Criador do Festival Rock the Mountain garante: “Eu me sinto muito mais seguro em ter a fiscalização do Crea-RJ aqui”

‘Eu me sinto muito mais seguro em ter a fiscalização do Crea-RJ aqui’. A afirmação é do empresário Ricardo Bräutigam, designer gráfico, sócio fundador e diretor-geral, artístico e criativo do Festival de Música Rock The Mountain, que, todo ano, desde 2013, para o distrito de Itaipava, em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio. As instalações do festival que reúne por noite 15 mil a 20 mil pessoas (pouco menos da população total de Itaipava) receberam visita técnica da fiscalização da Equipe de Trabalho de Grandes Eventos, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), nesta sexta-feira, dia 14 de novembro. “A gente vê o evento sendo montado e tenta fazer tudo conforme as regras. Sempre tem uma coisinha ou outra para ajustar. Então sempre passa alguém na fiscalização (do Crea-RJ), que dá um toque, isso aqui precisa ser assim, aquilo ali precisa daquele tipo de alvará, de acertar detalhes. E eu acho que tudo isso faz com que a gente se sinta mais seguro e que receba com mais segurança o público ao longo dos dias de festival”, destacou o empresário Ricardo Bräutigam, que se inspirou no festival de música Coachella Valley Music and Arts, que já visitou 11 vezes na Califórnia (EUA), sem contar outros festivais de música pelo mundo todo. Com a apresentação de mais de cem artistas – que vão de Zeca Pagodinho a Anitta, o Rock The Mountain tem uma estética psicodélica dos anos 1960 e 1970, com obras de pop arte e um público ímpar, que vem de todo canto do país. No rastro do movimento ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), o festival acabou de alcançar uma grande conquista: deu início ao processo de certificação ISO 20121, que é um selo de garantia de gestão de sustentabilidade de eventos.  A pegada sustentável do Rock The Mountain se verifica em números. Primeiro festival de música no Brasil a não permitir circulação de latas de alumínio, garrafas de vidro ou garrafas plásticas descartáveis, a gestão de resíduos do evento tem coleta seletiva e compostagem, que recicla mais de 90% do lixo. A cenografia reutiliza 80% dos materiais de anos anteriores. Com a oferta de alimentação 100% vegana, o festival economiza 100 milhões de litros de água. Apesar de estar incrustado numa área de 80 mil metros quadrados do Parque Municipal Paulo Rattes, em Itaipava, o festival promete total acessibilidade, tem canais de denúncias contra assédio sexual e apoio a cinco grandes projetos socioambientais da região. Com quatro dias de shows em dois fins de semana em 11 palcos, além de brinquedos como roda-gigante e tirolesa, o festival dá uma contribuição pujante à economia de Petrópolis, cidade imperial da Região Serrana. O diretor de produção, Daniel Scatena, informa que o evento injeta cerca de R$ 100 milhões por ano na economia local, gerando mil empregos diretos e outros cinco mil indiretos. Segundo ele, a taxa de ocupação hoteleira atingiu 99% com o feriado e o megaevento. “O Crea-RJ nos ajudou muito esse ano com os processos que a gente precisava. Fiz visitas constantes à Inspetoria do Crea-RJ em Petrópolis. Temos 21 adesivos com QR codes colados nos equipamentos, em que a gente pode ver a documentação da ART, com todos os dados dos responsáveis técnicos”, explicou Scatena. A compreensão do trabalho da fiscalização do Crea-RJ pelos organizadores do festival, confirmando que o trabalho dos fiscais é acima de tudo pedagógico, serviu de grande estímulo à Equipe de Trabalho de Grandes Eventos, do Crea-RJ. “A engenharia está presente aqui, com mais de 30 profissionais de cinco empresas, mais de 50 ARTs e 21 tags de QR-Code com informações técnicas, neste grande evento. É uma mostra de que a engenharia está presente nos grandes eventos de toda a nossa sociedade, garantindo emprego e todas as condições de trabalho necessárias, ajudando a garantir a segurança da população”, afirmou o superintendente técnico do Crea-RJ, engenheiro Leonardo Dutra. “Esse evento tem uma grande pegada de sustentabilidade, dentro do que se exige das empresas e da sociedade hoje, com cuidados raros na gestão de resíduos”, observou Cosme Chiniara, gerente de fiscalização do Crea-RJ. Os fiscais da Inspetoria do Crea-RJ em Petrópolis lembraram que atuaram no festival bem antes do início dos trabalhos no local.  “Estamos muito felizes que os organizadores do festival compreenderam muito bem nosso trabalho na fiscalização dos profissionais e das empresas. O trabalho da fiscalização do Crea-RJ se revela cada vez mais importante em grandes eventos como o festival Rock The Mountain, que dão bastante visibilidade à nossa região”, afirmou o fiscal Carlos Henrique Durce, que é geógrafo. 

