
A engenharia ferroviária está relacionada à área de transportes com foco em linhas férreas e de metrô. Os profissionais da área atuam principalmente nos processos de projeto mecânico/elétrico, operação e manutenção de sistemas ferroviários e metroviários, mas podem atuar também em atividades relacionadas à dinâmica ferroviária e metroviária, preparo de materiais para sistemas de transporte veiculares ferroviários e metroviários, adequação da sinalização e operação viária, e a legislação e gestão de empreendimentos metroferroviários.
O mercado de trabalho para esses profissionais ainda permite que exerçam tarefas nas áreas interdisciplinares da Engenharia, como elétrica, logística e infraestrutura, materiais, mecânica e mecatrônica, metalúrgica, produção e transporte.
O setor ferroviário e metroviário vem recebendo investimentos para a expansão de sua malha – fato que tem contribuído para a ascensão da profissão. As demandas pelo crescimento de vias ferroviárias e metroferroviárias sustentáveis, desenvolvimento da indústria ferroviária e a criação de uma mobilidade urbana mais eficaz são os principais fatores que têm fomentado a área.
Nos últimos anos, muitas empresas desse ramo estão se instalando no Brasil, com o objetivo de instaurar no país modernos projetos, que incluem a implantação de novas tecnologias e soluções que o setor necessita.
Grandes empresas que atuam na área de ferrovias e uma série de empresas e operadoras metroviárias que operam transporte de passageiros estão constantemente em busca de profissionais qualificados. Além das gigantes empresas do setor, existem várias outras com longa atuação na área que tem o papel de fabricantes e prestadores de serviço.
171 anos de Ferrovias no Brasil
O Dia do(a) Ferroviário(a) é comemorado em 30 de abril. A escolha da data está ligada a um importante momento histórico brasileiro. Na mesma data, em 1854, a locomotiva “Baroneza” inaugurou a primeira ferrovia brasileira, ligando Guia de Pacobaíba, em Porto Mauá, a Fragoso, em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A viagem inaugural, que teve um percurso de 14,5 km e contou com a presença do Imperador Dom Pedro II, representou o início de uma jornada que ajudaria a moldar o Brasil.
Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, idealizou uma linha férrea que, inicialmente, transportaria a Família Imperial ao clima ameno de Petrópolis. A malha ferroviária rapidamente se expandiu, principalmente no Sudeste, para facilitar o escoamento da produção cafeeira da Região Serrana fluminense para o Porto do Rio, impulsionando a urbanização e a integração das regiões produtoras.
A construção da Estrada de Ferro Mauá enfrentou diversos desafios, desde a importação de materiais e locomotivas da Inglaterra até a necessidade de escavação de túneis e construção de pontes em terrenos acidentados da Serra dos Órgãos. Para financiar a obra, Mauá utilizou recursos próprios e contraiu empréstimos com bancos ingleses. A mão de obra era composta por cerca de 2 mil trabalhadores, divididos entre escravos, libertos e imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. As condições de trabalho eram precárias, com longas jornadas e altos índices de acidentes.
A ferrovia foi construída com tecnologia de ponta para a época, utilizando trilhos de bitola larga (1,676m) e locomotivas a vapor importadas inglesas. A linha férrea contava com 14,5 km de extensão, incluindo 4 túneis e 17 pontes, algumas com estruturas metálicas inovadoras para a época.
Na celebração dos 171 anos, o Crea-RJ parabeniza todos os(as) Ferroviários(as) que, ao longo da história, contribuíram para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil. Que esse possa ser um momento de reflexão sobre a importância de valorizar e incentivar investimentos nesse significativo meio de transporte para o progresso e a unificação do país.
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