Presidente do CREA-RJ abre a primeira reunião do Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro de 2025

O CDER-RJ –  Colégio de Entidades Regionais do Rio de Janeiro realiza a primeira reunião do ano na sede do Crea-RJ, no Centro do Rio. Em pauta, a criação do Grupo de Trabalho sobre Engenharia Hospitalar; a definição do calendário anual de reuniões; e a definição do plano de trabalho do GT para 2025. Foi o início dos trabalhos do novo coordenador do CDER-RJ, engenheiro eletricista Antônio Carlos Soutelinho da Costa, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas filial Rio de Janeiro (ABEE-RJ), e do coordenador adjunto, Marco Pereira, presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos (Asaerla). Para Soutelinho, o Colégio de Entidades Regionais do Estado do Rio de Janeiro é importante por ser um órgão diretamente ligado à Presidência, e onde os representantes das entidades de classe podem solicitar apoio para temas que interessam à sociedade do Rio de Janeiro.  “No momento, estamos trabalhando na montagem de um grupo de trabalho para auxiliar a fiscalização do exercício profissional na área da saúde. Nosso objetivo é melhorar a infraestrutura e o atendimento em hospitais, UPAs e demais postos de serviços de saúde no estado. Outras pautas serão desenvolvidas durante o ano, principalmente no Congresso Estadual de Profissionais. Temas como eletromobilidade, geração distribuída e outras questões relevantes”, avalia o novo coordenador do CDER-RJ. O presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández, abriu a primeira reunião do Colégio de Entidades Regionais (CDER) de 2025 que aconteceu na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio, na quinta, dia 27 de março. Compareceram representantes de 19 entidades de classe da Engenharia, Agronomia e Geociências, que lotaram o auditório do Conselho. “É um prazer receber todas as entidades aqui no CREA-RJ. A gente está com uma política de toda a entidade do setor, estando ou não registrada no Conselho, mas que atua no setor, como os geofísicos, que estão chegando, da área hospitalar laboratorial, tem do design de interiores, e outras entidades que atuam desta forma, a gente está trazendo para o CDER porque é a forma da gente estar escutando o setor e o setor estar escutando também o CREA-RJ. Nessa mão de via dupla é fundamental que a gente trabalhe nesta direção. Tem outras entidades que estão há mais tempo, como a Aero e a Abes. Da nossa parte, achamos uma política muito positiva e vai estar sempre ampliando”, afirma o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández. Engenheiro eletricista com atuação na área da Telefonia, o coordenador adjunto Marco Antônio Pereira afirma que a expectativa para o trabalho do CDER este ano é de inovação. “A iniciativa do Grupo de Trabalho de Engenharia Hospitalar é uma novidade importante, pois visa a salvar vidas não por meio de cirurgias, mas pela melhoria da infraestrutura dos hospitais. Estaremos comprometidos com essa pauta ao longo do ano e, com certeza, teremos bons resultados. O CDER-RJ é essencial para congregar as entidades. Essa união fortalece as instituições e oferece um suporte importante aos profissionais vinculados a elas, promovendo conhecimento, qualificação e apoio dentro do CREA-RJ”, avalia. Participaram da reunião representantes das seguintes entidades de classe: AEVR; ABEE-RJ; Asaerla; Anfea; Abea-RJ; ABD-RJ; SBGF; ABDEH-RJ; Aenfer; Senge-RJ; Aero; Clube de Engenharia; Aearj; Aeanf; AEEFL; APG-RJ; Arjeas; Apeferj; Abenc-RJ; Seani. 

Presidente do CREA-RJ defende intervenção da Prefeitura em imóveis abandonados que ofereçam risco à sociedade