Presidente do Crea-RJ destaca protagonismo das engenharias em palestra no G20 Social

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, participou neste dia 15 de novembro de 2024 – feriado nacional em homenagem à fundação da República – do fórum Conexão 2030, dentro do inédito G20 Social. Criado pelo governo federal, quando o Brasil assumiu simbolicamente a presidência do G20, o G20 Social tem o objetivo de ampliar a participação dos atores não-governamentais nas atividades e processos decisórios do G20 que, durante a presidência brasileira tem por lema “Construindo um Mundo justo e um planeta sustentável”. Pela primeira vez realizado no Brasil, o G20 foi ampliado também de forma inédita pelo G20 Social. Nada mais justo que a sociedade civil, quase sempre a mais impactada pelas políticas públicas, participe de alguma forma das decisões dos grandes líderes mundiais. Em sua palestra intitulada “Crea-RJ: 90 anos a serviço da sociedade, construindo pontes para o futuro”, no Armazém 1b, na Zona Portuária, Miguel Fernández destacou o protagonismo das engenharias ao fazer um retrospecto do Conselho desde a sua fundação, há 90 anos, atuando cada vez mais em defesa da sociedade, por meio por meio do trabalho dos profissionais de Engenharia, Agronomia e das Geociências. Um dos maiores do país, o Crea-RJ reúne cerca de 110 mil profissionais de 20 mil empresas. “Pela primeira vez, o Brasil está sediando este que é o maior encontro mundial, onde reúne os grandes líderes das 20 maiores economias do mundo. O Crea do Rio de Janeiro não poderia estar de fora dessa inovação que o Brasil trouxe, que é o G20 social, a fim ampliar a participação deste grande evento, deste grande encontro, não só para suas lideranças, mas também para sua população”, afirmou o presidente do Crea-RJ, num palestra que reuniu de estudantes de engenharia a profissionais do setor. Realizado pelo governo do estado e pela Secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade em parceria com a ONU-Habitat e GreenNova Hub, o fórum Conexão 2030 reúne no G20 Social representantes da sociedade civil, do poder público local, do mundo acadêmico e de hubs internacionais de inovação para debater estratégias de aceleração da implantação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos países.  Fernández lembrou que “diversos eventos estão acontecendo em paralelo, debatendo variados temas e nós estamos aqui apresentando a importância do nosso conceito, nosso sistema profissional, nos últimos 90 anos da evolução e desenvolvimento dos setores das Engenharias, Agronomia e Geociências no estado do Rio de Janeiro”.  “Parabéns aos organizadores. Que contem conosco e que eles tenham aqui o fruto de muito debate para o avanço do nosso planeta, do nosso país, do nosso estado e da nossa cidade”, afirmou o presidente do Crea-RJ. Em sua palestra, Fernández ressaltou a importância da fiscalização do Crea-RJ, que defende o exercício legal da profissão, reduzindo os riscos das atividades profissionais das engenharias e, com isso, defendendo a sociedade. Os profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua trabalham diariamente em benefício da população, por meio de suas ações voltadas para a segurança, a qualidade e a sustentabilidade de obras, projetos e serviços: seja na construção de infraestrutura resiliente, no desenvolvimento de soluções inovadoras, nos desafios ambientais ou na promoção de práticas responsáveis que visam a um futuro mais sustentável e justo para todos. Perguntado pelo engenheiro Wallace Ronda sobre os projetos tecnológicos em desenvolvimento no Crea-RJ, o presidente do Conselho reforçou que está “investindo pesado na parte tecnológica” e que o setor de fiscalização será um dos mais afetados positivamente. Miguel Fernández lembrou, por exemplo, que estão funcionando muito bem as tags que informam, por meio de QR Codes, todas as informações sobre as Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), que ajudam a rastrear os responsáveis técnicos por obras e serviços de engenharia em todo o estado. A tecnologia fez sucesso no Rock in Rio. “Estamos usando a ART como instrumento de inteligência”, disse Fernández, lembrando que está sendo aperfeiçoado o sistema de cruzamento de dados com o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), que vai permitir a identificação de todos os responsáveis técnicos por equipamentos de manutenção de hospitais e clínicas.  “Isso vai salvar vidas”, observou Fernández. Confira o vídeo! Em seu palestra, o presidente do Crea-RJ destacou a importância do Rio de Janeiro como berço do ensino das engenharias no país, além de polo de atividades econômicas que têm a Engenharia como protagonista, como a extração de petróleo e gás e a produção de energia nuclear. Miguel Fernández ressaltou também a atuação decisiva da Engenharia na construção de grandes obras que alteraram de modo positivo a paisagem urbana do estado, como a Floresta da Tijuca, o Edifício A Noite, o Sistema Guandu, o Maracanã – que já sediou duas copas mundiais – a Ponte Rio-Niterói, o interceptor oceânico, o Sambódromo, o Porto do Açu e as usinas nucleares. A Ponte, que completou 50 anos em março, o Bondinho do Pão de Açúcar e o monumento do Cristo Redentor são algumas das grandes obras que compõem a logo dos 90 anos do Crea-RJ, com o lema “Construindo pontes para o futuro”

Dia da Proclamação da República

Desde 1949, 15 de Novembro é um feriado nacional, regulamentado pela Lei Federal 662, do presidente Eurico Gaspar Dutra. A Proclamação da República ocorreu um ano e meio após a abolição da escravatura (13 de maio de 1888). A Proclamação da República foi resultado de um processo político que se estendeu desde a década de 1870. A insatisfação com a monarquia ganhou força ao final da Guerra do Paraguai, tanto nos meios militares quantos nos civis, principalmente após a criação do Manifesto Republicano e do Partido Republicano Paulista (PRP).  Breve contexto histórico  As forças armadas consideravam-se pouco reconhecidas depois de terem conduzido todo o esforço da Guerra do Paraguai. Os militares estavam insatisfeitos com suas remunerações, queriam melhorias no sistema de promoção de carreira e a permissão para opinar suas posições políticas, algo proibido na época.  O descontentamento com a monarquia não era uma exclusividade dos militares, abarcava também outros setores da sociedade, principalmente os cafeicultores paulistas e a Igreja Católica. Com a sanção da lei Áurea, os proprietários rurais, embora em sua maioria conservadores e monarquistas, não resistiram à adesão ao movimento, após o grande prejuízo financeiro acarretado pela libertação dos mais de 700 mil escravos que existiam no país.  Como foi a Proclamação da República? Em novembro de 1889, com a crise política bastante avançada, nomes do republicanismo – Aristides Lobo, Sólon Ribeiro, Quintino Bocaiuva, Ruy Barbosa, Silva Jardim, Lopes Trovão, José do Patrocínio – convenceram o marechal Deodoro da Fonseca, um militar bastante influente na época, a aderir ao movimento. Assim, em 15 de novembro, ele liderou um levante militar,  que cercou o Gabinete Ministerial, destituiu o visconde de Ouro Preto dos cargos de presidente do Conselho de Ministros e ministro da Fazenda e prendeu-o. Ao longo daquele dia, uma série de acontecimentos levaram à Proclamação da República, oficialmente, após anúncio feito por José do Patrocínio, então vereador do Rio de Janeiro. O Artigo 1º do Decreto nº 1, de 15 de novembro de 1889, diz “Fica proclamada provisoriamente e decretada como a forma de governo da Nação brasileira – a República Federativa”. Assim, foi instaurada no Brasil a nova forma de governo e determinada a expulsão da família real, que foi exilada em Portugal. Atualmente, historiadores que estudam esse momento do país tratam esse acontecimento como um golpe, por ter sido uma transição de regime forçada e sem a participação popular.  O Brasão de Armas do Brasil O Brasão de Armas do Brasil foi concebido pelo engenheiro Artur Zauer, a pedido do Presidente Manuel Deodoro da Fonseca. Johann Peter Franz Arthur Sauer (1840 – 1920) foi um militar e engenheiro civil prussiano, naturalizado brasileiro, que idealizou a heráldica do brasão de armas para o regime republicano nascente. Ele fez a composição e pediu ao desenhista Luís Gruder que a executasse. A Casa Gráfica Laemmert apresentou a imagem ao governo do Marechal, aprovando-a como brasão nacional. O desenho foi oficializado pelo decreto nº 04, de 19 de novembro de 1889, o chamado decreto dos Símbolos Nacionais do Brasil. Por dentro do brasão* O desenho do Brasão de Armas do Brasil obedece à proporção de 15 de altura por 14 de largura, e compõe-se de: “I – o escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação Cruzeiro do sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na Bandeira Nacional; (Redação dada pela Lei nº 8.421, de 1992)II – o escudo ficará pousado numa estrela partida-gironada, de 10 (dez) peças de sinopla e ouro, bordada de 2 (duas) tiras, a interior de goles e a exterior de ouro. III – o todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrêla de 20 (vinte) pontas.IV – em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões “15 de novembro”, na extremidade destra, e as expressões “de 1889”, na sinistra” *Fonte: Senado Nacional No Dia da Proclamação da República, o Crea-RJ celebra essa data histórica que marcou a transição do Brasil para um regime republicano, consolidando os ideais de liberdade, cidadania e igualdade. Mudança que abriu caminhos para o desenvolvimento político, social e econômico, criando bases para a construção de uma sociedade mais participativa, princípio da democracia e do desenvolvimento.

Parabéns ao município de Tanguá, por seus 29 anos!

Inicialmente habitada pelos índios Tamoios, a região passou a pertencer à Capitania de São Vicente que, desmembrada, constituiu a Capitania do Rio de Janeiro. Na metade do século XVI, essas terras foram divididas em sesmarias, posteriormente cedidas aos jesuítas que visavam a catequizar os índios.   Por volta de 1670, uma sesmaria de aproximadamente 9 mil léguas foi doada ao Alferes Henrique Duque Estrada,onde foi construído um casarão intitulado Solar dos Duques. Hoje é o bairro de Duques, onde em 1969 foi instalada a estação terrena de comunicações internacionais via satélite da EMBRATEL.  No dia 17 de março de 1878 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Tanguá, com a chegada da primeira composição de trens vinda da Estação de Porto das Caixas, distante 18 km. Já no período entre 1920 e 1923 foi construída a Usina Tanguá, seguindo-se a constituição de Tanguá como quinto distrito de Itaboraí. A usina operava em sistema de moagens anuais, em que a maioria da população trabalhava no plantio e no corte da cana.  A estação ferroviária teve grande importância nas décadas de 20 a 60 do século passado, quando dela era transportada a produção de açúcar e também de álcool produzida na Usina Tanguá. Esses produtos seguiam para Niterói – então capital do Estado do Rio de Janeiro – e também para o Estado da Guanabara, atual município do Rio de Janeiro, onde eram comercializados. Em 1970, devido a dificuldades financeiras, a usina fechou. Instalou-se no mesmo prédio a Companhia Brasileira de Antibióticos, considerada, enquanto em operação, a maior indústria farmacêutica da América do Sul na produção de antibióticos.  Na mesma década de 70 é descoberta em Tanguá uma das maiores reservas de fluorita do Brasil. Este mineral, como o calcário, representa atualmente uma das maiores riquezas minerais do Estado do Rio de Janeiro.  O Crea-RJ parabeniza Tanguá por seus 29 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro