CREA-RJ reúne 150 delegados em debates no 12º Congresso Estadual de Profissionais

O vice-presidente do CREA-RJ, Alberto Balassiano; o deputado Luiz Paulo; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; e o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, reunidos pouco antes do início dos trabalhos do 12° CEP Em mobilização histórica, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) reuniu no sábado, dia 2 de agosto, cerca de 150 delegados no 12º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), em que foram discutidos cinco temas propostos pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) – Acessibilidade e Mobilidade Urbana, Saneamento Básico, Engenharia Pública, Qualidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável Energético.  No encontro ocorrido Hotel Windsor Guanabara, no Centro, durante todo o sábado, foram eleitos 30 delegados (dez com mandatos de conselheiros e inspetores e 20 sem mandato), que vão levar um total de dez propostas, duas de cada eixo temático, para o Congresso Nacional de Profissionais, que será realizado após a 80ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA), em Vitória (ES). As propostas vencedoras, após o congresso nacional, vão nortear as diretrizes do Confea para os próximos três anos. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, manifestou satisfação com a mobilização dos engenheiros do Sistema Confea/CREA em torno de temas considerados essenciais para o desenvolvimento da sociedade. “Pela primeira vez, o CREA se mobiliza em um patamar onde temos 150 delegados disputando 30 vagas para participar do Congresso Nacional de Profissionais. Foram cerca de uma centena de propostas apresentadas nas mais diversas regiões do nosso estado. Então, temos os 92 municípios representados aqui, numa dinâmica onde cinco eixos temáticos vão ser debatidos para apresentar modificações que sejam significativas, tanto para o Sistema Confea/CREA e Mútua, como para o nosso país, estado e municípios, principalmente os municípios”, destacou Fernández. O primeiro vice-presidente do CREA-RJ, Alberto Balassiano, coordenador do CEP, lembrou que o evento é realizado de três em três anos pelo Confea com apoio dos CREAs em todo o país. “A Engenharia Pública e o Saneamento Básico foram os temas que mais atraíram a atenção dos engenheiros no estado do Rio”, observou Balassiano, lembrando que o Congresso de sábado foi resultado de encontros microrregionais em nove municípios do estado do Rio de Janeiro.  Além de Fernández e Balassiano, participaram da mesa as seguintes autoridades: o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; a conselheira federal Carmem Petraglia e vice-presidente do Centro Cultural da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio (Seaerj) e representando o presidente do Confea, Vinicius Marchese; o diretor-geral da Mútua RJ, Jamerson Freitas; e o deputado estadual e engenheiro Luiz Paulo Corrêa da Rocha, em seu quinto mandato. Luiz Paulo e Francis Bogossian foram homenageados com quadro com o mapa do estado do Rio e uma placa nominal. O quadro foi entregue pelo presidente do CREA-RJ, como reconhecimento do trabalho feito pelos dois engenheiros. Engenheiro civil formado pela UFRJ em 1972 com mestrado em transporte pela COPPE UFRJ, o deputado Luiz Paulo parabenizou os engenheiros e o CREA pela realização do Congresso. “A Engenharia Civil precisa ser retomada no nosso país. E o órgão da classe do Rio de Janeiro, que é o nosso CREA, está tendo muitas iniciativas importantes. Temos aqui representantes dos mais diversos municípios, de Porciúncula, de Itaperuna. Então, eu acho muito importante essa integração, lutando pela melhoria da qualidade de vida da população, propondo soluções para os problemas como mobilidade urbana, meio ambiente. Enfim, é um congresso muito bom tecnicamente e também politicamente”, afirmou Luiz Paulo, que em sua palestra defendeu a retomada de investimentos públicos nos transportes ferroviários com a recuperação da SuperVia e a expansão do metrô. O presidente do Clube de Engenharia, professor Francis Bogossian, enfatizou a necessidade de os profissionais de Engenharia buscarem a unidade em torno das propostas a serem apresentadas pelos delegados do CEP: “Este Congresso tem uma importância enorme, em que precisamos de maior unidade entre os engenheiros de diversas áreas para a retomada do desenvolvimento da nação brasileira. Eu sempre digo e repito que não há nação que possa prescindir do seu desenvolvimento e não há desenvolvimento sem engenharia em todas as áreas de atuação”, afirmou Bogossian, à frente da entidade mais longeva do Sistema Confea, fundada em 1880. Bogossian – que defendeu a criação de um departamento nacional de prevenção de catástrofes – pediu licença para ler a “Carta ao Povo Brasil – a soberania está em risco”, divulgada em 1º de agosto, na qual “o Clube de Engenharia do Brasil repudia as agressões do governo dos Estados Unidos da América à Soberania, ao processo de desenvolvimento e à democracia no país”. Foi bastante aplaudido. Entre os 20 delegados eleitos sem mandato está a engenheira florestal Alessandra Brito de Carvalho, formada há três anos na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Ela teve aprovada sua proposta para que o Sistema Confea/CREA dê maior visibilidade a projetos socioambientais apresentados por pequenas e médias empresas que muitas vezes não conseguem ser implementados. “O CNP é uma oportunidade estratégica para que engenheiros e empreendedores transformem propostas em políticas públicas, impulsionem negócios de impacto e fortaleçam o protagonismo técnico da Engenharia no desenvolvimento sustentável. Assim, colocamos a Engenharia a serviço da vida e da sociedade”, defendeu Alessandra.

