Câmara Especializada de Engenharia Civil – CEEC 2026
INSTALADA 12.01.2026) Coordenadora MARLISE DE MATOSINHOS VASCONCELLOS – Engª. Civil Obs: (Mandato de 12.01.2026 até a reunião de instalação da câmara, no ano seguinte) Coordenador-Adjunto TERCIO CESAR DE QUEIROZ FILHO– Eng. Civil Obs: (Mandato de 12.01.2026 até 31.12.2026) Membros ALAN DUARTE MARQUI – Eng. Civil ALAN MORAES SOARES – Eng. Civil ALEXANDRE JULIO LOPES DE ALMEIDA – Eng. Civil ALTAMIRANDO FERNANDES MORAES ANNA PAULA BOURDON – Engª Civil ANTONIO PEREIRA MONTEIRO – Eng. Civil CARLOS EDUARDO SOARES CANEJO PINHEIRO DA CUNHA – Eng. Civil CLAUDIA DO ROSÁRIO VAZ MORGADO – Engª Civil CLAUDIA MARIA DE OLIVEIRA CAMPOS – Engª Civil CLAUDIO BARCELOS DUTRA – Eng. Civil DANIELA GALDINO SANTOS DAVIDSON FERREIRA DOS SANTOS – Eng. Sanitarista e Ambiental DIEGO LUIZ FONSECA – Eng. Ambiental ENILSON SALINO BRAGA – Eng. Civil IARA MARIA LINHARES NAGLE – Engª Civil ICARO MORENO JUNIOR – Eng. Civil TÁLICO BOMBONATO – Eng. Civil JULIO ARTUR VILLAS BOAS – Eng. Civil JULIO CESAR SOBRAL PINTO DIAS – Eng. Civil LUCIANO DA SILVEIRA PEREIRA – Eng. Civil LUIZ CARNEIRO DE OLIVEIRA – Eng. Civil LUIZ FRANCISCO DE MENEZES BARBOSA – Eng. Civil PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA RAMOS – Eng. Civil RIVAMAR DA COSTA MUNIZ – Eng. Civil ROBERTO BRESSAN NACIF – Eng. Civil RÔMULO RODRIGUES COELHO DELFINO SOUZA – Eng. Civil SERGIO NISKIER – Eng. Civil e de Segurança do Trabalho TATIANA DA SILVA FERREIRA – Engª Civil TENEUZA MARIA CAVALCANTI FERREIRA–Engª de Operação-Construção Civil Representante do Plenário Catia Maria Cavalcanti Pereira – Engª Eletricista
Pesquisa em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia origina biotecido alternativo ao couro
A busca por alternativas sustentáveis a materiais de origem animal e petroquímica tem impulsionado pesquisas ligadas à Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia em universidades brasileiras. Um dos resultados dessa frente é um biotecido produzido a partir de micélio, estrutura vegetativa de fungos formada por filamentos interligados, capaz de reproduzir a aparência e a textura do couro tradicional sem o uso de matéria-prima animal. O projeto teve origem em 2019, a partir de um trabalho de conclusão de curso desenvolvido no Laboratório de Fermentações do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, no Campus Ponta Grossa da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A pesquisa deu origem à empresa Mush, incubada pela própria universidade. O processo consiste no cultivo de micélio sobre resíduos agroindustriais, como bagaço de cana, serragem e restos de milho. O fungo se desenvolve formando uma rede de filamentos que consolida esses resíduos em uma estrutura moldável, biodegradável e com propriedades mecânicas similares às do couro animal. A partir dessa base tecnológica, foi criada uma segunda empresa voltada especificamente à aplicação têxtil do material, direcionada aos setores de moda, mobiliário e automotivo. Avaliações de ciclo de vida conduzidas por laboratório vinculado à própria universidade indicam redução expressiva de impacto ambiental do biotecido em comparação ao couro bovino e a materiais sintéticos derivados de petróleo, tanto em emissões de carbono quanto em consumo de água ao longo do processo produtivo. A empresa também reportou avanços no processo produtivo, com redução do tempo de cultivo do micélio e ampliação da capacidade de produção. em 2025, A tecnologia foi reconhecida na primeira edição do Prêmio FORTEC de Inovação, promovido pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) – premiação nacional voltada à inovação e à transferência de tecnologia entre universidades e empresas, na categoria de patente concedida ou pedido de patente, representando a região Sul do país.
Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho
Com o objetivo de promover a redução dos índices de acidentes, doenças ocupacionais, fatalidades e os custos decorrentes desses eventos, em 27 de julho é comemorado o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho. Oficializada no Brasil em 1972, a data faz referência à publicação das Portarias nº 3.236 e 3.237, que instituíram o Plano Nacional de Valorização do Trabalhador, regulamentando a formação de profissionais de enfermagem, médicos do trabalho e engenheiros de segurança do trabalho. Segundo dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego — MTE, em 2025 foram registrados 806.011 acidentes e 3.644 mortes no trabalho. O mesmo relatório indica que entre 2020 e 2025, houve um aumento de 65,8% nos acidentes, enquanto os óbitos cresceram 60,8%. Uma outra pesquisa, dessa vez da Secretaria de Inspeção do Trabalho — SIT, registrou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes no país entre 2016 e 2025, além de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários. As iniciativas que estabelecem a prevenção contra acidentes de trabalho buscam preservar a integridade física dos funcionários, bem como proteger a empresa de possíveis penalizações e falhas de manutenção. Além disso, a corporação consegue evitar custos como indenizações, transporte do funcionário acidentado, gastos com materiais danificados, afastamentos, contrato de mão de obra temporária, reabilitação do colaborador, entre outros. A Engenharia é um dos pilares que asseguram essas condições dignas. São os(as) engenheiros(as) de segurança do trabalho que desenvolvem programas de supervisão em instalações, máquinas e equipamentos, podendo emitir laudos técnicos ao identificar e corrigir possíveis erros que colocam a integridade de funcionários em perigo. A Engenharia de Segurança do Trabalho também é designada a estudar aspectos ergonômicos (associação entre saúde, bem-estar e segurança aplicada a ambientes laborais), psicológicos e médicos. As medidas adotadas para a prevenção variam de acordo com o tipo de atividade exercida na empresa e nas tecnologias empregadas diariamente no processo industrial. Por parte dos funcionários, é fundamental utilizar equipamentos que fazem parte de protocolos de segurança. Eles podem ser divididos entre Equipamentos de Proteção Individual — EPIs, e Equipamentos de Proteção Coletiva — EPCs. A saúde e a segurança ocupacional estão diretamente ligadas à exigência desses itens e as suas aplicações adequadas. Fonte: Gov.br e G1