Bosque da Gávea amplia áreas verdes e integra universidade e política ambiental no Rio

A inauguração do Bosque da Gávea, realizada no início de março, marca a implantação de uma nova área verde urbana na Zona Sul do Rio de Janeiro, resultado de parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima. A iniciativa está inserida em uma estratégia mais ampla de ampliação da cobertura vegetal e mitigação dos efeitos das ilhas de calor na cidade. O projeto foi implantado na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro da Gávea, em área próxima ao campus da universidade e a equipamentos educacionais. A escolha do local considera tanto a necessidade de qualificação ambiental do espaço urbano quanto o potencial de uso por moradores e instituições de ensino do entorno. Ao todo, foram plantadas 44 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica no núcleo principal do bosque, além da criação de um corredor ecológico com cerca de 30 mudas adicionais, estabelecendo conexão com áreas verdes já existentes no campus da universidade. Entre as espécies utilizadas estão jerivá, jacarandá-da-bahia, copaíba, grumixama, quaresmeira, pitangueira e ingá, selecionadas com foco na recomposição vegetal e no estímulo à biodiversidade urbana. A iniciativa integra o programa Bosques Cariocas, conduzido pela Prefeitura, que tem como diretriz a expansão de áreas arborizadas em diferentes regiões da cidade, com ênfase na adaptação climática e na melhoria das condições ambientais urbanas. Nesse contexto, o Bosque da Gávea passa a compor uma rede de espaços verdes voltados à redução de temperaturas locais, à retenção de carbono e à qualificação paisagística. A PUC-Rio participa como parceira técnica e institucional, contribuindo para a integração do novo bosque ao seu território e reforçando sua atuação em projetos de interface entre universidade e cidade. Além da dimensão ambiental, o espaço também se configura como área de apoio a atividades educativas e de sensibilização, com potencial de uso por escolas e pela comunidade local.
CCEEAGRI realiza 2ª reunião ordinária no CREA do Rio de Janeiro

O CREA-RJ recebe, entre os dias 13 e 15 de abril, em sua sede, a 2ª Reunião Ordinária da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Agrimensura (CCEEAGRI). Promovido pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), o encontro reúne a coordenação nacional e as regionais, além de conselheiros federais, para dar continuidade à execução do programa de trabalho da modalidade. Ao longo da programação, os participantes concentram-se no acompanhamento e na avaliação das ações de fiscalização desenvolvidas pelos Creas, com o objetivo de identificar oportunidades de aprimoramento e promover maior uniformidade nos procedimentos adotados em todo o país. O tema ocupa parte significativa da agenda do primeiro dia. O coordenador da Câmara Especializada de Engenharia de Agrimensura do CREA-RJ, geógrafo Rafael Barros, além do prazer de receber os representantes de Câmaras de todo o país, destaca a importância para a integração das questões que percorrem todos os regionais. “É a chance de fazermos a integração, de debater problemas que são nacionais e que acabam sendo resolvidos localmente. Sem ter essa integração, pode-se acabar tendo decisões que não são padronizadas, com interpretações diferentes para algumas questões”, diz. Seguindo essa perspectiva, o coordenador nacional da CCEEAGRI, engenheiro cartógrafo Pedro Luis Faggion, do CREA-PR, lembra que todas as coordenadorias, em suas áreas de atuação, têm por finalidade manter o CONFEA informado sobre os procedimentos em todos os CREAs do país. “Nós estamos trabalhando na pauta deste ano, a questão da Fiscalização, principalmente. Como está sendo feita; qual a porcentagem da Agrimensura, considerando o total das fiscalizações de todas as modalidades; como é a fiscalização da Agrimensura em um empreendimento”, exemplifica. Outro ponto de destaque da reunião é a elaboração de manuais de fiscalização por tipo de empreendimento, iniciativa que busca sistematizar orientações técnicas e contribuir para a atuação mais consistente das equipes de fiscalização nos regionais. A atividade integra o conjunto de entregas previstas para o ciclo de trabalho da Coordenadoria em 2026. A reunião também avança na construção de um documento orientativo voltado à consolidação de diretrizes e normativos relacionados às atribuições profissionais. A proposta é reunir e organizar entendimentos já estabelecidos, de modo a favorecer a aplicação uniforme das normas. “Tem um problema que diz respeito aos geógrafos e é um problema nacional. Existe uma lei que permite que outros profissionais que fazem mestrado e doutorado em Geografia consigam registro como geógrafo em decisões que não são padronizadas, em alguns casos que vão para a Justiça, e a gente precisa ter uma decisão unificada no país todo. Esta reunião nos permitirá ter esta discussão”, destaca Rafael Barros. Instância de articulação das câmaras especializadas dos CREAs, a CCEEAGRI atua por meio da formulação de propostas encaminhadas ao CONFEA, com vistas à adoção de medidas técnico-administrativas e ao aperfeiçoamento do arcabouço normativo da modalidade. Nesse contexto, os debates realizados durante a reunião contribuem para o alinhamento nacional das ações e para o fortalecimento da fiscalização do exercício profissional.
Seminário integra comissões eleitorais e reforça preparativos para as eleições do Sistema

No dia 3 de julho serão realizadas, pela internet, as Eleições Gerais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Como parte da preparação para o pleito, ocorre nos dias 13 e 14 de abril, no auditório do Crea-DF, o Seminário Eleitoral, que promove a integração entre a Comissão Eleitoral Federal e as Comissões Eleitorais Regionais. O encontro tem como objetivo uniformizar entendimentos, padronizar procedimentos, nivelar o conhecimento e esclarecer eventuais dúvidas sobre o processo eleitoral de 2026, além de apresentar o novo Regulamento Eleitoral, estabelecido pela Resolução nº 1.150/2025, e orientar sobre os procedimentos a serem adotados para a realização das eleições. Na abertura do evento, a presidente em exercício do Confea, eng. civ. Ana Adalgisa, destacou a importância do evento. “Estamos trabalhando para garantir uma eleição marcada pela ampla divulgação, transparência e segurança jurídica para conselheiros, profissionais, candidatos e Creas. Para isso, o Sistema tem contado com o apoio de consultores de alto gabarito, de modo a assegurar um processo eleitoral tranquilo e confiável. Nosso objetivo é que o resultado das eleições seja definido pelo voto dos profissionais, e não por disputas judiciais, fortalecendo a representatividade do Sistema Confea/Crea e Mútua”, pontuou Adalgisa. Para explicar os “Aspectos técnicos de TI no sistema eleitoral”, o analista do Confea Rodrigo Borges explicou que para a operacionalização do processo eleitoral, é realizada licitação para a contratação do sistema eletrônico de votação, na qual a empresa licitante deve atestar e comprovar o atendimento a todos os requisitos previstos no edital. “Pela primeira vez, desde 2021, a contratação vai ser para um múltiplo ciclo eleitoral, de 2026 a 2030. Nesse intervalo, estão previstas duas eleições nacionais, além de cinco pleitos ordinários e eventuais eleições extraordinárias. O sistema utiliza como identificador exclusivo para votação o CPF do profissional e adota mecanismos de segurança, como autenticação em duplo fator, para garantir a integridade e a confiabilidade do processo”, esclareceu o analista. Borges finalizou pontuando as características do processo: “É um pleito seguro e auditável, que permite ao profissional votar de qualquer lugar, desde que esteja apto a participar do processo. Ao mesmo tempo, o sistema garante o sigilo do voto e a transparência necessária para assegurar a confiança no resultado das eleições.” Já o consultor Fernando de Pinho Barreira palestrou sobre o tema “Trabalho de auditoria especializada no processo eleitoral eletrônico”. Segundo ele, desde 2010 a orientação é que a auditoria não se restrinja apenas ao sistema de votação, mas avalie todo o processo eleitoral. “A auditoria é responsável por verificar a conformidade do processo e identificar eventuais inconformidades no sistema”, explicou. O consultor também destacou que o processo eleitoral deve ser conduzido com transparência, planejamento e ampla disponibilização de informações. Os procedimentos de registro, os critérios de elegibilidade e impugnação e as regras de propaganda eleitoral foram explicadas pelo ex-ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral Joelson Dias. Mestre por Harvard, o jurista atuou como consultor na construção da primeira minuta da Resolução nº 1.150/2025, que unificou e atualizou os normativos mais importantes do Sistem Confea/Crea e Mútua que versavam sobre eleições. “Muita coisa foi preservada dos normativos anteriores, então quem já está familiarizado com as eleições do Sistema, vai se beneficiar