CREA-RJ realiza evento online em comemoração ao Dia Interamericano da Qualidade do Ar

A poluição do ar é um problema de saúde pública global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar com altos níveis de poluentes, o que leva a cerca de sete milhões de mortes prematuras anualmente. Entre as principais doenças associadas estão problemas respiratórios, cardiovasculares e até câncer de pulmão. Com o objetivo de celebrar o Dia Interamericano da Qualidade do Ar e debater esse importante tema para a vida do planeta, o CREA-RJ, por meio de sua Câmara Especializada de Agronomia realiza o evento comemorativo em alusão à data, que tem como tema “Qualidade de Vida é a Nossa meta”.  O público-alvo são os meteorologistas, todos os profissionais do Sistema Confea/Crea e a sociedade em geral. Inscreva-se! Programação: 19h – Abertura do evento com o Coordenador-Adjunto da CEAgro, Meteorologista Anselmo de Souza Pontes 19h10 – Palestra com a Química Ind. Dra. Adriana Gioda | Laboratório de Química Atmosférica, Departamento de Química  – PUC-Rio 19h35 – Palestra com Hugo Alves | Coordenador Comercial da ACOEM-JCTM 19h50 – Palestra com Meteorologista Leonardo Justo | Chefe do Serviço de Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar do INEA 20h15 – Perguntas 20h30 – Encerramento

Aperfeiçoamento do esgoto sanitário é foco de palestras no CREA-RJ

Com o objetivo de apresentar uma tecnologia de baixo custo e de alta eficiência para o tratamento de esgoto sanitário, de forma a atender à legislação ambiental, o CREA-RJ, por meio da sua Câmara Especializada de Engenharia Química (CEEQ), realizou no dia 30 de julho a palestra “Otimização da Fossa Convencional como Reator Anaeróbio Otimizado”. O evento aconteceu na sede do Conselho e teve como público-alvo engenheiros químicos e sanitaristas ambientais. A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da CEEQ, engenheiro químico e de segurança do trabalho Lourival Arruda Júnior; o coordenador-adjunto da CEEQ, engenheiro químico sanitarista e de segurança do trabalho Odair Paes de Jesus; a coordenadora-adjunta da Comissão de Meio Ambiente (CMA), engenheira civil e de segurança do trabalho Marlise de Matosinhos Vasconcellos; o 3° diretor financeiro do CREA-RJ, engenheiro civil Luiz Carneiro; o mestre em saneamento ambiental pela ENSP Fiocruz, João Marcelo Barbosa; e o engenheiro sanitarista Benito Piropo Da-Rin. Lourival Arruda Júnior destacou a relevância da discussão para o cenário atual. “Estamos diante de uma realidade em que o saneamento básico ainda é um grande desafio no Brasil. Segundo os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, milhões de brasileiros vivem sem acesso adequado ao tratamento de esgoto. Nesse cenário, soluções descentralizadas e otimizadas são alternativas de altíssimo impacto”, afirma. Na primeira apresentação técnica do encontro, João Marcelo Barbosa trouxe o tema “Sistema Anaeróbio Avançado” e explicou sobre a origem desse debate. “Esse tema nasce de uma demanda da Caixa Econômica Federal, que, no ano de 2008, prevendo o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, pediu um estudo às universidades a respeito das estações de tratamento de esgotos que foram construídas sob o financiamento da Caixa Econômica Federal ao longo do tempo”, disse. A segunda apresentação técnica, “Reator Passivo Otimizado”, conduzida por Odair Paes de Jesus, apontou as especificidades da fossa séptica. “Uma fossa séptica para atender 100 pessoas, por exemplo, precisa ter 2,5m de diâmetro por 2m de profundidade. Às vezes um sistema apenas não atende, então é necessário fazer dois em paralelo para conseguir ser efetivo”. Ao final da programação, os palestrantes tiraram as dúvidas dos presentes no auditório.