IBGE lança 8ª edição da Pesquisa de Inovação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, em 25 de maio de 2026, a 8ª edição da Pesquisa de Inovação (PINTEC), levantamento de periodicidade trienal que tem como objetivo construir indicadores das atividades de inovação em empresas com dez ou mais pessoas ocupadas nos setores industrial, de eletricidade e gás e em segmentos selecionados de serviços. O evento foi realizado na Casa Brasil IBGE, no Palácio da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo IBGE Digital. A pesquisa, realizada pelo IBGE desde o início dos anos 2000, havia sido interrompida após a publicação relativa ao triênio encerrado em 2017, acumulando quase uma década sem atualização. A ausência de dados comprometia a formulação de políticas públicas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além de dificultar a avaliação de instrumentos como a Lei do Bem, principal mecanismo de incentivo fiscal à inovação no setor privado. A nova edição cobrirá os anos de 2023, 2024 e 2025 e incorpora atualizações metodológicas alinhadas aos padrões internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e do Manual de Oslo 2018. O escopo temático foi ampliado para incluir dimensões como inovação verde, transformação digital, inteligência artificial, automação, propriedade intelectual e práticas ambientais. A coleta de dados conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e com a participação de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: Agência IBGE
Dia do(a) Geógrafo(a)
Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que estudam o espaço geográfico e a interação entre a sociedade e a natureza, em 29 de maio é comemorado o Dia do(a) Geógrafo(a). A data foi instituída em 1936, devido à criação do Instituto Nacional de Estatística, atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. No Brasil, as atividades desempenhadas pelos geógrafos(as) foram oficialmente estabelecidas pela Lei Federal n° 6.664 de 1979, visando definir os requisitos para sua execução e áreas de atuação direta, com as mesmas sendo fiscalizadas pelo Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e os CREAs de cada região. De acordo com esta lei, além de lecionar, cabe ao(a) geógrafo(a): “reconhecimentos, levantamentos, estudos e pesquisas de caráter físico-geográfico, biogeográfico, antropogeográfico e geoeconômico e as realizadas nos campos gerais e especiais da Geografia, que se fizerem necessárias”. O(a) geógrafo(a) tem como papel fundamental analisar os detalhes físicos do ambiente e seus impactos sobre as pessoas e sobre a natureza, levando em conta o clima e os padrões apresentados por cada localização, além da economia, cultura, e os processos de globalização. A Geografia também está ligada a outras áreas do conhecimento, como Química, Geologia, Matemática, História, Física, Astronomia, Antropologia e Biologia. Além do trabalho com mapas – uma das ferramentas mais associadas ao profissional Graduação A graduação em Geografia divide-se em Licenciatura (para ser professor) e Bacharelado (para técnico/pesquisador), com uma duração de três a cinco anos. O curso combina disciplinas teóricas e práticas, abordando tanto a Geografia Física, onde se estuda o relevo, clima, hidrografia e biomas; quanto a Geografia Humana, que analisa população, economia, urbanização e relações espaciais. Mercado de trabalho A atuação do(a) geógrafo(a) não se limita apenas ao estudo físico da Geografia. O papel desses(as) profissionais se expande na realização de pesquisas voltadas ao impacto ambiental de empresas de engenharia e companhias dos setores de mineração e petróleo. Os(as) geógrafos(as) também são muito requisitados no setor público, por municípios e estados, para elaborar estudos ambientais e socioeconômicos, relatórios de estado do solo e planejamentos rural e urbano. No campo da geopolítica, os(as) profissionais estudam a organização social, a economia e a política de países e regiões. A função também envolve a análise de como a Geografia influencia as relações de poder entre nações, empresas e grupos sociais. Os(as) geógrafos(as) avaliam recursos, fronteiras e localização, mapeando influências de atores estatais e não estatais e orientando o planejamento territorial, econômico e ambiental. As outras áreas disponíveis no mercado de trabalho em que a Geografia se aplica inclui: Instituições de ensino: licenciatura para aulas no ensino fundamental, médio e superior, além da produção de materiais didáticos. Geomarketing: análise de dados espaciais para estratégias de negócios Geoprocessamento e Cartografia: uso de softwares (SIG), sensoriamento remoto e cartografia digital para mapeamento e análise espacial. Planejamento Urbano e Rural: zoneamento, planejamento agrícola, logística e transportes, analisando a organização do espaço. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil, Indeed Confira o vídeo
