 milhões de gás diariamente”, comemorou o engenheiro Wagner Victer, gerente executivo de Programas estruturantes da Petrobras, que fez a curadoria de vários eventos. A Petrobras é a maior empresa do país em faturamento e ativos e a quarta maior petroleira do mundo, a que mais emprega engenheiros no Brasil. Foi durante o CREA AQUI que foi assinado um convênio que entra para a história da Engenharia no Rio. O acordo firmado entre o CREA-RJ, a Naturgy, o Sindistal e Abraipe vai permitir que engenheiros passem a prestar serviços de inspeção de gás em residências e estabelecimentos comerciais no Estado do Rio de Janeiro.  O mega evento reuniu nomes de peso da Engenharia Nacional e do Sistema CONFEA/CREA. Estavam lá participando de painéis o presidente da Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, Celso Cunha; a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn, que se formou em Engenharia na década de 1980, quando poucas mulheres atuavam no setor. “É possível deixar a Engenharia mais atraente”, defende Suzana, que apoia uma formação menos rígida e mais voltada para soluções práticas que impactem a sociedade. Os sabores da Agronomia fluminense No segundo painel do evento a Agronomia entrou em pauta em grande estilo. Com a moderação do secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o engenheiro agrônomo Felipe Brasil, o painel apresentou um debate saboroso sobre a crescente produção de queijos e vinhos na região interiorana do Estado do Rio de Janeiro. Essa agroindústria vem dando resultados econômicos surpreendentes, com a introdução de novas tecnologias em vinícolas como a Aurora e a Maturano. “Estou muito orgulhoso de termos hoje produtos de excelente qualidade no estado. Conseguimos essa façanha com acordos de cooperação técnica para desenvolvimento dos produtos, com tecnologia, pesquisa e trabalho de divulgação, gerando identidade do consumidor com os produtos nascidos aqui no Rio de Janeiro”, afirmou Brasil. Uma comprovação disso foi o sucesso da Feira dos Sabores, que reuniu 22 produtores agroindustriais familiares, oferecendo produtos artesanais, alguns deles com prêmios no Brasil e no exterior, como o queijo do Capril do Lago, de Fabrício Vieira. Os produtores familiares fazem parte de roteiros de turismo rural em expansão no Estado do Rio, como o Circuito Terê-Friburgo e o Circuito Mury, em Nova Friburgo. Numa só viagem, o turista conhece vinícolas, queijarias, alambiques

Estande CREA Mulher: um espaço inspirador no CREA AQUI

Um espaço chamou a atenção especial de quem circulou pelo Armazém 3 do Píer Mauá durante a segunda edição do CREA AQUI. Trata-se do estande do Programa Mulher. Nele, os visitantes podiam ver, em destaque, o perfil de cinco mulheres que, como diz o título na parede que carregava as suas histórias: são mulheres que inspiram. A trajetória de vida dessas profissionais foi revelada pelo concurso “Mulheres que Inspiram”, promovido pelo próprio Programa Mulher. As cinco profissionais foram escolhidas pelas suas histórias que contribuíram significativamente para as Engenharias, Agronomia e Geociências, promovendo inspiração e enaltecimento da presença feminina nessas áreas. Foram dois meses de inscrições abertas onde o comitê gestor do programa definiu as vencedoras com base em critérios de avaliação e pontuação pré-definidos. O concurso englobou mulheres com mais de 18 anos, que fazem parte do sistema CONFEA/CREA, que estão com a anuidade em dia e são moradoras do estado do Rio de Janeiro. A engenheira mecânica Rachel Loh é pioneira no automobilismo brasileiro, primeira engenheira de motorsport do país e da StockCar, com mais de 20 anos de carreira e atuação pela inclusão feminina no setor. Além de uma foto na parede, a dona desse currículo brilhante fez presença no estande do programa e distribuiu simpatia a todos que se interessaram pela sua história inspiradora. “Com todos que converso, eu sugiro acreditar e entender que o propósito vem depois. As pessoas têm a tendência de querer saber o que fazer desde o início e é normal não saber. Eu sou filha de engenheiro e, apesar da influência que recebia em casa, não sabia o que queria fazer. Tanto que, na época da faculdade, em cada unidade de ensino eu me inscrevi para cursar uma engenharia diferente. Como eu passei para a Universidade Federal Fluminense (UFF), lá eu havia me inscrito para cursar engenharia mecânica”, revelou Rachel sobre a sua escolha nada segura. Ela disse que encontrou um ambiente muito hostil com mulheres no meio acadêmico, mas que nem por isso se deixou abater. “Logo eu fui chamada para ser piloto de teste de um protótipo de carro de corrida que os meninos que estavam em períodos mais à frente do meu estavam desenvolvendo. Mas eu sou consciente de que a minha escolha não ocorreu devido a eles reconhecerem a minha capacidade. Eu fui chamada pelo meu porte físico, eu era mais leve e eles ganharam menos 20Kg no carro, o que fez toda diferença. Por ser uma menina maluquinha que aceitava desafios, eu me tornei a primeira mulher piloto e a primeira mulher capitã da equipe”, resumiu. Outra inspiração de profissional feminina é a engenheira ambiental Viviane Japiassú. Ela é doutora em ciências ambientais, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA) com atuação em educação climática e projetos socioambientais que já impactam mais de 30 mil estudantes. Viviane dividiu o reconhecimento da sua história com os seus familiares, que foram até o estande do Programa Mulher ver a homenagem feita a ela. “Quando eu me deparo com a minha história sendo contada ao lado de outras mulheres com trajetórias tão inspiradoras, eu só posso acreditar que estou no caminho certo. E eu me preocupo em inspirar outras meninas. Desde 2018 eu incentivo estudantes do ensino fundamental e médio a se lançarem na iniciação científica na área tecnológica. Eu acredito que nos conectar com outras mulheres nos dá força. E se eu posso, porque eu não vou abrir a mente dessas estudantes para que elas vejam outras possibilidades para as suas vidas? ”, questiona Viviane. Uma luta que conecta histórias Já a engenheira eletrônica Ana Paula Bernardes Araújo, apesar de um currículo invejável – com mais de 25 anos de atuação no setor naval militar tendo participado do Programa de Desenvolvimento de Submarinos Institucional (Prosub) e única brasileira a embarcar em determinada classe de submarinos, onde acumulou 1.800 horas de imersão, – se disse surpresa com a homenagem do Programa Mulher do CREA-RJ. “Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Profissionais da minha profissão estão conhecendo a minha história e, alguns, estão me tendo como referência. Eu sei que sou uma profissional diferenciada na área naval na América, mas esse reconhecimento do Conselho é muito significativo para mim. Eu espero que esse destaque que estão dando à minha história sirva de incentivo à essa gurizada que está vindo aí para renovar a Engenharia. Eu queria muito inspirar mais meninas negras a se lançarem no mercado para revelar todo o seu potencial”, contou Ana, consciente de sua representatividade. Mais experiente entre as homenageadas, a engenheira eletricista Olga Simbalista afirmou estar orgulhosa com o destaque dado a ela pelo CREA-RJ. Ela é mestre em engenharia nuclear pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com carreira de destaque no setor energético e nuclear, além de atuação relevante na promoção da presença feminina na ciência e na tecnologia. E esse trabalho de empoderamento feminino ela revelou ter aprendido em casa. “Eu devo à minha mãe todo o incentivo que ela me deu para que eu pudesse me dedicar aos estudos. Apesar dela não ter nenhuma formação, pelo contrário, ela mal tinha o ginásio completo (até 1975 o ginásio constituía o estágio educacional que se seguia ao ensino primário e que antecedia o ensino médio), porém ela sempre lutou para me dar as condições para que eu pudesse levar os meus estudos adiante”, reconhece Olga. Da mãe, Olga aprendeu o exemplo de fazer diferença na vida de outras mulheres. E ela acredita que esse foi o principal trabalho que resultou no reconhecimento chamado por ela de ‘o oscar da Engenharia’. “A honra que eu tenho por isso é tamanha, eu me sinto no tapete vermelho. Eu aprendi, em uma experiência que tive no Banco da Mulher do Brasil, a ensinar finanças para mulheres de baixa renda. Na oportunidade, elas eram ensinadas a valorar as suas produções e a obter renda com o trabalho que desenvolviam. Essa experiência me fez olhar para o trabalho feminino

