O Progredir, Programa de Capacitação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), foi destaque na segunda edição do CREA AQUI. E o sucesso do programa no evento vem aumentando a cada ano. Se na edição de 2025 o Progredir encheu o auditório destinado às capacitações, este ano o espaço também não conseguiu comportar a quantidade de profissionais interessados nas palestras, mesmo tendo dobrado de capacidade.
Para o coordenador do programa, engenheiro de produção Guilherme Neto, o sucesso do espaço se deve à curadoria das palestras que apresentam temas atuais, com escopo bem construído e com palestrantes que dominam os assuntos abordados que sempre são pensados para atender ao interesse dos profissionais e estudantes das áreas tecnológicas e de geociência atendidas pelo CREA-RJ.
“Eu costumo brincar com o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, que se no próximo CREA AQUI ele voltar a dobrar a capacidade do auditório do Progredir, nós vamos lotar novamente. Este ano nós percebemos que o espaço se encheu de profissionais experientes, com um tempo de trajetória já, mas que se juntaram a estudantes e a recém-formados em busca de capacitação. Oferecer conteúdo que agregue à carreira profissional de uma gama tão grande de pessoas é um privilégio”, destacou Neto lembrando que na primeira edição do CREA AQUI o espaço destinado ao Progredir tinha capacidade de atender 50 pessoas simultaneamente e, nessa segunda edição, o auditório teve capacidade para 100 pessoas sentadas.

Os temas de sucesso abordados nas palestras oferecidas pelo Progredir tinham Inteligência Artificial (IA) na prática da Engenharia; infiltração nas edificações: diagnóstico, tratamento e prevenção; gestão de projetos na construção: além do PMP – conheça a certificação PMI-CP; o poder do networking; alvenaria estrutural: desafios e oportunidades; os impactos da reforma tributária nas empresas de Engenharia; riscos psicossociais na Engenharia e Rio-Urbe 40 anos – carta ao futuro.
Palestrante do tema “um contato por dia – o poder do networking”, o engenheiro civil Roberto Viana diz que partilhou a sua história de vida por acreditar que o que foi barreira para ele, pode ser também para outros. Assim, os presentes puderam descobrir como um jovem, vindo do interior, conseguiu se tornar chefe de gabinete do CREA Goiás e, recentemente, assessor do diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), também do estado de Goiás.
“A minha vivência é de acesso às pessoas, acesso às informações, agregar valor com a troca de experiências e conhecimentos. Para isso, eu me dediquei a associações e a centros acadêmicos, por exemplo. O que eu queria era adquirir vivência com pessoas que já tinham bagagem na Engenharia. E como eu comecei cedo, eu tive mais tempo para errar experimentando. Eu sei que pode ter quem não trilhe esse caminho e chegue ao sucesso, mas esse foi o meu caminho e eu posso dizer, com orgulho, que cheguei ao mesmo resultado que os privilegiados”, contou Viana que impressionou os presentes.

Uma das pessoas que se diz muito satisfeito com o que ouviu na palestra foi o jornalista Walmor Freitas. Ele afirmou concordar que fazer contato ainda é o melhor caminho para ingressar no mercado de trabalho.
“A lição que eu levo dessa palestra é que se for necessário, você tem que voltar para o fim da fila, refazer contatos, recomeçar. E o segredo para a realocação no mercado de trabalho são os relacionamentos”, partilhou Walmor.
Já o estudante de engenharia mecânica João Pedro Saldano traçou um paralelo com o mundo virtual que, na avaliação dele, tem servido mais para afastar as pessoas do que para as unir.
“Essa história de que internet cria conexões é falácia. O mundo virtual impede as pessoas de criar conexões reais, vínculos, trocar ideias, projetos, enfim, de fazer um networking humanizado”, avaliou ele.