Dia Nacional da Conservação do Solo

No dia 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data tem como objetivo desenvolver um pensamento reflexivo e crítico sobre a importância da correta utilização do solo, como um recurso natural para a produção de alimentos e conservação do meio ambiente, reforçando a necessidade de práticas sustentáveis. 

Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 13 de novembro de 1989, como uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o dia 15 de abril foi escolhido em homenagem ao americano Hugh Hammond Bennett, agrimensor e pesquisador, já que desempenhou um importante papel na luta contra a erosão do solo. Em 1935, ele fundou o Serviço de Conservação do Solo, nos Estados Unidos (EUA), e atuou como diretor até sua aposentadoria em 1951. Após a morte dele, em 7 de julho de 1960, Bennett foi reconhecido como o Pai da Conservação do Solo nos EUA, tendo influenciado muitos pesquisadores de outros países, entre eles o Brasil.

O solo desempenha um papel fundamental na produção de alimentos, na filtragem da água, na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade. Porém, ele está enfrentando sérios desafios de degradação devido à urbanização, ao uso inadequado da terra, à poluição e às mudanças climáticas, sendo a conservação do solo tão importante para o planeta.

Conforme o Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final de 2022, entre os mais de 500 tipos de solos existentes no Brasil, 29,6% têm boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola, mas apenas 2,3% se encaixam na nomenclatura muito boa. Ainda segundo o levantamento, 33,5% dos solos mostram uma potencialidade moderada. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os solos agrícolas, em todo o mundo, vêm se degradando a uma taxa de 0,1% ao ano.

A perda da qualidade do solo e das suas funções ecológicas acontece quando este recurso natural entra em processo de degradação causada pela erosão, perda da matéria orgânica e da biodiversidade, compactação, impermeabilização, contaminação, poluição ou salinização. Como são provocadas pela ação humana, muitas dessas causas podem ser evitadas. Assim, os prejuízos por essa degradação não fica apenas restrito ao campo, mas também impacta às cidades, já que no meio urbano a erosão pode levar ao assoreamento dos reservatórios de água, reduzir a infiltração e causar enchentes, já que a impermeabilização reduz essa infiltração. E com solos degradados, a produção de alimento cai e é captado menos carbono, afetando principalmente a segurança alimentar. 

A conservação do solo leva à manutenção de sua qualidade e ajuda no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como o ODS 2 (fome zero e agricultura sustentável), garantindo a segurança alimentar, ODS 3 (saúde e bem-estar), produzindo alimentos nutritivos e de qualidade, ODS 13 (ação contra a mudança global do clima), reduzindo a perda de nutrientes e aumentando o sequestro de carbono e ODS 15 (vida terrestre), promovendo a recuperação de solos degradados.

Fontes: Embrapa e Departamento Nacional de Obras

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