Progredir atrai grande público em espaço de capacitação profissional

O Progredir, Programa de Capacitação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), foi destaque na segunda edição do CREA AQUI. E o sucesso do programa no evento vem aumentando a cada ano. Se na edição de 2025 o Progredir encheu o auditório destinado às capacitações, este ano o espaço também não conseguiu comportar a quantidade de profissionais interessados nas palestras, mesmo tendo dobrado de capacidade. Para o coordenador do programa, engenheiro de produção Guilherme Neto, o sucesso do espaço se deve à curadoria das palestras que apresentam temas atuais, com escopo bem construído e com palestrantes que dominam os assuntos abordados que sempre são pensados para atender ao interesse dos profissionais e estudantes das áreas tecnológicas e de geociência atendidas pelo CREA-RJ. “Eu costumo brincar com o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, que se no próximo CREA AQUI ele voltar a dobrar a capacidade do auditório do Progredir, nós vamos lotar novamente. Este ano nós percebemos que o espaço se encheu de profissionais experientes, com um tempo de trajetória já, mas que se juntaram a estudantes e a recém-formados em busca de capacitação. Oferecer conteúdo que agregue à carreira profissional de uma gama tão grande de pessoas é um privilégio”, destacou Neto lembrando que na primeira edição do CREA AQUI o espaço destinado ao Progredir tinha capacidade de atender 50 pessoas simultaneamente e, nessa segunda edição, o auditório teve capacidade para 100 pessoas sentadas. Os temas de sucesso abordados nas palestras oferecidas pelo Progredir tinham Inteligência Artificial (IA) na prática da Engenharia; infiltração nas edificações: diagnóstico, tratamento e prevenção; gestão de projetos na construção: além do PMP – conheça a certificação PMI-CP; o poder do networking; alvenaria estrutural: desafios e oportunidades; os impactos da reforma tributária nas empresas de Engenharia; riscos psicossociais na Engenharia e Rio-Urbe 40 anos – carta ao futuro. Palestrante do tema “um contato por dia – o poder do networking”, o engenheiro civil Roberto Viana diz que partilhou a sua história de vida por acreditar que o que foi barreira para ele, pode ser também para outros. Assim, os presentes puderam descobrir como um jovem, vindo do interior, conseguiu se tornar chefe de gabinete do CREA Goiás e, recentemente, assessor do diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), também do estado de Goiás. “A minha vivência é de acesso às pessoas, acesso às informações, agregar valor com a troca de experiências e conhecimentos. Para isso, eu me dediquei a associações e a centros acadêmicos, por exemplo. O que eu queria era adquirir vivência com pessoas que já tinham bagagem na Engenharia. E como eu comecei cedo, eu tive mais tempo para errar experimentando. Eu sei que pode ter quem não trilhe esse caminho e chegue ao sucesso, mas esse foi o meu caminho e eu posso dizer, com orgulho, que cheguei ao mesmo resultado que os privilegiados”, contou Viana que impressionou os presentes. Uma das pessoas que se diz muito satisfeito com o que ouviu na palestra foi o jornalista Walmor Freitas. Ele afirmou concordar que fazer contato ainda é o melhor caminho para ingressar no mercado de trabalho. “A lição que eu levo dessa palestra é que se for necessário, você tem que voltar para o fim da fila, refazer contatos, recomeçar. E o segredo para a realocação no mercado de trabalho são os relacionamentos”, partilhou Walmor. Já o estudante de engenharia mecânica João Pedro Saldano traçou um paralelo com o mundo virtual que, na avaliação dele, tem servido mais para afastar as pessoas do que para as unir. “Essa história de que internet cria conexões é falácia. O mundo virtual impede as pessoas de criar conexões reais, vínculos, trocar ideias, projetos, enfim, de fazer um networking humanizado”, avaliou ele.

