Está aberto o processo seletivo para a Incubadora da Coppe/UFRJ

A Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ está com inscrições abertas, até 30 de junho, para o processo seletivo de novas startups de base tecnológica. A iniciativa é voltada ao fortalecimento do empreendedorismo inovador e à transformação de pesquisas em negócios com potencial de mercado. Integrada ao ecossistema de inovação da Coppe, um dos maiores centros de inovação tecnológica da América do Sul, a incubadora atua no desenvolvimento de empreendimentos intensivos em tecnologia, oferecendo suporte, infraestrutura e conexão com parceiros estratégicos. O programa é direcionado a startups que desenvolvam produtos ou serviços inovadores, com potencial de interação com as atividades de pesquisa da UFRJ. O processo seletivo será conduzido em etapas, incluindo análise das propostas, entrevistas e apresentação para banca avaliadora. Clique aqui para mais informações.
CREA-RJ informa, com pesar, o falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro

O CREA-RJ manifesta profundo pesar pelo falecimento do ex-presidente Arciley Alves Pinheiro, aos 86 anos, profissional cuja trajetória deixou marcas significativas na história do Conselho. Engenheiro Agrônomo formado pela USP, Arciley Alves Pinheiro construiu uma carreira pautada pelo compromisso com o desenvolvimento técnico e social do país. Foi o primeiro presidente do CREA-RJ eleito por voto direto, exercendo dois mandatos à frente da instituição, entre 1985 e 1987 e 1994 e 1996. Foi também conselheiro federal do CONFEA, com uma trajetória marcada pela sua dedicação à profissão. Associativista, foi por diversos mandatos conselheiro do Clube de Engenharia do Brasil – CEB e diretor de Atividades da Sede Campestre da entidade. Com sólida formação acadêmica, fez pós-graduação em Sociologia Rural pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Economia Regional pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia da USP e em Economia Agrária pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP. Arciley Alves Pinheiro sempre defendeu o papel social do CREA-RJ e a importância da qualificação profissional para a segurança da sociedade. Sua liderança contribuiu para o fortalecimento institucional do Conselho e para a valorização dos profissionais das áreas tecnológicas. Na cerimônia de celebração dos 90 anos do CREA-RJ, na ALERJ, ele declarou: “O Crea-RJ tem uma função social muito importante. Só pode fazer determinado tipo de trabalho, o profissional que tenha o preparo adequado para isso. É preciso que tenhamos pessoas capacitadas para o trabalho de Engenharia, como a construção de edifícios, pontes, túneis etc. Tem que saber o que está fazendo. O Crea é o órgão responsável pela fiscalização dos profissionais. Há uma experiência acumulada de 90 anos. O Crea-RJ passou por momentos importantes e difíceis, como a queda de uma ponte ou de um edifício, que infelizmente acontece de vez em quando. Temos o Crea para evitar que isso aconteça.” Ao longo de sua carreira, exerceu importantes funções como técnico, gerente e chefe de Departamento no BNDES, diretor de administração da Companhia de Transportes Sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro e assessor da Secretaria de Articulação dos Programas Sociais do Ministério da Assistência Social, além de atuar como conselheiro em entidades representativas. Neste momento de dor, a Presidência e a Diretoria do CREA-RJ se solidarizam com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade profissional, reconhecendo a valiosa contribuição de Arciley Alves Pinheiro para o fortalecimento do Sistema CONFEA/CREA e para o desenvolvimento do país. O seu legado permanecerá como inspiração para as futuras gerações de profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. A família informa que o velório acontecerá no dia 25 de abril, sábado, das 11h25 às 13h25, no Cemitério da Penitência, capela 5, na Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, no Caju.