desse conhecimento. O mesmo vale para quem conhece bem o sistema eleitoral brasileiro”, ponderou Dias. De acordo com o jurista, o novo texto unificou os procedimentos – anteriormente dispersos -, modernizou a propaganda eleitoral na internet, implementou um novo regime sancionatório eleitoral, definiu procedimentos específicos para a votação eletrônica, harmonizou os prazos e competências envolvidos nos processos eleitorais e atualizou as condições de elegibilidade e inelegibilidade. “É importante frisar que as competências das comissões não mudaram”, pontuou. Ao longo de sua exposição, Dias destacou a importância da acessibilidade e da transparência no processo eleitoral, listou todas as condições de elegibilidade e de inelegibilidade, entre outros detalhes estabelecidos pela resolução. A segunda parte da palestra focou em propaganda eleitoral. A partir de 18/4, quem pediu o registro (que pode ser requerido até 17/4), já pode dar início à campanha eleitoral, independentemente de ter a comissão julgado seu pedido. Dias também passou ponto a ponto as regras de propaganda eleitoral. O Seminário Eleitoral continua nesta terça-feira (14/4), com palestras sobre a atuação das assessorias de Comunicação dos Creas neste período, momentos para dúvidas, entre outros. (Texto: Fernanda Pimentel e Beatriz Leal / Equipe de Comunicação do Confea) Principais datas do Processo Eleitoral 17 de abril de 2026 (sexta): prazo final para apresentação do requerimento de registro de candidatura; 03 de julho de 2026: realização da votação.
CREA-RJ participa da Feira Expo Agulhas Negras e recebe autoridades municipais

O Crea-RJ participou da Feira Expo Agulhas Negras, que aconteceu de 8 a 11 de abril, no Parque de Exposições de Resende. O estande dedicado ao atendimento de profissionais e do público em geral, teve intensa movimentação e recebeu a visita do prefeito, Tande Vieira; do vice-prefeito, Davi do Esporte; e do secretário de governo, Elio Rodrigues. A interação reforçou a importância da integração entre o poder público e as instituições na promoção do desenvolvimento regional. Presente na solenidade de abertura, o assessor de Desenvolvimento Regional do CREA-RJ, Itamar Lima, considera fundamental a participação do Conselho em eventos empresariais do interior, para aproximação do conselho com as instituições de ensino, os profissionais do setor, as empresas de Engenharia e a sociedade. “A atual gestão entende a importância dessa demanda, de atuar no interior, onde os profissionais sempre foram carentes de aproximação”, afirma. O objetivo da feira é consolidar a região das Agulhas Negras como um polo econômico estratégico, estimulando a geração de negócios, a atração de investimentos e o fortalecimento do ecossistema empreendedor no Sul Fluminense. Por meio da integração entre indústria, comércio, serviços e agronegócio, a programação promove a inovação tecnológica e a troca de conhecimentos, utilizando experiências imersivas e ferramentas práticas para impulsionar o desenvolvimento econômico local. De acordo com Tiago Amorim, coordenador da Regional Sul do CREA-RJ, a primeira feira de negócios de Resende reuniu, além de autoridades e órgãos públicos, indústrias, comércio e empreendedores do Sul Fluminense em um ambiente propício para a criação de conexões. “O CREA-RJ mostrou os serviços oferecidos à sociedade e acima de tudo divulgou e valorizou a Engenharia do nosso Estado. Foram mais de 100 visitas ao estande”, comemora. A feira teve entrada gratuita e também atraiu estudantes e jovens interessados em inovação e novas tecnologias e a comunidade local e regional em busca de gastronomia, cultura e oportunidades de networking.
