Clube de Engenharia promove palestra sobre a nova geopolítica dos minerais críticos

O Clube de Engenharia do Brasil realiza nesta terça-feira, 2 de junho, das 18h às 20h, a palestra “Muito Além da Geologia: A Nova Geopolítica dos Minerais Críticos”, que discutirá os desafios e oportunidades relacionados aos recursos minerais estratégicos para a economia global. O evento acontecerá no auditório do 20º andar da sede da entidade, localizada na Avenida Rio Branco, 124, no Centro do Rio de Janeiro. A apresentação será conduzida pelo professor Edson Farias Mello, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordará a crescente importância de minerais como lítio, cobalto, níquel e terras raras para setores estratégicos da economia mundial, especialmente aqueles ligados à transição energética, à mobilidade elétrica e à indústria de alta tecnologia. O encontro reunirá profissionais, pesquisadores e estudantes das áreas de geologia, engenharia química, mineração e geociências para debater o cenário internacional da exploração e do fornecimento desses insumos, considerados essenciais para a produção de baterias, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas e outras tecnologias de baixo carbono. Durante a palestra, também serão discutidos os impactos da crescente demanda global por minerais críticos e o posicionamento do Brasil nesse contexto. Detentor de importantes reservas minerais, o país vem ganhando destaque nas discussões sobre segurança de suprimento, desenvolvimento sustentável e formulação de políticas públicas voltadas para o aproveitamento estratégico desses recursos. A iniciativa é promovida pelo Departamento de Geologia e Mineração e pelo Departamento de Engenharia Química do Clube de Engenharia do Brasil, com apoio da Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro. A atividade busca ampliar o debate sobre um tema que ocupa posição cada vez mais relevante na agenda econômica, ambiental e geopolítica mundial. Serviço Palestra: “Muito Além da Geologia: A Nova Geopolítica dos Minerais Críticos”Data: 2 de junho de 2026Horário: 18h às 20hLocal: Auditório do 20º andar do Clube de Engenharia do BrasilEndereço: Avenida Rio Branco, 124, Centro, Rio de Janeiro Inscreva-se aqui!
Sorteio define ordem dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica das Eleições CREA-RJ 2026
A Comissão Eleitoral Regional do Rio de Janeiro (CER-RJ) realizou, na tarde da última quarta-feira (27), sessão pública para o sorteio que definiu a ordem dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica das Eleições do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA 2026. A reunião aconteceu de forma presencial no Plenário do CREA-RJ e foi conduzida pelo coordenador da CER-RJ, engenheiro mecânico Jonatha Gomes Tavares de Mello, que abriu os trabalhos dando boas-vindas aos presentes e aos espectadores que acompanharam a transmissão virtual da sessão. Também participaram da reunião os demais membros da Comissão Eleitoral Regional, Eng. Naval Agenor Cesar Junqueira Leite; Eng. de Produção Livio Marco Assis de Almeida; e a Engª Eletricista-Eletrônica Ligia Pessoa de Azevedo; além de candidatos, procuradores e prepostos devidamente identificados em lista de presença oficial. Na abertura da sessão, o coordenador destacou que o objetivo do encontro foi cumprir o item 2 da Deliberação Confea-CEF nº 45/2026, responsável por estabelecer o sorteio da ordem definitiva dos candidatos registrados no regional para composição da cédula eleitoral eletrônica do pleito de 2026, assegurando transparência, igualdade de condições e isonomia entre os concorrentes. Conforme as regras apresentadas aos participantes, em cada uma das duas urnas foram colocados os números referentes à posição dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica. Para os candidatos a presidente os números foram de 1 a 5. Para os candidatos às Diretorias Geral, Administrativa e Financeira da Mútua, os números foram 1 e 2 para cada cargo. Os sorteios ocorreram cargo a cargo, seguindo a ordem padronizada do sistema eletrônico de votação. Os próprios candidatos ou seus representantes sortearam seus respectivos números. Após a apuração, a ordem oficial dos candidatos na cédula eleitoral eletrônica ficou definida da seguinte forma: Presidente do CREA-RJ 1º lugar — Miguel 2º lugar — Engenheiro Marco Atonio Barbosa – Marcão3º lugar — Cosenza4º lugar — Ronaldo Rangel – SOS Engenharia RJ5º lugar — Anibolete Diretor-Geral da Mútua-RJ 1º lugar — Ana Paula Masiero2º lugar — Milton Neves Diretor Administrativo da Mútua-RJ 1º lugar — Bruno Galdino2º lugar — Vera Bacelar DiretorFinanceiro da Mútua-RJ 1º lugar — Pietro 2º lugar — Fernando Jogaib As Eleições do Sistema CCONFEA/CREA e MÚTUA 2026 serão realizadas no dia 3 de julho, de forma online, permitindo que os profissionais registrados e aptos a votar participem do processo eleitoral por computador, celular ou tablet. Conheça os candidatos em www.crea-rj.org.br/eleicoes Confira o sorteiro na íntegra.
