Dia do Consumo Consciente

O Dia do Consumo Consciente, celebrado em 15 de outubro, foi criado em 2009 como iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, com o objetivo de estimular a reflexão sobre os impactos das escolhas de consumo na sociedade e no meio ambiente. A data chama a atenção para a necessidade de repensar hábitos cotidianos, promovendo práticas que reduzam desperdícios, valorizem a sustentabilidade e priorizem produtos e serviços que causem menos danos socioambientais. Mais do que um convite a consumir menos, a proposta é incentivar um consumo mais responsável, que leve em conta não apenas a satisfação individual, mas também o bem-estar coletivo e o uso racional dos recursos naturais. No Brasil, o consumo das famílias tem papel central na economia, respondendo por uma parcela próxima a dois terços do PIB em 2023, um patamar considerado elevado em comparação à média internacional. Esse peso reflete não apenas a importância do consumo interno como motor econômico, mas também a forma como ele se enraíza no cotidiano da população. Em termos per capita, estimativas do Banco Mundial indicam que o consumo final das famílias brasileiras alcançou cerca de US$ 5.260 anuais em 2020 (valores em dólares correntes). Projeções sugerem que, em 2025, os gastos totais possam superar US$ 1,3 trilhão. Dentro dessa estrutura, habitação, alimentação e saúde concentram a maior parte das despesas, mas lazer, restaurantes, moda e comunicação também ocupam fatias relevantes. Segundo levantamentos do IBGE, cerca de 82% do consumo das famílias é monetário, realizado por meio de dinheiro, cartões ou cheques, enquanto aproximadamente 18% ocorre de forma não monetária, especialmente em áreas rurais, onde produção própria, doações e trocas têm mais peso. Apesar dessa diversidade de formas de consumo, os hábitos revelam uma dimensão cultural marcante. Pesquisas mostram que cerca de 30% dos brasileiros encaram a compra como forma de lazer e, entre as classes A e B, quatro em cada dez pessoas afirmam consumir para aliviar o estresse. Esse padrão, somado à facilidade de crédito e à cultura do parcelamento, se conecta a um dado preocupante. Em 2020, o endividamento atingiu 67% das famílias, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a maior taxa desde 2010. Nesse mesmo período, a inadimplência afetava mais de um quarto delas. A desigualdade amplia ainda mais as contradições desse quadro. Estudos de custo de vida mostram que, em cidades como São Paulo, os 10% mais pobres não conseguem comprar sequer meia cesta básica com sua renda mensal, enquanto os 10% mais ricos têm capacidade de adquirir quase 14 cestas. Essa disparidade evidencia como o consumo, embora essencial, não se distribui de maneira equitativa, funcionando ao mesmo tempo como indicador de bem-estar e de exclusão social. No cenário global, o consumo também assume caráter estruturante, mas com ênfase crescente no chamado consumismo, entendido como a prática de consumir de forma irracional e desnecessária, estimulada por fatores como publicidade, obsolescência programada e a lógica de sistemas econômicos que incentivam a substituição rápida de bens. A chamada “sociedade de consumo” é descrita por estudiosos como aquela em que a oferta supera a demanda e em que padrões de comportamento associam identidade, pertencimento e status à capacidade de comprar. Esse processo, entretanto, não surge de forma espontânea. Ele é fomentado por políticas de mercado, pela indústria cultural e por modelos de desenvolvimento que priorizam o crescimento medido pelo PIB, mesmo diante de impactos ambientais e sociais. Diversos críticos apontam que o consumismo global é incompatível com uma exploração sustentável dos recursos naturais e contribui diretamente para a crise climática, já que a produção e o descarte excessivos pressionam ecossistemas e ampliam desigualdades. Ao mesmo tempo, o consumo também pode ser entendido como espaço de identidade. Em muitos países, assim como no Brasil, a figura do consumidor passou a se sobrepor à do cidadão em alguns aspectos da vida social. Assim, tanto no Brasil quanto no mundo, o consumo vai além da dimensão econômica e se coloca como fenômeno social e cultural complexo. Ele dinamiza mercados e move economias, mas também revela desigualdades, cria vulnerabilidades financeiras e impõe desafios de sustentabilidade. O consumismo, como prática intensificada e culturalmente legitimada, escancara as tensões entre bem-estar, status e limites planetários, exigindo novas formas de pensar a relação entre sociedade, economia e meio ambiente.

Dia do(a) Professor(a)

No Brasil, o Dia dos(as) Professores(as) é comemorado em 15 de outubro, data que homenageia a importância fundamental desses profissionais na formação dos cidadãos e na transformação da sociedade. Mais do que transmitir conhecimentos, a educação é um direito humano universal e os(as) professores(as) exercem papel essencial na construção do caráter, na promoção do pensamento crítico e no incentivo à responsabilidade social. Em 15 de outubro de 1827, D. Pedro I, por meio de um Decreto Imperial, instituiu o Ensino Elementar no país, estabelecendo que todas as localidades deveriam ter escolas para os primeiros níveis de ensino. O decreto também regulamentou aspectos como o salário dos professores, o currículo básico e a contratação dos educadores, embora com diferenças de conteúdo entre meninos e meninas, refletindo a época. Mais de um século depois, em 1947, o professor Samuel Becker propôs transformar o dia 15 de outubro em feriado para homenagear os(as) professores(as), reconhecendo a importância dessa data para os(as) educadores(as) e criando um momento para reflexão sobre o ano letivo. Em 1948, a deputada estadual Antonieta de Barros, primeira mulher negra eleita para um cargo político no Brasil, defendeu a promulgação da Lei nº 145 que instituiu oficialmente o Dia do Professor. A oficialização em âmbito nacional aconteceu em 1963, durante o governo de João Goulart. Dia Mundial dos(as) Professores(as) O Dia Mundial dos(as) Professores(as) foi estabelecido pela UNESCO, em 1994, e é comemorado anualmente em 5 de outubro. A data visa a reconhecer e valorizar o papel fundamental dos(as) professores(as) na educação e no desenvolvimento das sociedades ao redor do mundo. Além de celebrar a dedicação desses profissionais, o dia também destaca a importância de políticas educacionais que garantam condições de trabalho adequadas, formação contínua e valorização da carreira docente, reforçando o compromisso global com uma educação de qualidade para todos. A UNESCO promove diversas ações para valorizar e reconhecer o papel fundamental dos(as) educadores(as). Entre essas iniciativas, destacam-se a divulgação de relatórios e pesquisas que apresentam dados globais sobre as condições de trabalho, a formação e os desafios enfrentados pelos(as) professores(as), fornecendo uma base sólida para a formulação de políticas públicas eficazes. Além disso, são realizadas campanhas de sensibilização que buscam aumentar a conscientização da sociedade sobre a importância da carreira docente.  Também realiza conferências, debates e workshops, que visam a discutir estratégias para a melhoria da formação e das condições de trabalho dos(as) professores(as), como melhores salários, infraestrutura adequada e suporte pedagógico. Outro foco importante é a promoção da formação continuada, incentivando programas de capacitação que possibilitem atualizar e aprimorar as práticas educacionais.

Presidente do CREA-RJ: ‘Engenharia está fora dos principais debates públicos que a envolvem’