No CREA AQUI também tem espaço para interação entre os estudantes

Foguetes, robôs e protótipo de barco movido à energia solar são alguns dos atrativos de um dos espaços que mais atraiu os estudantes no maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro, o CREA AQUI. E nada mais justo, afinal, o estande dedicado às instituições de ensino é para eles, os estudantes, mostrarem todos os talentos e os trabalhos que estão sendo desenvolvidos durante os estudos. É a teoria sendo colocada em prática e o futuro acontecendo. A engenheira de produção e segurança do trabalho Gisele Saleiro, 2ª diretora regional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), considera o espaço um dos mais importantes de todo o evento. Ela, que é doutora em engenharia de materiais e professora no grupo de educação Yduqs – dono das redes de faculdades Estácio e Ibmec -, justifica que o espaço propicia a valorização da profissão e o ensino da Engenharia ao promover a interação, o network, a troca de ideias entre os estudantes e o compartilhamento de conhecimentos e experiências de profissionais qualificados. “O estande dedicado às instituições de ensino é um espaço para troca de ideias e exposição de conhecimentos. E, nesse local, nada mais justo do que os estudantes serem os protagonistas e demonstrarem, com orgulho, o que estão criando de concreto ao aplicar os ensinamentos aprendidos nas salas de aula em criações e desenvolvimento de tecnologias. E nada melhor de que isso seja feito dentro de um evento grandioso, como o CREA AQUI, que valoriza a nossa profissão. É muito bom que os estudantes participem da retomada do espaço, da valorização, da volta do protagonismo das profissões de Engenharia e Geopolítica, pois são eles que mais se beneficiarão”, reflete Gisele que faz questão de apresentar a estrutura do CREA para a nova geração de profissionais. Um protótipo de barco movido à energia solar foi apresentado com orgulho pelos desenvolvedores do projeto no espaço. A estudante de engenharia civil, Isabelle Jesus, é a capitã da equipe Abissol, que trabalha na construção do futuro barco. Além dos conhecimentos tecnológicos, ela conta que transformar um projeto em algo concreto também requer negociação na captação de investidores. “Além de ser uma baita oportunidade de nós, alunos de Engenharia, colocarmos em prática tudo o que aprendemos na teoria, o CREA AQUI serve como vitrine para que empresários do setor vejam que há muito conhecimento e tecnologia sendo desenvolvido dentro das universidades. Mas, infelizmente, muitas vezes falta incentivo. Construir algo novo é caro, mas os grandes produtos foram criados com ousadia. Então, nós também estamos aqui para fazer venda. Nós estamos colocando à disposição de investidores os nossos conhecimentos, a nossa garra e vontade de construir algo, de fato, relevante para a sociedade”, explica Isabelle. O discurso da moça tem surtido efeito. Tanto que o projeto conseguiu, recentemente, fechar uma parceria com uma empresa que doou o casco para a construção do barco. “Esperamos que, agora, o projeto não naufrague mais”, brinca a estudante. O estudante de engenharia química na Universidade Estácio, Carlos Augusto Villela, destaca a importância da universidade em que estuda ter uma parceria institucional com o CREA-RJ. “Nós temos uma parceria com o Programa CREA Sustentável e isso me permite já me sentir inserido, de alguma forma, no Conselho que representa a minha classe. É a segunda vez que eu participo desse evento e a troca que temos com outros alunos, a oportunidade de conhecer outros projetos, descobrir o que estão desenvolvendo em outras faculdades e também poder apresentar para eles o projeto de extensão do meu curso é algo que não tem preço”, define Carlos Augusto. O que não resta dúvidas é que além de Engenharia, eles também estão aprendendo a ser negociadores natos.

Gigantes da infraestrutura e energia levam sua marca de inovação e tecnologia para o CREA AQUI 2026

A presença de grandes players da infraestrutura e energia, como Petrobras, Light, Cedae, Naturgy, Águas do Rio e Consórcio Construtor Gávea (Odebrecht Engenharia & Construção e Carioca Engenharia) foi um dos destaques da segunda edição do CREA AQUI, realizado no Armazém 3 do Porto Maravilha, no Centro do Rio, nesta quinta-feira, 19 de março. O mega evento reuniu milhares de participantes em uma imersão em inovação, tecnologia e desenvolvimento nos estandes das empresas que, entre outras atividades, apresentaram ao público suas soluções mais recentes, projetos estratégicos e o papel da engenharia na transformação urbana e sustentável do estado. No início do ano, a Petrobras retomou o posto de empresa mais valiosa da América Latina, com valor de mercado estimado em US$ 100,9 bilhões. É a maior