Indicações para o Láurea ao Mérito do CREA-RJ estão abertas até 31 de julho
O CREA-RJ abriu, a partir deste 1º de junho, o período de indicações para o Láurea ao Mérito, uma das mais importantes homenagens concedidas pelo Conselho a profissionais, entidades de classe e instituições que se destacam por suas contribuições ao desenvolvimento da Engenharia, da Agronomia, das Geociências e demais modalidades abrangidas pelo Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA. As indicações poderão ser realizadas até o dia 31 de julho. A premiação tem como objetivo reconhecer trajetórias profissionais e institucionais que contribuíram de forma significativa para o avanço técnico, científico, educacional e social das profissões regulamentadas pelo Sistema. Entre as homenagens concedidas estão o Diploma do Mérito e a Inscrição no Livro do Mérito, distinções que valorizam o legado e a atuação de personalidades e organizações que ajudaram a fortalecer a engenharia, a agronomia e as geociências no estado do Rio de Janeiro e no país. Podem apresentar indicações instituições de ensino, entidades de classe, conselheiros e profissionais regularmente registrados no Conselho. Após o encerramento do prazo, os nomes indicados serão analisados pela Comissão do Mérito, responsável pela seleção dos homenageados da edição deste ano. Ao longo de sua história, o Láurea ao Mérito já homenageou profissionais de diversas modalidades, além de entidades de classe e instituições de ensino que deixaram contribuições relevantes para a sociedade. A relação de laureados inclui nomes de destaque da Engenharia Nacional, pesquisadores, professores, geólogos, geógrafos, agrônomos e organizações que contribuíram para o desenvolvimento tecnológico e científico do Brasil. O CREA-RJ convida a comunidade profissional a participar do processo de indicação e colaborar para o reconhecimento daqueles que, por meio de seu trabalho e dedicação, ajudam a construir um futuro mais sustentável, inovador e conectado às necessidades da sociedade. Mais informações, o regulamento e os formulários de indicação estão disponíveis na página oficial do prêmio: Prêmio Láurea ao Mérito Profissional – CREA-RJ
ITA Ceará marca expansão histórica do ensino tecnológico federal e avança com obras em Fortaleza

A implantação do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica no Ceará representa a primeira expansão da instituição para fora de São José dos Campos desde sua criação, na década de 1950. O projeto está sendo executado na Base Aérea de Fortaleza e reúne esforços do Governo Federal, da Força Aérea Brasileira, do Ministério da Educação, do Ministério da Defesa e do Governo do Ceará. A iniciativa insere o Nordeste no mapa da formação tecnológica vinculada ao ITA, tradicionalmente reconhecido como uma das principais instituições brasileiras de ensino superior em Engenharia e pesquisa aplicada. O novo campus deverá iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com oferta inicial dos cursos de Engenharia das Energias Renováveis e Engenharia de Sistemas, ambos com previsão de 50 vagas por turma. Segundo informações divulgadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e por órgãos federais envolvidos no projeto, a estrutura está sendo construída em etapas e inclui bloco acadêmico, laboratórios, biblioteca, alojamentos estudantis e sistemas de infraestrutura próprios, incluindo subestação de energia. A implantação ocorre em uma área da Base Aérea de Fortaleza, aproveitando parte das estruturas já existentes e incorporando novos edifícios destinados às atividades acadêmicas e de pesquisa. A execução física das obras está sob responsabilidade do Governo do Ceará, por meio da Superintendência de Obras Públicas, enquanto o financiamento integra investimentos federais voltados à expansão do ensino tecnológico estratégico. Os valores divulgados oficialmente indicam investimentos superiores a R$ 300 milhões ao longo das diferentes etapas do empreendimento. Parte dos recursos está direcionada às obras civis e outra parcela à aquisição de equipamentos e preparação da infraestrutura acadêmica. A criação do campus também se conecta ao crescimento de setores tecnológicos no Ceará, especialmente nas áreas de transição energética e inovação industrial. A escolha da Engenharia das Energias Renováveis como um dos cursos inaugurais acompanha o avanço de projetos relacionados à energia eólica, geração solar e produção de hidrogênio verde no Nordeste. Outro eixo associado ao projeto é a formação de profissionais especializados em sistemas tecnológicos complexos, área que mantém relação direta com desenvolvimento industrial, automação, tecnologia da informação e aplicações estratégicas vinculadas à Engenharia. O anúncio da unidade cearense do ITA também mobilizou discussões sobre o histórico desempenho de estudantes do Ceará em vestibulares altamente competitivos nas áreas de ciências exatas. O estado possui tradição consolidada na preparação de alunos para instituições como o próprio ITA e o Instituto Militar de Engenharia, cenário frequentemente citado por representantes públicos e gestores educacionais envolvidos na implantação do campus. Além do impacto acadêmico, a chegada da instituição reforça o processo de consolidação de Fortaleza como polo de inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A expectativa apresentada pelos órgãos envolvidos é que a presença do ITA estimule conexões com universidades, centros de pesquisa e setores produtivos ligados à Engenharia, tecnologia e indústria de base científica. A expansão do ITA para o Ceará também amplia a presença de estruturas federais estratégicas de ensino superior fora do eixo Sudeste, inserindo o Nordeste em uma rede historicamente associada à formação de profissionais de alta qualificação em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento tecnológico nacional.
Dia do(a) Geofísico(a)
Com o objetivo de homenagear os(as) profissionais que estudam a estrutura, composição e processos físicos do interior do nosso planeta, como terremotos e campos magnéticos, em 31 de maio é comemorado o Dia do(a) Geofísico(a). A data foi instituída pela Sociedade Brasileira de Geofísica – SBGf em julho de 2020, para lembrar o dia 31 de maio de 1932, quando a geofísica dinamarquesa Inge Lehmann endereçou uma carta onde apresentava os dados pesquisados por ela acerca do descobrimento da consistência do núcleo do planeta Terra. A profissão foi regulamentada no Brasil, recentemente, por meio da Lei nº 15.074/2024, sancionada em 26 de dezembro de 2024. O(a) geofísico(a) possui um papel importante na investigação de fenômenos elétricos, gravitacionais, térmicos, magnéticos e sísmicos. Além disso, sua atuação envolve cálculo do movimento do solo e dos vulcões, a investigação das composições dos oceanos e das formações rochosas e a medição da intensidade de terremotos e maremotos. Formação Com a titulação de bacharelado, o curso de Geofísica possui uma duração que varia entre 4 a 5 anos, com uma carga horária de 3.200 a 3.750 horas, dependendo da universidade. Durante a jornada acadêmica, o estudante contempla disciplinas como Física, Matemática e Computação, considerados conhecimentos essenciais para o profissional compreender a área e acompanhar as suas transformações tecnológicas. Na pós-graduação, são oferecidos programas em níveis de mestrado e doutorado e há um aprofundamento em matérias mais específicas da Geofísica, como Evolução e Dinâmica Interna da Terra, Métodos Sísmicos de Prospecção e Métodos Geoelétricos. Áreas de atuação A Geofísica possui um vasto campo de desempenho profissional, com muitas vagas disponíveis, principalmente na indústria do petróleo, empresas de Engenharia Civil e áreas relacionadas ao meio ambiente. Veja abaixo algumas das atuações do(a) geofísico(a) no mercado de trabalho. Geofísica Ambiental: o papel que o(a) geofísico(a) desempenha nessa área é investigar a degradação do ecossistema, analisando o impacto ambiental de grandes obras. Além disso, é designado para o(a) profissional o monitoramento da poluição de lençóis d’água subterrâneos ou de superfície. Engenharia de Petróleo e Mineração: a atuação está diretamente ligada à localização de minerais por meio da análise de informações de dados coletados em campo. O(a) geofísico(a) também pode trabalhar em equipes multidisciplinares no acompanhamento da extração de petróleo. Geofísica Fundamental: o foco é o campo da pesquisa, se aprofundando em áreas como geomagnetismo, geotermia, geodinâmica e sismologia. Aqui, o(a) profissional estuda a composição e a dinâmica do planeta em larga escala sem precisar perfurar o solo. Geofísica Forense: neste campo, o(a) geofísico(a) atua no auxílio a equipes de investigação criminal, principalmente em casos que envolvem cemitérios clandestinos. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil Confira o vídeo.
Dia do(a) Geólogo(a)
Os(as) geólogos(as) estudam a Terra, buscando tratar de sua origem, composição de seus processos e sua evolução, através da análise das rochas. Além desses aspectos, esses(as) profissionais pesquisam os efeitos causados pelos impactos ambientais da ação dos seres humanos e das forças da natureza. O Dia do(a) Geólogo(a) é comemorado em 30 de maio, data que oficializou a regulamentação da profissão no país por meio da Lei 4.076, de 1962, assinada à época pelo então presidente João Goulart. Recentemente, a Lei nº 15.026/2024 equiparou os(as) geólogos(as) aos engenheiros(as) geólogos(as), garantindo isonomia de direitos, incluindo o piso salarial profissional e a possibilidade de alteração de título. A presença da Geologia no cotidiano vem desde os aparelhos eletrônicos oriundos de recursos minerais como ferro, alumínio e cobre, até descobertas de grandes riquezas naturais como a camada pré-sal. A área também é muito importante para o estudo dos abalos sísmicos, possibilitando identificar regiões de risco e intensidade de terremotos. Formação A graduação em Geologia é um bacharelado de cinco anos, realizado de forma integral. Durante o início da jornada acadêmica, os estudantes encontram na grade curricular disciplinas de conhecimento fundamental , como Matemática, Física, Química e Biologia Na sequência, são contempladas disciplinas mais específicas, como Cristalografia, Espeleologia, Estratigrafia, Geologia do Petróleo e Geomorfologia. Na pós-graduação são oferecidas opções de stricto sensu, focadas na pesquisa e docência, e lato sensu, voltadas para a especialização em áreas específicas do mercado. Vale destacar também que o modelo lato sensu dispõe de cursos em formato EAD de 360 a mais de 600 horas, direcionados em aplicações práticas, como geotecnia de barragens ou gestão ambiental. Mercado de trabalho A Geologia possui um mercado de trabalho amplo e diversificado. Além da mineração, que é um dos setores mais tradicionais, há também oportunidades em áreas como: Geotécnica: um dos campos de trabalho mais amplo para o(a) geólogo(a), ele inclui a construção de estradas, túneis, viadutos, barragens e edifícios. O trabalho em conjunto com a Engenharia Civil é fundamental, pois o(a) geotécnico(a) indicará se o solo é adequado à construção daquelas obras e o que deve ser feito para garantir a estabilidade das construções. Geoquímica: aqui o(a) geólogo(a) planeja e executa a coleta de amostras de solo, rocha, água e sedimentos de corrente, determinando onde esse material deve ser coletado. As amostras são mandadas para o laboratório a fim de determinar a porcentagem que possuem do elemento químico. Geologia Médica: bastante ligada Geoquímica, essa área investiga a ação de elementos químicos, analisando como a presença ou a falta dele em um determinado ambiente provoca danos à saúde humana. Geologia Marinha: é uma área relativamente nova no mercado, onde se estuda as variações do nível do mar e o relevo do assoalho oceânico. Fonte: Gov.br, Educa+Brasil Confira o vídeo.
Evento CarbonAir debate processos de captura e utilização de carbono
Com o objetivo de promover um debate técnico e científico sobre a inovações tecnológicas voltadas para a captura de carbono, o CREA-RJ, por meio da Câmara Especializada de Engenharia Química – CEEQ, realizou no dia 28 de maio de 2026, o evento “CarbonAir – Inovação Tecnológica Brasileira em Captura de CO2”. O encontro aconteceu na sede do Conselho, e reuniu engenheiros, professores, pesquisadores, representantes de empresas e estudantes. A mesa de abertura foi formada pelo 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o coordenador da CEEQ, engenheiro químico Lourival Arruda; o coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico Alcestes Guanabarino; e os palestrantes do dia, a cofundadora e CEO da CarbonAir Energy, Bianca Peres Pinto, e o cofundador e CTO da CarbonAir Energy, José Adolfo Oliveira das Chadas. O 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro, destacou a relevância do evento. “Esse é um evento muito atual e importante, e a grande presença dos profissionais no auditório reforça o interesse ao tema. Eu tenho muita satisfação de estar aqui ao lado do Lourival, do Alcestes, e dos companheiros da CarbonAir.” O coordenador da CEEQ, engenheiro químico Lourival Arruda, reforçou o tema debatido. “Nós vivemos um momento em que desafios climáticos exigem não apenas um compromisso, mas também inovação, desenvolvimento técnico e coragem para transformar as ideias em soluções concretas.” O coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico Alcestes Guanabarino, falou sobre o contexto climático vivido pela humanidade. “Infelizmente a raça humana está destinada a desaparecer, levando em conta o contexto em que vivemos. Além da contribuição negativa gerada pelas pessoas, existem também a ocorrência dos processos naturais que apontam para uma diminuição do oxigênio na atmosfera.” Após a mesa de abertura, a CarbonAir Energy realizou uma palestra técnica por meio de seus dois cofundadores. A primeira deep tech brasileira dedicada ao desenvolvimento e à implementação de soluções de captura e utilização de CO2, por meio de seus dois cofundadores, explicaram os processos técnicos e científicos da empresa. Finalizada a palestra, foi aberto o espaço para perguntas dos presentes no auditório. Ao término do encontro, os palestrantes receberam certificados do CREA-RJ pela participação no evento.o evento.
Plaorc Tech Summit Sul Fluminense reúne profissionais de Engenharia e Gestão em Volta Redonda

O Plaorc Tech Summit Sul Fluminense foi realizado nos dias 27 e 28 de maio, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL). Organizado pela Academia Plaorc, com patrocínio do CREA-RJ, o evento reuniu engenheiros, gestores e líderes operacionais do Sul Fluminense para dois dias de conteúdo técnico, integração profissional e intercâmbio de experiências. Durante o encontro, o Conselho disponibilizou um ponto de atendimento aos participantes. O chefe de gabinete do CREA-RJ, Rodrigo Machado, e o 1º diretor das Regionais do Conselho, engenheiro civil e de Segurança do Trabalho Luciano da Silveira Pereira, participaram da cerimônia de abertura, representando a instituição. Em sua fala, Luciano Pereira ressaltou que, embora a tecnologia seja fundamental para o avanço e para o desenvolvimento da sociedade, são os profissionais que fazem com que ela aconteça. “Quanto mais avançada a tecnologia, maior a necessidade de profissionais qualificados, éticos e tecnicamente capacitados para interpretar os dados, tomar decisões e assumir responsabilidades técnicas sobre esses resultados”, disse. Ao longo da programação, o Plaorc abordou temas relacionados à governança, produtividade e previsibilidade em projetos, com foco na aplicação prática das discussões à realidade industrial e empresarial da região. A proposta do evento foi promover a integração entre planejamento, Engenharia e execução, estimulando o intercâmbio entre profissionais, empresas e organizações do Sul Fluminense. Fundada em 2005 e sediada em Volta Redonda, a Plaorc atua nas áreas de planejamento, custos e gestão de projetos, com atividades voltadas ao desenvolvimento de soluções para empreendimentos industriais. O Tech Summit Sul Fluminense integra a agenda da Academia Plaorc de capacitação e desenvolvimento profissional direcionada ao setor de Engenharia.