Confira o passo a passo para solicitar o registro internacional por meio do acordo de reciprocidade com Portugal
O acordo de reciprocidade firmado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), em 29 de setembro de 2015, representa um marco na mobilidade internacional de profissionais da Engenharia entre Brasil e Portugal. Por meio deste termo, engenheiros brasileiros devidamente registrados podem solicitar o registro profissional em Portugal (e vice-versa) de forma simplificada, sem a necessidade de revalidação de diploma ou realização de exames adicionais de admissão, tornando o processo mais ágil e acessível. Além de facilitar o exercício profissional no exterior, o acordo fortalece a cooperação técnica e institucional entre os dois países, ampliando oportunidades de atuação e intercâmbio de conhecimento. A iniciativa é voltada a profissionais graduados em Engenharia que atendam aos requisitos mínimos de formação e regularidade junto aos conselhos, consolidando-se como uma importante ferramenta para internacionalização da Engenharia Brasileira e valorização das competências profissionais em âmbito global. PASSO A PASSO 1) Entre no link clicando aqui 2) Faça login utilizando seu registro (ou cpf) e sua senha; 3) Nos módulos superiores, vá à opção “Solicitações”; 4) Selecione a opção “Cadastro”; 5) Selecione a opção “Solicitação de Certidão da OEP”; 6) Selecione a caixa de confirmação de que a demanda foi previamente solicitada no site do CONFEA (Etapa Obrigatória); 7) Clique em “Solicitar”; 8) Selecione a forma de pagamento de sua preferência e a efetue; 9) Com a baixa do pagamento será criado um protocolo que será enviado automaticamente por e-mail; 10) Este protocolo começa a ser trabalhado no CREA-RJ para que seja emitida a certidão solicitada pelo CONFEA; 11) Finalizado o processo, a documentação será apresentada para o CONFEA para que sejam realizadas as tratativas finais. Em caso de dúvidas, envie uma mensagem para [email protected]
Com apoio do CREA-RJ, SEAERJ celebra centenário de Raymundo de Paula Soares, líder da década de ouro da Engenharia no Rio
Com patrocínio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), o Centro Cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (SEAERJ) realizou no Dia da Engenharia, 10 de de abril, um seminário que celebrou o centenário de nascimento do engenheiro Raymundo de Paula Soares (1926-1992), profissional que liderou a execução de obras essenciais para a transformação urbana e de grande impacto na infraestrutura do Rio de Janeiro, entre 1966 e 1971. O seminário, realizado na sede da SEAERJ, na Glória, teve o título de “Raymundo de Paula Soares – Engenharia Pública e reconfiguração urbana da Cidade do Rio de Janeiro”. Secretário de Obras e presidente da extinta Superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN) no Governo Negrão de Lima, Paula Soares esteve à frente de grandes obras públicas, como o alargamento da Praia de Copacabana, o interceptor oceânico da Zona Sul e a implantação de eixos rodoviários que transformaram a mobilidade urbana do Rio. “Paula Soares deixou uma marca única e inconfundível em toda a cidade do Rio de Janeiro, seja na urbanização, na drenagem, no saneamento, nas encostas, nas vias públicas e no transporte de massa. Seu nome está gravado em marcos urbanos fundamentais, como o alargamento da Praia de Copacabana e da Avenida Atlântica; a implantação do Interceptor Oceânico da Zona Sul e a expansão da Autoestrada Lagoa-Barra; a abertura do desenvolvimento da Baixada de Jacarepaguá; a conclusão do Túnel Rebouças e a integração de bairros por viadutos e túneis; e obras cruciais de contenção de encostas e recuperação após os temporais de 1966 e 1967”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro Luiz Carneiro de Oliveira, para quem “o resgate da memória de Paula Soares é um é um ato de resistência e esperança, que reafirma o valor da engenharia para o