Presidente do CREA-RJ e fiscais fazem visita técnica nos bastidores do Maracanã

Poucas horas antes de o Fluminense enfrentar o Vasco no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, fez na manhã desta quarta-feira, dia 18, uma visita técnica nos bastidores de um dos maiores estádios de futebol do mundo e um ícone da engenharia brasileira, situado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado do superintendente técnico do CREA-RJ, Leonardo Dutra, e do gerente de fiscalização do Conselho, Cosme Chiniara, Miguel Fernández foi recebido pelo diretor de operações e infraestrutura do Maracanã, Severiano Braga, que é engenheiro civil. A reunião ocorreu em um momento estratégico, coincidindo com a presença de presidentes de diversos CREAs do Brasil e do Conselho Federal no Rio de Janeiro que participam do Colégio de Presidentes e também do CREA AQUI, o maior encontro estadual das engenharias, agronomia e geociências, que acontece nesta quinta, dia 19, no Píer Mauá. Durante a visita, os engenheiros ressaltaram que o foco primordial da fiscalização é garantir que a população usufrua das instalações com total conforto e segurança, mitigando riscos de acidentes por meio da presença de profissionais habilitados. “Hoje a gente está aqui com a visita da fiscalização do CREA. É sempre bom estar presente com essa turma para nos trazer segurança, para a gente ter toda a documentação correta. É uma parceria que o Maracanã já tem com o CREA, a gente está sempre de braços abertos para recebê-los. E para nós é muito bom estar sempre seguro, estar sempre certo e estar junto com o CREA para a gente poder ter os nossos eventos com muita tranquilidade, tanto para nós quanto para o CREA”, afirmou Severiano Braga, que trabalha há oito anos no estádio, contando com a assessoria direta de oito engenheiros de diversas especialidades. Esta semana o desafio é adicional com quatro jogos em apenas uma semana. E o Maracanã tem se transformado num dos pontos turísticos mais visitados do Rio, que registrou 400 mil pessoas no ano passado.O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, agradeceu a acolhida e lembrou que o Maracanã não é apenas um símbolo da engenharia civil brasileira como um dos maiores palcos de mega eventos do país. “O Maracanã tem feito um belo trabalho e tem contado sempre com o apoio técnico da fiscalização do CREA-Rj, que sempre está presente nos grandes eventos por todo o estado. Esse é o nosso principal foco: mostrar que um evento fiscalizado é um evento seguro, onde a população pode vir com total conforto. Desde que implantamos nossa Equipe de Grandes Eventos, no início da gestão, graças a Deus não tivemos mais nenhum incidente relevante”, destacou Miguel Fernández, na companhia de fiscais do CREA-RJ já habituados a colaborar com os eventos no MaracanãO CREA-RJ reafirmou seu compromisso de estar presente nos principais palcos de entretenimento e esporte do estado, assegurando que, por trás de cada grande espetáculo, exista o respaldo técnico necessário para proteger a vida e o patrimônio público. Fernández lembrou que a dificuldade do trabalho da fiscalização é que muitas vezes ela é invisível aos olhos dos leigos. “Toda vez que dá certo, ninguém vê. Só vira notícia quando dá errado. A gente quer mostrar que está dando certo e que, por trás disso, há dezenas de profissionais dedicados como vocês”, disse Fernández, dirigindo-se ao diretor de operações e infraestrutura do Maracanã, que atua como prefeito de uma cidade de 70 mil habitantes, o equivalente, por exemplo, à população de Valença (RJ). “O Maracanã é uma cidade de 70 mil pessoas. E a gente abre e fecha essa cidade em cinco horas. A gente tem duas horas de portão aberto, duas horas de jogo e uma hora para as pessoas poderem sair do Maracanã e a gente fechar os portões”, disse Severiano Braga, acrescentando que enquanto o show está acontecendo, a equipe tem que atender os torcedores, com cadeira, bar, banheiro e acessos; atender os camarotes, a imprensa, atender os jogadores”. Durante cada partida, tudo tem que funcionar direitinho: os telões, a subestação de energia elétrica e os postes móveis de iluminação. A metáfora da cidade ilustra a complexidade da infraestrutura (hidráulica, elétrica e acessos) que precisa funcionar perfeitamente em um curto espaço de tempo. Reinaugurado para a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã – que agora é administrado pelo Consórcio Fla-Flu – passou recentemente por intervenções importantes para a abertura da temporada de 2026. Após o intenso calendário de 2025, o campo passou por um processo de raspagem e tratamento específico do gramado. O estádio implementou tecnologias de ponta para melhorar a qualidade do gramado, que recebe uma média de 70 jogos por ano. Para tirar qualquer umidade do gramado, a administração emprega ventiladores com potência de duas turbinas de avião. Toda a estrutura de cobertura dos bancos foi trocada. O foco da obra foi modernizar o design e aumentar o conforto e a segurança para atletas e comissões técnicas. Consolidando mudanças iniciadas no ano anterior, o estádio agora opera totalmente com refletores de LED (sistema ArenaVision LED). Essa troca gera uma economia de energia de cerca de 65% e melhora significativamente a qualidade para transmissões em 4K.