IBGE celebra 90 anos de produção de informações estratégicas sobre o país

Em 29 de maio de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) completa 90 anos de instalação oficial, consolidando uma trajetória marcada pela produção de informações estratégicas para o conhecimento do território brasileiro e o planejamento nacional. Ao longo de nove décadas, o instituto tornou-se a principal referência do país na produção de dados estatísticos, geográficos, cartográficos e socioeconômicos, desempenhando papel fundamental na compreensão das transformações populacionais, urbanas, econômicas e ambientais do Brasil. A origem do IBGE remonta à criação do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1934, durante o processo de modernização administrativa promovido pelo governo federal na década de 1930. A instalação oficial do órgão ocorreu em 29 de maio de 1936, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Pouco depois, em 1937, foi incorporado ao instituto o Conselho Brasileiro de Geografia, iniciativa que consolidou a integração entre Estatística e Geografia como eixo estruturante da instituição. Em 1938, o órgão passou a adotar a denominação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mantendo até hoje a característica singular de reunir produção estatística e conhecimento territorial em uma mesma estrutura institucional. Desde então, o IBGE passou a desempenhar função estratégica para o Estado brasileiro, estruturando sistemas nacionais de informação capazes de retratar a realidade do país em diferentes dimensões. Os censos demográficos, realizados periodicamente, tornaram-se alguns dos principais instrumentos de conhecimento sobre a população brasileira, permitindo acompanhar o crescimento populacional, os movimentos migratórios, a urbanização e as mudanças nas condições de vida da sociedade ao longo das décadas. Além das pesquisas estatísticas, o instituto também consolidou ampla atuação na área das Geociências, desenvolvendo trabalhos de cartografia, geodésia, mapeamento territorial e produção de bases geoespaciais utilizadas em planejamento urbano, infraestrutura, gestão ambiental e desenvolvimento regional. A integração entre informações estatísticas e territoriais transformou o IBGE em uma referência técnica fundamental para órgãos públicos, universidades, centros de pesquisa e setores produtivos. Os levantamentos produzidos pelo instituto subsidiam políticas públicas em áreas como saúde, educação, mobilidade, saneamento, habitação e meio ambiente, além de orientarem investimentos públicos e privados. As informações produzidas pelo IBGE também são utilizadas na definição de indicadores econômicos e sociais, na distribuição de recursos federais e na elaboração de estudos sobre desigualdades regionais e dinâmicas territoriais. Ao longo de sua história, o instituto acompanhou as profundas transformações do território brasileiro, registrando o avanço da urbanização, a expansão das fronteiras agrícolas, o crescimento das cidades, as mudanças econômicas e a reorganização regional do país. Paralelamente, incorporou novas tecnologias e metodologias de coleta e processamento de dados, ampliando o acesso público à informação e fortalecendo a produção de conhecimento técnico sobre o Brasil. Nas comemorações dos 90 anos, o IBGE tem promovido uma série de ações institucionais e lançamentos comemorativos que ressaltam a importância da informação pública na formulação de políticas e no fortalecimento da cidadania. A campanha institucional “Meu Brasil, Nosso IBGE”, lançada neste ano, reforça o papel histórico da instituição na construção de um retrato amplo e permanente do país.
IBGE lança 8ª edição da Pesquisa de Inovação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou, em 25 de maio de 2026, a 8ª edição da Pesquisa de Inovação (PINTEC), levantamento de periodicidade trienal que tem como objetivo construir indicadores das atividades de inovação em empresas com dez ou mais pessoas ocupadas nos setores industrial, de eletricidade e gás e em segmentos selecionados de serviços. O evento foi realizado na Casa Brasil IBGE, no Palácio da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo IBGE Digital. A pesquisa, realizada pelo IBGE desde o início dos anos 2000, havia sido interrompida após a publicação relativa ao triênio encerrado em 2017, acumulando quase uma década sem atualização. A ausência de dados comprometia a formulação de políticas públicas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além de dificultar a avaliação de instrumentos como a Lei do Bem, principal mecanismo de incentivo fiscal à inovação no setor privado. A nova edição cobrirá os anos de 2023, 2024 e 2025 e incorpora atualizações metodológicas alinhadas aos padrões internacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e do Manual de Oslo 2018. O escopo temático foi ampliado para incluir dimensões como inovação verde, transformação digital, inteligência artificial, automação, propriedade intelectual e práticas ambientais. A coleta de dados conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), e com a participação de bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: Agência IBGE