Brazil Water Week 2026 reúne especialistas para debater água, clima e saneamento 

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) vai realizar a quarta edição da Brazil Water Week 2026, consolidada como um dos principais encontros internacionais dedicados à discussão de água e saneamento no país. O evento, que tem apoio do Sistema CONFEA/CREA e MÚTUA, ocorrerá entre os dias 25 e 29 de maio de 2026, em formato integralmente online, com transmissão em português e inglês e acesso ao conteúdo disponível por até 90 dias após a programação. Com o tema central “Conectando soluções: água, clima e desenvolvimento sustentável”, a edição de 2026 busca articular debates técnicos e institucionais sobre os desafios contemporâneos da gestão hídrica, com ênfase na integração entre sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e políticas públicas. O evento reunirá especialistas, pesquisadores, gestores públicos e profissionais do setor de diferentes países. A programação está estruturada em sete eixos temáticos principais: equidade e acesso ao saneamento; ciclo sustentável do saneamento, com foco em esgoto, reúso e economia circular; desafios regulatórios; saneamento digital e operações inteligentes; cooperação global e diplomacia da água; adaptação climática e resiliência hídrica; e água segura, associada à saúde e sustentabilidade. Ao longo dos cinco dias, estão previstas cerca de 20 sessões de discussão, além de atividades preparatórias anteriores ao evento, abordando desde tecnologias para tratamento de efluentes até estratégias de adaptação às mudanças climáticas e modelos de governança no setor. Clique e acesse o site do evento para mais informações.

Palácio Tiradentes: há 100 anos um símbolo da democracia brasileira

Localizado no centro histórico do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes completa 100 anos como um dos mais importantes marcos da Engenharia, da Arquitetura e da vida política do país. Mais do que sede do Poder Legislativo Fluminense, o edifício ocupa um terreno que concentra cerca de quatro séculos da História do Brasil. Antes mesmo da construção do palácio, o local já exercia papel central na administração pública, desde o período colonial. Por volta de 1640, foi erguido ali o primeiro edifício que abrigava a Câmara da cidade, onde atuavam três vereadores eleitos de forma indireta, com mandatos de apenas um ano.  A eles cabia a gestão da cidade e das finanças públicas, cujo dinheiro era guardado em um cofre conhecido como “burra”, que só podia ser aberto com três chaves, uma sob responsabilidade de cada vereador. Prisão de Tiradentes No mesmo espaço funcionava também a antiga cadeia da cidade, chamada “Cadeia Velha” ou “Cadeia da Relação”. Foi nesse local que esteve preso por três dias o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, figura central da Inconfidência Mineira.  Após permanecer detido por 1.072 dias na Ilha das Cobras, ele foi transferido para a Cadeia da Relação, de onde partiu, após três dias, para sua execução, em 21 de abril de 1792,um dos episódios mais emblemáticos da história brasileira. O Palácio A antiga edificação foi demolida em 1922, já em condições precárias, para dar lugar a um novo projeto arquitetônico monumental. Inspirado no Grand Palais de Paris, o Palácio Tiradentes foi projetado em estilo eclético pelos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet, sendo inaugurado em 6 de maio de 1926. Durante mais de três décadas, entre 1926 e 1960, quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do país, o edifício sediou a Câmara dos Deputados, período em que recebeu a posse de todos os presidentes da República, de Washington Luís a Juscelino Kubitschek.  O Palácio também atravessou momentos marcantes da história política nacional, como o Estado Novo (1937–1945), quando o Parlamento foi fechado por Getúlio Vargas e o prédio passou a abrigar o Ministério da Justiça e o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão responsável pela censura do regime. Sede da Alerj Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o Palácio Tiradentes iniciou uma nova fase, passando a sediar a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara. Em 1975, com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, tornou-se a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Desde 2021, o Palácio Tiradentes funciona como sede histórica da Alerj e local para sessões solenes, enquanto a sede administrativa e o plenário das sessões ordinárias foram transferidos para o Edifício Lúcio Costa   Cultura e memória Além de sua relevância política e institucional, o Palácio Tiradentes também se consolidou como espaço de cultura e memória. Desde a criação do projeto de visitação guiada, em 1998, o local passou a receber visitantes interessados em conhecer de perto sua história, arquitetura e importância para a democracia brasileira.  As suas escadarias, galerias, corredores e espaços como o plenário Barbosa Lima Sobrinho, a biblioteca e o salão nobre também abrigam manifestações culturais, apresentações artísticas e atividades abertas ao público. Ao completar um século de existência, o Palácio Tiradentes reafirma seu papel como um dos principais símbolos da democracia no Brasil, um espaço onde passado, presente e futuro se encontram na construção contínua da história nacional. Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) Confira o vídeo.