Do campo à mesa: a força invisível que alimenta o Rio e estará na Feira dos Sabores do CREA AQUI 2026
Você já parou para pensar de onde vem o frescor do alimento que chega à sua mesa todos os dias? No Estado do Rio de Janeiro, a resposta está na agricultura familiar, o verdadeiro alicerce da segurança alimentar no estado do Rio de Janeiro. Longe de ser apenas uma atividade de subsistência, o setor é uma potência econômica, responsável por cerca de 80% dos estabelecimentos rurais do estado. Além disso, a agricultura familiar estará representada na Feira dos Sabores, que vai reunir 22 produtores regionais de agroindústrias familiares no CREA AQUI 2026, o maior encontro estadual das Engenharias, Agronomia e Geociências, marcada para a próxima quinta-feira, dia 19, no Armazém 3 do Píer Mauá. Eles fazem parte da Associação das Agroindústrias Familiares do Estado do Rio de Janeiro (Aprorio). A associação é presidida pelo produtor Gilmar Carino, dono da queijaria Fazenda Boa Fé, em Santa Maria Madalena, na Região Serrana, a 223 quilômetros do Rio. Santa Maria Madalena é também terra da atriz e humorista Dercy Gonçalves, que costumava invadir a queijaria Fazenda Boa Fé, xingando quando alguém dizia que a Vigilância Sanitária não permitia a presença de visitantes no na etapa da fermentação dos queijos. Os produtores familiares fazem parte de roteiros de turismo rural em expansão no Estado do Rio, como o Circuito Terê-Friburgo e o Circuito Mury, em Nova Friburgo. Numa só viagem, o turista conhece vinícolas, queijarias, alambiques e produtores de cafés especiais. A Feira dos Sabores terá estandes dos seguintes produtos: queijos e laticínios, vinhos, embutidos, mel, água de côco, cogumelos, tilápia, doces em compota, duas cachaças artesanais, cafés especiais. “A Aprorio participa de cerca de dez feiras por ano no estado do Rio, como Rio Gastronomia, Rio + Agro, Salão de Turismo estadual e federal e Rio Innovation Week”, lembra o biólogo Jairo Roberto Silva, há 47 anos técnico da Emater, que presta assistência aos produtores por meio do Prosperar, um programa estadual que oferece cerca de 200 projetos de financiamento, e já financiou cerca de R$ 10 milhões e registrou a legalização de 400 agroindústrias assim como a inserção desses produtos no mercado formal. Fundamental para o crescimento da economia fluminense, a agroindústria é um segmento do agronegócio que, além de agregar valor à produção mantendo as características originais, gera emprego e renda. Diante da importância do setor, o Governo do Estado dispõe de várias medidas de apoio. Uma delas é o Programa Prosperar, que oferece linha de crédito para que produtores rurais possam obter financiamento com juros baixos e investir em maquinário e nos demais insumos necessários para o crescimento do negócio. Neste cenário, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Pesagro, Defesa Agropecuária e da Emater, busca dar apoio em assistência técnica e extensão rural para o produtor interessado em legalizar sua agroindústria. “A engenharia agronômica é o elo principal da agricultura familiar e o agronegócios fluminense. Sem planejamento e sem a assessoria da Emater é impossível conseguir um bom trabalho no campo”, afirma Gilmar Carino, dono de uma propriedade de 19 hectares que é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) equipada com biodigestor e energia solar. A agroindústria Queijaria Fazenda Boa Fé, do produtor rural Gilmar Carino, foi a primeira agroindústria legalizada no município de Santa Maria Madalena, na Região Serrana. Gilmar e a esposa, Claudia, são exemplos de produtores que acreditaram no sonho de levar seus produtos com qualidade e certificação à mesa de famílias fluminenses. O casal buscou orientação junto à Emater-Rio sobre a documentação necessária para legalizar a empresa, além de informações sobre os equipamentos mais indicados para o negócio. “Meu principal objetivo era produzir e comercializar um produto dentro dos padrões sanitários, ambientais e trabalhistas, para que pudéssemos entrar no comércio formal de maneira legalizada. O Programa Prosperar nos ajudou na aquisição de maquinário para alavancar nossa produção”, contou Gilmar Carino, produtor de queijos e outros laticínios.
Charrette RJ 60+: workshop propõe soluções para cidades mais acessíveis e inclusivas no Rio de Janeiro
O Programa Calçada Acessível promove mais uma iniciativa voltada ao futuro das cidades, o Charrette RJ 60+, um workshop colaborativo que reúne especialistas, setor produtivo e gestores públicos para desenvolver soluções práticas focadas em acessibilidade, inclusão e qualidade de vida da população idosa. O evento é gratuito e será realizado no dia 20 de março (sexta-feira), a partir das 8h30, na Firjan Tijuca, no Rio de Janeiro. A proposta do encontro é fomentar o planejamento urbano integrado, considerando o crescimento da população 60+ e os desafios que essa nova realidade impõe às cidades. A metodologia charrette, baseada na construção coletiva, estimula o diálogo entre diferentes atores para gerar propostas concretas e aplicáveis. Público estratégico e participação ativa O Charrette RJ 60+ é direcionado a representantes de prefeituras do estado do Rio de Janeiro, gestores e técnicos das áreas de urbanismo, mobilidade, obras, saúde, assistência social, cultura, esporte e trabalho. Também são convidados profissionais da Engenharia, Arquitetura e Planejamento Urbano, além de especialistas em envelhecimento e acessibilidade. O evento conta ainda com a participação de conselhos, organizações da sociedade civil, universidades, centros de pesquisa e, de forma essencial, o público 60+, que terá papel ativo na construção das discussões. Programação promove debate multidisciplinar A programação do workshop foi estruturada para abordar temas fundamentais para a construção de cidades mais inclusivas: Na sequência, mesas temáticas conduzem as discussões ao longo do dia: O evento inclui ainda momentos de integração, com apresentação dos desdobramentos das mesas temáticas, às 15h30. Construção coletiva para cidades do futuro A iniciativa reforça a importância do planejamento urbano inclusivo e da atuação conjunta entre instituições públicas, privadas e a sociedade civil. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento, o Charrette RJ 60+ busca gerar propostas que contribuam para cidades mais seguras, acessíveis e preparadas para o envelhecimento da população. O evento é uma realização da Firjan e do Induscimento, com apoio do CREA-RJ, CAU/RJ, Fundação Leão XIII e SEIJES. A correalização é da ACRJ e da Firjan SENAI. Inscrições abertas As inscrições são gratuitas e já estão abertas ao público interessado. Inscreva-se aqui. Mais informações clique aqui.
