Lua de Sangue: eclipse lunar é observado em todo Brasil

Na madrugada desta sexta-feira (14/03), os olhares de boa parte do mundo, incluindo do Brasil, se voltaram para o eclipse total da Lua, conhecido também como Lua de Sangue. O evento atingiu a sua totalidade às 3h58, no horário de Brasília, segundo o Observatório Nacional do Brasil, e pôde ser visto nas Américas, nos Oceanos Pacíficos e Atlântico e em partes mais ocidentais da Europa e da África. 

O último fenômeno desse tipo aconteceu em 2022. E, segundo o calendário da agência espacial americana, Nasa, o próximo será somente em 3 de março de 2026. 

O que é o eclipse?

O eclipse é um fenômeno astronômico quando um corpo celeste passa pela zona de sombra de outro, impedindo a passagem da luz e, assim, deixa de ser visível nos céus, de forma total ou parcial, por um determinado intervalo de tempo. Existem dois tipos de eclipses: o solar e o lunar. O solar é quando a Lua está posicionada entre o Sol e a Terra e eles se alinham. 

Já o lunar, que foi o caso do que ocorreu hoje com duração de seis horas, é quando a Terra passa entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar que habitualmente ilumina a Lua. Toda a Lua fica atrás da parte mais escura da Terra, chamada de umbra, região que não recebe nenhuma luminosidade solar direta. 

No eclipse lunar, existem três fases: penumbral, parcial e total. A penumbral é quando a superfície da Lua fica escurecida ao atravessar a região do cone da penumbra produzida pela Terra. Parcial é quando metade da sombra da Terra é projetada sobre a Lua e no total, toda sua superfície é coberta pela sombra da Terra. 

Por que Lua de Sangue?

A Lua de Sangue recebe esse nome devido ao aspecto avermelhado que ela adquire, o que lembra o próprio sangue. E o que acontece é parecido com o nascer e o pôr-do-sol, quando o céu azul ganha tons para o vermelho e laranja. A luz solar é composta por uma variedade de cores, cada uma com suas propriedades físicas.

Assim, à medida que a sombra da Terra encobre a luz solar que chega na Lua durante o eclipse, os tons avermelhados se destacam por não se dissiparem tão facilmente, como se o pôr-do-sol refletisse na lua. O que torna a lua avermelhada é o espalhamento da luz causado pela atmosfera e a refração causada por grãos de poeira e nuvens no céu. 

Fontes: Agência Brasil; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)

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