Os painelistas posam para foto após o debate sobre Engenharia de resultados Ao participar de painel da quarta edição do Fórum de Soluções Comexlog 2025 – um dos maiores eventos de infraestrutura e logística do país – o presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, afirmou que um dos problemas que agravam a falta de planejamento e os desafios para o estado investir em infraestrutura é a ausência de representantes das engenharias dos debates públicos que interessam ao setor: “Há 40 anos o Brasil não tem líderes da Engenharia atuando na política; a Engenharia está fora dos principais debates públicos que a envolvem; a Engenharia se omite nessa discussão, mas as engenharias precisam retomar seu protagonismo”, afirmou o presidente do CREA-RJ, acrescentando que o próprio governo federal não tem a função de engenheiro na máquina pública. Na mesa de abertura, Miguel Fernández afirmou que desde o início de sua gestão, em janeiro do ano passado, tem pensado o Conselho muito além de um sistema cartorário. Por isso, o CREA está reorganizando toda sua base de informações sobre os serviços de Engenharia realizados no estado. O CREA-RJ é o patrocinador master do evento. “Essas informações nunca foram compiladas. As Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), que são exigidas dos profissionais, agora vão se tornar um banco de dados. E isso vai reverter num novo modelo de fiscalização das atividades profissionais no Conselho”, disse Fernández, lembrando que o novo banco de dados vai permitir uma visão panorâmica de todo o sistema, com o cruzamento de dados da contratação de engenheiros e se as empresas estão ou não cumprindo a lei, e sendo registradas no Conselho.  Para Fernández, o banco de dados que será criado a partir da informatização da ART poderá contribuir para a produção de um diagnóstico de obras e serviços prestados pelos cem mil profissionais e as 20 mil empresas registradas no CREA. “A nova ART vai dar subsídios para as empresas do setor influenciarem na engenharia de resultados”, disse Fernández. Também participaram do painel “Engenharia de Resultado – otimizando a infraestrutura para comércio exterior e logística” as seguintes autoridades: Tetsu Koike, diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério de Portos e Aeroportos; Mario Povia, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura: Delmo Pinho, especialista em Transporte e Mobilidade Urbana; e Alexandra Souza, consultora em compliance e logística. O debate foi mediado pela arquiteta e urbanista Mica Fernandez, vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU/RJ). Representando o ministro Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike defendeu a necessidade de haver maior planejamento para se alcançar melhor integração entre todos os modos de transporte para a escoação da produção brasileira. “Não adianta investir bilhões numa infraestrutura se aquilo não atende a visão de Brasil”, observou Koike. O especialista em transporte e mobilidade urbana, Delmo Pinho, destacou a importância de o governo federal se preocupar em ouvir os atores do Rio de Janeiro para implementar o Plano Nacional de Logística (PNL), a mais eficaz ferramenta do estado para planejar o desenvolvimento da infraestrutura de transportes do país a longo prazo. “A base da infraestrutura tem que partir do estado; a iniciativa privada não vai resolver tudo”, pontua Delmo. O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura, Mario Povia, lembrou que a greve dos caminhoneiros em 2018 – que provocou o desabastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis e paralisou setores da economia – comprovou a necessidade de se criar alternativas ao transporte rodoviário.  “A matriz de transporte está desequilibrada com a opção de privilegiar as rodovias. Regredimos nas ferrovias. Não avançamos no modal hidroviário. A maioria das empresas de navegação já está preparada para a cabotagem, mas é fundamental termos uma infraestrutura para isso. Não será por decreto que vamos ajustar nossa matriz de transportes”, afirmou Povia. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, fala na abertura da quarta edição do Fórum de soluções Comexlog 2025, no Porto Pela manhã, além do presidente do CREA-RJ participaram da mesa as seguintes autoridades: o diretor de Programas e Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike; o secretário de Desenvolvimento Econômico do município do Rio, Osmar Lima, que preside a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), representando o prefeito Eduardo Paes; o diretor de relações institucionais da Firjan, o ex-ministro das cidades Márcio Fortes de Almeida, representando o presidente da Firjan, Luiz Cesio Caetano; e o subsecretário de Energia e Economia do Mar do Estado do Rio, Sergio Chaves Junior, representando o governador Cláudio Castro.  Chaves destacou que o Fórum Comexlog se tornou fundamental para consolidar o papel do Rio de Janeiro no comércio exterior. Ele lembrou que o Estado do Rio produz hoje 89% do petróleo e 66% do gás de todo o país.  Em mensagem lida pelo ex-ministro Márcio Fortes, o presidente da Firjan, Luiz Caetano, lembrou que o Estado do Rio de Janeiro ocupa a segunda posição no comércio exterior brasileiro em exportações e a terceira posição em importações. Segundo a Firjan, entre importações e exportações, o estado do Rio movimentou 59 bilhões de dólares, o que equivale a 12% de todo o comércio exterior brasileiro.  O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Osmar Lima, parafraseou o ex-ministro Márcio Fortes (“a vida acontece nas cidades”) e, para isso, o Rio de Janeiro precisa cada vez mais de cadeias logísticas eficientes, mecanismos de suprimento, conectando o Porto ao município e ao estado.  O fórum foi aberto pelo presidente do Distrito Empresarial do Porto do Rio, Leandro Ribeiro. O Distrito Empresarial do Porto é uma iniciativa que reúne empresários, empreendedores locais, representantes do poder público e privado, mídia e usuários do Porto do Rio.