CREA AQUI 2026: Confira a programação completa do maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro
O CREA AQUI 2026 marca a segunda edição do maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro. No dia 19 de março, o Armazém 3 do Píer Mauá irá receber uma programação repleta de inovação, tecnologia, ética e o futuro do desenvolvimento das profissões. O megaevento vai incluir palestras técnicas, painéis, podcasts, networking, expositores de grande relevância no mercado, lançamentos de livros, premiações, e várias outras experiências Mais de 4 mil pessoas já se inscreveram no CREA AQUI 2026. Garanta a presença: clique aqui Confira a programação completa abaixo: 8h | Início do Credenciamento 8h30 | Apresentação Cultural 9h15 | Abertura Oficial – Eng. Civil Miguel Fernández – Presidente do CREA-RJ 10h | Painel 1 – Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro Moderador: Jornalista Sidney Rezende Painelistas: – Eng. Eletricista Celso Cunha – Presidente da ABDAN (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares) – Eng. Civil Francis Bogossian – Presidente do Clube de Engenharia – Eng. Mecânica Suzana Kahn – Diretora da Coppe/UFRJ – Eng. Telecomunicações Vinícius Marchese – Presidente do CONFEA 11h30 | Palestra Empreendedorismo Profissional na Área Tecnológica – Eng. Eletrônico Silvio Meira – Cientista-chefe e fundador da TDS Company, fundador e presidente do conselho do Porto Digital e research fellow da Asia School of Business, Kuala Lumpur, Malaysia. 12h20 | Entrega dos Prêmios Selo de Certificação Empresarial CREA-RJ 12h45 | Lançamentos de Benefícios da Mútua 13h | Apresentação Cultural – Herick Almeida/Intervalo 14h às 15h30 | Painel 2 – Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta (Queijos e Vinhos) Moderador: Eng. Agrônomo Felipe Brasil – Secretário de Estado da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA) Painelistas: – Alexandre Hargreaves – Consultor Técnico do Ateliê do Queijo – Fabricio Le Draper – Capril do Lago – Marcelo Maturano – Vinícola Maturano – Maurício Arouca – Vinícola Arouca 15h45 | Palestra Técnica Ponte Rio-Niterói – Referência Mundial em Manutenção de Grandes Estruturas – Eng Civil Carlos Henrique Siqueira 17h | Premiações Institucionais Prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente Categoria Pessoa Jurídica FAM-Rio – Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro Programa Produtores de Água e Floresta (PAF) – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu Projeto de Educação Ambiental (PEA) Rendas do Petróleo – Fundação Instituto de Administração (FIA) Projeto Trazendo Vidas e Reflorestamento – Crocodilo Dundee – Edson José Monteiro ME Categoria Pessoa Física Eng. Ambiental Namir Machado Jorge Junior Eng. Química Victoria Valli Braile Eng. Civil Benito Piropo Da Rin Eng. Civil Maurício Couto Cesar Junior Eng. Civil Reginaldo Jardim Ferreira Prêmio David de Azambuja do Mérito Florestal Categoria Post Mortem Eng. Florestal Ricardo Jaccoud Silva Bonn Categoria Pessoa Física Eng. Florestal Flavio Pereira Telles Prêmio Johanna Döbereiner Categoria Pessoa Jurídica Embrapa Solos Categoria Pessoa Física Eng. Agrônomo José Carlos Polidoro Prêmio José Chacon de Assis – Engenharia Elétrica Eng. Eletricista Luis Chiganer 3º Prêmio Orlando Valverde do Mérito da Geografia Crea-RJ Geógrafo Miguel Ângelo Campos Ribeiro Geógrafo Cláudio Antonio Gonçalves Egler Geógrafa Ana Maria de Paiva Macedo Brandão 2º Prêmio Luiz Henrique Guimarães Castiglione do Mérito da Cartografia Crea-RJ Eng. Cartógrafa Miriam Mattos da Silva Barbuda Prêmio Láurea ao Mérito Profissional Menção Honrosa Associação de Engenheiros e Arquitetos de Volta Redonda Livro do Mérito Eng. Florestal Angelo Rafael Greco Eng. Civil Roberto Saturnino Braga Geógrafo Luis Henrique Ramos de Camargo Geógrafo André Bittencourt Amador Geógrafo João Baptista Ferreira de Mello Eng. Civil Ramiro Ramos do Nascimento Eng. de Comunicação Roberto Miscow Filho Eng.Eletricista Renato Ribeiro Abreu Eng. Agrônomo Victor Abdennur Farah Galardoados com o Diploma do Mérito Eng. Mecânico Sávio Luís Ferreira Neves Filho Eng. Eletricista Estellito Rangel Junior Eng. Eletricista Jefferson Manhães Azevedo Eng. Civil Guaraci Corrêa Eng. Naval Rubens Langer de Almeida e Albuquerque Eng. Químico Gandhi Giordano Eng. Químico Alfredo Cruz Junior Eng. Civil Suzana Rastelli Sattamini Eng. Civil Paulo Augusto Vivacqua 19h às 22h | Congraçamento, Apresentação Cultural e Encerramento Atividades Paralelas Espaço Energia, Gás e Naval 10h | Inspeções com o uso de Mini ROV (Renata Boher e Gabriel Botelho) 10h40 | Inspeção de equipamentos estáticos com sensores ultrassônicos (Victor Gomes e Júlio Endress) 11h20 | Transporte de peças com uso de drones (Thiago Hermeto e Bruno Porto) 14h –Filosofia de projetos de poços e sistemas submarinos (Maurício Miranda e Raffaele Siciliano) 14h40 | Novas membranas de remoção de CO2 e H2S (Thomaz Fernandes) 15h20 | Tecnologias aplicadas ao processamento de gás natural (Leandro Veiga) 16h | Produtividade e Inovação: a aplicação de iniciativas da Indústria 4.0 no Projeto Refino Boaventura (Tiago Limoeiro) 16h40 | Conexões para inovação (Patrícia Bruno de Martin) 17h20 | HISEP: Potencializando a produção de petróleo no Pré-sal (Antonio Marcos Bidart (Libra/AT) Espaço Progredir 10h30 | O que funciona de verdade: IA na prática de Engenharia (Raul Araújo da Silva) 11h40 | Priscila Bezerra (MOTTA) 12h50 | Gestão de Projetos na Construção: além do PMP — conheça a certificação PMI-CP 14h00 | Um contato por dia — O poder do Networking (Roberto Viana) 15h10 | Rangel Lage (MOTTA) 16h20 | Os impactos da Reforma Tributária nas empresas de Engenharia (Vinicius Garcia) 17h30 | Riscos Psicossociais na Engenharia (Lysio Sellos e Ana Luiza Horcades)
CREA-RJ firma parceria inédita com PMI para apoio de capacitação profissional
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro – CREA-RJ, por meio do Programa Progredir, promoveu uma parceria inédita com o Project Management Institute – PMI (Instituto de Gerenciamento de Projetos), instituição internacional sem fins lucrativos que reúne profissionais de gestão de projetos. A colaboração entre o CREA-RJ e o PMI tem como objetivo apoiar o crescimento das carreiras dos profissionais do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, oferecendo descontos exclusivos em certificações e cursos do PMI, além do apoio com as ferramentas do sistema da instituição. Os cursos envolvem o aprofundamento de atributos como gerenciamento de projetos e trabalhos sustentáveis, manuseio de inteligência artificial, e metodologias ágeis, promovendo a oportunidade de vantagem competitiva no mercado. Com o código exclusivo CREA10RJ, o profissional garante 10% de desconto em qualquer certificação ou curso do PMI. Acesse o site: clique aqui
CREA AQUI 2026: o que dizem os líderes da Engenharia sobre o encontro marcado com a inovação e tecnologia

Prepare-se para o evento que já se consolidou como o maior encontro das Engenharias, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio e Janeiro (CREA-RJ). No dia 19 de março, o Armazém 3 do Píer Mauá será o palco de uma experiência transformadora que une inovação, ética e o futuro do nosso desenvolvimento. Um Compromisso com a Vida Para o CREA-RJ, ser um profissional registrado no Sistema CONFEA/CREA é assumir um compromisso com a segurança de cada cidadão. O CREA-RJ não é apenas um órgão de fiscalização; ele é o selo de garantia que protege a sociedade, assegurando que apenas pessoas capacitadas exerçam funções estratégicas. “O protagonismo do CREA-RJ em promover este grande encontro é um exemplo da força dos nossos Regionais na articulação com a sociedade”, afirma Vinicius Marchese, engenheiro de telecomunicações e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, que reúne os 27 Creas do país. Para Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia – a mais longeva entidade associativa de engenheiros nas Américas, fundada em 1880, “não há desenvolvimento sem Engenharia e não há Engenharia sem desenvolvimento da nação”. Marchese e Bogossian são dois dos líderes ouvidos pelo CREA-RJ, entre representantes da academia e de entidades de classe que reúne engenheiros por todo o estado do Rio de Janeiro, da capital ao Norte Fluminense, que concentra os profissionais da indústria de petróleo e gás. O clima entre todos os líderes do setor é de entusiasmo e confiança com a realização do CREA AQUI como retomada do protagonismo das engenharias, agronomia e geociências no desenvolvimento do estado. CONHEÇA OS DEPOIMENTOS Vinicius Marchese, engenheiro de telecomunicações e presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea): “O protagonismo do CREA-RJ em promover este grande encontro é um exemplo da força dos nossos Regionais na articulação com a sociedade. É um espaço de diálogo que valoriza a excelência profissional e reafirma o compromisso histórico do Rio de Janeiro com o desenvolvimento tecnológico e a valorização da nossa categoria”. Luiz Carneiro, engenheiro civil e vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) “Tenho orgulho de possuir uma carta dizendo que eu sou pioneiro das obras do metrô do Rio. E gostaria de reiterar que o CREA AQUI também é um encontro pioneiro, em que todos nós — engenheiros, técnicos, geocientistas e todas as denominações da engenharia — aproveitamos para nos reunir e tratar de assuntos ligados à nossa profissão. No ano passado, o CREA AQUI obteve um sucesso muito grande e esperamos que isso se repita este ano. É uma marca que nós vamos deixar aqui para o CREA para o resgate da importância das nossas profissões, que sempre foram a essência do desenvolvimento. Então eu digo o seguinte: quem tiver a oportunidade, não deixe de ir, porque já temos mais de 3.000 inscritos. Aquilo vai bombar! Será no Armazém 3, no Píer Mauá. Só temos que falar muito bem da iniciativa. Espero que o CREA AQUI permaneça e vire realmente moda no Rio de Janeiro.” Antônio Carlos Soares Pereira, engenheiro eletricista e conselheiro do CREA-RJ: A primeira edição foi uma coisa que surpreendeu todo mundo porque nunca tinha acontecido um evento dessa envergadura da engenharia fluminense. Foi como se fosse uma mini