DC SUMMIT LATAM 2025: Rio de Janeiro recebe evento estratégico de data centers

Com uma taxa de crescimento anual de 11,05%, o setor de data centers (centro de processamento de dados) está em plena expansão no Brasil, impulsionado por investimentos que devem alcançar mais de US$ 3 bilhões até 2029. No entanto, apenas 40% da demanda interna é atendida pela infraestrutura existente, o que reforça a necessidade de novos projetos e aprimoramento técnico. A Engenharia especializada para data centers desempenha um papel essencial nesse avanço. Desde o projeto e construção até a operação, são exigidos conhecimentos avançados em eficiência energética, climatização, segurança de dados, automação e sustentabilidade. Esses fatores são fundamentais para garantir a confiabilidade e a resiliência das infraestruturas que suportam o crescimento exponencial da economia digital. Os engenheiros podem se atualizar sobre data centers no DC Summit Latam, que acontece pela primeira vez nos próximos dias 19 e 20 de março no Rio de Janeiro. O evento vai reunir líderes, especialistas e stakeholders da indústria para debater as tendências e inovações que impulsionam a transformação digital na região. A escolha do Rio de Janeiro para sediar o DC SUMMIT LATAM 2025 reforça o potencial do setor de data centers, tecnologia e infraestrutura. O ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões, destacou as vantagens competitivas da cidade, como a proximidade com grandes centros econômicos, a oferta de energia renovável e o avanço da inovação tecnológica local. Esses fatores posicionam o Rio como um destino estratégico para investimentos no setor, consolidando sua relevância como um hub de tecnologia e dados na América Latina. Estarão presentes no evento Fernanda Curdi, secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, e Miguel Fernández, presidente do Conselho Regional de Engenharia (CREA-RJ), além de especialistas da ASHRAE (Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado), como Tracey Jumper, diretora da Microsoft; e Dustin Demetriou, Senior Tech Staff da IBM. COMO CONCORRER A VAGAS PARA O EVENTO Se você é profissional registrado no CREA-RJ e está com sua anuidade 2025 em dia, pode concorrer a vaga gratuita para o DC Summit Latam, que vai acontecer nos dias 19 e 20 de março, no Hotel Windsor Barra, na Avenida Lúcio Costa Costa 2630, na Barra da Tijuca. Envie um e-mail para [email protected] com seu nome completo e CPF que uma vaga para o evento pode ser sua!
UFRRJ inaugura primeiro museu geológico da Baixada Fluminense, promovendo ciência e educação na região

Na última quarta-feira (12/03), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) inaugurou o Museu de Rochas e Minerais, o primeiro e único museu da Baixada Fluminense dedicado ao estudo de minerais e rochas. Vinculado ao Instituto de Geociências (IGeo), o novo espaço conta com um acervo de mais de 800 amostras e está localizado no campus Seropédica, próximo ao Setor de Avicultura. O museu tem como objetivo estimular a inclusão social e o contato dos estudantes com a ciência, despertando o interesse pela Geologia e suas aplicações. Segundo o reitor da UFRRJ, professor Roberto Rodrigues, a iniciativa é um passo essencial para tornar a universidade mais acessível à população da Baixada Fluminense. “O museu representa um novo ponto de referência para a difusão do conhecimento científico na região. Nosso compromisso é ampliar o acesso à cultura e à ciência para aqueles que estão distantes dos grandes centros”, afirmou o reitor. Expansão e parcerias acadêmicas O Museu de Rochas e Minerais também contribuirá significativamente para as atividades de ensino, pesquisa e extensão da UFRRJ. Seu acervo inclui amostras de diversas regiões do Brasil e do mundo, com parte do material proveniente de pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de 30 anos por cientistas do Instituto de Geociências. A curadora e coordenadora do projeto, professora Soraya Almeida, explicou que a coleção deve crescer em breve, podendo ultrapassar 1.500 amostras catalogadas. “A meta é expandir o acervo e fortalecer parcerias com outras instituições, incentivando novas doações e colaborações acadêmicas”, afirmou. Recentemente, o museu recebeu uma doação de cristais da Bacia do Paraná de um professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Uma das propostas futuras é criar um Museu a Céu Aberto, com um jardim geológico para exposições ao ar livre. Além disso, o museu busca integrar-se a outras unidades da universidade, como a Zootecnia e a Avicultura, explorando as conexões entre a mineralogia e diversas áreas do conhecimento. Integração com outros museus e visitação O Museu de Rochas e Minerais se junta a um conjunto de museus da UFRRJ dedicados às Ciências Naturais, como o Museu de Solos do Brasil, o Museu de Zoologia e o Museu de Química. A universidade pretende criar um programa de visitas integradas entre esses espaços, especialmente aos finais de semana, para ampliar o acesso da comunidade às atividades culturais e científicas. O Museu de Rochas e Minerais estará aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. O agendamento de visitas pode ser feito pelo e-mail: [email protected]. Fonte e fotos: CCS/UFRRJ
Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em celebração ao Dia Internacional da Mulher
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Programa Mulher CREA-RJ realiza evento em sua sede, no Centro do Rio, com o tema “Da Luta à Liberdade: Celebrando a Evolução dos Direitos e a Autenticidade Feminina”. A coordenadora do programa e diretora administrativa da Mútua-RJ, engenheira Ana Paula Masiero, fala sobre os planos para este ano. “Começamos 2025 muito alegres, animadas e empolgadas com todos os projetos que vão ser realizados pelo Programa Mulher, afinal de contas nós queremos aumentar cada vez mais a representatividade das mulheres nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências visando esse e tantos outros objetivos em 2025. Aguardem vários projetos maravilhosos desenhados para as mulheres, de modo que possam se sentir pertencentes e abraçadas pelo nosso programa, afinal de contas ele é de todas nós e por todas nós”, afirma. A coordenadora executiva do programa, engenheira Mickaela Midon, antecipa algumas atividades que acontecerão ao longo de 2025. “O evento de hoje é somente o primeiro de muitos que iremos organizar ao longo do ano. Além disso, teremos workshop de defesa pessoal, de dança, de yoga, além de muitas outras atividades, visando o empreendedorismo e a capacitação das mulheres. Então peço que fiquem de olho nas nossas redes sociais e acompanhem tudo que está vindo por aí”. A engenheira Teneuza Cavalcanti, coordenadora adjunta do Programa Mulher, tem vasta experiência no assunto, uma vez que participou, em 2004, do Programa de Equidade de Gênero e Raça do Crea-RJ, precursor do atual programa. Na época, o programa ganhou três selos de Equidade de Gênero e Raça, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. “Hoje vai se transformar num grande avanço das atitudes que esse conselho tem a tomar com relação ao tratamento às mulheres tanto aqui do nosso sistema interno como do externo levando esse programa a todos os municípios do Rio de Janeiro fazer um entrosamento entre todas esses instituições que tem esse programa para trazer aqui a experiência e nos tornar um participante de convênios que eles possam promover”, avalia Teneuza. O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, participou da mesa de abertura. “É fundamental que a gente traga esse tema para dentro do setor das engenharias, que é uma profissão tradicionalmente com um número muito menor de mulheres participando, mas que vem ao longo dos últimos anos crescendo significativamente. Isso se dá pelos programas e projetos que buscam trazer essa igualdade. Hoje as mulheres dentro do setor já compõem 20% dos profissionais, mas para que haja igualdade tem que chegar à metade. Tem que ser meio a meio. Então, parabéns a vocês, mulheres profissionais das Engenharias, da Agronomia e das Geociências. Celebrem bastante e sirvam de referência para as novas profissionais cada vez mais para que a gente possa alcançar a igualdade no noso Sistema”, afirmou Miguel Fernández. A conselheira federal, engenheira Carmen Lúcia Petraglia, representou o presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese no evento. “Nós tivemos um aumento grande na quantidade de profissionais mulheres nas nossas áreas. Em 2019 nós tínhamos 12 a 13% e agora já temos 20%. Agora estamos indo para uma fase mais importante ainda que é a conquista de um ambiente profissional mais favorável para as mulheres, mais palatável para a mulher. A ABNT lançou a norma para o combate à discriminação e ao assédio às mulheres. O nosso Sistema aderiu a essa norma e estamos divulgando e implantando não só dentro do Sistema mas também preconizando que as entidades profissionais e as empresas também adotem essa norma”, avalia. A gerente de relações institucionais e programas estratégicos do CREA-RJ Landijara Duarte prestigiou o evento. “Hoje nós somos 20% mas nós estamos trabalhando não só para ser um número, mas acima de tudo um número considerado e respeitado dentro das suas particularidades. Como gerente dos programas institucionais a gente esttá aqui para fazer com que esses programas, tanto o Crea Júnior, quanto o Progredir, o ESG e o Programa Mulher possam estar conversando entre si e trazendo para dentro do CREA a realidade unilateral. A gente conversando com a sociedade de forma que ela compreenda a importância de cada um desses programas trazendo de retorno para sociedade a importância de cada um”. Foram apresentadas duas palestras. A primeira foi “A Evolução dos Direitos das Mulheres”, ministrada pela advogada Alessandra Ulrich, vice-diretora da Diretoria das Mulheres da OAB-RJ. “O principal desafio hoje da luta feminina no Brasil é fazer com que a legislação, que é muito rica, muito detalhada, seja colocada em prática. Temos uma legislação avançada, reconhecida internacionalmente, mas que sempre busca evitar a violência. Quando ela já está quase consumada, ou quando está consumada, o que nós precisamos, o grande desafio é aplicar essa legislação. E todo esse entendimento que nós temos, porque temos estatísticas muito sólidas e importantes no país e sendo conhecidos pelo mundo inteiro como um país que defende mulheres, nós ainda somos o quinto país que mais mata mulheres”, lamenta Alessandra. A palestra “Bem-Estar Sem Moldes – O direito de Ser Quem Somos” foi apresentada pela engenheira Priscilla Carvalhinha, CEO da Ser Lótus. “Nós mulheres já temos muitas habilidades e basta a gente confiar naquilo que a gente já tem para que a gente possa ocupar os nossos lugares com mais autenticidade e sermos mais protagonistas e estarmos mais presentes no dia a dia e nos lugares de decisão”. Ao final do evento foi feito um sorteio com distribuição de brindes. Foi uma manhã de muita troca de informações e conhecimento.
Parabéns ao município de Rio das Flores, por seus 135 anos!
O desbravamento da região de Rio das Flores efetuou-se com as correntes de faiscadores que utilizavam o rio Paraíba como via de acesso às Minas Gerais. Registra-se, desse modo, o conhecimento de seu território desde a segunda metade do século XVII. A colonização efetiva, no entanto, realizou-se durante o século XIX, por conta da expansão agrícola, destacando-se o café como principal produto. A procura de terras férteis para o plantio de café levou os primeiros grupos de colonizadores a alcançarem a área do município. A atual sede nasceu em torno da fazenda Cachoeira do Bom Sucesso, depois denominada Santa Thereza. Esta fazenda era parada obrigatória para os viajantes que transitavam entre a vila de Valença e o porto das Flores, na divisa com Minas, e para quem vinha de Paty de Ubá (atual Andrade Pinto). O núcleo inicial constituiu-se em torno da pequena capela dedicada a Santa Tereza. Inicialmente subordinado a Valença, esse núcleo, em virtude do aumento demográfico, foi elevado à categoria de freguesia no ano de 1855. Apesar do declínio da economia cafeeira, a freguesia de Santa Tereza conseguiu autonomia em 1890, quando foi promovida à categoria de vila e sede do novo município de Santa Tereza, dada através do Decreto nº 62, de 17 de março daquele ano, com instalação em 22 de abril. Embora de pequeno porte, a localidade era suficientemente importante para justificar a extensão do ramal ferroviário de Valença até sua sede, que se constituiu em centro secundário articulado àquele município, funcionando como prestador de serviços às áreas rurais circundantes. A categoria de cidade só foi atribuída em 1929, com a edição da Lei Estadual nº 2.335, de 27 de dezembro. Em 1943, por meio do Decreto Estadual nº 1.056, o município passou a se denominar Rio das Flores. Ao longo do século XX, as lavouras de café foram substituídas por pastagens e a economia municipal passou por período de estagnação. Em um primeiro momento, a cidade refletiu a atrofia econômica afetada pelo êxodo rural. Embora a maioria daqueles que abandonaram a agricultura tenha se dirigido para centros próximos de economia mais dinâmica, como Valença e Três Rios, uma parcela procurou se fixar na sede municipal, ou mesmo nas sedes distritais. Assim, enquanto parte da população abandonou a cidade em busca de melhores oportunidades, os vazios foram sendo preenchidos pelos que provinham das zonas rurais. Atualmente, o município tem economia essencialmente voltada para atividades agrícolas e pecuárias. Por volta de 1995, começou a ser descoberto o turismo como nova vocação para sua sustentabilidade econômica, com o café e sua história embasando essa nova atividade, atraindo turistas para Rio das Flores. O Crea-RJ parabeniza Rio das Flores por seus 135 anos, celebrando todos os profissionais do Sistema Confea/Crea que atuam no município, trabalhando pelo desenvolvimento da região! Fonte: TCE/RJ – Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro