Presidente do Crea-RJ defende que sociedade se prepare cada vez mais para enfrentar os eventos climáticos extremos

Ao participar da solenidade de posse da Diretoria de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável da OAB-RJ, na sede da Ordem, no Centro do Rio, na manhã desta sexta-feira, dia 14 de março, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, saudou os profissionais do Conselho que participam da nova diretoria e defendeu a importância de a sociedade se preparar cada vez mais para enfrentar os eventos climáticos extremos. “Infelizmente de modo recorrente todo verão é um desastre com vidas perdidas em virtude de eventos extremos. Se não se recuperar, nos próximos dois a previsão é de seca na região de Niterói com um tremendo risco ao abastecimento do Sistema Imunana-Laranjal. Portanto, a realidade urbana precisa se adaptar para termos uma discussão legal e de infraestrutura para enfrentarmos as mudanças climáticas. Precisamos de estratégias consolidadas para enfrentar esses problemas. Quando não temos dados consolidados, não conseguimos produzir uma análise do risco de forma eficiente e assim os danos são ainda maiores”, afirmou o presidente do CREA, entidade que mantém estreita parceria com a OAB-RJ, firmada na gestão da atual presidente, Ana Tereza Basílio. A diretoria de Mudanças Climáticas é integrada por 25 profissionais, entre os quais dois meteorologistas, uma engenheira florestal e um jornalista, que são do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) – o professor-adjunto da Uerj, Lúcio de Souza; William Cossich,  analista de metodologias e modelos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a engenheira florestal Adriana Reis; e o jornalista Jorge Antonio Barros. Souza é meteorologista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001), Mestre (2004) e Doutor (2010) em ciências em Engenharia Civil – Engenharia Ambiental (área de concentração de Ciências Atmosféricas em Engenharia) pela Coordenação dos Programas de Pesquisa e Pós Graduação em Engenharia COPPE-UFRJ. Cossich é meteorologista com pós-doutorado em sensoriamento remoto e experiências com a meteorologia no setor elétrico e na defesa civil.  Adriana Reis é Engenheira Florestal pela UFRRJ (2001), Mestre em Engenharia de Transportes (2011) e Especialista em Desastres Ambientais e Engenharia de Defesa (2018), pelo IME, Pesquisadora no Programa de Pós Graduação em Dinâmica dos Oceanos e da Terra da UFF e responsável pelo cumprimento da MARPOL pela Bureau Veritas Group. Com especialização em Direito para jornalistas pela FGV e Direito Processual Penal, o jornalista Jorge Antonio Barros é assessor de imprensa do CREA-RJ e colabora com assuntos relativos à comunicação da Diretoria de Mudanças Climáticas. A líder do grupo é a advogada ambiental Monique da Fonseca Mello Frota, que é mestranda em biociência e saúde na Fiocruz e por isso mesmo vai ressaltar as principais consequências para a saúde dos eventos climáticos e meteorológicos extremos no Rio de Janeiro e no país. Monique agradeceu à presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, pela confiança, afirmando que a sociedade precisa se conscientizar da gravidade do momento pelo qual passa o planeta. “Não podemos mais ficar à mercê da sorte; é preciso nos prepararmos para as mudanças climáticas que estão em andamento”, afirmou Monique Frota, que pretende buscar parceria com a Defesa Civil do estado e dos municípios para a criação de um protocolo de enfrentamento dos eventos climáticos extremos. Na instalação da Diretoria de Mudanças Climáticas da OAB-RJ, no Plenário Evandro Lins e Silva, na sede da OAB, no Centro, participaram da mesa o presidente do CREA; a presidente da Diretoria de Mudanças Climáticas, Monique Frota; o advogado conselheiro da OAB-RJ, Leandro Frota; Flávio Fernandes, presidente da Comissão de Estudos referentes a Ilícitos Civis e Criminais de Natureza Ambiental da OAB-RJ; o deputado estadual e ex-ministro do Meio ambiente, Carlos Minc; a engenheira Isabela Bernardes Lima, secretária de obras e infraestrutura e saneamento de Areal (RJ); e advogada Rafaela Garreta, radicada nos Estados Unidos.

