Fiscalização do CREA-RJ presente no Sambódromo do Rio de Janeiro antes, durante e depois dos dias de folia

Agentes de fiscalização do CREA-RJ Pedro Paulo Ghenov, Rodrigo Del Guerso e Andréa Rabello no Sambódromo do Rio

A Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ reforça a sua presença no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, palco do maior espetáculo do planeta, como é conhecido o desfile das escolas de samba do Rio. Além da fiscalização de rotina durante a montagem e desmontagem da infraestrutura da Passarela do Samba, pelo terceiro ano consecutivo, uma equipe da Fiscalização estará presente durante os três dias de desfile. 

“É o terceiro ano que nós estamos presentes no Sambódromo, durante o evento, fato que demonstra a confiança depositada na atuação da fiscalização do CREA-RJ e reforça a credibilidade do nosso trabalho perante os organizadores, profissionais responsáveis e demais órgãos envolvidos. Essa continuidade evidencia não apenas o reconhecimento institucional, mas também a importância da nossa presença para garantir a regularidade técnica, a segurança das estruturas e o cumprimento das normas que regem as atividades desenvolvidas no local”, afirma o Supervisor de Fiscalização do CREA-RJ, Leonardo Bride.

Agentes de Fiscalização do CREA-RJ Albino Fernandes e Rodrigo Del Guerso à frente do Grande Arco, obra de Oscar Niemeyer no Sambódromo do Rio

O trabalho da Fiscalização do CREA-RJ começa meses antes do Carnaval. Desta vez começou em outubro do ano passado, com reuniões com as gerências de Passarela e de Engenharia do Sambódromo. 

Da equipe de campo que atuou durante as montagens e ensaios técnicos e também vai trabalhar durante os desfiles estão o supervisor de fiscalização Leonardo Bride e os agentes de fiscalização Albino Fernandes; Andrea Rabello; Pedro Ghenov e Rodrigo Del Guerso. Nos dias de desfile também vão estar presentes no Sambódromo do Rio os agentes de fiscalização Mariana Bello e Sérgio Azevedo, além do superintendente técnico Leonardo Dutra; do gerente de fiscalização Cosme Júnior e da coordenadora Priscilla Fernandes.

“Até agora foram registradas 428 ARTS (Anotações de Responsabilidade Técnica), mas este número ainda vai aumentar até o final do evento. Sendo 74 empresas registradas e 129 profissionais envolvidos”, calculou o coordenador de fiscalização externa do CREA-RJ, Leonardo Canário, reforçando que a documentação comprova a atuação de profissionais legalmente habilitados nas instalações e serviços relacionados ao evento. 

Agentes de Fiscalização do CREA-RJ em ação nos bastidores da montagem das estruturas do Sambódromo do Rio

Para a agente Andrea Rabello, que trabalha na fiscalização externa do CREA-RJ há 25 anos, e viu toda a mudança no Carnaval carioca nestas duas décadas e meia, fiscalizar o sambódromo é um desafio bastante complexo, principalmente pela descentralização das informações e a multiplicidade de ambientes. Por exemplo, cada camarote tem seu contratante e um ritmo acelerado de construção, o que exige uma presença contínua e persistente da fiscalização.

“O trabalho sempre foi muito confuso, complicado, difícil mesmo. Mas agora acho que existe mais consciência, devido a nossa presença constante nos eventos de uma forma geral, então os montadores e contratantes sabem da nossa presença e da nossa cobrança e dos demais órgãos”, afirma Andrea.

Uma mulher, em meio a um ambiente formado em sua maior maior parte de homens. “Toda a construção do evento envolve a participação de milhares de trabalhadores diretos e indiretos, mas é um ambiente majoritariamente masculino, exige postura e firmeza. A presença feminina começa a se fazer presente, mas a partir da análise das ARTs percebemos um número pequeno de engenheiras diante das diversas especialidades da Engenharia envolvidas na construção do evento. Enfim, o carnaval do sambódromo exige a presença contínua da Engenharia garantindo a viabilidade técnica e a segurança das operações e a fiscalização contribui para a participação de profissionais e empresas legalmente habilitadas. Embora seja um trabalho exaustivo, o resultado é muito bom!”, completa Andrea. 

