Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em celebração ao Dia Internacional da Mulher

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em sua sede, no Centro do Rio, com o tema “Da Luta à Liberdade: Celebrando a Evolução dos Direitos e a Autenticidade Feminina”. 

A coordenadora do programa e diretora administrativa da Mútua-RJ, engenheira Ana Paula Masiero, fala sobre os planos para este ano.

“Começamos 2025 muito alegres, animadas e empolgadas com todos os projetos que vão ser realizados pelo Programa Mulher, afinal de contas nós queremos aumentar cada vez mais a representatividade das mulheres nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências visando esse e tantos outros objetivos em 2025. Aguardem vários projetos maravilhosos desenhados para as mulheres, de modo que possam se sentir pertencentes e abraçadas pelo nosso programa, afinal de contas ele é de todas nós e por todas nós”, afirma.  

A coordenadora executiva do programa, engenheira Mickaela Midon, antecipa algumas atividades que acontecerão ao longo de 2025. 

“O evento de hoje é somente o primeiro de muitos que iremos organizar ao longo do ano. Além disso, teremos workshop de defesa pessoal, de dança, de yoga, além de muitas outras atividades, visando o empreendedorismo e a capacitação das mulheres. Então peço que fiquem de olho nas nossas redes sociais e acompanhem tudo que está vindo por aí”.

A engenheira Teneuza Cavalcanti, coordenadora adjunta do Programa Mulher,  tem vasta experiência no assunto, uma vez que participou, em 2004, do Programa de Equidade de Gênero e Raça do Crea-RJ, precursor do atual programa. Na época, o programa ganhou três selos de Equidade de Gênero e Raça, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.

“Hoje vai se transformar num grande avanço das atitudes que esse conselho tem a tomar com relação ao tratamento às mulheres tanto aqui do nosso sistema interno como do externo levando esse programa a todos os municípios do Rio de Janeiro fazer um entrosamento entre todas esses instituições que tem esse programa para trazer aqui a experiência e nos tornar um participante de convênios que eles possam promover”, avalia Teneuza.  

O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, participou da mesa de abertura.

“É fundamental que a gente traga esse tema para dentro do setor das engenharias, que é uma profissão tradicionalmente com um número muito menor de mulheres participando, mas que vem ao longo dos últimos anos crescendo significativamente. Isso se dá pelos programas e projetos que buscam trazer essa igualdade. Hoje as mulheres dentro do setor já compõem 20% dos profissionais, mas para que haja igualdade tem que chegar à metade. Tem que ser meio a meio. Então, parabéns a vocês, mulheres profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. Celebrem bastante e sirvam de referência para as novas profissionais cada vez mais para que a gente possa alcançar a igualdade no noso Sistema”, afirmou Miguel Fernández.

A conselheira federal, engenheira Carmen Lúcia Petraglia, representou o presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese no evento. 

“Nós tivemos um aumento grande na quantidade de profissionais mulheres nas nossas áreas. Em 2019 nós tínhamos 12 a 13% e agora já temos 20%. Agora estamos indo para uma fase mais importante ainda que é a conquista de um ambiente profissional mais favorável para as mulheres, mais palatável para a mulher. A ABNT lançou a norma para o combate à discriminação e ao assédio às mulheres. O nosso Sistema aderiu a essa norma e estamos divulgando e implantando não só dentro do Sistema mas também preconizando que as entidades profissionais e as empresas também adotem essa norma”, avalia.

A gerente de relações institucionais e programas estratégicos do CREA-RJ Landijara Duarte prestigiou o evento.

“Hoje nós somos 20% mas nós estamos trabalhando não só para ser um número, mas acima de tudo um número considerado e respeitado dentro das suas particularidades. Como gerente dos programas institucionais a gente esttá aqui para fazer com que esses programas, tanto o Crea Júnior, quanto o Progredir, o ESG e o Programa Mulher possam estar conversando entre si e trazendo para dentro do CREA a realidade unilateral. A gente conversando com a sociedade de forma que ela compreenda a importância de cada um desses programas trazendo de retorno para sociedade a importância de cada um”.

Foram apresentadas duas palestras. A primeira foi “A Evolução dos Direitos das Mulheres”, ministrada pela advogada Alessandra Ulrich, vice-diretora da Diretoria das Mulheres da OAB-RJ.

“O principal desafio hoje da luta feminina no Brasil é fazer com que a legislação, que é muito rica, muito detalhada, seja colocada em prática. Temos uma legislação avançada, reconhecida internacionalmente, mas que sempre busca evitar a violência. Quando ela já está quase consumada, ou quando está consumada, o que nós precisamos, o grande desafio é aplicar essa legislação. E todo esse entendimento que nós temos, porque temos estatísticas muito sólidas e importantes no país e sendo conhecidos pelo mundo inteiro como um país que defende mulheres, nós ainda somos o quinto país que mais mata mulheres”, lamenta Alessandra. 

A palestra “Bem-Estar Sem Moldes – O direito de Ser Quem Somos” foi apresentada pela engenheira Priscilla Carvalhinha, CEO da Ser Lótus.

“Nós mulheres já temos muitas habilidades e basta a gente confiar naquilo que a gente já tem para que a gente possa ocupar os nossos lugares com mais autenticidade e sermos mais protagonistas e estarmos mais presentes no dia a dia e nos lugares de decisão”.

Ao final do evento foi feito um sorteio com distribuição de brindes. Foi uma manhã de muita troca de informações e conhecimento.

Compartilhe a publicação:

Outras Notícias