CREA-RJ realiza a palestra gratuita “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro”

Com o objetivo de proporcionar um espaço de discussão técnica e científica sobre a atual situação atmosférica e, ao mesmo tempo, apresentar soluções e perspectivas baseadas em práticas da Engenharia, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, promove o evento “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro”. O encontro acontecerá no dia 24 de outubro, das 15h às 17h, na sede do CREA-RJ, no Centro do Rio. O público-alvo é formado por profissionais, estudantes, pesquisadores, docentes, técnicos, gestores, representantes da sociedade civil, ONGs, e empresas relacionadas às áreas ambientais, civis e químicas. A palestra será ministrada pelo gerente de Qualidade do Ar no Instituto Estadual do Ambiente – INEA, engenheiro químico Rafael Barbosa Campos, que possui MBA em Gestão Ambiental Integrada pela UERJ.   Serviço Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro Data: 24 de outubro de 2025 Hora: das 15h às 17h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40 – Centro, Rio de Janeiro Programação 15h | Mesa de abertura institucional 15h20 | Palestra “Qualidade do Ar no Estado do Rio de Janeiro: Diagnóstico atual e perspectivas a partir da Engenharia” 16h | Perguntas 17h | Congraçamento INSCREVA-SE AQUI!

Dia do(a) Meteorologista

No dia 14 de outubro, é celebrado o Dia do(a) Meteorologista, profissional da área científica voltada ao estudo de fenômenos atmosféricos e sua influência no tempo e no clima da Terra e outros corpos celestes, desde o movimento das massas de ar até a formação de nuvens e a ocorrência de tempestades. Ela é essencial para o monitoramento e a mitigação de desastres naturais, como furacões, tornados, enchentes e secas.  A Meteorologia engloba tanto tempo como clima, enquanto os seus elementos devem necessariamente estar incorporados à climatologia para torná-la significativa e científica. O tempo e o clima podem, juntos, ser considerados como consequência e demonstração da ação dos processos complexos na atmosfera, nos oceanos e na Terra. Meteorologistas desempenham um papel fundamental para a sociedade, pois são os responsáveis por coletar dados, analisar informações e fazer previsões precisas sobre o clima, ajudando a orientar o planejamento agrícola, as operações de aviação, a navegação marítima e as atividades de lazer ao ar livre.  Atualmente, a Meteorologia enfrenta um de seus maiores desafios, o aquecimento global e suas consequências desastrosas. Tais mudanças estão alterando os padrões climáticos e aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos, como tempestades e ondas de calor. Seus profissionais trabalham arduamente para entender essas mudanças e desenvolver novas estratégias para lidar com seus impactos.  A profissão é regulamentada pela lei federal Nº 6.835, de 14/10/1980. Em 2008, do dia 14 de outubro foi aprovado como “Dia do Meteorologista” na Sessão Plenária Ordinária 1353 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA). Mercado de trabalho  O(a) meteorologista pode trabalhar em órgãos governamentais ou atuar em empresas privadas de previsão do tempo e prestar consultorias ambientais para setores de agricultura, aviação e energia. Além disso, pode ser requisitado por universidades e centros de pesquisa para realizar estudos e ensinar sobre o clima e fenômenos atmosféricos. Um(a) meteorologista ganha em média R$7.989,16 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais, de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 144 profissionais admitidos e desligados em todo Brasil no regime CLT, nos últimos 12 meses (dados divulgados pelo CAGED). Áreas de atuação Com o avanço da tecnologia, as previsões meteorológicas tornaram-se cada vez mais precisas, utilizando diferentes ferramentas para medir fatores e elementos climáticos, tornando assim, a Meteorologia um dos campos de estudo mais importantes da atualidade, especialmente pelo volume de informações fornecidas para a sociedade. É uma área multidisciplinar que oferece diversas oportunidades de atuação em diferentes setores, como defesa civil, agricultura, aviação e navegação, entre outros.  A Meteorologia fornece informações que auxiliam na gestão de riscos, preparação para desastres e resposta a emergências. Por meio do monitoramento contínuo das condições meteorológicas, previsão de eventos extremos, suporte às operações de resgate e socorro, educação pública e avaliação de impactos pós-desastre, os meteorologistas ajudam as autoridades e a população a se prepararem e responderem de forma eficaz a desastres naturais. 

80ª SOEA: Frete ferroviário brasileiro é o terceiro mais barato do mundo

Apesar do senso comum achar que as ferrovias no Brasil são antigas e obsoletas, na realidade, elas estão eficientes e equivalentes às melhores do mundo. “São importantes para a competitividade dos produtos brasileiros. Isso fica evidente quando compara com caminhão”. O dado foi apresentado pelo diretor de Dados e Autorregulação da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários, Paulo Roberto de Oliveira Junior, no painel “Brasil sobre trilhos: caminhos para a modernização ferroviária”, da programação da 80ª Soea. Segundo palestrante do painel, o presidente da Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A, André Gonçalves, mostrou como funciona a concessão da Malha Sul, de 7,2 mil quilômetros, que conecta os polos agrícolas do Centro-Oeste aos portos do Sul e Sudeste do Brasil, e vence em março de 2027. “No ano passado, o governador sancionou a autorização para a desestatização da Malha Sul, desde que passe por um estudo estratégico de cenários. Se a Malha Sul for renovada, o que deve ser feito? E se uma nova licitação for feita, como deve ser?”. Gonçalves mencionou que há uma consultoria contratada fazendo esse estudo, ao mesmo tempo em que um Grupo de Trabalho, no âmbito do Ministério dos Transporte, estuda as alternativas. O responsável pela implantação dos trens de subúrbio do Rio de Janeiro, Haroldo Ennes, trouxe um contraponto: “por mais que estejamos na vanguarda da tecnologia ferroviária, ainda precisamos melhorar em segurança. Temos diversos acidentes de descarrilhamento por conta de gargalos operacionais. Nossa estrutura precisa de melhoria, não podemos fugir de requisitos de operação. Mas não podemos colocar a culpa na engenharia. A engenharia não pode ser a ponta da execução do projeto, ela tem que estar na normatização”. Haroldo defende que o engenheiro esteja presente no processo desde o início do processo. “Segurança jurídica não é algo limitado a advogados. A engenharia tem que ser chamada na regulação”. Ele celebrou que “ferrovias” foi tema durante a 80ª Soea. “O Confea está sabendo enxergar. Ele viu este momento pungente que estamos vivendo e trouxe o debate”. Na sequência, a fala da secretária de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro, Priscila Sakalem, veio ao encontro da manifestação de Haroldo. “Vivemos em um Estado Democrático de Direito. Precisamos fazer lei e para isso temos vários agentes. Tem o parlamentar, que teve votos; temos o poder executivo, que também teve votos; e tem a sociedade civil: os Creas, os engenheiros, as entidades – que podem participar da construção dessas normas. Direito e engenharia podem caminhar juntos”. Por fim, o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Rio de Janeiro, Adolpho Konder, trouxe o dado de que os trilhos são o meio de transporte mais eficientes em termos de emissões de gás carbônico por passageiro. “Fazer com que o cidadão opte pelo trem, pelo VLT, é um desafio tarifário”. Presidente do Crea-RJ, Miguel Fernandez moderou o debate e consolidou algumas conclusões. “A engenharia tem que estar em toda cadeia do empreendimento, desde a normatização. Não dá para ser apenas advogado, porque o cenário real é muito complexo”. Matéria republicada do Confea

Abertas as inscrições para a 51ª edição do Curso de Perícia Judicial e Ambiental

Estão abertas as inscrições para a 51ª edição do Curso de Perícia Judicial e Ambiental realizado pela Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado do Rio de Janeiro (Apeferj) e pela engenheira florestal Denise Baptista Alves, com apoio do Sistema Confea/Crea e Mútua e dos programas Progredir e Crea JR-RJ.  O 51º Curso de Perícia Judicial e Ambiental vai acontecer nos dias 28, 29 e 30 de outubro e 04, 05 e 06 de novembro de 2025. O curso contará com aulas teóricas virtuais e ao vivo, das 17h30 às 21h30, com carga horária total de 24 horas.  O objetivo é apresentar noções de legislação e requisitos conexos à atuação do perito judicial e ambiental.  O curso se destina a todos os profissionais de nível superior e está de acordo com a Resolução CM n° 02/2018, no que diz respeito aos procedimentos para o cadastro de profissionais para atuação como peritos judiciais e extrajudiciais de órgãos técnicos ou científicos, para indicação da parte junto ao Poder Judiciário. Inscrições e mais Informações: [email protected]  Telefone/Whatsapp: (21) 99894-4204 

80ª SOEA: prefeito de Friburgo e vereador de Macaé reforçam a importância da engenharia na administração pública

O prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon, em painel sobre engenharia pública Durante a 80ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES), o presidente do Conselho de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, foi mediador do painel Engenharia Pública que reuniu dois expoentes da engenharia em cargos públicos no Estado do Rio de Janeiro – o prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon Cordeiro Ribeiro, e o 1º vice-presidente da Câmara Municipal de Macaé, o vereador Luciano Diniz, no quinto mandato. O encontro foi realizado no estande Confea/Crea ES, no Pavilhão Carapina, em Serra, na Grande Vitória. O prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon, ressaltou que, pelo fato de os engenheiros estarem preparados para resolver problemas, ganham vantagem na administração pública, onde os problemas proliferam em qualquer esfera. “Todo mundo que cursa engenharia, ouve diversas vezes que o engenheiro é preparado para resolver problemas. E a gente sabe que não existe mais problemas que não seja dentro de um ente público, da administração pública municipal, estadual ou nacional. Então, quando a gente se disponibiliza com todos os conceitos, ferramentas, instrumentos que aprendemos no curso de graduação de engenharia, a gente é aprimorado e instrumentalizado para que a gente consiga desenvolver as nossas atividades para garantir maior eficiência, efetividade e eficácia no funcionamento das engrenagens da máquina pública”, afirmou Maycon, engenheiro mecânico formado no Polo Uerj em Friburgo, em segundo mandato como prefeito daquela cidade na Região Serrana do Rio. Numa turma de 40 alunos, Maycon foi um dos sete que conseguiu concluir o curso da Uerj. “Muito do que eu aprendi no curso, na minha graduação, eu aplico no meu cotidiano para garantir dias e momentos melhores para as pessoas que moram em Novo Friburgo e aqueles que têm o prazer de visitar a nossa terra”, destacou Johnny Maycon, que fez uma prestação de contas de sua gestão, com ênfase em obras essenciais para o desenvolvimento do município. O moderador do painel e presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, parabenizou Maycon por sua dedicação, lembrando que é um bom exemplo da importância da engenharia pública. Há um ano e dez meses como presidente do CREA, Fernández tem defendido a retomada do protagonismo das engenharias no país. Em sua palestra, o prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon, destacou os resultados da valorização e aproveitamento dos engenheiros na engenharia pública: uma cidade mais resiliente, com maior preparo para enfrentar os desafios, principalmente os climáticos e resolver problemas; e maior qualidade de vida, com ambientes públicos mais seguros, confortáveis e inclusivos. Com isso, o saldo de novos empregos na Construção Civil em Nova Friburgo foi de 939 até agosto deste ano. Maycon lembra que conseguiu inclusive dobrar o número de engenheiros que trabalham no município. Com cerca de R$ 900 milhões de arrecadação, a prefeitura de Nova Friburgo prevê investimentos de R$ 212,8 milhões em infraestrutura, o que corresponde em obras: contenção de encostas; canalização de rios; recuperação ambiental; pavimentação asfáltica; e rede de águas pluviais. Maycon apresentou um resumo dos investimentos em obras em Friburgo, de 2021 até o momento: R$ 55,5 milhões na Saúde (UBSS Hospital Municipal Maternidade UPA construção do Hospital de Oncologia), R$ 15,4 milhões na Educação (já foram entregues 30 unidades educacionais), R$ 17,1 milhões na cultura e esportes, e R$ 212,8 milhões em infraestrutura. O vereador Luciano Diniz, que é engenheiro eletricista formado há 31 anos pela UFF e vice-presidente da Câmara Municipal de Macaé, lembrou que a prefeitura de Macaé está investindo os royalties do petróleo na urbanização de sete favelas e em obras de infraestrutura como a que a que está duplicando a capacidade do abastecimento de água, de 800 para 1.600 litros por segundo, além do investimento de R$ 260 milhões na nova pista do aeroporto da cidade. Luciano Diniz é macaense, concursado da Cedae desde 1994, já tendo ocupado cargos na Companhia como chefe do Serviço de Departamento Técnico, Chefe do Serviço de Obra e Expansão e Assessor da Superintendência. De 2001 a 2004 teve seu 1º mandato como vereador de Macaé, quando trouxe a 2º Vara do Trabalho para Macaé. Logo após, exerceu o cargo de Diretor de Obras e Vice-Presidente da Serla (Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagos), de janeiro a outubro de 2007.  Em 2008, levou para Macaé o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, o mais importante programa habitacional da história do município, que beneficiou milhares de famílias de baixa renda, por meio de convênio assinado com o governo federal. Os programas foram responsáveis por trazer obras de infraestrutura e projetos que contemplaram rede de saneamento, urbanização e habitação, tornando o município um dos primeiros do estado a assinar a parceria. “Macaé passou de uma colônia de pescadores na Monarquia, em 1829, à capital nacional do petróleo, com 9 bilhões de dólares em investimentos da Petrobras. Nossa cidade é hoje a primeira em geração de emprego no estado”, assinala Luciano Diniz, lembrando que Macaé vai receber também uma fábrica de fertilizantes.  O presidente do CREA, Miguel Fernández, destacou a importância da atuação do vereador Luciano Diniz como um legítimo representante da engenharia no poder público.

