Conheça o ‘chão da fábrica’ de sonhos para o megashow de Lady Gaga

A segurança que você sente num show está na Engenharia que você não vê. Mais uma vez a fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) atua num megaevento da cidade maravilhosa, sempre em defesa da sociedade. A presença dos fiscais hoje em Copacabana contribuiu para que haja mais segurança na realização do show de Lady Gaga, a popstar, mother monster, o que seja, que deve levar 1,6 milhão de corpos à praia no próximo sábado, dia 3 de maio. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, destacou a importância da fiscalização do Conselho na realização de um espetáculo com todas as condições de segurança para os trabalhadores e para o público. “O CREA continua ativo através da sua comissão de fiscalização de megaeventos neste grande show que vai ser realizado na praia de Copacabana, da artista Lady Gaga, e que pretende envolver milhões de pessoas. Haverá uma estrutura gigantesca necessária para poder dar condições de segurança para esse grande evento. E o CREA está participando ativamente da fiscalização da montagem de toda a parte prévia ao show, da infraestrutura necessária, fazendo a fiscalização para que tenhamos profissionais devidamente registrados e habilitados fazendo toda essa infraestrutura”, afirmou Fernández. O presidente do CREA-RJ lembra que é importante a atuação dos fiscais antes, durante e depois do evento: “Durante o evento estaremos presentes, também garantindo a participação desses profissionais na operação e depois do evento, no descomissionamento, na questão dos resíduos, no devido encaminhamento desses resíduos para os locais corretos, garantindo também toda a questão ambiental e sustentável de um show dessa proporção. O Rio de Janeiro tem essa vocação, merece ter a atuação da fiscalização do CREA, ajuda na segurança e faz também a garantia de que profissionais devidamente qualificados e habilitados do setor das engenharias estejam trabalhando, levando esse espetáculo para cada um de nós”, enfatizou Miguel Fernández.  Com o principal objetivo de coibir o exercício ilegal da profissão de engenheiro, o CREA enviou dois fiscais e o gerente da fiscalização, Cosme Chiniara, que constataram que está tudo correndo dentro do previsto para a realização do show. “Mais uma vez a fiscalização do CREA-RJ está presente em um grande evento na cidade do Rio de Janeiro. Dessa vez, estamos aplicando o resultado do trabalho sobre megaeventos, com novos parâmetros e uma padronização da fiscalização de grandes eventos em todo o Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de dar toda a segurança ao espetáculo”, observou Chiniara, acompanhado do coordenador da fiscalização, Leonardo Canário, e do fiscal Rodrigo Del Guerso Soares.  Os fiscais do CREA já registraram a presença de dez empresas de engenharia, 18 profissionais das mais diversas especialidades e 29 Anotações de Responsabilidade Técnica (ART), documento que permite a rastreabilidade dos responsáveis por obras e serviços e desse modo facilitar a apuração, no caso de episódios que ofereçam qualquer risco às pessoas. Durante cerca de duas horas, os fiscais percorreram as instalações do palco e dos equipamentos, numa área de 1 mil 300 metros quadrados. No início da tarde desta quarta-feira, dia 30, enquanto fervia o clima entre os fãs paralisados em frente ao Copacabana Palace – à espera que Lady Gaga chegue na janela, para um simples aceno – do outro lado da Avenida Atlântica, era grande o corre-corre no “chão da fábrica” de sonhos da plataforma Todo Mundo no Rio, criada pela empresa Bonus Track para realizar megaeventos na cidade. A plataforma tem o compromisso de reverter em legado e impacto positivo todas as intervenções da indústria criativa carioca. Só esse show da Lady Gaga deve gerar um impacto econômico de cerca de R$ 600 milhões para a cidade.  No “canteiro de obras” de Gaga, estava todo mundo vestido a caráter com EPI (Equipamentos de Proteção Individual), capacetes de várias cores, botas e botinas de todos os tipos, os 3.800 trabalhadores suam para montar uma das maiores estruturas vistas em shows na Praia de Copacabana: cerca de cem toneladas de equipamentos para um palco de 1 mil 260 metros quadrados e 24 metros de altura (o equivalente a um prédio de seis andares), um mega painel de led de última geração (todos juntos formam área total de 806 metros quadrados). Ao longo da praia, até a Avenida Princesa Isabel, estarão 16 torres de delay, cada uma com um telão de nove metros de altura por cinco metros de largura para transmissão de som e imagem. Cerca de cem quilômetros de cabos vão levar a energia para oferecer um som de quase 4 mil KVA de potência. Vai abalar a princesinha do mar.