SOEA, a Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, aqui no Rio de Janeiro. E agora, do jeito que foi o êxito o ano passado, com as palestras, com exposição de tudo, ele ganhou uma certa amplitude. A expectativa é muito grande com relação a esse evento, Para quem participou, como eu, espera que seja até melhor do que o do ano passado. Com esse evento, o CREA-RJ dá sua contribuição para que o Rio de Janeiro volte a ser sempre o que foi: a vanguarda do desenvolvimento do Brasil.” Iara Nagle, engenheira civil, presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA-RJ) e conselheira do CREA-RJ: “O CREA AQUI é um evento inovador e estratégico, voltado para a todos os profissionais do Sistema Confea/CREA, com palestras técnicas, debates, acesso a inovação e empresas da área tecnológica, aproximando os profissionais do CREA, das entidades de classe e de ensino. O evento visa especialmente a valorização profissional, cada vez mais urgente.” Altamirando Moraes, engenheiro civil, vice-presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro e conselheiro do CREA-RJ: “O evento CREA AQUI é de suma importância para as associações que formam a base do CREA, e seus representantes em plenário. Dá uma grande visibilidade a essas entidades e dá oportunidade para que elas mostrem tudo o que tem feito pelas categorias profissionais que compõem o plenário. É importante também porque abre oportunidades para fazermos campanhas de fortalecimento dessas associações e é fundamental para toda a classe, tendo em vista a importância que o CREA-RJ tem para os mais de 120 mil profissionais do estado.” Francis Bogossian, engenheiro e presidente Clube de Engenharia do Brasil: “Além de tudo, o evento organizado pelo CREA é uma oportunidade de irmanar todos os profissionais e suas entidades. Apoiamos porque a iniciativa está dentro da nossa proposta e da nossa linha de lutarmos como unidade pela nação brasileira, visando a defesa da soberania nacional para a qual a engenharia brasileira tem um papel preponderante. Não há desenvolvimento sem engenharia e não há engenharia sem o desenvolvimento da nação; e nenhuma nação pode prescindir de seu próprio desenvolvimento”. Sérgio Lima Netto, engenheiro eletrônico e diretor da Escola Politécnica da UFRJ: “O evento CREA AQUI, em sua segunda edição, se firma como um dos principais fóruns de Engenharia, Agronomia e Geociências do Rio de Janeiro. Temas como desenvolvimento do estado e do país, empreendedorismo, inovação, dentre outros, serão apresentados em formatos variados, tais como podcasts, estandes, mesa-redonda e muito mais. Não ficam para trás itens tão importantes como a capacitação profissional, premiações de reconhecimento e, acima de tudo, a oportunidade de nos relacionarmos com nossos pares. Dia 19 de março, uma quinta-feira, vejo vocês, estudantes e profissionais
CREA AQUI 2026 vai atrair mais de mil estudantes de Engenharia

Em entrevista ao apresentador e radialista Francisco Barbosa, da Rádio Tupi, na sexta-feira, dia 13, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, explicou que o CREA AQUI 2026 está pronto para receber não apenas os profissionais do Sistema CONFEA/CREA como também cerca de mil estudantes universitários para mostrar a importância das profissões de engenheiro, agrônomo e geocientista, que integram o Conselho. Em sua segunda edição, o encontro terá pela primeira vez um espaço para as instituições de ensino superior com a confirmação de oito faculdades de Engenharia. O Desafio da Formação Acadêmica O presidente do CREA-RJ confirmou que houve uma queda em torno de 50% no interesse pelo ensino da Engenharia no Brasil, mas que um dos motivos do CREA AQUI na busca pela valorização profissional é reverter essa situação. “Esse desinteresse vem muito por uma mídia negativa que, infelizmente, o setor esteve envolvido na última década, que precisa ser revertido. Porque não é possível se pensar no desenvolvimento econômico, social e ambiental de um país sem profissionais do setor das Engenharias. Então, você vê a China, que é uma referência hoje de crescimento econômico, de industrialização, é o país que mais tem engenheiro no mundo, que mais traz Engenharia. A própria Índia, que também é outro país que tem crescido. São países que apostaram na Engenharia e que colheram, e vêm colhendo, o fruto do desenvolvimento econômico”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ defende que o Brasil tem que traçar uma estratégia para conter a evasão escolar nas Engenharias e “o estado do Rio também, e dentro da nossa possibilidade a gente vem tentando contribuir virando esse viés”. O coordenador do Programa Progredir, do CREA-RJ, engenheiro Guilherme Neto, informou que oito faculdades de Engenharia já confirmaram presença no CREA AQUI – UFRJ, Uerj, UFF, Cefet, Ibmec, Estácio de Sá, Universidade Cândido Mendes e Dom Bosco levarão alunos que vão apresentar seus projetos com a orientação de professores. “Pela primeira vez teremos um espaço destinado às instituições de ensino e também às entidades de classe com o objetivo de desenvolver capacitações e intercâmbio entre a universidade e os profissionais do mercado”, explica Guilherme Neto. Reunião Nacional de Presidentes O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro de Janeiro (CREA-RJ) prepara-se para realizar o seu maior evento estadual. Marcado para a próxima quinta-feira, dia 19, o encontro ocupará o Armazém 3 do Píer Mauá, na região do Porto Maravilha. Com uma expectativa de público superior a 5.000 profissionais, o evento visa debater os avanços e o papel estratégico da Engenharia, da Agronomia e das Geociências no desenvolvimento do estado. Paralelamente ao evento estadual, o Rio de Janeiro sediará uma reunião com todos os presidentes de CREAs do Brasil (dos 26 estados e do Distrito Federal). O objetivo é compartilhar as boas práticas realizadas no Rio e fortalecer a integração do sistema em nível nacional. O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, destacou que o setor das Engenharias é responsável por dois terços do PIB do país. Ele enfatizou que, embora a fiscalização do conselho seja muitas vezes “invisível” aos olhos da sociedade, ela é fundamental para garantir a segurança e a viabilidade de projetos que impulsionam a economia e a infraestrutura. ”Queremos mostrar como a ação do conselho, por meio da fiscalização e regulamentação, ajuda a desenvolver a indústria, a infraestrutura e a agropecuária do Rio de Janeiro”, afirmou Fernández, que agradeceu à Tupi e “aos demais órgãos de imprensa que vêm cobrindo essa ação nossa”. Destaques da Programação O encontro contará com uma estrutura diversificada para atender tanto profissionais quanto o público em geral:
CREA AQUI 2026 destaca a força da Agronomia no desenvolvimento fluminense

Em um cenário onde o agronegócio se consolida como pilar da estabilidade econômica nacional — respondendo por fatias robustas do PIB mesmo em anos de ajuste —, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) leva à segunda edição do CREA AQUI, no dia 19 de março, no Píer Mauá, o debate sobre a face mais sofisticada da produção estadual: o setor artesanal de alto valor agregado. Com o painel “Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta”, o Conselho evidencia que o sucesso de queijos, vinhos, cafés e cachaças premiados do interior fluminense não nasce do improviso, mas da aplicação rigorosa de biotecnologia, manejo sustentável e inovação técnica. Ao unir as melhores práticas agronômicas à preservação ambiental e ao turismo rural, o setor não apenas fomenta a economia, mas desenha uma nova identidade para o campo fluminense em 2026. É a agricultura chique. O protagonismo do agro fluminense já foi detectado em pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP): a participação do agronegócio no PIB do Estado do Rio cresceu 16,8% entre 2017 e 2020, saltando para R$ 32,5 bilhões. Em 2017 (ano-base da pesquisa), o PIB do agronegócio fluminense foi estimado em R$ 27,86 bilhões em valores correntes. Esse total correspondia a 4,15% da economia total do estado naquele ano. Diferentemente da média nacional, o agronegócio do Rio é fortemente concentrado nos elos chamados de pós-porteira. O agrosserviços é o maior segmento, respondendo por 47,6% do PIB do setor, seguido pela agroindústria, com 40,1%, e a agropecuária, com 11,3%. Com 73% do PIB do agronegócio (R$ 20,24 bilhões), o ramo agrícola vence o ramo pecuário, que gerou 27% do PIB, o equivalente a R$ 7,62 bilhões. Ainda segundo a mesma pesquisa, as atividades que mais geram lucro no campo são o cultivo de olerícolas (hortaliças), com 24% do Valor Bruto da Produção, com destaque para tomate, aipim e alface; e a criação de bovinos, entre os quais 17% ficam com o gado de corte e 13% para o leiteiro. O agronegócio fluminense hoje tem um pé no Turismo Rural, fortalecendo arranjos produtivos locais no Vale do Café. As rotas integradas de cafés gourmets, queijos premiadíssimos, cachaças premium e vinhos artesanais em áreas de serra fluminense atraem visitantes e agregam renda direta ao produtor. No Rio, o foco em cafés especiais e viticultura de altitude mantém o faturamento em alta, com o café nacional projetando crescimento de 1,3% mesmo em um ano de desaceleração global. O CREA-RJ, portanto, está antenado com essas tendências. Os sabores da Agronomia fluminense O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, lembra que a pujança da Agronomia fluminense levou o tema a ganhar destaque nesta segunda edição do CREA AQUI. “Muitas vezes quando a gente fala do CREA, esse “A”, que significa Agronomia, não fica caracterizado junto à sociedade. Mas a Agronomia tem influência direta no desenvolvimento econômico, social e ambiental do nosso país, e não poderia ser diferente no Estado do Rio de Janeiro. A Agronomia do Estado do Rio de Janeiro gera mais de R$ 30 bilhões por ano. Essa atividade econômica envolve milhares de profissionais. Muitos engenheiros, inclusive, atuam diretamente na Agronomia (dois mil deles registrados no CREA). Há uma sinergia muito forte e a gente quer trazer um pouco dos grandes empreendimentos e grandes produtos da Agronomia fluminense para serem apresentados no nosso Conselho”, afirma Fernández, lembrando que a Agronomia vai ganhar duas abordagens no CREA AQUI: uma feira que terá mais de 20 estandes com produtos regionais pré-selecionados por meio de parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; e painel “Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta”, mostrando a força do pólo de laticínios e vinhos do estado. “Muitas vezes quando a gente fala de Rio, a gente pensa em petróleo, em turismo, mas não vê que tem aí uma Agronomia pujante e que passou a se tornar, inclusive, rota turística também dentro do nosso estado”, destaca o presidente do CREA-RJ. O painel vai empoderar a Agronomia, como ela merece. Com moderação do engenheiro agrônomo Felipe Brasil, secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA), o painel é intitulado “Agronomia em sabores – Ciência que se degusta”. Os painelistas serão Alexandre Hargreaves, do Ateliê do Queijo, em Casimiro de Abreu; Fabricio Le Draper Vieira, do Capril do Lago, em Valença, onde é produzido o queijo de cabra mais premiado do Brasil; Marcelo Maturano, da Vinícola Maturano; e Maurício Arouca, da Vinícola Arouca. Eles vão falar de um projeto que está ganhando fôlego no estado que é o novo roteiro de vinícolas do Estado do Rio de Janeiro, lançado oficialmente no ano passado, pela Associação dos Vitivinicultores da Serra Fluminense (AVIVA) e a prefeitura de Areal, considerada a capital da uva. “O painel da Agronomia vai apresentar produtores agrícolas familiares com as melhores práticas de Agronomia, meio ambiente e turismo”, observa o secretário de Agricultura, Felipe Brasil, entusiasta do CREA AQUI. Queijos premiados e vinhos artesanais Os painelistas vão discutir, por exemplo, como técnicas como a dupla poda em vinhedos de altitude (como em Teresópolis) e o controle sanitário rigoroso permitem a produção de vinhos e queijos de qualidade internacional no estado. Para manter esse padrão de qualidade, as vinícolas vêm contratando cada vez mais engenheiros agrônomos que, ao lado de enólogos, acompanham todo o processo, desde o manejo das videiras até o engarrafamento. O engenheiro e empresário Maurício Arouca, dono da Vinícola Arouca, em Areal (considerada a capital da uva), vai falar sobre a mudança de chave que acontece na Agronomia e trabalha para colocar o Rio de Janeiro no mapa mundial dos vinhos. “O vinho, no fim das contas, é isso: ciência que a gente degusta. Tem solo, clima, manejo, irrigação, fitossanidade, processos, controle de qualidade, rastreabilidade e inovação — nada disso acontece “no improviso”. O evento do CREA tem uma mensagem que eu considero fundamental: a engenharia e a Agronomia precisam aparecer não só quando dá problema, mas quando entregam
CREA AQUI 2026: Novo sistema inteligente do CREA-RJ promete acabar com fraudes na ART

No CREA AQUI, maior encontro estadual da Engenharia, Agronomia e Geociências, marcado para o dia 19 de março, no Armazém 3 do Píer Mauá, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, vai apresentar uma medida inovadora que promete acabar com fraudes no sistema: a implantação da nova Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que agora será georreferenciada, parametrizada e integrada a um banco de dados, permitindo uma atuação mais inteligente e eficiente da fiscalização do Conselho. Com isso, será banida do sistema ou sensivelmente reduzida a ação dos fraudadores de ART. A fraude funciona assim: uma pessoa que não tem registro para atuar como engenheiro compra uma ART produzida por um mau profissional que tem registro e vive apenas de comercializar autorizações para serviços e obras. Essa conduta favorece o exercício ilegal da profissão de engenheiro e põe em risco toda a sociedade porque, sobretudo no caso de acontecer um acidente, é praticamente impossível descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pela obra ou serviço. Com a nova ART do CREA-RJ, os maus profissionais serão expostos. Com a organização do banco de dados, o acesso à informação agora será mais rápido e fácil, inclusive para órgãos públicos e autoridades encarregadas de investigação de incidentes, como a Polícia Civil e o Ministério Público estadual. “Então você consegue destacar facilmente se tem alguma coisa ali que esteja acontecendo de modo inadequado”, explica o presidente do CREA-RJ, entidade que reúne mais de 120 mil profissionais e 20 mil empresas. O sistema exige agora a prova de onde o serviço está sendo feito, dificultando que um engenheiro no Rio assine uma obra em outro extremo do estado sem ir até lá. Além disso, permite que o Conselho tenha maior controle e receba alertas se um único CPF emitir, por exemplo, várias ARTs em um único dia em locais distantes um do outro. Ao cruzar com dados de licitações ou órgãos de saúde, por exemplo, o sistema identifica “vazios” de responsabilidade técnica real. Será o fim da “engenharia fantasma”. O presidente do CREA-RJ destaca que a iniciativa é revolucionária e segue a tendência da modernidade de empresas de informação com maior valor acionário no mundo, como Google, Meta e Amazon, que têm grande base de dados no seu background: “A Anotação de Responsabilidade Técnica, a lógica dela anterior, era essencialmente uma taxa de recolhimento do CREA para que o profissional pudesse lidar com processos burocráticos exigidos pelos órgãos públicos, concessionárias, de habilitações existentes. Essa lógica permanece; ela é importante porque é um instrumento de controle da garantia de que um profissional devidamente registrado e habilitado esteja realizando o serviço. Mas com a nova ART, o sistema agora vai informar onde e como estão acontecendo as obras, qual o valor médio, quem está trabalhando, quanto tempo tem durado cada serviço, como é a distribuição georreferenciada disso, quais são os municípios mais pujantes, que mais contratam, que menos contratam, a revelação de serviços que deveriam acontecer, mas não estão ocorrendo; isso vai mudar o comportamento de todo o mercado da engenharia no Estado do Rio de Janeiro”, explica Miguel Fernández. Segundo o presidente do CREA-RJ, o novo sistema vai permitir um controle maior dos serviços e obras de engenharia no Estado do Rio, que registra por ano 360 mil ARTs: ”A nova ART vai permitir a parametrização do que acontece, junto com o georreferenciamento. Esse banco de dados de inteligência vai servir para uma fiscalização muito mais efetiva, uma correção também sobre processos licitatórios, se existir alguma tentativa de fraude. E quando a gente cruzar os dados dessa base com outras bases existentes, nós poderemos obter ainda mais benefícios para a sociedade, como por exemplo fazer um cruzamento de dados sobre manutenção de serviço de ar-condicionado em hospitais. A gente consegue descobrir se existem hospitais e clínicas que não possuem a manutenção periódica e adequada de equipamentos como o ar-condicionado, que podem impactar, por exemplo, em contaminação e prejuízo ao paciente que está ali internado. Portanto, ações como essas vão salvar vidas, gerar mais empregos, melhorar os serviços e aumentar a segurança de todos”, pontua Fernández. Para Fernández, a nova ART deixará de ser apenas um instrumento burocrático arrecadatório para se transformar na base de inteligência de toda a ação do conselho, desde a fiscalização até a informação para gestores públicos que possam querer atuar de forma mais eficaz na área de infraestrutura, agronomia e “nas áreas que o nosso conselho dá suporte”. Miguel Fernández explica que o sistema já em funcionamento está sendo implantado por etapas e aperfeiçoado com seu uso contínuo. “Então hoje nós temos o sistema gerando aí uma média de mais de 30 mil ARTs mês, com georreferenciamento e parametrização, mas a gente ainda quer evoluir transformando essas informações num banco de dados através de dashboards para que isso possa ser de fácil consulta até pelo público”, afirma Fernández, lembrando que a mudança disruptiva vai beneficiar não só os profissionais do sistema, mas as empresas, os gestores públicos e até mesmo a academia que poderá usar esses dados para o desenvolvimento de pesquisas na área. Prestes a completar 92 anos de fundação, no dia 5 de junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) projeta seu olhar para o futuro e reforça seu papel como agente de transformação das profissões que constroem o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro. Esse movimento ganha forma na segunda edição do CREA AQUI, um encontro criado para antecipar tendências, estimular conexões e gerar impacto nas Engenharias, na Agronomia e nas Geociências.
CREA AQUI 2026: VLT Carioca facilita a chegada dos participantes ao local do evento
Quem vai participar da segunda edição do CREA AQUI, na próxima quinta-feira (19/03), no Armazém 3 do Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, conta com uma alternativa prática e sustentável de deslocamento: o VLT Carioca. Os clientes podem embarcar na Linha 1 e descer na Parada dos Navios/Valongo, localizada a poucos metros da entrada do evento. Promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), o encontro reunirá profissionais, estudantes, empresas e instituições para debater inovação, sustentabilidade e transformação digital nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências. Para marcar a realização do evento, um dos trens do VLT também está circulando pelo Centro do Rio adesivado com a identidade visual do CREA AQUI, reforçando a presença da iniciativa na cidade e convidando o público a participar do encontro. Como chegar ao evento utilizando o VLT O Armazém 3 do Píer Mauá fica a poucos metros da Parada dos Navios/Valongo, atendida pela Linha 1 do VLT. Há diferentes opções de trajeto: • Saindo do Aeroporto Santos DumontEmbarque na Linha 1 (sentido Terminal Gentileza) e desça na Parada dos Navios/Valongo. O trajeto leva cerca de 15 minutos e não exige troca de linha. • Saindo da Central do BrasilPegue a Linha 3 (sentido Santos Dumont) e faça conexão com a Linha 1 (sentido Terminal Gentileza) na parada Candelária ou caminhe por cerca de sete minutos pela Orla Conde até o Armazém 3. • Saindo do Terminal GentilezaEmbarque na Linha 1 (sentido Santos Dumont) e desça na Parada dos Navios/Valongo. O percurso dura aproximadamente 12 minutos.