Energia solar viabiliza fábrica de gelo e fortalece pesca em comunidade ribeirinha no Amazonas

Um projeto de uso de energia limpa passou a transformar a realidade de uma comunidade ribeirinha no Amazonas. Em abril de 2026, entrou em operação uma fábrica de gelo movida a energia solar na localidade de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, com impacto direto na atividade pesqueira e na geração de renda local. Batizado de Gelo Caboclo, o empreendimento possui capacidade para produzir uma tonelada de gelo por dia e armazenar até 20 toneladas, contando com sistema de placas fotovoltaicas e baterias de lítio que garantem funcionamento contínuo, além de poço artesiano próprio para abastecimento de água de qualidade. Antes da implantação, os pescadores precisavam adquirir gelo em Manaus, em deslocamentos de cerca de cinco horas de barco, o que elevava custos com combustível, mão de obra e perdas por derretimento. Com a produção local, a atividade torna-se mais eficiente, permitindo que os trabalhadores ajustem seus custos à quantidade efetivamente pescada e reduzam prejuízos. A busca pela demanda partiu da organização social Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que mobilizou o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), outra organização social responsável por gerir o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Foi por meio do PPBio que a empresa Positivo, de hardware e componentes eletrônicos, entrou com o aporte de R$ 1,3 milhão como investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), em troca de benefícios fiscais. Mais R$ 200 mil em baterias foram entregues pela UCB Power, totalizando um custo de R$ 1,5 milhão em investimentos. Além dos ganhos econômicos, o projeto apresenta benefícios ambientais ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa, uma vez que diminui a necessidade de deslocamentos movidos a combustíveis fósseis para aquisição de gelo. A solução também contribui para a segurança energética em uma região onde o fornecimento de eletricidade é instável. Com impacto direto em mais de 30 famílias, a fábrica também deve beneficiar outras atividades, como o turismo e a agricultura familiar, ampliando o uso do gelo ao longo do ano. A expectativa é que o modelo possa ser replicado em outras comunidades amazônicas, fortalecendo a bioeconomia e promovendo o desenvolvimento sustentável na região. Fonte: Agência Brasil
Prefeitura do Rio inicia implantação de novas ciclovias e reforça diretrizes do PMUS-Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início à implantação de novos trechos cicloviários em três regiões da cidade, com intervenções na Tijuca, em Botafogo e na ligação entre Glória e Cinelândia. As obras começaram em abril de 2026 e têm prazo estimado de conclusão de 90 dias. Os trechos contemplados incluem a Rua Conde de Bonfim, entre a Praça Saens Peña e a Rua Uruguai, a Rua Muniz Barreto, entre as ruas Pinheiro Machado e São Clemente, e a Rua Augusto Severo, conectando importantes áreas do Centro e da Zona Sul. As intervenções priorizam a continuidade da malha cicloviária e a conexão entre bairros e equipamentos urbanos. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à mobilidade urbana sustentável, que prevê a implantação de cerca de 50 quilômetros de ciclovias até 2028, com investimento estimado de R$ 20 milhões. Além da expansão, o programa inclui a requalificação da sinalização e a consolidação de eixos estruturantes para circulação de bicicletas. Do ponto de vista do planejamento urbano, as intervenções estão alinhadas ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Rio de Janeiro (PMUS-Rio), instrumento que orienta a política de mobilidade no município desde 2019. O plano estabelece uma hierarquia de priorização que favorece o transporte coletivo e os modos ativos, como o ciclismo e a caminhada, em detrimento do transporte individual motorizado. A expansão da infraestrutura cicloviária não se limita à criação de novos trechos, mas se insere em uma estratégia de reorganização do sistema de deslocamentos urbanos. O objetivo é promover maior integração modal, ampliar o acesso a diferentes regiões da cidade e reduzir impactos ambientais associados ao transporte.