Última chamada: bolsas de pesquisa e inovação com inscrições até 29 de maio

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) encerra amanhã, 29 de maio (sexta-feira), as inscrições para o Programa de Bolsas de Incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) – Chamada Pública 01/2026. As candidaturas devem ser submetidas exclusivamente por formulário eletrônico até as 23h59. A chamada é destinada a estudantes de graduação, estudantes de pós-graduação, recém-egressos e pesquisadores brasileiros ou estrangeiros com residência regular no Brasil. Os candidatos devem ter currículo atualizado na Plataforma Lattes ou ORCID. As bolsas são voltadas à atuação em projetos estratégicos executados pela Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da RNP, nas áreas de Cloud Native e Kubernetes, infraestrutura de testbeds, Gestão de Identidade e Acesso (IAM), autenticação federada, segurança e interoperabilidade, além de HPC e aplicações no contexto do Brasil 6G. As atividades serão realizadas de forma remota. Os valores variam conforme a modalidade e a titulação do candidato. Graduandos podem receber até R$ 1.600 mensais para carga horária de 20 horas semanais, ou até R$ 2.400 para 30 horas semanais. Nas modalidades Jovem Pesquisador 1 e Pós-graduando, o valor é de R$ 2.000 mensais, enquanto Jovem Pesquisador 2 e Atualização Tecnológica chegam a R$ 2.200 mensais. A RNP é uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e opera a infraestrutura de redes de alta velocidade que interliga universidades, institutos de pesquisa, hospitais universitários e outras instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site da RNP (rnp.br). Dúvidas podem ser enviadas para [email protected].
CREA-RJ GREEN SUMMIT vai promover discussão sobre sustentabilidade e conscientização ambiental
No dia 3 de junho de 2026, o CREA-RJ, por meio do CREA Sustentável e com apoio da Comissão de Meio Ambiente – CMA e do Progredir, vai realizar o evento gratuito “CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável”. O encontro será das 9h às 12h30, na sede do Conselho, no Centro do Rio. A iniciativa tem como objetivo promover o debate e a troca de experiências sobre práticas sustentáveis, inovação tecnológica e soluções inteligentes aplicadas às áreas da Engenharia, Agronomia, Geociências e Meio Ambiente. O evento também busca incentivar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento de parcerias entre profissionais, instituições, empresas e sociedade, contribuindo para a construção de um futuro mais eficiente, sustentável e socialmente responsável. O público-alvo é formado por profissionais, estudantes, pesquisadores e empresas das áreas de Engenharia, Agronomia, Sustentabilidade, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação. O encontro é voltado ainda para representantes do setor público, instituições de ensino, startups, organizações ambientais e sociedade civil interessados no tema. Serviço: Evento: CREA-RJ GREEN SUMMIT – Construindo um Amanhã Mais Inteligente e Sustentável Data: 3 de junho de 2026 Hora: das 9h às 12h30 Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro Inscrições gratuitas e programação completa: clique aqui
IA aplicada à análise de imagens médicas avança na detecção precoce no câncer de pâncreas

Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram um modelo de Inteligência Artificial capaz de identificar sinais de câncer de pâncreas em tomografias computadorizadas realizadas anos antes do diagnóstico clínico convencional. Os resultados foram publicados em abril de 2026 na revista científica Gut e apontam para um avanço relevante no uso de IA aplicada à análise de imagens médicas. O sistema, chamado REDMOD, sigla em inglês para Radiomics-based Early Detection Model, utiliza técnicas de radiômica e aprendizado de máquina para analisar padrões sutis em tomografias abdominais que não costumam ser perceptíveis na avaliação visual convencional. O modelo foi desenvolvido em parceria com o Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas. O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos da oncologia. Segundo o National Cancer Institute, mais de 85% dos casos são diagnosticados apenas após a disseminação da doença, o que reduz significativamente as possibilidades de tratamento curativo. As taxas de sobrevida em cinco anos permanecem abaixo de 15%. Para validar o REDMOD, os pesquisadores analisaram quase 2 mil tomografias computadorizadas, incluindo exames de pacientes que posteriormente receberam diagnóstico de câncer de pâncreas, embora os exames tivessem sido originalmente classificados como normais. O modelo identificou 73% dos casos em fase pré-diagnóstica, com antecedência mediana de aproximadamente 16 meses em relação ao diagnóstico clínico tradicional. Nos exames realizados mais de dois anos antes do diagnóstico, o desempenho da IA foi ainda superior. Segundo os pesquisadores, o sistema identificou quase três vezes mais casos precoces do que radiologistas que revisaram as mesmas imagens sem auxílio computacional. A tecnologia também demonstrou estabilidade em exames realizados em diferentes períodos e obtidos por equipamentos distintos, característica considerada importante para futura aplicação clínica em larga escala. O modelo opera a partir da extração automatizada de características quantitativas das imagens médicas, como padrões de textura, densidade e estrutura do tecido pancreático. Essas informações são processadas por algoritmos treinados para reconhecer alterações associadas ao desenvolvimento inicial da doença antes do surgimento de tumores visíveis. O estudo é mais um exemplo da expansão da Inteligência Artificial no campo da saúde, especialmente em aplicações voltadas ao processamento avançado de imagens médicas. Ferramentas desse tipo combinam modelagem computacional, aprendizado de máquina, análise de grandes volumes de dados clínicos e sistemas de apoio à decisão médica, em uma integração que envolve áreas como Engenharia Biomédica, Ciência de Dados e Engenharia da Computação. Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores destacam que a tecnologia ainda precisa passar por validação prospectiva em pacientes acompanhados em tempo real antes de eventual adoção ampla em hospitais e centros de diagnóstico. O estudo também registrou casos de falsos positivos, situação em que pacientes sem câncer foram classificados como suspeitos e precisariam de investigação complementar. A equipe da Mayo Clinic conduz atualmente o estudo AI-PACED, que avalia a integração do REDMOD ao acompanhamento de pacientes considerados de maior risco para câncer pancreático.
Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos
Comemorado em 27 de maio, o Dia do(a) Engenheiro(a) de Custos foi instituído pela Lei nº 13.453/2017, sancionada em junho do mesmo ano. A data tem como objetivo valorizar esses(as) profissionais, responsáveis por realizar estimativas detalhadas, planejar a verba total, analisar a viabilidade financeira e acompanhar o andamento dos projetos. O trabalho desempenhado pelos(as) engenheiros(as) de custos é fundamental para o sucesso de qualquer projeto, garantindo que as obras sejam concluídas dentro do orçamento previsto, sem comprometer a qualidade e os prazos estabelecidos. Para isso ser possível, é utilizada uma combinação de conhecimentos técnicos, analíticos e de gestão para antecipar problemas e propor soluções eficazes, minimizando riscos e otimizando recursos. A atuação do(a) engenheiro(a) de custos é normatizada pelo CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), e é uma profissão em constante crescimento, além de ser um mercado de trabalho amplo, que envolve setores como construção civil, petróleo e gás, energia, infraestrutura e indústrias farmacêutica e química. É uma área que é preciso estar sempre se atualizando sobre as tendências profissionais, novas tecnologias e metodologias de gestão de projetos. Isso também engloba o uso de softwares especializados e técnicas avançadas de modelagem e simulação. Formação O curso de Engenharia de Custos é recente no Brasil. Apenas algumas instituições de ensino oferecem a graduação, como o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC). O bacharelado possui um período de cinco anos, com uma carga horária de 3.680 horas. Já a pós-graduação é realizada em 12 meses, e a maioria é em formato EAD. A formação em Engenharia de Custos contempla conteúdos específicos como Avaliação Econômica e Financeira, Licitações, Planejamento de Obras, Gestão da Qualidade, e Informática Aplicada. O processo de capacitação combina aulas teóricas com técnicas de campo para otimizar lucros. Principais áreas de atuação Prestação de serviços: engloba muitas possibilidades, com os cargos podendo variar, como por exemplo consultores e empreendedores. As principais atividades exercidas são a regularização de projetos e o planejamento e controle financeiro. Execução de obra: um dos segmentos mais concorridos entre os(as) profissionais da Engenharia de Custos, a construção civil é um campo bastante amplo, onde desempenha-se tarefas como gerenciamento das contratações de funcionários e fornecedores, análise de riscos financeiros ou relacionados, previsão de demandas para os períodos e projetos, e desenvolvimento de estratégias para elevar a lucratividade. Incorporação imobiliária: atualmente em ascensão, trata-se de obras públicas e privadas, além das concessões de rodovias e demais projetos voltados para a infraestrutura. O(a) profissional da Engenharia de Custos deste segmento possui contato direto com entidades e organizações públicas, o que exige um controle e monitoramento preciso dos custos e finanças necessárias para executar projetos. Fonte: Sienge, IBEC Confira o vídeo.
Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos

O monitoramento da presença de agrotóxicos em recursos hídricos brasileiros passou a contar com uma nova ferramenta federal de acompanhamento ambiental. Lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos reúne dados sobre a detecção dessas substâncias em bacias hidrográficas de diferentes regiões do país. A iniciativa amplia a capacidade de acompanhamento técnico da qualidade da água e reforça a importância do monitoramento ambiental na gestão de recursos hídricos. O sistema organiza informações sobre pontos de coleta, substâncias monitoradas, frequência de detecção e resultados laboratoriais, permitindo integrar dados ambientais produzidos em diferentes estados brasileiros. Segundo o governo federal, a base inicial do painel reúne 63 pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados, além de mais de 10,4 mil análises laboratoriais realizadas a partir de 213 amostras coletadas em bacias hidrográficas. O acompanhamento da presença de agrotóxicos em ambientes aquáticos envolve diferentes áreas técnicas, incluindo análise laboratorial, hidrologia, geoprocessamento e avaliação da qualidade da água. A utilização de plataformas digitais e sistemas georreferenciados também amplia a capacidade de observação sobre o comportamento dessas substâncias em diferentes territórios. Embora o tema esteja frequentemente associado ao debate sobre contaminação ambiental, os dados do painel exigem interpretação técnica criteriosa. A detecção de um agrotóxico em amostras de água ou organismos aquáticos não significa, automaticamente, que haja contaminação acima dos limites legais ou risco imediato à saúde humana. Em monitoramentos ambientais, a identificação de substâncias funciona como indicador técnico de presença no ambiente. A avaliação sobre possíveis impactos depende posteriormente da análise de fatores como concentração detectada, frequência de ocorrência, persistência ambiental e parâmetros definidos pela legislação. O avanço das tecnologias laboratoriais também ampliou a capacidade de identificar compostos químicos em concentrações cada vez menores, fortalecendo ações de monitoramento preventivo e geração de dados para políticas públicas relacionadas à qualidade da água e à gestão ambiental. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo de fortalecimento de sistemas de vigilância ambiental e acompanhamento de contaminantes em recursos hídricos, tema que vem ganhando espaço em diferentes países diante da expansão das atividades agrícolas e da pressão sobre os ecossistemas aquáticos.