Lua de Sangue: eclipse lunar é observado em todo Brasil

Na madrugada desta sexta-feira (14/03), os olhares de boa parte do mundo, incluindo do Brasil, se voltaram para o eclipse total da Lua, conhecido também como Lua de Sangue. O evento atingiu a sua totalidade às 3h58, no horário de Brasília, segundo o Observatório Nacional do Brasil, e pôde ser visto nas Américas, nos Oceanos Pacíficos e Atlântico e em partes mais ocidentais da Europa e da África.  O último fenômeno desse tipo aconteceu em 2022. E, segundo o calendário da agência espacial americana, Nasa, o próximo será somente em 3 de março de 2026.  O que é o eclipse? O eclipse é um fenômeno astronômico quando um corpo celeste passa pela zona de sombra de outro, impedindo a passagem da luz e, assim, deixa de ser visível nos céus, de forma total ou parcial, por um determinado intervalo de tempo. Existem dois tipos de eclipses: o solar e o lunar. O solar é quando a Lua está posicionada entre o Sol e a Terra e eles se alinham.  Já o lunar, que foi o caso do que ocorreu hoje com duração de seis horas, é quando a Terra passa entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar que habitualmente ilumina a Lua. Toda a Lua fica atrás da parte mais escura da Terra, chamada de umbra, região que não recebe nenhuma luminosidade solar direta.  No eclipse lunar, existem três fases: penumbral, parcial e total. A penumbral é quando a superfície da Lua fica escurecida ao atravessar a região do cone da penumbra produzida pela Terra. Parcial é quando metade da sombra da Terra é projetada sobre a Lua e no total, toda sua superfície é coberta pela sombra da Terra.  Por que Lua de Sangue? A Lua de Sangue recebe esse nome devido ao aspecto avermelhado que ela adquire, o que lembra o próprio sangue. E o que acontece é parecido com o nascer e o pôr-do-sol, quando o céu azul ganha tons para o vermelho e laranja. A luz solar é composta por uma variedade de cores, cada uma com suas propriedades físicas. Assim, à medida que a sombra da Terra encobre a luz solar que chega na Lua durante o eclipse, os tons avermelhados se destacam por não se dissiparem tão facilmente, como se o pôr-do-sol refletisse na lua. O que torna a lua avermelhada é o espalhamento da luz causado pela atmosfera e a refração causada por grãos de poeira e nuvens no céu.  Fontes: Agência Brasil; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST)

Terremoto no Brasil? São Gonçalo, no Rio de Janeiro, registra tremor de terra

Com o tremor de terra registrado no município de São Gonçalo nesta última terça-feira (11/03), surgem-se dúvidas sobre o que é um terremoto e como são as ocorrências em território brasileiro. O abalo sísmico da cidade, que fica a cerca de 25 quilômetros da capital fluminense, foi considerado de baixa magnitude: 2.0 na Escala Richter, registrado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Terremotos desse tipo no Brasil são comuns, como afirma a RSBR. Esses abalos são consequências de pressões geológicas movimentando pequenas fraturas na crosta terrestre. Como o Brasil está na Placa Sul-Americana e esta se choca com outra placa na região da Cordilheira dos Andes, fora do território brasileiro, está livre de terremotos muito intensos, registrando apenas os intraplaca.  A crosta terrestre é formada por placas rígidas que se deslocam em diferentes direções, como se flutuassem sobre o manto, que é uma porção da Terra de consistência plástica. Esse movimento é vagaroso, apenas alguns centímetros por ano. Mas, as placas são massas colossais e quando duas delas se encontram, começa a haver uma compressão. Este é causado por tectonismo, mas também podem ser por vulcanismo que, a partir de erupções vulcânicas, a liberação de energia acumulada no interior da terra causa as vibrações.  Assim, a tensão acumulada é tão grande que supera a resistência das rochas e ocorre uma ruptura, chamada falha geológica, ocorrendo o terremoto. O atrito libera uma grande quantidade de energia, em forma de ondas, que se propagam em todas as direções e que causam os tremores sentidos na superfície da Terra, segundo conta o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), uma das entidades brasileiras que estuda o assunto. Magnitude e intensidade  O tamanho relativo dos sismos é o que se chama de magnitude. Ela é medida usando-se a chamada Escala Richter, criada em 1935, por Charles Richter. Essa escala é logarítmica, ou seja, de um grau para o grau seguinte a diferença na amplitude das vibrações é de dez vezes. E a diferença da quantidade de energia liberada é de 30 vezes. Isso significa que um terremoto de magnitude 6 tem vibrações dez vezes menores que um terremoto de magnitude 7 e cem vezes menores que um cuja magnitude é 8. Segundo dados da Autoridade de dados da Califórnia (CEA) e o Serviço Geológico dos EUA (USGS), as categorias são: E de acordo com a universidade de Michigan Tech, a dimensão de até 2.5 não chegam a ser sentidos, mas são registrados pelos sismógrafos, como no caso de São Gonçalo.  Costuma-se afirmar que a Escala Richter vai até 9, porém a escala não tem limite, nem superior, nem inferior. Um abalo muito fraco pode inclusive ter magnitude negativa, pois a escala apenas compara os terremotos entre si. Já a intensidade são os efeitos produzidos pelos terremotos em locais da superfície terrestre. De acordo com a USP, a classificação da intensidade sísmica é feita a partir da observação nos locais onde ocorreram os danos, como nas construções, nas pessoas ou no meio ambiente.  Casos no Brasil Apesar do Brasil estar localizado no centro da placa tectônica sul-americana, os tremores que ocorrem aqui, geralmente não passam da magnitude 3.0 na Escala Richter. O maior terremoto registrado em território nacional ocorreu em 1955 e teve seu epicentro 370 km ao norte de Cuiabá (MT). A magnitude atingiu 6,2 graus na Escala Richter. Em 1980, houve outro terremoto, com magnitude 5,2, sentido em praticamente todo o Nordeste. Este provocou o desabamento parcial de algumas casas em Pacajus (CE).  E em 8 de junho de 1994, a cidade de Porto Alegre (RS) foi atingida pelas ondas sísmicas provocadas por um terremoto que ocorreu na Bolívia, a 2.200 km de distância. O abalo, que atingiu 7,8 graus na escala Richter, foi mais forte que aquele ocorrido nos Estados Unidos em janeiro daquele ano, e que, com uma magnitude de 6,6 graus, destruiu diversos bairros de Los Angeles. O terremoto da Bolívia, porém, teve consequências bem menos sérias porque seu epicentro situou-se a grande profundidade, 600 km abaixo da superfície. Esse terremoto levou 5 min 38 s para ser sentido em Porto Alegre, tempo que as ondas sísmicas, viajando a 6,5 km/s, levaram para percorrer os 2.200 km que separam a capital gaúcha do seu epicentro. Fontes: National Geographic Brasil;  Serviço Geológico do Brasil (SGB)

Seminário “Margem Equatorial e Políticas Públicas” aborda a pesquisa e exploração do petróleo na região considerada o novo Pré-Sal brasileiro

A pesquisa e exploração de petróleo na Margem Equatorial são estratégicas para o desenvolvimento econômico do Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A expectativa é de reservas de 10 bilhões de barris de petróleo, conforme o Ministério de Minas e Energia. Para o desenvolvimento da produção, estima-se um investimento de R$ 280 bilhões, com a criação de 350 mil empregos. No entanto, o processo de exploração envolve enormes desafios ambientais.  Tudo isso estará em pauta no Seminário “Margem Equatorial e Políticas Públicas”, realizado pelo Brasil 247 e pela Agenda do Poder, que acontecerá no dia 26 de março (quarta-feira), a partir das 9h, no Hotel Royal Tulip, em Brasília, e será transmitido ao vivo pela TV 247. O presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, participará do quarto painel que abordará “A preparação da Petrobras para a margem equatorial e a expectativa do setor de óleo e gás”. Junto com ele estarão Daniele Lomba, diretora de meio ambiente da Petrobras; Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Deyvid Bacelar, coordenador da Federação Única dos Petroleiros. Para participar do evento, inscreva-se pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScaYao-VrZelDyZmfwz3qiRbbZMz3svUepqC5fuOQX7n8Zovw/viewform

