Flumisul chega à 24° edição em 2025
A 24° edição da Flumisul (Feira de Negócios do Sul Fluminense) acontecerá no Parque da Cidade, em Barra Mansa, entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro. No dia 29, das 18h às 23h, e, nas demais datas, das 14h às 23h. Realizado pela ACIAP-BM (Associação Comercial Industrial Agropastoril e Prestadores de Serviço de Barra Mansa) e com o apoio institucional do CREA-RJ, o evento reúne profissionais e negócios de diferentes segmentos, como metalmecânico, agronegócio, construção civil, comércio e serviços. Com o objetivo de ser uma vitrine de oportunidades onde empresas locais e regionais apresentam soluções, aproximam-se de clientes, firmam parcerias, e projetam o futuro da economia do Sul Fluminense. O evento é gratuito, sem necessidade de realização de cadastro. Acompanhe as novidades pelo Instagram da feira: https://www.instagram.com/flumisul?igsh=eGptNG5ycDljd28w
IV Fórum ESG abre inscrições gratuitas
O IV Fórum ESG, que será realizado no dia 29 de outubro, das 8h30 às 18h, no campus da Estácio em Nova Iguaçu, está com inscrições abertas. Promovido pela YDUQS e pelo Instituto YDUQS, e patrocinado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ, o evento anual reúne lideranças, representantes do governo, cientistas, professores e alunos no debate dos principais desafios ambientais e sociais enfrentados na atualidade. A programação conecta a teoria e a prática em prol de um futuro mais consciente e justo no compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inovação e o impacto social por meio da educação. Inscreva-se e confira a programação completa em: yduqs.com.br/forumesg
Workshop: “Do Estudo à Prática: a Jornada do Engenheiro”
Com o objetivo de conectar e promover a integração entre academia, mercado e profissionais, gerando networking, o workshop “Do Estudo à Prática: A Jornada do Engenheiro”, vai acontecer no dia 8 de novembro de 2025, sábado, das 8h30 às 16h30 no Clube de Engenharia, em formato híbrido. O workshop vai abordar temas como a formação, as decisões para guiar a trajetória profissional, as competências práticas necessárias e as oportunidades em diferentes frentes da Engenharia. O evento tem como público-alvo: estudantes, recém-formados, engenheiros e profissionais da área. A organização é do Clube de Engenharia do Brasil e do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio e apoio institucional do CREA-RJ. Programação 08:30 – 09:15 Credenciamento e café de boas-vindas 09:15– 09:30 Abertura institucional (organização, parceiros e regras do evento) 09:30 – 11:00 Painel 01: Desafios e oportunidades no sistema de transmissão de potência (1h30) 11:00 – 11:10 Intervalo 11:10 – 12:40 Painel 02: Desafios e oportunidades em docência acadêmica (1h30) 12:40 – 14:00 Almoço 14:00 – 16:00 Painel 03: Empreendedorismo e Inovação na Engenharia (oportunidades, vivências e desafios) (2h00) 16:00 – 16:30 Considerações finais/encerramento Palestrantes confirmados Painel 01 Camila Maciel (State Grid),Vandrianne Rodrigues (ONS)Jéssica Santos (TAESA)Moderador: Francisco A. Costa / Tatiana Ferreira (Clube de Engenharia) Painel 02 Wallace Ferreira (Professor CEFET Nova Friburgo),Milton Torres (Professor CEFET RJ),Eduardo Costa da Silva (Professor DEE PUC RJ).Moderador: Andre Milhorance (Professor DEE PUC RJ) Painel 03 Marcelo Mejias (Petrobras),Fabio Viana (CEC – Diretor Técnico, Perito Judicial e Consultor),Igor Peres (Professor PUC RJ),Sando Damásio (Clube de Engenharia)Moderador: João Ricardo Cortes Nunes (Professor DEE PUC RJ) Serviço Evento: workshop “Do Estudo à Prática: A Jornada do Engenheiro” Data: 8/11/2025 Hora: 8h30 às 16h30 Local: Av. Rio Branco, 124 – Centro – Rio de Janeiro Inscreva-se aqui
Dia Nacional da Inovação