futuro do Brasil”. A presidente da SEAERJ, a arquiteta e urbanista Marguerita Rose Abdalla Gomes, destacou o caráter precursor da obra de Raymundo Paula Soares. “Ele era um visionário e a sua marca, pensando na parte estruturante da cidade, é realmente fascinante, porque ela está aí presente mais de 50 anos depois. Então, para nós, da engenharia e arquitetura pública, ele é um grande motivo de orgulho por ter participado de uma época de ouro da nossa área de engenharia e arquitetura. É importante ressaltarmos que tudo isso só pôde acontecer porque foi feito com o apoio de servidores da máquina pública, e que hoje estão sendo relegados, terceirizados, e, com isso, essa memória técnica está se perdendo”, afirmou a presidente da SEAERJ. Para Marguerita Abdalla, “a máquina pública não pode jamais prescindir da engenharia e arquitetura públicas porque sem elas não há qualquer possibilidade de desenvolvimento”. A presidente da SEAERJ destacou que o grande diferencial da época de Paula Soares é que “se pensava muito mais no coletivo, no bem-estar da população como um todo” e o que se vê hoje, segundo ela, “são projetos soltos, com marcas, vamos dizer assim, de profissionais, mas sem estar inserido de uma forma mais impactante na comunidade”. O seminário não deixou dúvidas de que a ação de Raymundo de Paula Soares mantinha “a ideia de crescimento da cidade de forma articulada”, como lembrou a professora e pesquisadora Margareth Pereira, coordenadora do Laboratório de Estudos Urbanos da UFRJ. “O legado de Paula Soares vai além do município, sendo a origem da ideia de um Rio Metropolitano. O sucesso de suas obras se deu principalmente pela multiplicidade de saberes (topografia, cálculo, urbanismo) e pelo foco no interesse público”, disse a professora Margareth, que manifestou alegria por conhecer testemunhas do legado de Paula Soares (“nesses depoimentos, conseguimos até visualizar o local de trabalho desses engenheiros e arquitetos, que trabalhavam com 30 pranchetas”, lembrou). Além de Margareth, dos presidentes do CREA-RJ e da SEAERJ, também compuseram a mesa do seminário a presidente e o vice-presidente do Centro Cultural da SEAERJ, respectivamente Isabel Tostes e Luiz Edmundo Costa Leite; profissionais que conviveram com Paula Soares, como Maria de Lourdes, Sonia Mattos e Francisco Filardi (Conselheiro da SEAERJ); e a irmã de Raymundo, Nair de Paula Soares. Sonia Mattos e Maria de Lourdes compartilharam a experiência de trabalhar na SURSAN como jovens profissionais. Ambas descreveram Paula Soares como um líder acessível, que discutia projetos diretamente nas pranchetas com a equipe e respeitava os técnicos recém-formados. Diretor de obras do Departamento de Estradas de Rodagem do antigo Estado da Guanabara, entre 1966 e 1971, o engenheiro Francisco Filardi, apresentou a trajetória de Raymundo de Paula Soares sob a égide dos melhores padrões técnicos da engenharia. Filardi apresentou detalhes técnicos e históricos fundamentais sobre a atuação de Paula Soares, destacando três eixos principais: o saneamento de Copacabana, a conexão viária da cidade e a expansão para a Barra da Tijuca. “A obra de alargamento da Praia de Copacabana (que aumentou a largura da faixa de areia, de 21 para 73 metros) foi testada em um modelo reduzido no Laboratório Civil de Lisboa. Inicialmente, a areia não se sustentava no modelo, até que um técnico sugeriu incluir as Ilhas Cagarras e as formações rochosas submersas na simulação, o que estabilizou a praia. Portanto, se algum dia sumirem as Cagarras, Copacabana também pode desaparecer”, brincou o engenheiro. Filardi lembrou que o saneamento de Copacabana significou o fim das chamadas “línguas negras”, provocadas pelas saídas de esgoto que cruzavam a areia em cada rua de Copacabana. A solução definitiva foi o Interceptor Oceânico, uma galeria subterrânea de proporções monumentais (equivalente a um caminhão e um Fusca lado a lado) que transporta os dejetos até o Emissário de Ipanema, a sete quilômetros da costa. O engenheiro Filardi explicou também que Paula Soares anteviu a necessidade de romper o bloqueio dos maciços da Carioca e da Tijuca, para criar uma ligação entre as zonas norte e sul da cidade. Isso resultou em eixos como o Túnel Rebouças, o Elevado Paulo de Frontin e o Viaduto de São Sebastião. O engenheiro que foi testemunha ocular da época de Paula Soares destacou a importância da expansão