Dia do(a) Engenheiro(a) Cartógrafo(a)

No dia 6 de maio é comemorado o Dia do(a) Engenheiro(a) Cartógrafo(a). Instituída pela Sociedade Brasileira de Cartografia (SBC), a escolha da data faz referência ao primeiro trabalho cartográfico realizado no Brasil em 1500, pelo Mestre João, astrônomo da frota de Pedro Álvares Cabral, que determinou a latitude da Baía de Cabrália. O curso de Engenharia Cartográfica foi regulamentado pelo Ministério da Educação – MEC, e as atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução Nº 197 publicada em 16 de outubro de 1970 pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA).  Os(as) profissionais dessa área são responsáveis por executar mapeamento, processamento, análise e representação gráfica de dados geoespaciais, atuando em projetos que envolvem planejamento urbano, construção civil, meio ambiente, recursos naturais e transporte. O papel dos engenheiros(as) cartógrafos(as) é fundamental no desenvolvimento. Eles(as) trabalham por meio da coleta, análise e interpretação de dados geográficos para criar mapas, plantas e modelos 3D mais precisos. Graduação Com uma carga horária média que gira em torno de 3.600 a 4.600 horas, distribuídas em um período de 5 anos, equivalente a 10 semestres, o curso de Engenharia Cartográfica confere o título de bacharelado ao aluno. A grade curricular inclui disciplinas como Topografia, Geodésia, Fotogrametria, Sensoriamento Remoto, Cartografia Digital e SIG (Sistemas de Informações Geográficas), preparando o estudante para se tornarem especialistas em em ciência, tecnologia e Geografia. Durante a graduação, há também um intenso trabalho prático, com um alto índice de  atividades em laboratório, por meio da utilização de softwares e hardwares de ponta, além de trabalho de campo. Essas práticas, juntas das disciplinas, ajudam a preparar os estudantes para se tornarem especialistas em ciência, tecnologia e Geografia. Pós-graduação e áreas de atuação A pós-graduação pode ser realizada em formato presencial ou EAD, durando em torno de 12 a 15 meses, seguindo a grade curricular planejada de acordo com as diretrizes de cada instituição de ensino . As aulas trabalham aprofundando conceitos como Geotecnologias, Geodésia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.  O seguimento da carreira de um(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) é promissor, com as oportunidades no mercado de trabalho variando entre órgãos governamentais, empresas de Engenharia, mineração e consultorias ambientais. É uma área que busca regularmente meios inovadores e sustentáveis para os desafios encontrados. Veja algumas áreas de atuação: – Aerofotogrametria e Sensoriamento Remoto: nesta área, o(a) engenheiro(a) cartógrafo(a) possui atuação estratégica e técnica, trabalhando na coleta, processamento e análise de dados da superfície terrestre. O mapeamento muitas vezes é feito por meio de drones (UAVs/RPAS), para adquirir imagens de alta resolução. – Geodésia: os(as) profissionais que desempenham esse papel lidam com a medição e representação da Terra, incluindo suas formas, dimensões e campos gravitacionais. Ao mapear grandes áreas, é necessário sistemas de coordenadas, projeções cartográficas e cálculos para garantir uma maior precisão. – Cadastro Técnico Municipal/Ambiental: é uma área voltada para o planejamento urbano e espacial, por meio da coleta e processamento de dados, onde serve de base para o planejamento urbano e a gestão ambiental. – Sistemas de Informação Geográfica – SIG: os(as) profissionais designados para esta função, desenvolvem bancos de dados geográficos, bem como análise espacial e criação de mapas digitais, visando a tomada de decisão em logística, marketing e saúde.   Fonte: Gov.br, Sienge Confira o vídeo.