
No dia 6 de maio é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Cartógrafo(a). Instituída pela Sociedade Brasileira de Cartografia (SBC), a escolha da data faz referência ao primeiro trabalho cartográfico realizado no Brasil em 1500, pelo Mestre João, astrônomo da frota de Pedro Álvares Cabral, que determinou a latitude da Baía de Cabrália.
O curso de Engenharia Cartográfica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 197 publicada em 16 de outubro de 1970 pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA).
Os(as) profissionais dessa área são responsáveis por executar mapeamento, processamento, análise e representação gráfica de dados geoespaciais, atuando em projetos que envolvem planejamento urbano, construção civil, meio ambiente, recursos naturais e transporte. O papel dos engenheiros(as) cartógrafos(as) é fundamental no desenvolvimento. Eles(as) trabalham por meio da coleta, análise e interpretação de dados geográficos para criar mapas, plantas e modelos 3D mais precisos.
Graduação
Com uma carga horária média que gira em torno de 3.600 a 4.600 horas, distribuídas em um período de 5 anos, equivalente a 10 semestres, o curso de Engenharia Cartográfica confere o título de bacharelado ao aluno. A grade curricular inclui disciplinas como Topografia, Geodésia, Fotogrametria, Sensoriamento Remoto, Cartografia Digital e SIG (Sistemas de Informações Geográficas), preparando o estudante para se tornarem especialistas em em ciência, tecnologia e Geografia.
Durante a graduação, há também um intenso trabalho prático, com um alto índice de atividades em laboratório, por meio da utilização de softwares e hardwares de ponta, além de trabalho de campo. Essas práticas, juntas das disciplinas, ajudam a preparar os estudantes para se tornarem especialistas em ciência, tecnologia e Geografia.
Pós-graduação e áreas de atuação
A pós-graduação pode ser realizada em formato presencial ou EAD, durando em torno de 12 a 15 meses, seguindo a grade curricular planejada de acordo com as diretrizes de cada instituição de ensino . As aulas trabalham aprofundando conceitos como Geotecnologias, Geodésia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.
O seguimento da carreira de um(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) é promissor, com as oportunidades no mercado de trabalho variando entre órgãos governamentais, empresas de Engenharia, mineração e consultorias ambientais. É uma área que busca regularmente meios inovadores e sustentáveis para os desafios encontrados. Veja algumas áreas de atuação:
– Aerofotogrametria e Sensoriamento Remoto: nesta área, o(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) possui atuação estratégica e técnica, trabalhando na coleta, processamento e análise de dados da superfície terrestre. O mapeamento muitas vezes é feito por meio de drones (UAVs/RPAS), para adquirir imagens de alta resolução.
– Geodésia: os(as) profissionais que desempenham esse papel lidam com a medição e representação da Terra, incluindo suas formas, dimensões e campos gravitacionais. Ao mapear grandes áreas, é necessário sistemas de coordenadas, projeções cartográficas e cálculos para garantir uma maior precisão.
– Cadastro Técnico Municipal/Ambiental: é uma área voltada para o planejamento urbano e espacial, por meio da coleta e processamento de dados, onde serve de base para o planejamento urbano e a gestão ambiental.
– Sistemas de Informação Geográfica – SIG: os(as) profissionais designados para esta função, desenvolvem bancos de dados geográficos, bem como análise espacial e criação de mapas digitais, visando a tomada de decisão em logística, marketing e saúde.
Fonte: Gov.br, Sienge
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