Crea-RJ realiza Seminário de Conselheiros 2025 na Região Serrana do Rio de Janeiro

Compartilhamento de ideias, construção de conhecimento e acolhimento. Teve isso e muito mais no Seminário de Conselheiros 2025, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de abril, no Hotel Villa Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O objetivo foi promover a integração dos novos representantes do plenário do CREA-RJ com os conselheiros mais experientes, apresentando e nivelando as informações sobre o Conselho, a fim de que todos sejam capacitados para o eficiente exercício de seus mandatos. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, abriu o evento e participou de todas as atividades do Seminário. “Tivemos essa grande troca, essa grande sinergia, para que cada vez mais cada um desses profissionais possam trabalhar de forma mais produtiva para o nosso Sistema, para o nosso setor profissional. Foram dias de imersão, de muitos debates, de muita qualificação, de construção de trabalho em equipe. Então, estou muito feliz com o resultado. Espero que dê muitos frutos, fazendo com que o CREA do Rio de Janeiro cada vez possa avançar mais, entregando para profissionais, empresas e entes partícipes de nosso setor, um Conselho cada vez mais ativo, cada vez mais resolutivo e mais valorizado na nossa área”, avaliou Miguel. O vice-presidente do CREA-RJ, engenheiro Alberto Balassiano, completou: “esse seminário tem uma importância muito grande, tanto para os novos conselheiros quanto para os mais antigos. Porque os novos estão entendendo melhor como proceder na prática, nas câmaras e comissões, e os antigos, que conhecem a prática, estão se aprofundando mais na teoria”. Por dentro do CREA-RJ No primeiro dia, os conselheiros assistiram a quatro palestras institucionais. A primeira, “Bases para o Desempenho do Conselheiro – Estrutura, Plenário, Câmaras e Comissões”, foi ministrada pelo gerente técnico do CREA-RJ, arquiteto Roberto Carvalho, que contou um pouco da história dos 90 anos do CREA-RJ e, a seguir, explicou toda a sua estrutura e funcionamento. O coordenador da área de Câmaras e Comissões do CREA-RJ, geólogo Adriano Sampaio, ministrou a palestra “A Atuação do Conselheiro: Direitos, Deveres e a Relatoria de Processos”. “O conselheiro, enquanto agente público, está trabalhando a serviço da sociedade e dos profissionais. Ele analisa tecnicamente os processos dos profissionais e das empresas e seus requerimentos e faz o julgamento necessário com celeridade e eficiência. Um trabalho de qualidade a serviço da sociedade”, analisou Adriano. Aspectos jurídicos O procurador geral do CREA-RJ, advogado Rodrigo Bayer, apresentou a palestra “Aspectos Jurídicos e Responsabilidades da Função de Conselheiro Regional”. “Acredito que um aspecto muito importante nos nossos atos e processos administrativos é que a gente possa sempre se pautar pela legalidade e não incorrer em nenhum desvio ou abuso de poder. A finalidade da nossa atividade finalística do CREA Rio de Janeiro, então, sempre atentando à observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, todo o arcabouço legal que envolve também as nossas atividades típicas de Estado, as nossas funções precípuas e sempre primando por essa legalidade estrita. Então, esse é o grande chamado para que depois a gente não incorra em nenhum tipo de responsabilidade funcional”, ressaltou Bayer. Nova Lei de Licitações e Contratos O segundo dia doo evento começou com a ilustre participação do ministro do TCU – Tribunal de Contas da União, advogado e engenheiro Benjamin Zymler, que apresentou a palestra “Os Conselhos Profissionais, a Governança Pública e Instrumentos de Compliance” ao lado do promotor de justiça do MPRJ, advogado Leonardo Cuña de Souza, com mediação do conselheiro da OAB-RJ, advogado Lucas Laupman. O foco da apresentação foi a nova Lei de Licitações e Contratos, a 14.133/2021, que introduziu mudanças significativas nas regras de contratações públicas no Brasil. A nova lei, que substituiu a 8.666/93, estabelece normas gerais para licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. “Essa nova lei é uma lei complexa, difícil, com 190 artigos e que exige um prazo de maturação para a implementação dela. É muito importante para toda administração pública e, em particular, para os conselhos de profissões liberais, que devem estar afinados com as regras mais modernas de governança, transparência e de legalidade”, afirmou o ministro. Benjamin Zymler é engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), em 1978, tendo trabalhado na área por 16 anos. “Esse congraçamento, essa possibilidade de dialogar com o CREA do Rio de Janeiro, podendo expor um pouquinho da minha experiência