Dia do(a) Engenheiro(a) Agrônomo(a)

No dia 12 de outubro, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Agrônomo(a), profissionais responsáveis pelo desenvolvimento agropecuário, considerando os impactos socioeconômicos e ambientais, pela organização e manutenção dos processos agrícolas, aplicando técnicas científicas e tecnológicas, como melhorar a produção de alimentos de origem vegetal e animal. Otimizam o plantio, por meio do combate a pragas, do manejo do solo, como também do armazenamento, distribuição e comercialização dos produtos de forma adequada.  A profissão foi regulamentada pela Lei nº 5.194/66 pelo Congresso Nacional. As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 1048, publicada em 14 de agosto de 2013 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).  Áreas de atuação Esses profissionais podem atuar no aproveitamento e utilização de recursos naturais; meios de locomoção e comunicações; edificações, serviços e equipamentos urbanos, rurais e regionais, nos seus aspectos técnicos e artísticos; instalações e meios de acesso a costas, cursos e massas de água e extensões terrestres, assim como o desenvolvimento industrial e agropecuário.  Mercado de Trabalho No mercado de trabalho, é necessário que o(a) engenheiro(a) domine não apenas questões voltadas para a produção, mas também entenda de forma mais aprofundada sobre assuntos relacionados à sustentabilidade, meio ambiente e pessoas. No primeiro trimestre de 2024, o número de pessoas trabalhando no agronegócio brasileiro somou 28,6 milhões, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Trata-se de um recorde da série histórica, iniciada em 2012. Diante disso, a participação do setor no total de ocupações do Brasil foi de 26,85% nos primeiros três meses do ano – no mesmo período de 2023, representava 26,67%. Um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) ganha em média R$ 9.357,48 para uma jornada de trabalho de 42 horas semanais, de acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados de 5.529 profissionais admitidos e desligados em todo Brasil no regime CLT nos últimos 12 meses divulgados pelo CAGED.

Carta da 80ª SOEA vislumbra novo Código de Ética Profissional

Na Carta da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia deste ano, o Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) firmou seu compromisso em aprovar um novo regimento para o colegiado e em revisar o Código de Ética Profissional. Todos os anos, durante a passagem da bandeira da SOEA para o próximo CREA que vai receber a Semana, o coordenador do CDEN faz a leitura da Carta Declaratória da SOEA, que sintetiza as discussões realizadas no evento. Outros compromissos reafirmados pelos signatários da Carta – os participantes da 80ª SOEA – são: – A valorização dos profissionais da Engenharia, Agronomia e Geociências; – O fortalecimento das instituições do Sistema Confea/CREA e Mútua como agentes de transformação social; – A defesa da ética e da responsabilidade profissional em todas as áreas de atuação; – O incentivo à inovação tecnológica, à transformação digital e ao desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras; – A integração entre governo, setor produtivo, universidades e sociedade civil para o avanço científico e tecnológico. Com o tema “Projetando Caminhos para o Futuro do Brasil”, a 80ª SOEA, diz a Carta, “destacou o papel estratégico dos profissionais na construção de um Brasil mais justo, inclusivo e preparado para enfrentar ameaças externas e internas, mantendo sua soberania”. Os principais assuntos abordados em 2025 foram acessibilidade e mobilidade urbana; saneamento básico; Engenharia Pública; qualidade ambiental; desenvolvimento sustentável energético. “A sociedade brasileira demanda soluções concretas para questões urbanas, ambientais e energéticas, e o Sistema CONFEA/Crea e Mútua mostrou-se mais uma vez protagonista nesse processo, ao reunir especialistas, estudantes, professores e lideranças em torno de práticas inovadoras e sustentáveis”, segue o texto. Íntegra da Carta da 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia https://www.confea.org.br/midias/cartadevitoria_80SOEA.pdf Equipe de Comunicação do Confea Fotos: Sto Rei e Impacto/Confea