
Com o objetivo de promover a redução dos índices de acidentes, doenças ocupacionais, fatalidades e os custos decorrentes desses eventos, em 27 de julho é comemorado o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho. Oficializada no Brasil em 1972, a data faz referência à publicação das Portarias nº 3.236 e 3.237, que instituíram o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador, regulamentando a formação de profissionais de enfermagem, médicos do trabalho e engenheiros de segurança do trabalho.
Segundo dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego — MTE, em 2025 foram registrados 806.011 acidentes e 3.644 mortes no trabalho. O mesmo relatório indica que entre 2020 e 2025, houve um aumento de 65,8% nos acidentes, enquanto os óbitos cresceram 60,8%. Uma outra pesquisa, dessa vez da Secretaria de Inspeção do Trabalho — SIT, registrou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes no país entre 2016 e 2025, além de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários.
As iniciativas que estabelecem a prevenção contra acidentes de trabalho buscam preservar a integridade física dos funcionários, bem como proteger a empresa de possíveis penalizações e falhas de manutenção. Além disso, a corporação consegue evitar custos como indenizações, transporte do funcionário acidentado, gastos com materiais danificados, afastamentos, contrato de mão de obra temporária, reabilitação do colaborador, entre outros.
A Engenharia é um dos pilares que asseguram essas condições dignas. São os(as) engenheiros(as) de segurança do trabalho que desenvolvem programas de supervisão em instalações, máquinas e equipamentos, podendo emitir laudos técnicos ao identificar e corrigir possíveis erros que colocam a integridade de funcionários em perigo. A Engenharia de Segurança do Trabalho também é designada a estudar aspectos ergonômicos (associação entre saúde, bem-estar e segurança aplicada a ambientes laborais), psicológicos e médicos.
As medidas adotadas para a prevenção variam de acordo com o tipo de atividade exercida na empresa e nas tecnologias empregadas diariamente no processo industrial. Por parte dos funcionários, é fundamental utilizar equipamentos que fazem parte de protocolos de segurança. Eles podem ser divididos entre Equipamentos de Proteção Individual — EPIs, e Equipamentos de Proteção Coletiva — EPCs. A saúde e a segurança ocupacional estão diretamente ligadas à exigência desses itens e as suas aplicações adequadas.
Fonte: Gov.br e G1