Presidente do Crea-RJ participa de reunião inaugural do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), engenheiro Miguel Fernández, participou da primeira reunião do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana criado por ele, para apresentar propostas e soluções para a questão da mobilidade no estado do Rio. Coordenado pelo engenheiro Alexandre Vacchiano de Almeida, que também faz parte da diretoria do Crea-RJ, o GT reúne conselheiros do Crea-RJ e representantes da Semove, a federação das empresas de mobilidade do Estado do Rio, e da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro). Na reunião ocorrida na sede do Crea-RJ, na sexta-feira, 8 de novembro, o presidente do Crea-RJ defendeu a importância de o GT focar nesse momento na SuperVia, que está em recuperação judicial e é responsável pelo transporte de cerca de 300 mil pessoas por dia.  “O tema da mobilidade urbana é pujante de demandas relacionadas ao setor das engenharias. Sem diminuir as outras questões, pediria que o Grupo de Trabalho desse prioridade à questão da SuperVia, em virtude da conjuntura atual”, afirmou Miguel, obtendo a concordância do coordenador do GT, Alexandre Vacchiano e de seus pares. O representante da Agetransp no Grupo de Trabalho, Rafael Poubel,também considerou importante a apresentação de propostas e busca de soluções para a questão da SuperVia. “Acho que é sempre importante a gente vir falar sobre esse transporte tão importante na vida do cidadão fluminense, cuja concessionária vem passando por problemas, seja de recuperação judicial, seja do seu entorno. É um sistema importante na vida do fluminense, que transporta hoje em torno de 300 mil pessoas por dia, abrange 11 municípios e vem sofrendo com questões relacionadas à violência, à depredação do sistema”, afirmou Poubel, gerente da Câmara Técnica de Transportes e Rodovias da Agetransp, ressaltando a importância do Grupo de Trabalho “debater formas de mitigar os problemas nos transportes de massa”. O coordenador do Grupo de Trabalho de Mobilidade urbana do Crea-RJ, Alexandre Vacchiano, destacou a relevância dos debates que serão feitos com “o objetivo principal de focar nos problemas de mobilidade e trazer soluções para serem apresentadas às diversas entidades que possam, de alguma forma, estar contribuindo para a melhoria da mobilidade aqui no nosso estado”. “Mobilidade é um tema fundamental para o nosso estado. Então, o Crea-RJ está muito empenhado em promover essas discussões, principalmente agora, com esse período de transição que nós estamos enfrentando com a SuperVia”, observou Vacchiano.  A representante da Semove no Grupo de Trabalho, a engenheira Eunice Horácio, afirmou estar disposta a dar toda a contribuição ao Crea-RJ na discussão dos temas de mobilidade urbana. “Estou muito feliz de estar aqui nesse grupo de trabalho porque a gente vai poder trazer um pouquinho do universo do sistema de ônibus para a mobilidade urbana. O sistema de ônibus representa mais de 70% dos deslocamentos das pessoas. Então ele é um modo presente em todas as cidades do estado”, afirmou Eunice, que é gerente de mobilidade urbana da Semov, entidade que representa mais de 170 empresas de ônibus do estado, tanto municipais como intermunicipais. Eunice Horário destacou a importância da integração dos transportes para ampliar a qualidade do serviço para a grande maioria dos usuários. “A gente fala muito em infraestrutura. Como é que eu vou falar para uma pessoa para ela vir para o sistema de transporte público por ônibus? Ela vai ficar presa no congestionamento. Então, eu preciso priorizar o sistema de transporte público. Eu preciso dar, por exemplo, faixas preferenciais para que eu ganhe velocidade e tenha tempo de viagem. Assim, eu atraio a minha demanda de volta. Eu preciso qualificar os pontos de parada, as calçadas. É preciso ter iluminação pública, abrigos, cuidar da segurança pública”, destaca Eunice.  Confira o vídeo!

Engenharia Ambiental realiza sua conferência nacional e conta com participação do presidente do Crea-RJ na programação

Entre os dias 12 e 14 de novembro, será realizada em Vitória (ES) mais uma edição da CONEAS, Conferência Nacional de Engenharia Ambiental e Sanitária, um evento de grande relevância para estudantes e profissionais da área. Originalmente chamada de Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental (SBEA), a conferência teve início em 2002 e, desde então, tem se consolidado como um importante encontro para troca de conhecimentos, atualização profissional, inovação e networking do setor. Em 2024, os principais eixos temáticos da CONEAS serão Saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos, política de resíduos zero, infraestrutura verde e drenagem urbana), Mudanças Climáticas (mitigação, adaptação, políticas climáticas, educação e conscientização, energias renováveis, planejamento urbano e adaptativo) e Cidades Inteligentes (Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, mobilidade urbana, sustentabilidade, gestão de recursos urbanos e governança e participação). O presidente do Crea-RJ, engenheiro civil e mestre em Engenharia Urbana, Miguel Fernández será o moderador do Painel “Políticas Públicas e Inovações Tecnológicas no Saneamento Ambiental: Promovendo Soluções Inteligentes”, que será realizado no segundo dia do evento (13/11), das 9h às 10h30. A CONEAS reúne especialistas, pesquisadores e profissionais para discutir as tendências mais recentes, compartilhar pesquisas e práticas inovadoras, além de proporcionar oportunidades de capacitação e desenvolvimento de contatos profissionais. Os palestrantes da programação são selecionados através de um processo de submissão de trabalhos, que são avaliados por um comitê científico especializado pela originalidade e a qualidade. Os melhores trabalhos são escolhidos para apresentação durante o evento.  Durante o CONEAS, que contará com transmissão online, ocorrerá o XVII ENEEAmb – Encontro Nacional do Estudantes de Engenharia Ambiental, um dos maiores encontros de integração estudantil da área, que reúne alunos de todo o Brasil. O objetivo é promover a discussão a respeito de problemas relacionados ao meio ambiente, colaborando para o desenvolvimento intelectual e de tecnologias ligadas à gestão dos recursos naturais, bem como trocar experiências e conhecimentos vividos durante suas formações profissionais.  Clique aqui e saiba mais sobre o evento.

Parabéns ao município de Mangaratiba, por seus 193 anos!

A exploração do território do município verificou-se por volta de 1534, época em que foram doadas as capitanias hereditárias. Só a partir de 1619, foram implantados aldeamentos na região, próximo à praia denominada São Brás e em 1700, foi construída uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Guia, em local onde hoje é a sede do município.  De 1764 a 1818, o território da freguesia de Mangaratiba fez parte do município de Angra dos Reis e, posteriormente, a Itaguaí. Em 1831, foi elevada à categoria de vila, conquistando emancipação política, com a denominação de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba.  A exemplo do que aconteceu na quase totalidade dos municípios fluminenses, a escravatura exerceu um papel preponderante na formação econômica e social de Mangaratiba. Pelo seu porto transitavam mercadorias vindas de todas as regiões do Brasil e do mundo. Do interior de São Paulo e de Minas, afluíam os gêneros e artigos a serem exportados. Mangaratiba também beneficiou-se do surto da expansão cafeeira como porto de escoamento da produção do Vale do Paraíba, por onde se chegava via picadas de tropeiros pela Serra do Mar, e como sede de grandes fazendas que se espraiavam até Paraty. Com o aumento da produção, tornou-se necessária a abertura de uma estrada mais larga, que foi inaugurada pelo Imperador D. Pedro II sob denominação “Estrada Imperial”.  A grande dificuldade de acesso terrestre permanente e a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II, ligando o Rio de Janeiro ao Vale do Paraíba na segunda metade do século XIX, fez com que progressivamente minguasse a atividade comercial de Mangaratiba. A abolição da escravatura extinguiu a agricultura dos latifúndios locais, resultando em quadro de total abandono. Em 1892, a freguesia de Mangaratiba e ilhas adjacentes foram incorporadas ao então município de São João Marcos, mas readquiriu sua autonomia municipal, no mesmo ano. Em 1910, o ramal de estrada de ferro, oriunda de Santa Cruz, chega a Itaguaí e, no ano seguinte, a Coroa Grande e Itacuruçá. Finalmente, em 1914, festejou Mangaratiba a chegada da primeira locomotiva que a traria de volta ao cenário econômico do Estado.  A construção do Rodovia Rio-Santos, a implantação de grandes empreendimentos hoteleiros de luxo e os passeios de escuna pelas ilhas da região, a partir de Itacuruçá, ajudaram a consolidar o turismo como principal fonte de renda do município.  O Crea-RJ parabeniza Mangaratiba por seus 193 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: Câmara Municipal de Mangaratiba