
Focada na restauração completa, infraestrutura, modernização e melhorias de acessibilidade, a reforma no Palacete do Parque Lage, onde funciona a Escola de Artes Visuais, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, iniciada em maio de 2025, está prevista para ser finalizada até julho deste ano.
Com um investimento de R$ 21,4 milhões, as obras estão sendo realizadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (SEIOP). Durante o período, a estrutura está fechada para visitação, mantendo apenas os jardins externos abertos ao público.
O Parque Lage é o segundo ponto turístico mais visitado do Rio de Janeiro, perdendo apenas para o Cristo Redentor. Recebe cerca de 1 milhão de pessoas por ano, sendo considerado patrimônio histórico e cultural da cidade.

Um pouco de História
Inicialmente, o terreno serviu como um engenho de açúcar, no século XVI, culminando na posse do empresário Henrique Lage, que adquiriu a propriedade nos anos 1920 para agradar sua esposa, a cantora lírica italiana Gabriela Besanzoni. Contratou o arquiteto italiano Mario Vodret, que projetou um palacete em estilo eclético, com pátio central, piscina e jardins geométricos.
Por muito tempo, o local recebeu figuras importantes da sociedade, se tornando representativo também na parte política. Em 1957, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconhecendo seu valor como patrimônio paisagístico, ambiental e cultural.
No ano de 1975, o artista plástico Rubens Gerchman fundou no palacete a Escola de Artes Visuais (EAV), passando a oferecer cursos, oficinas e exposições. Há 50 anos, a escola divide o espaço com o movimento de visitantes, e, devido ao cenário atual, ela foi transferida para as Cavalariças, instalações que também ficam no Parque Lage, onde permanecerá até as reformas serem finalizadas.
A obra
A obra no Palacete do Parque Lage é a maior intervenção dos últimos 100 anos, e já começou a apresentar recuperação do monumento no 2º semestre de 2025. Com um trabalho minucioso, realizado por profissionais especializados, o processo de restauração envolve a remoção de tinta para preservar a pintura original, a limpeza de pedras e estruturas de concreto, e a higienização sem danificar o ambiente atingido.
Ao término das obras, além da restauração total e da implementação de um espaço mais inclusivo, a EAV retornará ao prédio principal, com o objetivo de que a construção fique mais agregada à escola. O acesso em dias úteis para visitantes ainda será discutido, com a possibilidade do palacete abrir para turismo apenas nos fins de semana e feriados, visando não comprometer as aulas.