profissional no TCU e também a minha experiência como engenheiro, me deixa muito feliz”, completou. Promotor de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999), com especialização em Inteligência Estratégica pela Escola Superior de Guerra (RJ), Leonardo Cuña de Souza apresentou a palestra ao lado do ministro. “Venho atuando há alguns anos já na área de meio ambiente e urbanismo, que toca muitas vezes tão fortemente com o trabalho desenvolvido pelo CREA. E agradeço o convite do CREA e reforço a importância de que essa interação seja fortalecida, até porque quem vai ganhar com esse trabalho de interação é a própria sociedade”, sublinhou. Inteligência Artificial Na parte da tarde foi apresentado o painel “O Impacto da IA na Engenharia, na Agronomia e nas Geociências” pelo economista e cientista Sandor Caetano, com mediação do publicitário e jornalista Felipe Fox, Gerente de Comunicação e Eventos do CREA-RJ. Autor do livro “O cientista e o executivo” Sandor Caetano é especialista em Inteligência artificial e Analytics, com mais de 15 anos de experiência no mercado. Foi responsável por liderar as equipes de IA do Nubank e do iFood. “O que a gente tem visto com a inteligência artificial e o impacto que ela tem gerado? Ela muda a forma como as decisões são tomadas. O impacto que ela gera nas empresas, nas profissões e a forma como as pessoas tomavam decisões antigamente deixa de ser a forma prevalente onde os processos e os negócios giram em torno das pessoas. Você passa a utilizar a inteligência artificial no centro, com as pessoas usando o seu poder de julgamento e decisão em cima da
Dia Nacional da Conservação do Solo
No dia 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data tem como objetivo desenvolver um pensamento reflexivo e crítico sobre a importância da correta utilização do solo, como um recurso natural para a produção de alimentos e conservação do meio ambiente, reforçando a necessidade de práticas sustentáveis. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 13 de novembro de 1989, como uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o dia 15 de abril foi escolhido em homenagem ao americano Hugh Hammond Bennett, agrimensor e pesquisador, já que desempenhou um importante papel na luta contra a erosão do solo. Em 1935, ele fundou o Serviço de Conservação do Solo, nos Estados Unidos (EUA), e atuou como diretor até sua aposentadoria em 1951. Após a morte dele, em 7 de julho de 1960, Bennett foi reconhecido como o Pai da Conservação do Solo nos EUA, tendo influenciado muitos pesquisadores de outros países, entre eles o Brasil. O solo desempenha um papel fundamental na produção de alimentos, na filtragem da água, na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade. Porém, ele está enfrentando sérios desafios de degradação devido à urbanização, ao uso inadequado da terra, à poluição e às mudanças climáticas, sendo a conservação do solo tão importante para o planeta. Conforme o Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final de 2022, entre os mais de 500 tipos de solos existentes no Brasil, 29,6% têm boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola, mas apenas 2,3% se encaixam na nomenclatura muito boa. Ainda segundo o levantamento, 33,5% dos solos mostram uma potencialidade moderada. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os solos agrícolas, em todo o mundo, vêm se degradando a uma taxa de 0,1% ao ano. A perda da qualidade do solo e das suas funções ecológicas acontece quando este recurso natural entra em processo de degradação causada pela erosão, perda da matéria orgânica e da biodiversidade, compactação, impermeabilização, contaminação, poluição ou salinização. Como são provocadas pela ação humana, muitas dessas causas podem ser evitadas. Assim, os prejuízos por essa degradação não fica apenas restrito ao campo, mas também impacta às cidades, já que no meio urbano a erosão pode levar ao assoreamento dos reservatórios de água, reduzir a infiltração e causar enchentes, já que a impermeabilização reduz essa infiltração. E com solos degradados, a produção de alimento cai e é captado menos carbono, afetando principalmente a segurança alimentar. A conservação do solo leva à manutenção de sua qualidade e ajuda no alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como o ODS 2 (fome zero e agricultura sustentável), garantindo a segurança alimentar, ODS 3 (saúde e bem-estar), produzindo alimentos nutritivos e de qualidade, ODS 13 (ação contra a mudança global do clima), reduzindo a perda de nutrientes e aumentando o sequestro de carbono e ODS 15 (vida terrestre), promovendo a recuperação de solos degradados. Fontes: Embrapa e Departamento Nacional de Obras Confira o vídeo!