Brasil amplia investimentos em reflorestamento e avança rumo à meta de 12 milhões de hectares até 2030

O Brasil tem ampliado suas iniciativas voltadas à restauração florestal, com base em políticas públicas, investimentos e programas estruturados que buscam recuperar áreas degradadas e fortalecer a sustentabilidade ambiental. A meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 orienta esse conjunto de ações, alinhado aos compromissos climáticos assumidos pelo país. Entre as medidas em curso, destacam-se aportes recentes como os R$ 126 milhões do Fundo Amazônia destinados a projetos de restauração, além de editais que somam cerca de R$ 150 milhões voltados ao reflorestamento em assentamentos rurais. As iniciativas priorizam modelos como sistemas agroflorestais, que associam recomposição da vegetação nativa à geração de renda e à inclusão produtiva. A estratégia adotada envolve diferentes órgãos federais e alcança dezenas de territórios, com ações que já contemplam a recuperação de milhares de hectares e o plantio de milhões de mudas em diferentes biomas. Esse movimento contribui para consolidar uma base institucional voltada à ampliação da restauração em escala nacional, com participação de comunidades locais e da agricultura familiar. No entanto, a dimensão das metas estabelecidas impõe desafios significativos. A escala atual das iniciativas, ainda que em expansão, permanece inferior ao volume necessário para o cumprimento integral da meta de 12 milhões de hectares, o que exige continuidade dos investimentos, ampliação do ritmo de execução e fortalecimento dos mecanismos de governança e monitoramento. Dessa forma, o conjunto de ações em andamento indica um caminho consistente para a restauração florestal no Brasil, ao mesmo tempo em que evidencia a necessidade de ampliar e consolidar essas iniciativas para que o país alcance, de fato, uma posição de referência global no setor.
CREA-RJ patrocina evento Conecta Petrópolis com foco no desenvolvimento regional
A cidade de Petrópolis recebe, no próximo dia 27 de abril (segunda-feira), a partir das 8h30, a edição local do Conecta, iniciativa promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj). O encontro será realizado no Clube Petropolitano e reunirá empreendedores, lideranças empresariais, representantes do poder público, estudantes e instituições estratégicas para discutir inovação, desenvolvimento econômico e soluções para o fortalecimento da Região Serrana. Com entrada gratuita e programação durante todo o dia, o Conecta tem como principal objetivo promover conexões estratégicas entre diferentes setores da economia, estimulando o associativismo e a criação de oportunidades de negócios. Conteúdos práticos O evento prioriza conteúdos práticos e momentos de networking, reunindo especialistas e lideranças em painéis temáticos que abordam temas atuais, como tecnologia, sustentabilidade, competitividade e formação profissional. A iniciativa também conta com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Petrópolis. A programação tem início às 8h30, com credenciamento e café de boas-vindas, seguido pela abertura institucional às 9h. Ao longo da manhã, os participantes poderão acompanhar três painéis estratégicos: Inovação, Tecnologia e Economia do Conhecimento, Cidades Inteligentes, Sustentabilidade e Resiliência e Empreendedorismo, Competitividade e Finanças. Após o intervalo para almoço, a programação segue com os temas Turismo Inteligente e Valorização do Território e Capital Humano, Educação e Formação para o Futuro, encerrando com uma sessão de negócios multissetorial a partir das 15h. Desenvolvimento regional Além de estimular o empreendedorismo, o Conecta reforça a importância de temas diretamente ligados à Engenharia, Agronomia e Geociências, como cidades inteligentes, sustentabilidade e resiliência urbana, áreas fundamentais para o planejamento e desenvolvimento das cidades contemporâneas. A participação de profissionais e instituições técnicas nesses debates contribui para ampliar a visão estratégica sobre infraestrutura, inovação tecnológica