O Dia Nacional da Inovação é celebrado no Brasil em 19 de outubro, conforme instituído pelo Decreto nº 7.917, de 3 de março de 2013. A data foi escolhida em referência ao nascimento de Alberto Santos Dumont (1873-1932), inventor reconhecido internacionalmente e pioneiro da aviação. Sua trajetória é lembrada por ter representado o espírito de experimentação e de busca por novas soluções, características diretamente associadas ao conceito de inovação. O objetivo da celebração é estimular a cultura da inovação no país, incentivando universidades, empresas, órgãos públicos e centros de pesquisa a desenvolverem novas tecnologias, produtos, processos e modelos de negócio que possam gerar benefícios sociais e econômicos. A inovação é entendida não apenas como invenção tecnológica, mas também como a aplicação prática de ideias capazes de melhorar a vida das pessoas, aumentar a competitividade das empresas e contribuir para o desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado fortalecer políticas de apoio à inovação, como a Lei da Inovação (Lei nº 10.973/2004) e o Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182/2021), que visam aproximar o setor produtivo do ambiente acadêmico e fomentar um ecossistema mais dinâmico. Nesse contexto, o Dia Nacional da Inovação funciona como um marco de reflexão e de incentivo para que o país amplie investimentos em ciência, tecnologia e pesquisa aplicada. No Brasil, a inovação se manifesta em diferentes áreas estratégicas. Na agricultura, práticas como o uso de sensores para monitoramento de solo, drones para acompanhamento de lavouras e sistemas de irrigação automatizados têm sido aplicadas para tornar o manejo mais sustentável e reduzir desperdícios. No campo da saúde, destacam-se soluções em telemedicina e aplicativos de acompanhamento clínico, que ampliam o acesso de pacientes a atendimentos e informações. Já na energia renovável, o país investe em biocombustíveis e vem ampliando a presença de fontes como a eólica e a solar. Outro setor em crescimento é o das startups, que se multiplicaram em cidades como São Paulo, Florianópolis e Recife, com iniciativas que vão de fintechs a plataformas educacionais. Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o Brasil possui atualmente mais de 13 mil startups registradas, sendo considerado um dos maiores ecossistemas de inovação da América Latina. Santos Dumont e seu papel na Inovação Alberto Santos Dumont (1873–1932) nasceu no sítio Cabangu, município hoje chamado Santos Dumont, em Minas Gerais. Filho de um engenheiro e cafeicultor, desde cedo teve contato com máquinas e foi incentivado a estudar disciplinas como mecânica, eletricidade e física, tanto no Brasil quanto em Paris, onde se aprofundou no estudo de motores a combustão. Sua trajetória de inovação começa com os dirigíveis motorizados a gás, aos quais dedicou-se intensamente e que lhe renderam reconhecimento internacional. Em 1901, com o dirigível nº 6, ele contornou a Torre Eiffel em menos de 30 minutos e voltou ao ponto de partida, conquistando o Prêmio Deutsch de la Meurthe, e doou o valor recebido entre sua equipe e moradores de Paris. Em 1906, Santos Dumont deu um passo decisivo rumo ao moderno conceito de inovação aplicada: criou o 14-Bis, realizando em 23 de outubro o primeiro voo homologado na Europa de uma aeronave mais pesada que o ar, impulsionada apenas por seu próprio motor – um salto de cerca de 60 metros. Menos de um mês depois, em uma demonstração oficial com a presença da Federação Aeronáutica da França, voou impressionantes 220 metros, recebendo o prêmio do Aeroclub. A inovação continuou com os avioes Demoiselle (1907–1909) — aeronaves leves, relativamente baratas e com planos disponibilizados gratuitamente. Esse modelo é muitas vezes considerado o primeiro avião a ser fabricado em escala e democratizou o acesso à aviação ao tornar os projetos amplamente reproduzíveis. Diferentemente de muitos de seus contemporâneos, Santos Dumont optou por divulgar seus designs sem patentear, acreditando que a inovação deveria ser aberta e colaborativa, atitude que facilitou o avanço coletivo da aviação. Além dos feitos técnicos, ele sempre realizou suas inovações em espaços públicos, como os voos do 14-Bis no campo de Bagatelle ou o dirigível ao redor da Torre Eiffel, o que não apenas validou suas criações diante de testemunhas e imprensa, como também inspirou o entusiasmo público pelo futuro da aviação.
