Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ faz visita técnica à empresa EZ Volt

A Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do CREA-RJ fez uma visita técnica, no dia 11 de novembro, à EZ Volt, considerada a maior empresa de eletromobilidade do país. O objetivo foi esclarecer dúvidas quanto à segurança da recarga de veículos  elétricos, um tema polêmico e que gera muitas informações desencontradas.

Participaram da visita técnica a coordenadora da CAPA, Lucyane Almeida,  e os membros da Comissão Nei Beserra e Mathusalécio Padilha, além dos conselheiros, engenheiros eletricistas Jorge Olmar e Regina Moniz, que foram convidados. 

“Viemos a essa empresa para desmistificar algumas questões relacionadas ao carregamento dos carros elétricos, como o perigo de pegar fogo. Enquanto Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes, a Capa, saímos daqui hoje bem preparados e com o entendimento de que é muito importante ter profissionais capacitados para atuar nessa área.”, avaliou Lucyane Almeida.

A comitiva do CREA-RJ foi recebida pelo CEO da EZ Volt, engenheiro Gustavo Tannure, fundador da empresa. A EZ Volt foi fundada em 2019 e hoje já está em 20 estados do Brasil. Possui 1800 carregadores conectados; já realizou mais de 720 mil recargas; tem cerca de 121 mil clientes cadastrados nos aplicativos e a energia transacionada nas plataformas já ultrapassa 45 Gwh.

Tannure fez uma apresentação sobre a empresa e tirou todas as dúvidas dos conselheiros. A seguir, levou o grupo para uma visita à oficina e, por fim,  foi com a comitiva ao primeiro eletroposto em área pública do Brasil, da EZ Volt, localizado no canteiro central da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, que conta com carregadores ultra rápidos. 

“Nós somos uma empresa carioca nascida no Rio de Janeiro em 2019 e que tem por objetivo a recarga de veículos elétricos. A gente foi acompanhando o crescimento do mercado. Sempre existiu uma grande dúvida se o mais adequado seria construir uma infraestrutura de recarga para possibilitar a chegada dos carros ou se o mais adequado era aguardar uma demanda de veículos elétricos para depois ir implantando a infraestrutura de recarga. E hoje eu já vejo que a história mudou por conta da chegada das fabricantes chinesas e dos veículos chineses, que têm inundado o mercado com carros elétricos. Então, hoje o que a gente já acompanha no Brasil é realmente uma carência enorme para pontos de recarga públicos. Já existem mais carros do que a rede de carregadores pode suprir.”, analisou Tannure. 

Ele continua: “A gente sabe que hoje a questão de recarga e carregadores é a maior impedimento para a transição energética dos veículos. Ou seja, o cliente, ao comprar um carro elétrico, a primeira coisa que ele pensa é onde vai carregar o carro. E realmente isso é complexo. Ainda é um tema que está sendo equacionado através dos investimentos de empresas como as nossas, que levam os carregadores para onde os motoristas mais precisam carregar.”

Segundo Tannure, existem muitas fake news quanto à recarga do carro elétrico, como o risco de pegar fogo. “São informações fantasiosas. Tudo isso tem que ser realmente desmistificado, com muito treinamento, esclarecimento e principalmente o que eu vejo como papel do CREA na fiscalização do profissional técnico.”

E ele vai além. “A gente tem que estimular que as instalações que sejam feitas de carregadores, a manutenção dessas estruturas sejam feitas por profissionais capacitados, que tenham um registro, um histórico profissional, que os contratantes verifiquem o registro profissional, verifiquem o acervo técnico daquele profissional para saber se ele tem um histórico de trabalho para gente evitar que o exercício da profissão se dê sem a fiscalização, se dê por profissionais que não são habilitados, que não têm capacitação técnica. E é bom pra iniciativa privada que os serviços sejam feitos com pessoas capacitadas.”, finaliza.

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