e crescimento sustentável. Realizado em diferentes municípios fluminenses, o Conecta vem se consolidando como uma importante plataforma de integração entre empresas, instituições e agentes públicos, promovendo soluções colaborativas e fortalecendo o ambiente de negócios em todo o estado do Rio de Janeiro. Ao reunir conhecimento técnico, inovação e empreendedorismo, o evento reafirma o papel da cooperação entre setores como ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico regional e para a construção de cidades mais inteligentes e sustentáveis. Programação 8h30 | Credenciamento & Coffee de Boas-Vindas 9h | Abertura Institucional 9h30 | Painel 1 – Inovação, Tecnologia e Economia do Conhecimento 10h20 | Painel 2 – Cidades Inteligentes, Sustentabilidade e Resiliência 11h | Painel 3 – Empreendedorismo, Competitividade e Finanças 12h | Almoço 13h | Painel 4 – Turismo Inteligente e Valorização do Território 13h50 | Painel 5 – Capital Humano, Educação e Formação para o Futuro 15h | Sessão de Negócios Inscreva-se já Saiba mais em conectapetropolis.com
RioBotz, da PUC-Rio, conquista títulos nacional e internacional em 2026

A equipe de robótica RioBotz, da PUC-Rio, iniciou 2026 com resultados expressivos em competições nacionais e internacionais, reforçando seu protagonismo na formação em Engenharia e no desenvolvimento tecnológico aplicado. No cenário internacional, a equipe participou da Robot Rampage World Cup, realizada em fevereiro, em Auckland, na Nova Zelândia. Em uma formação inédita que reuniu quatro equipes brasileiras, o robô Touro Feather, com 13,6 kg, teve desempenho decisivo ao vencer três confrontos consecutivos contra equipes dos Estados Unidos, garantindo ao Brasil um título mundial inédito. Já no Brasil, a RioBotz conquistou o primeiro lugar na categoria Beetleweight (1,3 kg) durante a 10ª edição da IRONCup, em Santa Rita do Sapucaí (MG), entre os dias 6 e 8 de março. O destaque foi o robô Mini Touro, que, mesmo após ser reconstruído em apenas 40 minutos entre a semifinal e a final, venceu a decisão com placar de 25 a 8, superando um total de 45 competidores. Coordenada pelo professor Marco Antonio Meggiolaro, do Departamento de Engenharia Mecânica, a equipe reúne estudantes em um ambiente que integra formação acadêmica e prática, com ênfase no trabalho colaborativo, na capacidade de resposta a desafios técnicos e no desenvolvimento contínuo de soluções de alta performance. O domínio técnico dos estudantes, o trabalho em equipe e a integração entre diferentes competências, consolidam a RioBotz como referência no cenário da robótica competitiva.
Ferramenta online amplia acesso a dados geológicos do território brasileiro

Uma ferramenta online que permite identificar a Geologia de qualquer local do território brasileiro já está disponível ao público com base em dados oficiais do Serviço Geológico do Brasil. A iniciativa amplia o acesso a informações geocientíficas e reforça a importância do conhecimento técnico para o planejamento e a gestão do território. O Mapa Geológico do Brasil está ancorado em plataformas institucionais como o GeoSGB, que reúne bases de dados geológicos, geofísicos e hidrogeológicos em ambiente digital integrado. Por meio de interface interativa, o usuário pode localizar áreas específicas e visualizar características como tipos de rochas, idade das formações e estruturas geológicas, com possibilidade de cruzamento de diferentes camadas de informação. Os dados utilizados têm origem em produtos oficiais, como o Mapa Geológico do Brasil, atualizado recentemente, além de bases cartográficas disponibilizadas em formatos compatíveis com sistemas de informação geográfica. Essas informações são fundamentais para subsidiar atividades relacionadas à Engenharia, à mineração, ao ordenamento territorial e à avaliação de riscos naturais. Além da consulta geológica, o sistema também se conecta a outras ferramentas temáticas, que permitem identificar áreas suscetíveis a desastres naturais, como deslizamentos e inundações, ampliando o potencial de aplicação no contexto urbano e ambiental.