Dia Internacional da Matemática

No dia 14 de março, é comemorado o Dia Internacional da Matemática. A data foi oficializada pela Unesco em 2019 e criada pela União Internacional da Matemática, com objetivo de incentivar instituições de ensino, museus e outras entidades a promover atividades para demonstrar como a matemática está presente em todos os aspectos da vida cotidiana.  Neste dia também é celebrado o Dia Internacional do Pi, constante matemática iniciada com 3,14, já que no padrão norte-americano, o mês é escrito antes do dia. O Pi é um número irracional (a representação decimal é um dízima não periódica) e é encontrado quando se divide o comprimento de uma circunferência pelo seu diâmetro, sendo muito utilizado em cálculos geométricos de figuras que possuem formatos circulares.   A Unesco também destaca que a matemática é primordial para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e o tema da primeira edição foi “Matemática está em tudo”. Um dos exemplos concretos do uso da matemática no dia a dia, como o GPS (Sistema de Posicionamento Global), ferramentas de pesquisa na internet, exames médicos e até o design de montanhas-russa. Outras aplicações citadas são busca por vida extraterrestre, sistema de tráfego aéreo, criptografia, análises de epidemias, lançamento de satélites e foguetes para o espaço.   Atenta ao fenômeno mundial de baixa inserção de mulheres nas ciências exatas, a entidade também incentiva que no Dia Internacional da Matemática sejam relembradas as trajetórias e contribuições de importantes pesquisadoras como Hipátia de Alexandria, considerada a primeira matemática na Grécia antiga; a norte americana Mary Winston Jackson, engenheira aeroespacial negra da NASA que trabalhou na missão que levou o homem à Lua; a iraniana Maryam Mirzakhani, primeira e única mulher a ganhar a Medalha Fields, e a norte-americana Karen Uhlenbeck, primeira mulher receber o Prêmio Abel, que reconhece o pioneirismo científico em conquistas matemáticas.   Breve história da matemática A matemática surgiu da necessidade das pessoas de medir e contar objetos, é uma relação do ser humano com a natureza. A forma como é conhecida hoje, surgiu no Antigo Egito e no Império da Babilônia, cerca de 3.500 a.C, para edificações, impostos, colheita e observação de astros. A partir do movimento do Sol e da Terra, os egípcios estabeleceram os 365 dias e que o dia tinha duração de 24 horas.  Já na pré-história, o homem primitivo já sentia a inevitabilidade de medir a distância entre as fontes de água ou para capturar algum animal. E quando este se tornou sedentário, fixo no mesmo lugar, passou a quantificar a quantidade de alimento para consumir e entender o ciclo das estações do ano para plantar e colher.  Na Grécia Antiga, os gregos também utilizaram a matemática para fins filosóficos, como o Tales de Mileto que descobriu que a interseção entre duas retas paralelas e transversais formam segmentos proporcionais. Nos estudos sobre a arché, o princípio do universo, o filósofo pré-socrático Parmênides afirmou que os números são a essência de todas as coisas existentes e que as leis que regiam o cosmos também eram relações matemáticas. Os romanos continuaram com a base matemática dos gregos e a aplicaram nas construções e no sistema de cobrança de impostos. Os números romanos são simbolizados por letras e o seu método de multiplicação facilitou cálculos mais complexos.  Na Idade Moderna, Isaac Newton descreveu a lei da gravidade através dos números e da própria geometria,confirmando o modelo heliocêntrico que até hoje é estudado com as Leis de Newton. Nesse período também, a calculadora foi desenvolvida pelo francês Blaise Pascal, que também escreveu sobre geometria no “Tratado do Triângulo Aritmético” e até sobre fenômenos físicos sobre a lei das pressões sobre determinado líquido.  Na contemporaneidade, a Revolução Industrial impulsionou ainda mais o uso da matemática. As universidades se transformaram em um lugar para descobertas e estudos sobre novos teoremas. No século XX, a  Teoria da Relatividade de Albert Einstein desafiou os matemáticos a expressarem em números as suas ideias, colocando uma nova perspectiva sobre a compreensão do tempo e do espaço. Nas Engenharias, a matemática também se torna um item importante para a criação e manutenção de novas tecnologias que vão facilitar o funcionamento de diversas áreas da vida em sociedade.   O Crea-RJ celebra o Dia Internacional da Matemática e parabeniza todos os profissionais que a utilizam para novas descobertas e fazem suas aplicações nos estudos e pesquisas para um mundo mais evoluído.  Fontes: Unesco, Mentalidades Matemáticas