Da esquerda pra direita: Fernando Costa, presidente da Asbea; Claudio Hermolin, presidente do Sinduscon; o jornalista Carlos Andreazza; o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández; e o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider Ao participar do Fórum O Futuro da Cidade do Rio de Janeiro, promovido pelo Sinduscon-Rio, e transmitido pela rádio Bandnews FM, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, defendeu que a prefeitura do Rio deveria intervir nos imóveis em que “há risco real de desabamento” e agir por meio da Defesa Civil municipal, na proteção de toda a sociedade. “Há imóveis antigos com árvores crescendo dentro deles. Em algum momento a tragédia vai acontecer. Não dá para se omitir, quando a sociedade está em risco. Em outros casos, os moradores não têm condições de manter um imóvel tombado pelo patrimônio. O interesse da preservação do imóvel é da coletividade e não da individualidade. A responsabilidade também passa a ser da coletividade e não apenas do indivíduo. Temos que ter uma estratégia nesse sentido. Até que ponto a coletividade quer assumir esse custo todo? Tem uma diferença entre o que é um imóvel com características para ser protegido, mas outros que estão apenas velhos, travando a nova lógica do local”, afirmou Miguel Fernández, ao ser questionado pelo jornalista Carlos Andreazza, mediador do programa, sobre o problema do desabamento de imóveis antigos no Centro do Rio. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin, é favorável que haja flexibilização da legislação para que se encontre “um equilíbrio entre preservação e crescimento”. “A gente vai tomar conta de um bem nosso sem ter valor? O que deu certo no Reviver Centro que precisa ser melhorado? Foram criados gatilhos na legislação que tornaram viáveis a execução de projetos em várias áreas do Centro. O empresário e empreendedor só vão investir quando tiver retorno. Grande parte desses imóveis antigos está em áreas desvalorizadas. Não têm potencial construtivo. Não tem uma legislação que permita que a pessoa compre um casarão e depois o reforme para ser vendido. O Centro tem áreas que precisam ser revisitadas”, afirmou Hermolin. O presidente do Sinduscon-Rio citou como exemplo a região da Praça da Cruz Vermelha, que está totalmente degradada. “Todos os estacionamentos em torno da Cruz Vermelha deveriam estar virando habitação com interesse social. Há na Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da Cruz Vermelha uma trava que só permite imóveis de até três ou quatro andares. Existe alguma lógica para isso? Não estou dizendo para não preservarmos, mas temos que encontrar um equilíbrio entre preservação e crescimento. Com isso, grande parte do problema será resolvido”, disse Claudio Hermolin. O presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea), Fernando Costa, que também participou do debate, defende que a prefeitura precisa intervir nesses imóveis abandonados por meio de desapropriação. “Muitos imóveis na região central já não têm mais donos. E há outros casos de proprietários que não têm condições de fazer a manutenção desses imóveis. A prefeitura precisa intervir por meio de desapropriação. Isso abre uma janela para empreendimentos de habitação de interesse social e a prefeitura precisa tomar a iniciativa para revitalizar esses imóveis para uso de interesse social”, observou Costa. O vice-presidente do Secovi Rio (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, foi outro participante do debate que discutiu também as mudanças nas características dos imóveis da cidade, os benefícios trazidos pelo projeto Reviver Centro – o plano de recuperação urbanística, cultural, social e econômica da região central do Rio – e as tendências do mercado imobiliário carioca. Schneider destacou a importância de novas propostas para moradia, com apartamentos menores, tipo estúdio, na região central do Rio, que no passado não tinha essa vocação. “O turismo é uma vocação natural do Rio e o mercado imobiliário entendeu isso. O Centro do Rio faz parte da história do Brasil. O Centro está sendo ocupado de uma maneira muito positiva. Há desafios na parte econômica, mas faz parte dessa caminhada. Vivemos um momento muito favorável”, assinalou o vice-presidente do Secovi Rio. Indagado por Carlos Andreazza, o presidente do Sinduscon-Rio, Claudio Hermolin, apontou as áreas de expansão da cidade em relação ao mercado imobiliário. “Temos vários indicativos para onde a cidade vai crescer. As leis aprovadas mostram que a Zona Norte será muito privilegiada. O Reviver Centro vai mais do que dobrar, além do Porto Maravilha, áreas que já têm a infraestrutura já instalada”, disse Hermolin, destacando que o principal fator que atrai o mercado é a mobilidade urbana. “As pessoas não querem mais perder tempo se deslocando do trabalho para casa e da casa para o trabalho”, observou. O presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, Fernando Costa, ressaltou que, com a demanda pós-pandemia, os projetos arquitetônicos estão cada vez mais empenhados em tornar ainda melhores os ambientes de moradia. Declarando-se apaixonado pelo Centro do Rio, Costa observou que nos próximos cinco anos a região central do Rio vai assistir uma grande migração para lá, com as pessoas morando e trabalhando no mesmo local. “A gente mora numa cidade que é patrimônio mundial da arquitetura pela Unesco. O Centro é extremamente qualificado em termos arquitetônicos. A gente precisa olhar para o Centro com a mesma paixão que as pessoas olham para os centros de grandes cidades europeias”, afirmou Costa. O presidente do CREA-RJ também considera importante projetos como o do Porto Maravilha, mas ponderou que “os projetos urbanísticos no Rio carecem de pensar também nas áreas de favelas”. “O Porto Maravilha tem ali a primeira favela do Brasil (o Morro da Providência), mas não resolve o problema da favela. É preciso que haja toda uma lógica para criar soluções em escala adequada que abarque aquelas áreas. Desde a década de 1980, a solução apresentada tem sido a mesma, enquanto as favelas crescem, assim como os problemas sociais. Chegou a hora de se repensar isso. Para mudar a realidade, temos que começar pensando na habitação social. Está faltando visão estratégica