CREA-RJ entrega carteiras profissionais na Colação de Grau da Faculdade de Engenharia da UERJ

O CREA-RJ participou, no mês de março, da solenidade oficial de formatura da 104ª turma da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), marcando a conclusão de uma importante etapa na formação dos novos engenheiros e engenheiras. O evento, realizado no Teatro Odylo Costa Filho, na sede da universidade, contou com a presença da diretora e do vice-diretor da FEN, professora Maria Eugenia Mosconi de Gouvea e professor Roberto Bressan Nacif, de autoridades acadêmicas, patrono, paraninfo docentes homenageados, familiares e amigos dos formandos. Os representantes do Conselho, Priscilla Fernandes e Wallace Ronda, realizaram a entrega da carteira profissional aos recém-formados, reforçando a importância do compromisso ético e técnico dos futuros profissionais com o desenvolvimento da sociedade. Durante a cerimônia, os formandos prestaram o tradicional juramento da Engenharia, assinaram a ata da colação de grau e receberam seus certificados de conclusão de curso, selando anos de dedicação, esforço e superação. Além da ação prática da entrega das carteiras, a presença do CREA-RJ também simbolizou a transição dos estudantes para o mercado profissional, fortalecendo os laços entre a universidade e o Sistema Confea/CREA, que regula e fiscaliza o exercício da Engenharia no Brasil.
Dia do(a) Engenheiro(a) Metalurgista
Especializado em trabalhar com o beneficiamento de minérios, sua transformação em metais e ligas metálicas e suas aplicações na indústria, o engenheiro metalurgista é um profissional essencial para o desenvolvimento e a manutenção do setor industrial do Brasil, responsável por mais de 20% do PIB nacional, segundo dados do Governo Federal. Devido ao papel fundamental que desempenham na economia do país, os profissionais dessa área são reconhecidos no dia 10 de abril, data em que é celebrado o Dia do Engenheiro Metalurgista. Na metalurgia extrativa, a atividade envolve a obtenção de metais a partir de minérios submetidos a processos físicos e químicos. Esses processos podem ser organizados em rotas hidrometalúrgicas, com uso de soluções aquosas, eletrometalúrgicas, baseadas em eletrólise e pirometalúrgicas, que utilizam altas temperaturas para a separação e transformação dos elementos. Na metalurgia de transformação, o foco está na alteração de forma e propriedades dos metais. Fundição, soldagem e tratamentos térmicos fazem parte desse conjunto de técnicas, que permitem alcançar dimensões e características especificadas. Também estão presentes processos de conformação mecânica, como forjamento, laminação e trefilação, aplicados na etapa final de produção. A atuação profissional se distribui por diferentes setores. Na indústria siderúrgica, envolve o acompanhamento da produção de aço e de processos de laminação e tratamento térmico. Na indústria automotiva, está relacionada ao desenvolvimento de ligas e ao controle de qualidade. Na mineração, abrange a extração e o beneficiamento de minérios metálicos. No setor petroquímico, contribui para o controle de processos e o uso de materiais em operações industriais. Na construção civil, está ligada ao fornecimento de metais e ligas para estruturas. Também há presença em órgãos públicos, como a Agência Nacional de Mineração e o Instituto Brasileiro de Mineração, em atividades relacionadas à regulação e ao acompanhamento do setor mineral. Confira o vídeo.
Dia da Engenharia no Brasil
O Dia da Engenharia no Brasil é celebrado em 10 de abril. A data tem origem na tradição da Engenharia do Exército, em referência a João Carlos de Villagran Cabrita, militar morto em combate em 1866, durante a Guerra da Tríplice Aliança. Ao longo do tempo, a referência foi incorporada ao calendário nacional como forma de reconhecimento às atividades da Engenharia em sentido amplo. No Brasil, a formação e a atuação em Engenharia estiveram historicamente associadas à estruturação do território e à execução de obras públicas. Essa relação permanece no cenário atual, marcado pela retomada de investimentos em infraestrutura em diferentes áreas, como transporte, energia e saneamento. Programas públicos e iniciativas privadas vêm ampliando a demanda por serviços técnicos, projetos e execução de obras. Ao mesmo tempo, entidades do setor apontam dificuldades na reposição de profissionais. Dados da Confederação Nacional da Indústria indicam um déficit de cerca de 75 mil engenheiros no país. O levantamento considera a necessidade de profissionais qualificados para atender à indústria e às cadeias produtivas associadas. No campo das projeções, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia aponta que, mantidas as tendências atuais de formação e demanda, o Brasil poderá enfrentar um déficit de até um milhão de engenheiros até 2030. A estimativa leva em conta fatores como evasão nos cursos, redução no número de formandos e crescimento de setores intensivos em tecnologia. O cenário também envolve mudanças no perfil de atuação profissional. Áreas como transição energética, transformação digital, infraestrutura urbana e adaptação climática têm ampliado a necessidade de competências técnicas específicas. A formação em Engenharia passa a dialogar com novos campos de conhecimento e com demandas relacionadas à inovação e à sustentabilidade. A data de 10 de abril ocorre em um contexto em que a Engenharia se mantém vinculada à execução de obras e à organização de sistemas produtivos, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à formação, à disponibilidade de profissionais e à capacidade de resposta às demandas do país. Confira o vídeo.
AEANF entrega ao CREA-RJ obra que resgata a memória técnica de Nova Friburgo

A Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Nova Friburgo (AEANF) realizou a entrega de exemplares do livro “Nova Friburgo – estruturas de uma história” ao CREA-RJ. A iniciativa foi conduzida pela atual presidente da entidade, Yasmin Juliace, e pelo ex-presidente e idealizador do projeto, atual diretor financeiro da AEANF, Daniel Rubens Cardoso, e marca a consolidação de um trabalho voltado à preservação da memória técnica de Nova Friburgo. O chefe de gabinete, Rodrigo Machado e o ouvidor do CREA-RJ, Lucio Bandeira, receberam os exemplares, acompanhados por Alan Duarte Marqui, conselheiro do CREA-RJ e representante da AEANF no Conselho. A iniciativa para a realização do projeto partiu da AEANF com o objetivo de organizar e sistematizar a memória do município, tendo como eixo a atuação das Engenharias, da Arquitetura, da Agronomia e das Geociências. O desenvolvimento da obra foi estruturado a partir de um método que integrou levantamento documental, análise de fontes institucionais e realização de entrevistas com profissionais de diferentes gerações. Esse conjunto permitiu não apenas reconstruir marcos históricos, mas compreender os processos decisórios que orientaram a ocupação do território, a implantação de infraestruturas e a consolidação de práticas técnicas ao longo de dois séculos. De acordo com a atual presidente da associação, Yasmin Juliace, o livro foi inicialmente pensado como uma celebração pelo cinquentenário da associação, que foi fundada em 1969. “Realizado em parceria com a Fundação Dom João VI de Nova Friburgo, o livro foi finalmente lançado em 2025. Capitaneado pelo Daniel Cardoso, que idealizou o projeto, a publicação está à altura das pessoas que passaram pela associação e de Nova Friburgo”, afirma. Daniel Cardoso ressalta a importância do Chamamento Público do CREA-RJ para a realização da obra. “Facilitou muito as nossas pesquisas. Demoramos quase seis meses fazendo o levantamento de itens especiais, como plantas inéditas que nunca foram divulgadas, que estão no arquivo da Fundação Dom João VI”, comemora. A narrativa está organizada em três momentos complementares: o primeiro aborda a formação da cidade e seus principais agentes técnicos; o segundo trata do período de industrialização, da expansão das infraestruturas e do fortalecimento institucional da Engenharia; e o terceiro apresenta uma leitura técnica da tragédia climática de 2011, analisando o território a partir de sua resposta a eventos extremos e contribuindo para o debate sobre risco, planejamento e responsabilidade técnica. Clique e acesse o livro na íntegra.