Pesquisa Ford/Datafolha aponta dificuldade de contratação de profissionais de tecnologia no Brasil

Levantamento realizado pela Ford em parceria com o Datafolha aponta que 98% das médias e grandes empresas brasileiras enfrentam dificuldades para contratar profissionais da área de tecnologia. A pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências” ouviu lideranças de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação de companhias de diferentes setores econômicos e regiões do país. Segundo os dados divulgados no estudo, a falta de conhecimento técnico aparece como principal entrave para preenchimento das vagas, apontada por 72% das empresas entrevistadas. A ausência de experiência profissional foi mencionada por 54% dos participantes. Entre as áreas com maior dificuldade de contratação estão as ligadas à Inteligência Artificial e à Engenharia de Software. De acordo com a pesquisa, 35% das empresas relataram obstáculos para encontrar especialistas em Inteligência Artificial, enquanto 31% apontaram dificuldade para contratar engenheiros de software. O levantamento também identifica carência de profissionais com conhecimentos em segurança da informação e machine learning, competências técnicas apontadas entre as mais escassas no atual cenário de recrutamento. A pesquisa mostra ainda que o tempo de contratação tem aumentado em função da dificuldade de encontrar profissionais compatíveis com as exigências das vagas. Apenas 14% das empresas conseguem concluir contratações em menos de um mês. Metade das organizações informou levar entre um e dois meses para preencher posições na área de tecnologia, enquanto parte dos processos seletivos pode chegar a até 90 dias. Além das competências técnicas, o estudo destaca a valorização de habilidades comportamentais nos processos de recrutamento. Inteligência emocional, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas aparecem entre os atributos mais buscados pelas empresas. Outro dado apresentado pela pesquisa diz respeito ao domínio do inglês. Segundo o levantamento, 78% das empresas afirmam desclassificar candidatos que não possuem conhecimento do idioma. O estudo também aponta que parte significativa das organizações enfrenta dificuldades para encontrar profissionais que conciliem preparo técnico e competências comportamentais. De acordo com os dados divulgados, 37% das empresas afirmam rejeitar com frequência candidatos tecnicamente qualificados por ausência de habilidades consideradas importantes para o ambiente corporativo. Segundo a pesquisa, o avanço da Inteligência Artificial e a ampliação do uso de tecnologias digitais nas empresas estão entre os fatores associados ao aumento da demanda por profissionais especializados. O levantamento indica que a expansão dessas ferramentas vem elevando as exigências do mercado e ampliando a busca por mão de obra qualificada em áreas tecnológicas. A pesquisa ouviu representantes de empresas dos setores de tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde. O levantamento aborda percepções relacionadas às transformações do mercado de trabalho em tecnologia e às dificuldades de recrutamento enfrentadas pelas organizações brasileiras.
CREA-RJ promove o seminário “Desafios Contemporâneos na Engenharia de Segurança”
No dia 16 de junho de 2026, das 9h às 17h, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho – CEEST, vai realizar o seminário “Desafios Contemporâneos na Engenharia de Segurança”. O evento tem como objetivo promover a atualização técnica e o debate sobre temas relacionados à Engenharia de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, abordando riscos biológicos, qualidade do ar, responsabilidade técnica, gestão de ruído ambiental e riscos psicossociais. Além disso, o seminário busca fortalecer a integração institucional entre o CREA-RJ, entidades de classe, instituições de ensino e órgãos públicos por meio da assinatura do Termo de Cooperação Técnica com o Ministério Público do Trabalho. O público-alvo é formado por profissionais do Sistema CONFEA/CREA e demais interessados no tema. Serviço: Evento: Seminário “Desafios Contemporâneos na Engenharia de Segurança – Assinatura do Termo de Cooperação Técnica com o MPT” Data: 16 de junho de 2026 Hora: das 9h às 17h Local: Sede do CREA-RJ – Rua Buenos Aires, 40/4º andar – Centro, Rio de Janeiro Inscrições gratuitas e programação completa: clique aqui
Novo mapa-múndi do IBGE destaca biodiversidade global e representação proporcional dos continentes