Pesquisadoras da UniFOA desenvolvem biossorvente sustentável

Com a crescente conscientização acerca das práticas sustentáveis para a manter e preservar o planeta, pesquisas que trazem soluções alternativas para meios tradicionais tornam-se cada vez mais importantes na realidade atual. Assim, alunas de Engenharia Ambiental do Centro Universitário de Volta Redonda Fundação Oswaldo Aranha (UniFOA) desenvolveram um biossorvente inovador utilizando fibra de côco. O material, criado durante a pesquisa acadêmica de Karine de Paula, Giovana Ribeiro e Aryele Azevedo, tem grande potencial para a descontaminação de efluentes industriais, remoção de metais pesados e tratamento de poluentes, que também resultou na sua patente. O biossorvente é um material biológico capaz de remover contaminantes de soluções aquosas, como metais pesados e corantes, por meio do processo de biossorção. Essa técnica se apresenta como uma alternativa promissora e sustentável para o tratamento de águas residuais, utilizando materiais de baixo custo, abundantes e de fácil obtenção, como resíduos agroindustriais e biomassa microbiana.  Além de eficiente na remoção de poluentes, os biossorventes oferecem vantagens como sustentabilidade, possibilidade de regeneração e reutilização, além da redução de resíduos sólidos, pois são produzidos a partir de materiais que seriam descartados.  A inspiração para a pesquisa surgiu da necessidade de desenvolver um produto sustentável e reaproveitável, aliado à preocupação com a contaminação de corpos d’água por substâncias químicas nocivas. Assim, surgiu o conceito do biossorvente feito de fibra de côco, um material biodegradável e amplamente disponível no Brasil. O côco é um fruto versátil, consumido no Brasil e de fácil de se encontrar. Suas fibras possuem propriedades que favorecem a adsorção de poluentes (fenômeno físico-químico onde o componente em uma fase gasosa ou líquida é transferido para a superfície de uma fase sólida), já o tornando um material eficiente para a biossorção.  “Nós queríamos criar um produto que pudesse ser reaproveitado a partir de um resíduo agroindustrial. Depois começamos a questionar onde ele poderia ser aplicado e pensamos nos diversos incidentes ambientais causados por contaminação em águas. Juntamos essas ideias e chegamos ao biossorvente, feito de fibra de côco, que absorve substâncias químicas prejudiciais ao meio ambiente”, explica Karine.  Etapas da pesquisa:  Durante dois meses, a equipe se dedicou à pesquisa, utilizando a estrutura dos laboratórios do Centro Universitário. “O sentimento de ver esse trabalho patenteado é indescritível. Foram dias e dias de dedicação, pesquisa, escrita e ajustes. Saber que todo esse esforço valeu a pena e que nosso trabalho pode contribuir para a sociedade é o maior e melhor reconhecimento que um pesquisador pode ter”, celebra Karine.  Aplicações:  O biossorvente pode ser utilizado em diversas aplicações ambientais, como:  A equipe também estuda formas de comercializar o biossorvente e expandir sua aplicação para indústrias que necessitam de soluções ecológicas no tratamento de resíduos.  Fonte: UniFOA

Níveis alarmantes de gelo marinho nas regiões polares atingem a menor extensão já registrada

Um estudo divulgado recentemente pelo Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas, da União Europeia, soou um alarme urgente ao revelar que a extensão do gelo marinho nas regiões polares atingiu mínimas históricas. Essa descoberta, baseada em dados de satélite e medições in situ de diversas instituições de pesquisa climática, incluindo o National Snow and Ice Data Center (NSIDC) e a NASA, intensifica as preocupações sobre as mudanças climáticas e seus impactos globais. Os dados apontam para um derretimento acelerado tanto no Ártico quanto na Antártida, rompendo limites previamente estabelecidos e sinalizando um futuro incerto para o clima e a vida selvagem. De acordo com os dados, o Ártico continua a ser o epicentro do derretimento, com a extensão de gelo marinho atingindo níveis historicamente baixos durante o verão. Em particular, a extensão de gelo ficou abaixo de 16 milhões de quilômetros quadrados, um limiar que já era considerado preocupante e que agora foi superado negativamente. Essa diminuição drástica expõe vastas áreas oceânicas escuras que, ao absorverem mais radiação solar do que o gelo, criam um ciclo de feedback positivo que acelera o aquecimento local e global. A sobrevivência de espécies como ursos polares, morsas e focas, que dependem do gelo para caçar, se reproduzir e descansar, está cada vez mais ameaçada. As comunidades indígenas que vivem no Ártico e dependem dos recursos marinhos também enfrentam desafios sem precedentes. Antártida surpreende com derretimento recorde A Antártida, tradicionalmente mais estável em termos de gelo marinho, surpreendeu negativamente os cientistas, conforme detalha o estudo. A extensão de gelo ao redor do continente branco atingiu uma mínima histórica de menos de 17 milhões de quilômetros quadrados, um número preocupante que desafia as projeções anteriores. Esse derretimento recorde pode estar ligado a uma combinação complexa de fatores, incluindo mudanças nos padrões de vento, aquecimento das águas oceânicas e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos.  A perda de gelo marinho na Antártida contribui diretamente para o aumento do nível do mar, ameaçando cidades costeiras e ecossistemas vulneráveis em todo o mundo. A instabilidade da plataforma de gelo antártica também levanta preocupações sobre o futuro das geleiras continentais, cujo derretimento em larga escala poderia ter impactos catastróficos no nível do mar. Além de contribuir para o aumento do nível do mar, o derretimento do gelo afeta as correntes oceânicas, a regulação da temperatura global e a liberação de gases de efeito estufa aprisionados no permafrost, como o metano.

Parabéns ao município de Campos dos Goytacazes, por seus 190 anos!

Com a mais vasta área do estado do Rio de Janeiro, os campos dos índios goitacases (termo que, trazido para o português, pode significar “corredores da mata” para uns ou “índios nadadores” para outros) faziam parte da capitania de Pero de Góis da Silveira, conforme consta da carta de doação de 28 de agosto de 1536.  Com o objetivo de ocupar a área, foi implantado um núcleo populacional, à margem direita do rio Itabapoana, chamado vila da Rainha, que não prosperou devido aos constantes ataques dos índios. Mais tarde, o rei de Portugal determinou que o governador do Rio de Janeiro dividisse as terras da capitania e distribuísse sesmarias entre os colonos. Assim, divididos os quinhões, foram erguidos dois currais: um no Campo Limpo, à margem da lagoa Feia, e outro na ponta de São Tomé.  Posteriormente, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, governador do Rio de Janeiro, conseguiu a doação das terras da capitania de São Tomé para seus filhos, Martim Corrêa de Sá e Benevides e João Corrêa de Sá. Em poucos anos, a povoação prosperou, a área foi emancipada e instalada a vila de São Salvador.  Grande parte do município foi ocupada, a princípio, por criadores de gado. Posteriormente, a região progrediu com a cultura da cana-de-açúcar, e o vilarejo foi elevado à categoria de cidade em 1835, com o nome Campos dos Goytacazes. O aparecimento da ferrovia, em 1837, facilitou a circulação, transformando o município em centro ferroviário da região.  A grande riqueza de Campos no século XIX pode ser creditada à expansão da produção açucareira, inicialmente apoiada nos engenhos a vapor, mais tarde substituídos por usinas. Em 1875, a região contava com 245 engenhos de açúcar e, por volta do ano de 1879, foi construída a primeira usina, batizada como Usina Central do Limão. Entretanto, várias dessas antigas usinas fecharam ou foram absorvidas pelas maiores em anos recentes, concentrando-se a produção em menor número de estabelecimentos.  A pecuária sempre manteve papel importante na economia da região e o café foi responsável pela prosperidade dos antigos distritos de Cardoso Moreira e Italva, atualmente desmembrados de Campos. No nordeste do município, hoje predomina o gado leiteiro. A descoberta de petróleo e gás natural na plataforma continental da bacia de Campos tem propiciado o aumento significativo da receita municipal, por meio do recebimento de royalties e participações especiais. O Crea-RJ parabeniza Campos dos Goytacazes por seus 190 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região!  Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro