Orlando Valverde: Uma vida dedicada à defesa da Amazônia e da justiça social

Orlando Valverde: Uma vida dedicada à defesa da Amazônia e da justiça social Orlando Valverde, nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 1917, foi um dos geógrafos mais influentes do século XX, no Brasil. Sua trajetória profissional e militante o coloca como um dos principais nomes na luta pela defesa da Amazônia e da reforma agrária no país. Formado pela Faculdade Nacional de Geografia, hoje UFRJ, Valverde encontrou na Geografia a sua verdadeira paixão. Ingressou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 1941, tornando-se um dos primeiros geógrafos com carteira assinada da instituição. Sua atuação no IBGE, o levou a conhecer de perto as diversas regiões do Brasil, especialmente a Amazônia, que se tornaria o foco principal de seus estudos e ativismo. Valverde também se dedicou à docência, lecionando na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio e em diversas universidades estrangeiras, como a Universidade de Heidelberg na Alemanha e a Universidade de Bordeaux na França. Sua produção acadêmica é vasta, com diversos livros e artigos publicados sobre geografia agrária, desenvolvimento regional e questões socioambientais. Ex-oficial da Marinha, expulso por participar da Intentona Comunista de 1935, Valverde nunca abandonou suas convicções políticas. Seus estudos e análises geográficas sempre estiveram atrelados à defesa dos direitos sociais e da justiça ambiental. Fundou a Campanha Nacional de Defesa e pelo Desenvolvimento da Amazônia (CNDDA) em 1970, tornando-se um dos principais porta-vozes na luta contra a devastação da floresta e a exploração predatória de seus recursos. Defendia a reforma agrária como fundamental para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, realizando estudos e análises sobre a concentração de terras e a desigualdade no campo. Foi pioneiro da Geografia crítica no Brasil, defendendo que essa ciência estivesse engajada na luta por justiça social e ambiental, contrapondo-se à visão tradicional da disciplina como ciência neutra e apolítica. O geógrafo e professor Orlando Valverde foi homenageado com o Prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente, na primeira edição, em 1998, recebendo o troféu das mãos do geógrafo Sérgio Velho e do então presidente do Conselho, José Chacon de Assis, criador da premiação. Orlando Valverde faleceu em 2006, mas, por seus estudos sobre a Amazônia e a reforma agrária, abordagens consideradas referenciais para a compreensão dos desafios socioambientais do Brasil contemporâneo, continua a inspirar gerações de geógrafos, ambientalistas e militantes sociais em todo o país.

Parabéns ao município de Natividade por seus 77 anos!

A história da colonização das terras que fazem parte do Município de Natividade tem seu início entre 1821 e 1831, por meio do desbravador da região foi José Lannes (ou de Lana) Dantas Brandão que, segundo alguns autores, teria pertencido à Milícia de D. João VI e, segundo outros, teria sido desertor da força pública de Ponte Nova, Minas Gerais. O núcleo populacional composto inicialmente por familiares e parentes de José Lannes foi denominado como Nossa Senhora da Natividade e transformado em Freguesia, em 1861, e elevado à categoria de Vila em 1885, com o nome de Vila de Itaperuna. Várias modificações político-administrativas se processam na região, até 1890, quando foi criado o município de Natividade do Carangola, sendo a sede do povoado elevada à categoria de Vila. O município foi extinto um ano depois e restabelecido em 1947. A economia era baseada na cafeicultura, e mais tarde, na pecuária. Posteriormente, a construção da linha da Estrada de Ferro Leopoldina possibilitou o desenvolvimento econômico da localidade. Houve também uma diversificação das atividades agrícolas, com a produção de arroz, milho e feijão.  Atualmente, a principal atividade econômica do município é o turismo rural em suas fazendas históricas e o turismo religioso, devido aos relatos da aparição de Nossa Senhora de Natividade no local, nos anos de 1966 e seguintes. Natividade também possui uma pecuária muito forte, com gado de corte e gado leiteiro. O setor de serviços cresce a cada ano, diminuindo a taxa de desemprego na cidade. O Crea-RJ parabeniza Natividade por seus 77 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: IBGE e Wikipédia