Foguetes, robôs e protótipo de barco movido à energia solar são alguns dos atrativos de um dos espaços que mais atraiu os estudantes no maior encontro da Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro, o CREA AQUI. E nada mais justo, afinal, o estande dedicado às instituições de ensino é para eles, os estudantes, mostrarem todos os talentos e os trabalhos que estão sendo desenvolvidos durante os estudos. É a teoria sendo colocada em prática e o futuro acontecendo.
A engenheira de produção e segurança do trabalho Gisele Saleiro, 2ª diretora regional do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), considera o espaço um dos mais importantes de todo o evento. Ela, que é doutora em engenharia de materiais e professora no grupo de educação Yduqs – dono das redes de faculdades Estácio e Ibmec -, justifica que o espaço propicia a valorização da profissão e o ensino da Engenharia ao promover a interação, o network, a troca de ideias entre os estudantes e o compartilhamento de conhecimentos e experiências de profissionais qualificados.
“O estande dedicado às instituições de ensino é um espaço para troca de ideias e exposição de conhecimentos. E, nesse local, nada mais justo do que os estudantes serem os protagonistas e demonstrarem, com orgulho, o que estão criando de concreto ao aplicar os ensinamentos aprendidos nas salas de aula em criações e desenvolvimento de tecnologias. E nada melhor de que isso seja feito dentro de um evento grandioso, como o CREA AQUI, que valoriza a nossa profissão. É muito bom que os estudantes participem da retomada do espaço, da valorização, da volta do protagonismo das profissões de Engenharia e Geopolítica, pois são eles que mais se beneficiarão”, reflete Gisele que faz questão de apresentar a estrutura do CREA para a nova geração de profissionais.

Um protótipo de barco movido à energia solar foi apresentado com orgulho pelos desenvolvedores do projeto no espaço. A estudante de engenharia civil, Isabelle Jesus, é a capitã da equipe Abissol, que trabalha na construção do futuro barco. Além dos conhecimentos tecnológicos, ela conta que transformar um projeto em algo concreto também requer negociação na captação de investidores.
“Além de ser uma baita oportunidade de nós, alunos de Engenharia, colocarmos em prática tudo o que aprendemos na teoria, o CREA AQUI serve como vitrine para que empresários do setor vejam que há muito conhecimento e tecnologia sendo desenvolvido dentro das universidades. Mas, infelizmente, muitas vezes falta incentivo. Construir algo novo é caro, mas os grandes produtos foram criados com ousadia. Então, nós também estamos aqui para fazer venda. Nós estamos colocando à disposição de investidores os nossos conhecimentos, a nossa garra e vontade de construir algo, de fato, relevante para a sociedade”, explica Isabelle.

O discurso da moça tem surtido efeito. Tanto que o projeto conseguiu, recentemente, fechar uma parceria com uma empresa que doou o casco para a construção do barco.
“Esperamos que, agora, o projeto não naufrague mais”, brinca a estudante.
O estudante de engenharia química na Universidade Estácio, Carlos Augusto Villela, destaca a importância da universidade em que estuda ter uma parceria institucional com o CREA-RJ.
“Nós temos uma parceria com o Programa CREA Sustentável e isso me permite já me sentir inserido, de alguma forma, no Conselho que representa a minha classe. É a segunda vez que eu participo desse evento e a troca que temos com outros alunos, a oportunidade de conhecer outros projetos, descobrir o que estão desenvolvendo em outras faculdades e também poder apresentar para eles o projeto de extensão do meu curso é algo que não tem preço”, define Carlos Augusto.
O que não resta dúvidas é que além de Engenharia, eles também estão aprendendo a ser negociadores natos.