O agente de fiscalização Pedro Paulo Ghenov observa atentamente a montagem das estruturas no Sambódromo do Rio

O agente de fiscalização Pedro Paulo Ghenov que está há 25 anos no CREA-RJ e há três atua no Sambódromo do Rio, faz a sua avaliação. “O sambódromo é classificado como uma obra, então, a cada Carnaval existe uma modificação, além das estruturas físicas, tem todo um quesito de estruturas metálicas que são montadas e desmontadas e que envolve uma infinidade de ramos da Engenharia. Este ano, saíram várias empresas que já trabalhavam ali há décadas e entraram novas empresas. A fiscalização do Sambódromo é um trabalho bem difícil,  mas com a experiência, a persistência e uma certa doutrina a gente consegue obter o êxito da melhor forma possível. Estamos ali para garantir a presença de profissionais habilitados  responsáveis pelas obras e serviços, sempre pensando na defesa da sociedade”, finaliza.

A grande novidade do ano no Sambódromo do Rio é o camarote supenso patrocinado pelo Mercado Pago

Embora o sambódromo possua estrutura fixa que demanda manutenção contínua, durante o Carnaval, ele é transformado com estruturas temporárias e inovadoras. Este ano o destaque será o  camarote suspenso. A estrutura será elevada a 25 metros de altura, muita Engenharia e responsabilidade.

Novidades da Engenharia no Sambódromo do Rio

Camarote suspenso: montado no Setor 9, o espaço, que é uma ação do Mercado Pago, tem como objetivo criar uma percepção diferente da avenida durante os desfiles do Grupo Especial. A estrutura suspensa a cerca de 25 metros de altura está prevista para realizar seis elevações por noite, com cada subida durando em torno de 20 minutos e capacidade para até dez pessoas por vez. Apenas artistas, influenciadores e convidados poderão acessar o novo camarote, que contará com com o uso de óculos inteligentes, equipados com câmera, áudio e recursos de inteligência artificial, permitindo registrar fotos e vídeos sem o uso das mãos.

Novo sistema sonoro: o carro de som, estrutura que permite a condução musical das escolas no Sambódromo, não será mais utilizado a partir deste ano. A decisão, anunciada pelo presidente da Liesa, Gabriel David, prevê que intérpretes e equipes de harmonia passem a receber o retorno do áudio por fones de ouvido e/ou as caixas de som, sem a necessidade de utilização do veículo. O novo sistema tem como objetivo a modernização tecnológica da Passarela do Samba, garantindo uma experiência sonora mais uniforme, clara e potente para o público e desfilantes.

Sistema de iluminação além da avenida: montada pela RioLuz, a operação, com maior foco na  iluminação cênica da Passarela do Samba, também irá trazer novos reforços a pontos de acesso e palcos. A companhia instalou 570 refletores, sendo 510 direcionados para a pista, prevendo 24 quilômetros de fibra óptica, 14 câmeras integradas à sala de controle e quatro TVs com imagens em tempo real de todos os setores da avenida. No entorno do Sambódromo, foram 232 refletores adicionais e 100 câmeras de monitoramento no trecho entre a Avenida Francisco Bicalho e a Central do Brasil.

Passarelas retráteis: utilizada em 2025, ao lado do Setor 1, a estrutura é montada sobre contêineres, e possui duas partes acopladas entre um desfile e outro, funcionando como passagem do lado ímpar para o par por pessoas que trabalham na festa, sem a necessidade de acessar a área de desfiles. A novidade para este ano é que ela será ampliada, com uma segunda estrutura semelhante instalada próxima à dispersão. 

Fontes: Diário do Rio, Carnavalesco, Extra

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