SaneaRio 2025: Saneamento e Segurança Hídrica em Foco Diante das Mudanças Climáticas
Com o tema “Saneamento e segurança hídrica: desafios e inovações em um cenário de mudanças climáticas”, a quarta edição do SaneaRio – Seminário Estadual de Saneamento e Meio Ambiente coloca em pauta esta questão crítica que exige atenção imediata do setor. O evento, que acontecerá no dia 29 de outubro de 2025, das 8h às 22h, no Teatro Adolpho Bloch, na Glória, é uma realização da ABES-Rio e conta com o patrocínio do CREA-RJ. O SaneaRio é o maior evento de saneamento e meio ambiente do estado do Rio de Janeiro e se consolidou como o primeiro Seminário Estadual da área, nascido com para ser o principal espaço de discussão e proposição para o setor. O evento é um ponto de encontro estratégico para os principais protagonistas da área, como grandes concessionárias e órgãos reguladores; autoridades do Governo do Estado; representantes da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) de diversos estados; empresários, investidores, universidades, estudantes e demais atores do segmento. A ABES-RJ atua de forma constante na valorização e expansão do universo do saneamento, acumulando a realização de milhares de cursos, seminários, simpósios e congressos ao longo de sua história. O SaneaRio 2025 foi pensado para fomentar a inovação, a troca de conhecimento e a concretização de negócios, contando com três espaços exclusivos: Feira de Tecnologias: Um palco para as principais empresas do setor de saneamento ambiental do Rio de Janeiro exibirem suas inovações tecnológicas, produtos, serviços e equipamentos para um público altamente qualificado, promovendo o avanço da engenharia sanitária. Divulgação Técnica: Espaço reservado para a apresentação de trabalhos técnicos desenvolvidos por profissionais do saneamento, incluindo o lançamento de livros, cartilhas e sessões de autógrafos, valorizando a pesquisa e o conhecimento aplicado. Espaço B2B: Focado na aproximação e na geração de valor, este espaço permitirá reuniões agendadas entre fornecedores e os principais stakeholders do saneamento no estado, facilitando parcerias e investimentos. Confira a programação! Inscreva-se! Serviço Evento: SaneaRio 2025 Data:29 de outubro de 2025 Hora: 8h às 22h Local: Teatro Adolpho Bloch – Edifício Manchete – R. do Russel, 804 – Glória
Presidente do CREA-RJ participa de celebração dos 50 anos da AEERJ

Fundada no ano da fusão entre os estados do Rio e da Guanabara, em 1975, a Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) está completando meio século de atividades. Nesses 50 anos, a associação atuou, por meio de seus associados, em obras relevantes como o Sambódromo, a Linha Vermelha, a urbanização da Lapa, a obra do Mergulhão da Praça Quinze e a reforma do estádio do Maracanã para receber a Copa do Mundo de 2014. O Presidente do CREA-RJ conversa com o presidente da AEERJ Na festa dos 50 anos da AEERJ, realizada na noite de quinta-feira, dia 16/10, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, foi um dos convidados que celebrou o cinquentenário da associação, que reúne mais de cem empresas do setor. “Meio século é motivo de sobrar para celebrarmos a AEERJ, que vem contribuindo decididamente para resgatar o real valor do setor da engenharia. É fundamental que tenhamos eventos como esses. Precisamos também traçar uma agenda estratégica para nos alinharmos de forma sincronizada numa mesma direção”, afirmou o presidente do CREA. Durante o evento realizado na varanda do Prodigy Hotel, no Aeroporto Santos Dumont, foi lançado pela AEERJ o livro “Temas Controversos da Nova Lei de Licitações e Contratos – Lei nº 14.133/2021”, de autoria do engenheiro civil Ícaro Moreno Júnior; do mestre em direito público Gilmar Brunízio; do doutor em direito Fernando Rangel Alvarez dos Santos; e do advogado Rodrigo Barros Lopes, ex-presidente da AEERJ. A obra foi patrocinada pela Mútua, a Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA. Estavam no evento diretores da Mútua, como Ana Paula Masiero, Jamerson Souza e Evandro Nicoleit. Entre os homenageados da noite estava o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, que é engenheiro civil. Ao receber uma placa das mãos do presidente da AEERJ, Ícaro Moreno Júnior, Luiz Paulo agradeceu a homenagem pelo fato de ser engenheiro, formado pela UFRJ em 1972. “Impossível um político rejeitar um microfone. Há muitos anos que não recebo uma homenagem como engenheiro. A nossa AEERJ nasceu com a fusão do estado do Rio com a Guanabara. Eu já era engenheiro nessa época. A associação organizou o setor e superou o processo de desmantelamento do setor”, afirmou o deputado, destacando que se orgulha muito de ser engenheiro (“deputado passa”, disse). O professor e empresário Francis Bogossian, que está em seu terceiro mandato à frente do Clube de Engenharia – a mais longeva entidade do setor, de 1880 – ressaltou a importância da engenharia para o desenvolvimento de uma nação. “A engenharia está presente em tudo. Até os avanços da medicina são progressos que a engenharia deu à medicina. O que mais importante tem numa nação é a engenharia”, afirmou Bogossian, bastante aplaudido. O presidente da AEERJ, Ícaro Moreno Junior, reúne seu staff ao final do evento no Santos Dumont
