Em celebração ao Dia Meteorológico Mundial, comemorado em 23 de março, o CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia – CEAgro, promoveu no dia 27 de março o evento “Dia Meteorológico Mundial: Observando o hoje, protegendo o amanhã”, seguindo o tema oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para 2026.
O encontro, que aconteceu no auditório Dulphe Pinheiro Machado, na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio, reuniu profissionais, estudantes e especialistas, com o objetivo de trazer palestras pertinentes ao tema, atualizando os profissionais meteorologistas sobre os desafios e propostas futuras.
Na mesa de abertura, estiveram presentes o coordenador da CEAgro, engenheiro agrônomo José Leonel Rocha Lima; o presidente do NRRJ/SBMET, meteorologista Ivan Abreu; e a coordenadora adjunta da CEAgro, meteorologista Ana Cristina Palmeira.
José Leonel destacou a relevância do evento para o prestígio da Meteorologia.
“É um evento de enorme importância, visto que a Meteorologia está no mundo inteiro. Nós estamos aqui para valorizar o profissional dessa área. Há uma grande expectativa sobre as informações meteorológicas diariamente, para que as pessoas possam organizar seu cotidiano. Além desse fator, a Meteorologia é decisiva visando a segurança mundial, espacial e agronômica.”
Ana Cristina Palmeira falou sobre o contexto e os desafios da profissão.
“Atualmente, a análise da atmosfera implica em coleta de dados observacionais por meio de estações, desde locais muito próximos até os mais remotos. E uma das maiores preocupações da Meteorologia hoje é justamente a coleta e o tratamento dos dados que não são substituíveis. Se uma estação para de coletar, ela precisa voltar e nos trazer aquela continuidade de antes.”
Ivan Abreu apresentou o desafio a respeito do panorama atual das estações meteorológicas pelo país.
“Hoje o Brasil precisa unir os profissionais da área de Meteorologia e de todas as funções acerca de dados meteorológicos, porque está ocorrendo um fechamento abundante de estações. O último Censo mostrou que o Brasil possui apenas 85 estações meteorológicas, enquanto países como Estados Unidos e Austrália contêm respectivamente 800 e 600. E neste ano, até o momento, o órgão responsável já fechou 83 estações meteorológicas.”

Após a mesa de abertura, a programação seguiu com palestras que englobaram tópicos abrangentes, como estudo, monitoramento e aplicação da Meteorologia na sociedade.
A primeira palestra foi apresentada pelo professor da UFRJ e meteorologista Marcio Cataldi, com o tema “O clima em mudança: estratégias e métodos para educação climática, monitoramento, modelagem e análise de risco”. Em seguida, o pesquisador da Divisão de Modelagem Numérica do Sistema Terrestre do INPE, meteorologista Marcelo Santini, trouxe a palestra “A importância da observação meteorológica no cenário climático atual”.
Por fim, o meteorologista da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação – SEAPI/RS, Luiz Felipe do Carmo, apresentou o tema “Comparação de dados observados do SIMAGRO e da reanálise ERA5 para o estudo das cultivares de oliveira e uva no estado do Rio Grande do Sul”.



O evento também contou com a entrega de brindes pela participação dos palestrantes e a realização de sorteios e jogos de conhecimento acerca dos temas discutidos.