Presidente do CREA-RJ manifesta apoio a projeto de lei aprovado na Câmara com programa de inserção de mulheres na construção civil
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) manifesta seu mais veemente apoio e reconhecimento à Câmara dos Deputados pela aprovação do Projeto de Lei que cria o Programa para a Inserção Profissional de Mulheres na Construção Civil, aprovado nesta terça-feira. “Esta medida não é apenas uma política social; é um ato de inteligência econômica e técnica, fundamental para a busca da equidade de gênero no nosso setor. As engenharias, historicamente dominadas por homens, ganham em criatividade, rigor e inovação com a inclusão de mais talentos femininos; parabenizamos os parlamentares e reafirmamos nosso papel de fiscalizar e garantir que essas profissionais atuem em condições de dignidade e segurança”, afirmou o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández. “O CREA-RJ entende que a engenharia e a agronomia são áreas vocacionais, e não de gênero. Garantir oportunidades no canteiro de obras e nos escritórios de projeto é pavimentar um futuro onde a competência é o único critério de sucesso”, destacou Fernández. A Câmara aprovou, nesta terça-feira (18/11), o projeto de lei que cria o Programa para a Inserção Profissional de Mulheres na Construção Civil. Indicada na Agenda Legislativa da Engenharia, Agronomia e Geociências como uma das propostas prioritárias do Sistema Confea/Crea, ela segue agora para o Senado. O texto tem autoria da deputada Rogéria Santos (Republicanos -BA) e relatoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O PL recebeu todo apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) O presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, destacou a importância do projeto de lei para a atuação do Programa Mulher, do Sistema Confea/Crea. “O Confea trabalhou com lideranças partidárias e com a relatora pela aprovação do PL 2315/2023 em todas as comissões. É uma importante medida de valorização da profissional nessa área em cidades acima de 50 mil habitantes, por meio de convênios entre o governo federal, os estados e municípios. O programa também prevê que empresas da construção civil participantes de licitações públicas reservem vagas de, no mínimo, cinco a dez por cento para mulheres ocuparem postos de níveis operacionais ou gerenciais. Entre outros incentivos, também prevê a realização de cursos de qualificação profissional em nível operacional. É uma ação que se agrega à atuação do Comitê do Programa Mulher em busca da equidade de gênero no Sistema”, observa o presidente do Confea.
7° Workshop de Engenharia Ambiental da UFRJ

Estão abertas as inscrições para o VII Workshop do PEA/UFRJ, que acontece de 3 a 5 de dezembro de 2025, em formato híbrido, no Centro de Tecnologia da UFRJ e com transmissão online. O evento tem como tema central os Desafios Ambientais, reunindo palestrantes convidados de universidades e instituições nacionais e internacionais, além de sessões especiais sobre Engenharia Sanitária, Tecnologias Ambientais, Meio Construído, Ecologia Industrial, Segurança e Sustentabilidade. A programação conta com palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos e atividades interativas que estimulam a troca de experiências e a divulgação científica. O Workshop é uma oportunidade para fortalecer a comunidade acadêmica, conhecer pesquisas inovadoras e discutir soluções para os grandes desafios ambientais da atualidade. Inscreva-se aqui: doity.com.br/vii-workshop-pea-ufrj-206036-20251016092216
Dia do Empreendedorismo Feminino (Programa Mulher)
Em 19 de novembro comemora-se o Dia do Empreendedorismo Feminino, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2014. O objetivo da data é conscientizar os obstáculos encontrados pelas mulheres no empreendedorismo, incentivando a conquista do espaço feminino no mercado de trabalho e promover a igualdade de gênero nas áreas abrangidas. Ser responsável pelo próprio negócio é uma possibilidade que apresenta vantagens animadoras para quem sonha em ter uma carreira profissional flexível e autônoma. Além disso, caso alcancem o sucesso, os empreendedores podem se deparar com um potencial de lucro vasto e maior facilidade e disponibilidade em trabalhar com aquilo que deseja. Especialmente no Brasil, empreender foi inserido e visto como um caminho catalisador de estratégias e crescimento pessoal, estimulando a todo o momento a busca por aprimoramentos e soluções de problemas. Para as mulheres, a garantia dessas oportunidades é um direito primordial na liberdade profissional e nas devidas condições justas e igualitárias de trabalho nos setores que englobam o empreendedorismo. Isso vale também para aquelas que agem no meio mais tradicional do mercado e buscam alternativas legais que possam impulsionar suas carreiras, dentro de um ambiente muitas vezes machista e restritivo nas medidas que valorizam as funcionárias. Após anos de luta por direitos e melhores condições em diversos setores da sociedade, houve progresso nas últimas décadas a respeito de aspectos inclusivos para as mulheres, onde elas vêm ganhando relevância nos debates sobre as inclusões e assumindo o controle de papéis que, anteriormente, eram raramente atribuídos ao sexo feminino. Todo esse movimento foi o ponto de partida para abrir os caminhos no mercado físico e também digital, impulsionado posteriormente pelo contexto de isolamento social ocorrido no estouro da Covid-19 em 2020. A migração do empreendedorismo tradicional para as portas abertas pela internet, foi algo que atingiu os donos de negócio a nível Brasil e global, sendo necessário uma adaptação desafiadora. Se antes os obstáculos estruturais eram significativos para as empreendedoras, com a realidade pandêmica eles vieram a se tornar ainda mais desafiadores. Ascensão feminina no mercado Com a retomada econômica vindo após o fim da pandemia, o número que já indicava 30% de mulheres responsáveis por negócios no Brasil – mantido mesmo durante a crise sanitária global – aumentou para 34% em 2024. Os dados são do Relatório Técnico de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, e apontam um recorde histórico alcançado no país de 10,5 milhões de mulheres empreendedoras, fortalecendo o avanço da relevância feminina no cenário econômico nos últimos anos. Segundo o mesmo levantamento, o motivo para essa crescente se deu pela habilidade de adaptação das mulheres no contexto pandêmico, onde houve uma busca significativa pela maior digitalização de negócios e o reconhecimento de mídias sociais como canais de venda. Essas mudanças também impactaram a faixa etária feminina empreendedora, onde no Brasil é apontada pelo Sebrae a maior parcela compreendendo-se entre os 30 e 39 anos. Até 2023, as jovens adultas de 25 a 29 anos e as mulheres acima de 60 anos possuíam uma participação semelhante, dado que sofreu uma alteração em 2024, quando as empreendedoras acima de 60 tiveram uma presença levemente maior. Ao tomar a iniciativa de abrir o próprio negócio, as mulheres têm buscado com mais frequência o setor de serviços, representando 56,8% do total feminino do empreendedorismo no Brasil na segunda metade do ano passado. A distância é de 31,7 pontos percentuais para a área de comércio, que apareceu com 25,1% na pesquisa realizada. Em um mercado cada vez mais dinâmico, o empreendedorismo femino é fundamental para o crescimento da sociedade e na maior garantia dos direitos das mulheres, que profissionalmente encaram desigualdades em relação aos homens e os demais dificuldades no acesso para empreender no Brasil, e acabam não vislumbrando possibilidades em áreas que estão em constante expansão, especialmente as da saúde, economia, tecnologia e sustentabilidade. Fonte: Sebrae, Prudential