Nota Técnica do Confea determina que engenheiros eletricistas sejam responsáveis técnicos pela instalação de carregadores de veículos elétricos

A frota de veículos elétricos no Brasil ultrapassou meio milhão de unidades em julho deste ano. Com o aumento da circulação desse tipo de veículo no país, crescem as preocupações com o carregamento desses carros. Em conjunto com o Crea-SP, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia apresentou nesta quinta-feira, dia 16/10, uma Nota Técnica assinada por 11 profissionais determinando que o engenheiro eletricista é o responsável técnico central e coordenador do projeto de instalação de carregadores de veículos elétricos, desde os estudos de viabilidade, planejamento e concepção de projeto, até a execução das obras, a instalação e a manutenção dos sistemas. Se o profissional desejar, pode receber apoio de engenheiros civis, mecânicos e de segurança do trabalho. A Nota também registra a obrigatoriedade da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), como um instrumento de rastreabilidade, conformidade legal e transparência. “Somente o engenheiro eletricista pode assinar e assumir a responsabilidade técnica por projetos de instalações elétricas. Isso é uma exigência prevista na Lei nº 5.194 de 1966 e nas resoluções do Sistema Confea/Crea e Mútua, garantindo que o empreendimento tenha respaldo técnico e jurídico”, disse o presidente do Crea-RN, Roberto Wagner, integrante do grupo que elaborou a Nota Técnica como membro-representante do Confea. Wagner é engenheiro eletricista. Entre os requisitos estabelecidos nas diretrizes técnicas, estão os dispositivos de proteção como interruptores de corrente diferencial residual (IDR ou DDR tipo A), sobrecarga e curto-circuito (disjuntor), descargas atmosféricas e sobretensões (DPS), conforme NBR5410 e NBR17019. O texto também prevê a obrigatoriedade da instalação de painel de desligamento de emergência em local sinalizado e acessível. “A gente tem que trazer para as claras a necessidade de seguir as regras existentes, as regras internacionalmente reconhecidas”, ressaltou Wagner. O documento também abrange medidas de segurança contra incêndio. “Não é apenas uma tomada, é um dispositivo que merece atenção e cuidado”, pontuou o conselheiro federal Emerson Cruz Vieira, que também representou o Confea na elaboração da Nota, e é engenheiro civil e de segurança do trabalho. Segundo o Confea, o objetivo da Nota Técnica é, não apenas orientar tecnicamente, mas mitigar riscos, reduzir incertezas, orientar gestores (públicos e privados), síndicos, projetistas e usuários. “O crescente aumento de vendas de carros elétricos e a consequente necessidade de infraestrutura de abastecimento motivou não só o Confea, mas também o Crea-SP, a entrar nessa discussão, trazendo outros atores da área, como montadoras, associações, sindicatos, Corpo de Bombeiros”, explicou o engenheiro civil Joni Matos Incheglu, coordenador dos trabalhos que resultaram na Nota. O documento se refere a carregadores de edificações coletivas em geral, como condomínios residenciais, edifícios comerciais e empresariais, shoppings, hospitais e clínicas, indústrias e parques fabris, hotéis, aeroportos, rodoviárias, terminais de transporte, instituições públicas e de ensino. A Nota tem caráter temporário e orientativo e aguarda ser complementada por normas de outros estabelecimentos como ABNT e Inmetro. “A expectativa é que outros órgãos criem normas logo. A gente está na expectativa aqui em São Paulo de sair a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros”, pontuou Incheglu. Os integrantes do grupo elaborador da Nota não ignoram — e deixaram registrado no documento — que a transição para a mobilidade elétrica é relevante para a redução de emissões de gases do efeito estufa, e que essa mudança cultural está alinhada a pelo menos cinco dos Objetivos do Desenvolvimento da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, defendem uma infraestrutura de recarga segura e tecnicamente adequada. Confira a Nota Técnica na íntegra Com informações da Comunicação do Confea
Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira
O Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira é celebrado em 17 de outubro, data oficializada pelo Decreto nº 6.813/2009. A escolha remete ao voo inaugural do Muniz M-7, em 1935, considerado o primeiro avião fabricado em série no Brasil, um marco para a consolidação da produção aeronáutica nacional. A partir desse feito, o país deu início a um caminho de desenvolvimento tecnológico que se fortaleceria nas décadas seguintes. O Muniz M-7 foi projetado pelo tenente-coronel Antônio Guedes Muniz, um dos principais idealizadores da aviação no país, e construído pela Companhia Nacional de Navegação Aérea, no Rio de Janeiro. Seu primeiro voo, em 17 de outubro de 1935, simbolizou a capacidade brasileira de desenvolver aeronaves próprias e abriu caminho para a constituição de uma indústria aeronáutica nacional. O feito foi reconhecido como um divisor de águas para a Engenharia Aeronáutica, ao demonstrar a viabilidade de produção seriada no Brasil em um período ainda inicial da aviação mundial. O avanço da aviação brasileira ganhou consistência com a criação do Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em 1946, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e com a fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em 1950, responsável pela formação de engenheiros que se tornaram referência mundial. Essa base científica e tecnológica abriu espaço para o surgimento da Embraer, em 1969, hoje uma das maiores fabricantes de jatos comerciais do planeta, além de outros polos ligados à defesa, manutenção e inovação aeroespacial. Ao longo de sua história, a Embraer consolidou-se como símbolo da Engenharia nacional, com aeronaves operando em mais de 100 países. A empresa produz desde jatos executivos e comerciais até aviões militares, como o cargueiro KC-390 Millennium, e mantém forte atuação em serviços e manutenção aeronáutica. Seus jatos da família E-Jets, reconhecidos pela eficiência e conforto, figuram entre os mais utilizados no transporte aéreo regional em todo o mundo, projetando a indústria brasileira ao cenário internacional.
Dia da Ciência e da Tecnologia
O Dia da Ciência e da Tecnologia, celebrado em 16 de outubro, reforça a relevância da pesquisa científica e da inovação tecnológica para o desenvolvimento econômico e social do país. A data também destaca a necessidade de políticas públicas consistentes e de investimentos que permitam que o conhecimento se traduza em avanços concretos para a população. Nos últimos anos, o Brasil tem registrado crescimento nos aportes para ciência, tecnologia e inovação. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal mecanismo de fomento do setor, contou com R$9,96 bilhões em 2023, R$12,72 bilhões em 2024 e tem R$14,6 bilhões previstos para 2025. Também se destaca o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê R$23 bilhões de investimento até 2028 (cerca de US$4 bilhões), incluindo a aquisição de um supercomputador de alta performance. No setor de tecnologia da informação, o Brasil movimentou US$58,6 bilhões em 2024, o que representa um crescimento de 13,9% em relação a 2023. Com esse resultado, o país ocupa o 10º lugar global em investimentos no setor e lidera na América Latina. Já em pesquisa regional, o programa “Mais Ciência na Amazônia” destinará R$3,4 bilhões entre 2024 e 2026 para infraestrutura, conectividade e atração de pesquisadores. Na saúde, o Ministério da Saúde ampliou em 2025 os recursos para pesquisa, destinando R$561 milhões, mais que o dobro do total aplicado em 2024, com foco em saúde da mulher, oncologia, doenças raras e negligenciadas. Também cresce a presença das chamadas startups deeptech, voltadas à aplicação de conhecimento científico no mercado: hoje, o Brasil possui cerca de 875 empresas desse tipo, com investimentos de R$1,5 bilhão em 2024, embora apenas 30% já tenham alcançado a fase de comercialização. Instituições de pesquisa seguem com protagonismo na produção científica. De acordo com o Nature Index 2024, a USP, a Unicamp, o MCTI e a UFRJ estão entre os principais centros de destaque do país. Outro exemplo é a Embrapa, que reúne mais de 9.700 colaboradores, sendo 2.444 pesquisadores, com atuação decisiva na inovação agropecuária e na sustentabilidade. Profissionais da Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Meteorologia e de outras áreas vinculadas ao Sistema Confea/Crea estão diretamente envolvidos nesse cenário, transformando avanços científicos em soluções práticas que impactam a vida cotidiana. Ao destacar a data, o Crea-RJ reforça o papel fundamental da ciência e da tecnologia como motores do desenvolvimento e a importância de garantir que esses avanços estejam sempre a serviço da sociedade.