Dia Internacional do Planeta Terra: sustentabilidade e o compromisso com o futuro
Num contexto em que a população mundial ultrapassa os 8 bilhões de pessoas, o Dia Internacional do Planeta Terra é um marco global de conscientização ambiental que mobiliza governos, instituições e a sociedade civil em torno de um objetivo comum, que é garantir a sustentabilidade do planeta para as próximas gerações. Mobilização social A origem da data remonta a 1970, quando milhões de pessoas participaram de manifestações ambientais nos Estados Unidos, impulsionadas pelo senador Gaylord Nelson. O movimento reuniu duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de associações e grupos comunitários em protestos e atividades educativas, tornando-se um dos maiores eventos ambientais da história contemporânea. A mobilização teve impactos concretos: ainda naquele ano, foi criada a Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental), além de legislações fundamentais para a preservação do ar, da água e da biodiversidade. Décadas depois, em 2009, a Organização das Nações Unidas oficializou a data como o Dia Internacional da Mãe Terra, ampliando seu alcance global. Um chamado global à ação Atualmente, o Dia Internacional do Planeta Terra mobiliza milhões de pessoas em todo o mundo, consolidando-se como uma das maiores iniciativas ambientais do planeta. A data reforça a necessidade de equilíbrio entre desenvolvimento econômico, justiça social e preservação ambiental, pilares fundamentais da sustentabilidade. A ONU destaca que os ecossistemas sustentam toda a vida na Terra e que sua degradação está diretamente ligada a problemas como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e aumento de desastres naturais. O estado do planeta Os desafios ambientais ganham dimensão ainda mais clara quando observados por meio de dados globais divulgados por importantes órgãos internacionais, como a ONU – Organização das Nações Unidas, a OMS – Organização Mundial de Saúde e a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Esses números evidenciam a urgência de ações coordenadas e soluções técnicas que reduzam impactos ambientais e promovam o uso sustentável dos recursos. O papel da Engenharia, da Agronomia e das Geociências Nesse contexto, as Engenharias, a Agronomia e as Geociências desempenham papel central na construção de soluções sustentáveis. Profissionais dessas áreas atuam diretamente no planejamento urbano, na gestão de recursos hídricos, na geração de energias renováveis e no desenvolvimento de tecnologias que minimizem impactos ambientais. A sustentabilidade deve estar no centro do exercício profissional, orientando projetos e decisões que impactam diretamente o meio ambiente e a qualidade de vida da população. Compromisso institucional O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro reafirma, neste 22 de abril, seu compromisso com a promoção do desenvolvimento sustentável, incentivando práticas responsáveis no exercício das profissões tecnológicas e contribuindo para a preservação dos recursos naturais.
Projeto da UFF utiliza inteligência artificial para monitorar e prever riscos à qualidade da água no Rio de Janeiro

O projeto “IAguas”, desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em parceria com a startup VM9 e com apoio da Finep e participação da Cedae, utiliza inteligência artificial para monitorar e prever riscos à qualidade da água em mananciais e no funcionamento de estações de tratamento na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa está concentrada na Bacia do Rio Guandu, que possui cerca de 1,4 mil km² de extensão e é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 9 a 10 milhões de pessoas em diversos municípios da região. O sistema combina dados provenientes de sensores, análises laboratoriais, informações meteorológicas e imagens de satélite para desenvolver modelos computacionais capazes de antecipar eventos que possam comprometer a captação e o tratamento da água. De acordo com a coordenação do projeto, a proposta é prever, com até sete dias de antecedência, situações como variações de turbidez, alterações de pH, alcalinidade, oxigênio dissolvido e proliferação de bactérias, além de impactos decorrentes de eventos hidrológicos, permitindo que equipes operacionais se preparem para evitar interrupções no abastecimento. A tecnologia também contribui para a otimização do uso de insumos químicos nas estações de tratamento e para a redução de custos com manutenção corretiva, ao permitir respostas mais rápidas e planejadas diante de alterações na qualidade da água. O projeto integra diferentes módulos, que incluem coleta e integração de dados, análise estatística, desenvolvimento de modelos preditivos e visualização de resultados, contando atualmente com sete modelos de inteligência artificial em operação. Além disso, o sistema realiza a chamada triangulação de dados, cruzando informações de diferentes fontes para validar medições e identificar inconsistências, o que amplia a confiabilidade das análises realizadas.