CREA-RJ toma medidas para enfrentar dificuldades técnicas com nova plataforma
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) reconhece e lamenta profundamente os transtornos e a frustração causados pelas turbulências na implantação da nossa nova plataforma digital, iniciada na última segunda-feira, dia 24. Uma força-tarefa foi criada para solucionar o problema. O CREA-RJ reafirma sua parceria com todos os profissionais e empresas, reconhecendo o desconforto dessa situação. Entendemos que a principal dificuldade reside na emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), um documento essencial para a legalidade, rastreabilidade e prosseguimento dos serviços e empreendimentos. O Porquê das Falhas Nosso sistema é robusto e complexo, e permaneceu sem as atualizações digitais necessárias por pelo menos 15 anos. Esta migração tecnológica, embora desafiadora, é um passo fundamental para garantir um enorme avanço na qualidade, segurança e eficiência dos serviços prestados pelo Conselho. Estamos inovando ao criar o alicerce digital do CREA-RJ a fim de deixar um legado para os profissionais. Ações Imediatas da Presidência Nosso Setor de Tecnologia da Informação está atuando 24 horas por dia para estabilizar a plataforma. Paralelamente, montamos uma força-tarefa para aplicar as seguintes medidas para proteger o exercício profissional: A Sua Colaboração é Essencial Solicitamos aos profissionais que continuem reportando suas dificuldades de forma detalhada, indicando o problema específico, o horário da ocorrência e seus dados pessoais pelo e-mail [email protected] Essas informações contribuem para que as equipes de TI consigam diagnosticar e estabilizar o sistema o mais brevemente possível. Estamos trabalhando incansavelmente para que esta fase de transição seja concluída e os profissionais possam usufruir de uma plataforma que reflita a excelência e a modernidade dignas do CREA-RJ. Agradecemos a compreensão e a paciência de todos. Confira o vídeo com a explicação do Gerente da TI, Alex Lobo
Dia do(a) Engenheiro(a) e do(a) Técnico(a) de Segurança do Trabalho
No dia 27 de novembro comemora-se o Dia do(a) Engenheiro(a) e do(a) Técnico(a) de Segurança do Trabalho. A escolha da data está ligada à regulamentação da profissão de Engenheiro e Técnico de Segurança do Trabalho, feita em 1985, pelo Decreto nº 92.530, que tornou obrigatória a presença desses especialistas em empresas públicas e privadas, conforme o grau de risco e o número de empregados. Engenharia de Segurança do Trabalho O(a) Engenheiro(a) de Segurança do Trabalho tem como principais funções a análise e o controle de possíveis riscos no ambiente de trabalho, envolvendo o nível de perigo e de insalubridade que ele possa vir apresentar. Além disso, ele emite laudos técnicos como base para que decisões importantes sejam tomadas, a fim de solucionar os problemas encontrados. Planejar estratégias de segurança é outra etapa imprescindível do papel desse profissional. Nela, o(a) engenheiro(a) trabalha na projeção de novos sistemas para a melhoria das instalações e equipamentos, prezando sempre pela saúde ocupacional. Para a formação superior na área, é necessário cursar uma pós-graduação para engenheiros e arquitetos que buscam se especializar depois do término da faculdade. As atividades duram até dois anos, com as atribuições realizadas por esses profissionais sendo normatizadas pela Resolução N° 359, Art. 4°, de 31 de julho de 1991 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Estabelecido no mercado, o(a) engenheiro(a) de Segurança do Trabalho ganha em média R$10.946,00 em uma jornada de aproximadamente 41 horas semanais. Em 2025, a variação salarial pode ir de R$10.647,05 (piso) a R$18.950,19 (teto). Técnica de Segurança do Trabalho O(a) Técnico(a) tem o papel de colocar na prática todas as medidas propostas pelo(a) engenheiro(a) em campo, inspecionando as aplicações e os cumprimentos, assim como todas as normas de manutenção. Para ingressar nesse curso, não é necessário ensino superior, requisitando apenas do ensino fundamental completo e do ensino médio em andamento ou já concluído. A duração varia entre um ano e meio e dois anos. A jornada de trabalho é de 43 a 44 horas por semana e o salário varia entre R$3.000 e R$3.800, em 2025. A remuneração pode ser maior ou menor, a depender da região, empresa, experiência ou setor de desempenho. Atuação em conjunto Na proteção de todos os funcionários, independentemente dos níveis de cargo que exercem, a cooperação do(a) engenheiro(a) e do(a) técnico(a) são fundamentais para produzir um ambiente saudável e estabilizado. Juntando seus conhecimentos e habilidades, conseguem criar métodos de segurança eficazes e conscientizar a todos sobre a importância de segui-los. Acidentes de trabalho no Brasil Em 2024, o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), consolidados a partir do eSocial e do sistema da Previdência. Desse total, 74,3% corresponderam a acidentes típicos, 24,6% a acidentes de trajeto e apenas 1% a doenças ocupacionais, indicador que evidencia as dificuldades no reconhecimento desse tipo de ocorrência. A maioria dos registros resultou em afastamentos de até 15 dias, representando 61,07% do total, enquanto 27,01% não geraram afastamento e 11,91% provocaram ausências superiores a duas semanas. O cenário recente mostra um crescimento contínuo dos acidentes de trabalho no país. Apenas em 2023, foram notificados 499.955 acidentes por meio do eSocial, dos quais 2.888 resultaram em morte. Entre 2021 e 2024, observou-se um aumento anual superior a 11% nos registros, consolidando uma tendência de elevação preocupante. A construção civil, o transporte rodoviário de cargas e passageiros e a área da saúde estão entre os setores mais impactados, concentrando parte significativa dos acidentes graves e fatais. Esse panorama reforça a relevância do trabalho dos engenheiros e técnicos de segurança, cuja atuação é essencial para a avaliação e o controle de riscos, a capacitação contínua dos trabalhadores, o fortalecimento da cultura de prevenção e o cumprimento das Normas Regulamentadoras. Para o CREA-RJ, os números evidenciam a necessidade de ampliar o estímulo a programas de prevenção, incentivar práticas de fiscalização preventiva e promover a disseminação de boas práticas que contribuam para ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis. Fonte: CPET (Centro de Personalização e Educação Técnica), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Portal Salário