Dia do(a) Engenheiro(a) de Alimentos
Em 16 de outubro, é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) de Alimentos, profissionais que atuam na melhoria de processos e fluxos produtivos para incremento da qualidade e produtividade e para redução dos custos industriais. Também são responsáveis por determinar os padrões de qualidade para os processos (desde a matéria-prima até o transporte do produto final), planejamento e implantação de estruturas para análise e monitoramento destes processos, e treinamento de pessoal para prática da qualidade como rotina operacional. Além disso, atuam na redução de desperdícios, reutilização de subprodutos e aproveitamento de recursos naturais disponíveis. A profissão de Engenharia de Alimentos foi regulamentada pela Lei n° 5.194/66 e pela Resolução 218/1973 do Confea e a formação no curso superior tem duração de cinco anos. Mercado de Trabalho O mercado de trabalho para engenheiros e engenheiras de alimentos é amplo, com destaque para as indústrias alimentícias, que absorvem a maior parte desses profissionais em áreas como produção, controle de qualidade, automação e pesquisa e desenvolvimento. Além disso, há espaço significativo em órgãos públicos, com atuação em fiscalização, inspeção sanitária e regulação de padrões, assim como na prestação de consultorias especializadas para empresas que buscam melhorar seus processos produtivos. Outra frente importante de atuação envolve a inovação e a sustentabilidade: os engenheiros de alimentos trabalham na criação de novos produtos, tecnologias e embalagens, além do desenvolvimento de soluções para redução de desperdícios, reaproveitamento de subprodutos e tratamento adequado de resíduos industriais. Também há oportunidades nos setores comerciais e de marketing ligados a insumos, equipamentos e aditivos, bem como na carreira acadêmica, com atividades de pesquisa e docência. Salários e empregabilidade No que diz respeito à remuneração, a faixa salarial varia conforme experiência, porte da empresa e região do país. Profissionais em início de carreira recebem, em média, entre R$ 3.000 e R$ 5.000 mensais, enquanto engenheiros de alimentos em nível pleno costumam ganhar de R$ 5.000 a R$ 8.000. Já cargos sêniores e de gestão podem ultrapassar os R$ 12.000, chegando a R$ 20.000 em grandes indústrias ou multinacionais. Pesquisas como as do portal Salário apontam médias nacionais de R$ 5.536 (júnior), R$ 7.424 (pleno) e R$ 9.601 (sênior), mostrando boas perspectivas de evolução na carreira. Quanto à empregabilidade, trata-se de uma profissão em ascensão, impulsionada pela relevância do setor alimentício na economia brasileira, responsável por quase 10% do PIB industrial e mais de 1,6 milhão de empregos. A demanda por engenheiros de alimentos cresce com a modernização das indústrias, a busca por inovação, a necessidade de atender normas sanitárias cada vez mais rigorosas e a expansão de mercados como alimentos funcionais, embalagens inteligentes e soluções sustentáveis. Regiões industrializadas, como o Sudeste e o Sul, concentram mais oportunidades, mas há espaço em todo o país, inclusive em startups e no setor público.