Abertas as inscrições para o 55° Curso de Perícia Judicial e Ambiental
Estão abertas as inscrições para o 55° Curso de Perícia Judicial e Ambiental, uma uma realização da Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj), sob coordenação da engenheira florestal Denise Baptista Alves, com apoio do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA e dos programas Progredir e CREA JR-RJ. O curso acontece de 5 a 12 de maio, das 18h às 22h, com aulas teóricas virtuais e ao vivo, totalizando uma carga horária de 24 horas. O objetivo é apresentar noções de legislação e requisitos conexos à atuação do perito judicial e ambiental. O curso se destina a todos os profissionais de nível superior e está de acordo com a Resolução CM n° 02/2018, no que diz respeito aos procedimentos para o cadastro de profissionais para atuação como peritos judiciais e extrajudiciais de órgãos técnicos ou científicos, para indicação da parte junto ao Poder Judiciário. O corpo docente é formado por: – Denise Baptista Alves, Engenheira Florestal – MBE-COPPE-UFRJ. Consultora e Perito. – Marcelo Souza, Eng. Civil, Prof. MSc. Instrutor e piloto de Drones, MBA Finanças, Consultor e Perito. – Luciana Vieira- Advogada – OAB/ Niterói. – Priscila Pezzotti, Advogada, Consultora e Perito. Inscrições pelo e-mail [email protected]
CREA-RJ debate Projeto de Lei que combate precarização dos engenheiros
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, mediou nesta terça-feira, dia 31 de março, conversa entre o deputado federal Reimont (PT-RJ) e profissionais do Sistema Confea/Crea para analisar a importância do Projeto de Lei 626/2020, que tem o objetivo de combater a precarização da categoria e garantir que a formação acadêmica seja respeitada pelas empresas e órgãos públicos. O projeto, conhecido como “Engenheiro, sim; analista, não”, defende que os engenheiros sejam tratados como engenheiros e não como analistas, uma estratégia usada pelas empresas para pagar salários menores. Reimont é o relator do projeto que está tramitando na Câmara dos Deputados. “Valorizar a Engenharia é valorizar a nossa soberania e o desenvolvimento do país. A Engenharia ocupa esse espaço importantíssimo. A sociedade brasileira precisa compreender isso. Nós sabemos o que são as nossas obras. Vou citar aqui um exemplo. Uma obra de tamanha importância para um dos maiores corredores viários do país que é a da duplicação da Via Dutra, na Serra das Araras. Então, a gente sabe a importância da Engenharia”, afirmou o deputado, que participou da reunião em modo remoto pois teve uma agenda com o presidente Lula da Silva, que entregou 185 títulos de propriedade para famílias assentadas na Fazenda Cambahyba, cuja usina foi usada para a incineração de corpos de presos políticos, em Campos (RJ). “Esse projeto, de autoria do deputado Rogério Correia, visa assegurar que engenheiros, agrônomos, geólogos, meteorologistas, geógrafos e químicos exerçam atribuições privativas dessas carreiras e ocupem cargos com a denominação correspondente à sua titulação. De maneira muito pedagógica, esse projeto foi apelidado de “Engenheiro sim, analista não”, para dizer: se eu tenho uma capacitação, se eu tenho uma formação acadêmica e uma expertise numa determinada profissão, eu tenho que ser reconhecido por isso. Os anos de estudo, a minha dedicação profissional têm que reconhecer o meu esforço, reconhecer as minhas competências; esse projeto visa isso”, enfatizou Reimont, que agradeceu ao presidente do CREA-RJ pela reunião. O deputado petista informou também que está em conversas com o presidente Lula para que o dirigente participe da 1ª Conferência Nacional da Engenharia, marcada para ocorrer em São Paulo entre 16 e 18 de junho deste ano. O deputado Reimont abordou também a importância de outro projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, o PL 2283 de 2021, do qual ele é relator. O projeto estabelece procedimentos para a avaliação técnica de imóveis destinados a órgãos da administração pública federal (direta, indireta, estatais e autarquias). O texto visa instituir critérios rigorosos e objetivos, exigindo que laudos sejam assinados por engenheiros, arquitetos ou agrônomos, com ART ou RRT. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, manifestou todo apoio aos projetos de lei que buscam a valorização dos profissionais do Sistema CONFEA/CREA: “O ponto principal sobre essa questão do engenheiro e do analista é que existe um debate no mercado também sobre a qualidade da formação. Que muitas vezes o profissional quando se forma não está ainda em capacidade de operar. Eu acho que são dois debates separados. A qualidade da formação é importante e não só na Engenharia, isso está acontecendo em muitos outros cursos, como o de Medicina. Eu acho que a questão da capacitação continuada é uma das missões que o CREA também apresenta”, afirmou Fernández, defendendo que “a capacidade de produção do engenheiro tem que justificar sua remuneração.” Além do presidente do CREA-RJ, participaram da mesa o diretor-financeiro do Conselho, Júlio Artur Villas Boas; e o engenheiro, professor da UFRJ e ex-deputado federal Raymundo de Oliveira, que presidiu o Clube de Engenharia por dois mandatos. Raymundo de Oliveira parabenizou o deputado Reimont pela relatoria do projeto que é da maior importância para a Engenharia brasileira. Ele lembrou que a China tem se desenvolvido também porque é um país com enorme quantidade de engenheiros. “Eu costumo dizer o seguinte: onde o mundo deu certo, os engenheiros tinham posição de destaque. Eu, como presidente do Clube de Engenharia, cheguei a mostrar uma vez que os 11 principais dirigentes do Partido Comunista Chinês eram engenheiros. Engenheiros! O que é que significa isso? Não tem nenhum corporativismo da minha parte. O engenheiro é um cara que pensa com projeto. Ele tem início, tem um processamento e tem um objetivo a ser atingido num prazo definido. Esta é a característica do engenheiro. Marx, no século XIX, dizia o seguinte: a diferença entre o pior arquiteto e a mais exímia abelha é que o arquiteto faz sua colmeia no papel antes de fazer na vida.”, afirmou Oliveira, acrescentando que “a profissão de engenheiro precisa ser valorizada ou o país não sai do lugar”. Raymundo de Oliveira aproveitou para dizer que Miguel Fernández “foi um dos melhores alunos” que ele teve na UFRJ. Fernández retribuiu o elogio, lembrando que foi Raymundo, como presidente do Clube de Engenharia, quem incentivou os jovens estudantes de Engenharia a participarem da entidade. O diretor-financeiro do CREA-RJ, Julio Villas Boas, destacou a importância de a Engenharia estar atuando pela soberania nacional. “Porque as coisas do Brasil têm a ver com as coisas da Engenharia. Tanto o depoimento do Reimont, o depoimento do professor Raymundo e a intervenção do Miguel reafirmam isso: não dá para tratar Engenharia se não tratarmos dos projetos do Brasil, da soberania. Eu acho que esse é um bom caminho”, afirmou Júlio, parabenizando a gestão por iniciativas como a do CREA AQUI e da audiência pública sobre a ponte de madeira que ameaça cair em Niterói porque, segundo ele, representam uma reflexão do verdadeiro papel do CREA-RJ, que é o de lutar pela representatividade dos engenheiros. Uma das intervenções mais aplaudidas foi a do engenheiro Altamirando Fernandes Moraes, conselheiro do CREA-RJ e vice-presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (SEAERJ), que defendeu o resgate da Engenharia Pública e a união de todos os engenheiros em torno da luta pelos projetos de valorização da categoria. “A gente tem que se unir. É a hora da união. E aqueles que representam
Abertas as inscrições para o 8º Curso de Gramados Esportivos
O setor de gramados esportivos e áreas verdes ganha um importante reforço na qualificação profissional com a abertura das inscrições para o 8º Curso de Gramados Esportivos e Áreas Verdes, promovido pela AEARJ em parceria com as empresas Greenleaf e ECP. A iniciativa tem como objetivo proporcionar aprofundamento técnico e fomentar a troca de experiências sobre a gestão de gramados de alto desempenho, especialmente aqueles utilizados em grandes arenas e complexos esportivos. O curso é presencial e acontece de 9 a 11 de abril no auditório da Embrapa, no Estádio do Maracanã e no Campo Olímpico de Golfe. A programação do curso aborda temas estratégicos para o setor, como seleção e melhoramento de espécies de gramas, técnicas de implantação, manejo e manutenção, além do uso de tecnologias e equipamentos modernos voltados à eficiência e sustentabilidade. Voltado para engenheiros agrônomos, estudantes de Agronomia, gestores de instalações esportivas, profissionais de paisagismo e técnicos da área, o curso conta com um corpo docente qualificado, formado por especialistas reconhecidos no mercado. Entre os professores estão os engenheiros agrônomos Paulo Antonio Azeredo, Breno Couto, Tais Paludo, Eduardo Brossi, Lucas Pedrosa e Leonardo Vicente da Silva, além do engenheiro civil Eduardo Barbosa. Haverá um debate técnico sobre gramados naturais versus artificiais, reunindo especialistas para discutir vantagens, limitações e critérios de escolha sob a ótica agronômica e da qualidade dos campos esportivos. Destaque para as visitas técnicas ao icônico Estádio do Maracanã, ao Estádio de São Januário e ao Campo Olímpico de Golfe, referência internacional em manejo de gramados, proporcionando aos participantes contato direto com práticas de excelência. Horários: 5° feira 9/4/2026 8h às 16h, no Auditório Embrapa Solos 6° feira 10/4/2026 8h às 12h no Estádio do Maracanã. 14h às 16h no Estádio de São Januário. Sábado 11/4/2026 9h às 13h no Campo Olímpico de Golfe. Mais informações: E-mail: [email protected] Celular: (21) 99999-3064 Inscreva-se aqui
Dia Meteorológico Mundial é celebrado em evento gratuito na sede do CREA-RJ

Em celebração ao Dia Meteorológico Mundial, comemorado em 23 de março, o CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro, promoveu no dia 27 de março o evento “Dia Meteorológico Mundial: Observando o hoje, protegendo o amanhã”, seguindo o tema oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para 2026. O encontro, que aconteceu no auditório Dulphe Pinheiro Machado, na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio, reuniu profissionais, estudantes e especialistas, com o objetivo de trazer palestras pertinentes ao tema, atualizando os profissionais meteorologistas sobre os desafios e propostas futuras. Na mesa de abertura, estiveram presentes o coordenador da CEAgro, engenheiro agrônomo José Leonel Rocha Lima; o presidente do NRRJ/SBMET, meteorologista Ivan Abreu; e a coordenadora adjunta da CEAgro, meteorologista Ana Cristina Palmeira. José Leonel destacou a relevância do evento para o prestígio da Meteorologia. “É um evento de enorme importância, visto que a Meteorologia está no mundo inteiro. Nós estamos aqui para valorizar o profissional dessa área. Há uma grande expectativa sobre as informações meteorológicas diariamente, para que as pessoas possam organizar seu cotidiano. Além desse fator, a Meteorologia é decisiva visando a segurança mundial, espacial e agronômica.” Ana Cristina Palmeira falou sobre o contexto e os desafios da profissão. “Atualmente, a análise da atmosfera implica em coleta de dados observacionais por meio de estações, desde locais muito próximos até os mais remotos. E uma das maiores preocupações da Meteorologia hoje é justamente a coleta e o tratamento dos dados que não são substituíveis. Se uma estação para de coletar, ela precisa voltar e nos trazer aquela continuidade de antes.” Ivan Abreu apresentou o desafio a respeito do panorama atual das estações meteorológicas pelo país. “Hoje o Brasil precisa unir os profissionais da área de Meteorologia e de todas as funções acerca de dados meteorológicos, porque está ocorrendo um fechamento abundante de estações. O último Censo mostrou que o Brasil possui apenas 85 estações meteorológicas, enquanto países como Estados Unidos e Austrália contêm respectivamente 800 e 600. E neste ano, até o momento, o órgão responsável já fechou 83 estações meteorológicas.” Após a mesa de abertura, a programação seguiu com palestras que englobaram tópicos abrangentes, como estudo, monitoramento e aplicação da Meteorologia na sociedade. A primeira palestra foi apresentada pelo professor da UFRJ e meteorologista Marcio Cataldi, com o tema “O clima em mudança: estratégias e métodos para educação climática, monitoramento, modelagem e análise de risco”. Em seguida, o pesquisador da Divisão de Modelagem Numérica do Sistema Terrestre do INPE, meteorologista Marcelo Santini, trouxe a palestra “A importância da observação meteorológica no cenário climático atual”. Por fim, o meteorologista da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação – SEAPI/RS, Luiz Felipe do Carmo, apresentou o tema “Comparação de dados observados do SIMAGRO e da reanálise ERA5 para o estudo das cultivares de oliveira e uva no estado do Rio Grande do Sul”. O evento também contou com a entrega de brindes pela participação dos palestrantes e a realização de sorteios e jogos de conhecimento acerca dos temas discutidos.