empresa do país em faturamento e ativos e a quarta maior petroleira do mundo, a que mais emprega engenheiros em todo o Brasil. A Petrobras foi muito bem representada no CREA AQUI. O gerente executivo de programas estruturantes da Petrobras, o engenheiro Wagner Victer, considera muito importante a presença da marca Petrobras no CREA AQUI. “Não podíamos ficar de fora do evento, até para fortalecer essa parceria. Apresentamos as mais modernas tecnologias desenvolvidas pela empresa para prospecção e produção de petróleo. Explicamos a atuação da plataforma Almirante Tamandaré, que está no momento em Búzios, e que ganhou o Prêmio OTC (Distinguished Achievement Award for Companies 2025,  o “Oscar” da indústria de petróleo. O Almirante Tamandaré é um marco na engenharia offshore, projetado para produzir até 225.000 barris de petróleo e 12 milhões de gás diariamente. Ou seja, quem veio pode imergir na empresa”, comemorou Victer.  A engenheira Kátia Repsold, presidente da Naturgy, principal distribuidora de gás canalizado nos estados do Rio de Janeiro (onde opera as antigas CEG e CEG Rio) e São Paulo, enalteceu a importância do evento: “O CREA Aqui é uma iniciativa muito importante para a qualidade da engenharia e da infraestrutura do Estado do Rio de Janeiro. Para a Naturgy foi uma oportunidade única de apresentar para um público tão qualificado os investimentos em tecnologia e inovação realizados pela empresa para transformar o sistema de distribuição de gás em nosso estado. Agradecemos também ao CREA-RJ pela parceria e pela assinatura do convênio, que vai contribuir muito para aumentar a oferta de profissionais para a realização da inspeção periódica de gás, reforçando a segurança das instalações e dos equipamentos a gás”, afirmou a presidente da Naturgy. O diretor-presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, disse que a iniciativa ajuda a divulgar as estratégias tecnológicas que estão sendo implantadas pela empresa.  “A Cedae tem muito orgulho em participar do CREA AQUI, um evento que valoriza os profissionais que são maioria na companhia. Falar sobre inovação e tecnologia é fundamental para a Cedae, que tem um plano de investimento de R$ 2,2 bilhões em obras de engenharia”, destacou Ballon. A Light S.A., principal distribuidora de energia elétrica de 31 municípios do estado do Rio de Janeiro, também manteve um estande no local. “Participar deste evento promovido pelo CREA é uma oportunidade importante para a Light estar próxima dos profissionais da Engenharia e contribuir com o debate sobre o cenário do setor elétrico. Essa troca permite compartilhar conhecimento prático e escutar as demandas de quem atua diretamente nos projetos. A presença do time de Experiência do Cliente no evento complementa essa atuação ao aproximar nossos canais e serviços dos parceiros”, afirmou a gerente de engenharia e estudos elétricos da empresa, Juliana Galiza. Controlada pela Aegea Saneamento, a Águas do Rio também esteve presente no evento. Com operações em 27 municípios do estado, incluindo 124 bairros da capital, a Águas do Rio atende cerca de 10 milhões de pessoas. De acordo com Lívia Neves, coordenadora de eventos da Águas do Rio, o evento é uma oportunidade de estreitar a cooperação entre as duas empresas . “Já participamos da primeira edição e fizemos questão de voltar. Nossa parceria com o CREA-RJ vem de longe. Entendemos como sendo de fundamental importância ter um espaço  para mostrar como usamos a engenharia, a tecnologia, nas práticas que desenvolvemos na empresa, com o objetivo de levar saneamento para milhares de fluminenses, e também para contribuir com a despoluição da Baía de Guanabara, disse Lívia, acrescentando que o evento contribuiu para networking de alto nível. No estande, a Águas do Rio mostrou como funciona o CTS, o coletor em tempo seco, que tem contribuído para que milhares de litros de esgoto não sejam despejados diretamente na Baía de Guanabara. No setor de engenharia civil, foi notável a presença da Odebrecht, que está de volta ao mercado e esta semana concluiu sua recuperação judicial. Após vencer todos os litígios na Justiça, a  Odebrecht Engenharia & Construção vem ampliando sua participação no mercado da engenharia no país. Tanto assim que a maior construtora de infraestrutura do país participou do estande Consórcio Construtor Gávea, responsável pela retomada das obras do metrô da Gávea. As etapas da obra foram apresentadas no CREA AQUI como um “case”, no qual o plano técnico é fundamentado na sinergia entre engenharia aplicada, mitigação de riscos e compromisso com o prazo. O projeto também incorpora uma nova alternativa conceitual para a Estação PUC-Gávea, que prevê a criação de uma praça na superfície, buscando a integração urbana e a racionalização dos custos.