O novo mapa-múndi lançado pelo IBGE durante a abertura das comemorações pelos 90 anos do órgão apresenta uma proposta de representação territorial voltada à visualização proporcional das massas continentais e à divulgação de informações ambientais em escala global. Intitulado “Riqueza de Espécies 2025”, o material reúne dados sobre biodiversidade e utiliza uma projeção cartográfica desenvolvida para reduzir distorções de área presentes em modelos tradicionalmente utilizados na representação do planeta. Apresentado em evento realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o mapa integra uma série de publicações desenvolvidas pelo IBGE nos últimos anos relacionadas a diferentes formas de visualização do mundo. O lançamento abriu oficialmente a agenda comemorativa dos 90 anos da instituição e ocorreu junto às publicações “Brasil em Números – 2025” e “IBGE pelo Mundo”. O principal diferencial técnico do novo mapa está na utilização da projeção Equal Earth, criada em 2018 pelos pesquisadores Bojan Šavrič, Tom Patterson e Bernhard Jenny. Segundo o IBGE, o modelo foi concebido para representar as massas continentais em proporções mais próximas das áreas reais, reduzindo distorções observadas em projeções historicamente difundidas, como a de Mercator. Desenvolvida no século XVI pelo cartógrafo Gerardus Mercator, a projeção homônima tornou-se uma das representações mais conhecidas do planeta. Entretanto, o modelo amplia visualmente áreas localizadas próximas aos polos e reduz proporcionalmente regiões situadas em faixas tropicais e equatoriais. A comparação entre Groenlândia e África costuma ser utilizada como exemplo desse efeito visual. Em representações baseadas na projeção de Mercator, ambas aparentam possuir dimensões semelhantes, embora o continente africano tenha área significativamente superior. Segundo o IBGE, em uma representação proporcional como a Equal Earth, seria possível acomodar aproximadamente 14 Groenlândias dentro da área africana. Do ponto de vista técnico, a Equal Earth pertence ao grupo das projeções pseudocilíndricas equivalentes, utilizadas para manter a equivalência das áreas continentais em representações planas do globo terrestre. O modelo é utilizado em representações temáticas globais relacionadas a variáveis ambientais, climáticas, territoriais e populacionais. O novo mapa também utiliza orientação Sul-Norte invertida e posiciona o Brasil no centro da representação global. As escolhas seguem propostas já apresentadas anteriormente pelo IBGE em outras publicações recentes voltadas à representação do planeta sob diferentes perspectivas visuais. Outro elemento central da publicação está relacionado ao conteúdo ambiental apresentado. O mapa utiliza o indicador de riqueza de espécies para representar a distribuição potencial de fauna em diferentes regiões do planeta. O levantamento considera anfíbios, aves, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce distribuídos em células de 100 quilômetros quadrados. A publicação funciona como um mapa temático ambiental de escala global, integrando informações geoespaciais e estatísticas ambientais. Esse tipo de representação é utilizado em levantamentos relacionados ao monitoramento territorial, estudos ambientais, conservação da biodiversidade e análise espacial de fenômenos naturais. O lançamento também dialoga com o Dia Internacional da Diversidade Biológica, celebrado em 22 de maio pelas Nações Unidas. Segundo o IBGE, a edição de 2026 busca relacionar ações ambientais locais aos impactos globais sobre a biodiversidade. Além do conteúdo ambiental, a publicação evidencia a importância das geotecnologias e dos sistemas de informação geográfica na produção de representações espaciais contemporâneas. Em aplicações relacionadas ao planejamento territorial, monitoramento ambiental, sensoriamento remoto e análise geoespacial, a definição da projeção adequada permanece como etapa técnica essencial para a representação de dados em escala regional ou global. Toda representação plana do planeta exige escolhas matemáticas e geométricas que produzem diferentes tipos de distorção. Dependendo da finalidade do mapa, determinados modelos podem priorizar preservação de áreas, formas, distâncias ou direções. O mapa “Riqueza de Espécies 2025” dá continuidade a uma sequência de produções recentes do IBGE voltadas a diferentes formas de representação do globo terrestre. Em 2024, o instituto lançou uma versão com o Brasil no centro do mundo. Em 2025, apresentou um mapa com orientação invertida entre Norte e Sul. A edição de 2026 incorpora, pela primeira vez, a projeção Equal Earth associada ao tema da biodiversidade global.