Uma noite de glória para a Engenharia Nacional

Na noite de 29 de abril, no auditório do Instituto Militar de Engenharia (IME), uma plateia formada por civis e militares assistiu a mais um capítulo da história da Academia Nacional de Engenharia (ANE): a posse de três novos membros, na Praia Vermelha, na Urca. Com menos de 35 anos – fundada em 1991 – a entidade foi criada para contribuir com o desenvolvimento do país, da Engenharia e da preservação da memória da Engenharia Nacional. Os novos membros são o engenheiro eletricista e general de divisão Juraci Ferreira Gonçalves, comandante e reitor do IME; o engenheiro civil Lourenço Justiniano Naotake Baba, especialista na construção de barragens; e o engenheiro metalúrgico José Martins Godoy, presidente do Conselho Curador da FDG – Fundação de Desenvolvimento Gerencial, que foi representado pelo filho Rodrigo Coelho de Godoy. Ao participar da solenidade de posse dos novos membros da ANE, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández, anunciou que vai promover a cooperação com a entidade: “A Academia Nacional de Engenharia é uma entidade que exerce um papel importantíssimo na defesa e na valorização da nossa profissão. Ela representa a excelência de nossa engenharia, construiu e constroi a história da nossa profissão. A ANE pode contar com o CREA para avançar nas discussões temáticas e também no patrocínio de suas atividades”, afirmou Fernández, que foi saudado pelo presidente da ANE, engenheiro Mário Menel.  Em seu discurso, Menel afirmou que a ANE tem sido bem-sucedida na defesa de posicionamentos como a proposta de um plano nacional do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) para que não se repitam tragédias como a da queda da ponte Juscelino Kubitschek – que resultou em 13 mortes e quatro desaparecidos, em janeiro – e a redução da  tarifa de repasse da Usina Hidrelétrica de Itaipu. “O país tem hoje pelo menos 150 pontes em estado crítico e defendemos um plano nacional para que não se repita a tragédia da ponte Juscelino, na divisa de Tocantins com Maranhão. Temos conseguido chamar a atenção para nossos alertas”, afirmou Menel, presidente da entidade que tem conseguido inclusive mobilizar parlamentares na luta pela redução da tarifa de energia elétrica adquirida pelo país da usina de Itaipu. O presidente da ANE destacou que tem sido grande a preocupação da entidade com a crise enfrentada pelo ensino da engenharia no país. O Comitê de Ensino da academia estuda a viabilidade de fazer um grande diagnóstico da situação. Enquanto isso, a ANE tem investido em eventos como o “Desafio” para alunos de mais de cem escolas de engenharia de todo o país, que terá entrega de prêmios em setembro.  A solenidade de posse foi aberta pelo chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Achilles Furlan Neto. Além do presidente do CREA-RJ, compuseram a mesa o general da reserva Enzo Martins Peri, ex-comandante do Exército; o presidente e o vice-presidente da ANE, Mário Menel e Nelson Martins; Edson Watanabe, professor titular do programa de engenharia elétrica da Coppe/UFRJ e representando a Academia Brasileira de Ciências; e o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian, que é membro da ANE. O engenheiro Miguel Fernández y Fernández, pai do presidente do CREA-RJ, é um dos 200 membros da ANE e também participou da solenidade. Eleitos no dia 3 de abril, os novos membros receberam diplomas e o tradicional colar de honra das mãos do presidente Mário Menel. Em seu discurso de posse, o general Juraci Galdino – criado em casa de pau a pique em Malta, no interior do Paraíba e formado em Engenharia Elétrica pela UFPB, em 1990 –, destacou a importância de um ensino público de qualidade para se ampliar o acesso das classes populares à educação.

UFRJ contribui para sustentabilidade ao desenvolver projeto de tratamento de esgoto alternativo

O projeto de uma estação experimental de tratamento ecológico de esgotos baseada em wetlands (zonas úmidas) construídos (WC) está sendo implementada no campus da UFRJ em Macaé. Pântanos, brejos, planícies de alagamento e manguezais são wetlands naturais e a tecnologia se espelha na natureza, para filtragem, retenção da contaminação e purificação de água. Desenvolvido pelo professor de Hidráulica, Hidrologia e Engenharia Portuária e Costeira, Rafael Malheiro da Silva do Amaral Ferreira, do curso de Engenharia Civil, com recursos próprios e participação voluntária dos estudantes para arrecadar recursos e montar o laboratório a céu aberto. Com apoio financeiro, o sistema pode ajudar a cumprir legislação sobre universalização do saneamento até 2033. Um levantamento do Instituto Trata Brasil revelou a falta de infraestrutura que levou em 2024 à internação de mais de 300 mil brasileiros, vítimas de doenças como diarreia, verminoses, infecções de pele e enfermidades transmitidas por mosquitos. A evolução do saneamento básico no país tem sido lenta. O tratamento de esgoto aumentou só 14% em 16 anos, entre 2006 e 2022.  Assim, a partir do monitoramento de dois sanitários instalados no campus, os estudantes e pesquisadores vão analisar o volume das águas residuais geradas, fazer uma avaliação qualitativa do efluente tratado e verificar a eficiência da remoção de poluentes, a qualidade da água tratada e parâmetros quantitativos, como o HRT (tempo de retenção hidráulica) de cada estágio de tratamento. De acordo com Rafael Ferreira, os resultados do estudo, além de contribuírem para o avanço do conhecimento científico em engenharia ecológica, também têm significância prática para comunidades que lutam com desafios de tratamento de esgoto. “A experiência pode ter replicação em outras localidades, distritos, municípios, especialmente no interior do estado do Rio, que ainda não tem atendimento à questão do saneamento”, afirmou. O sistema permite diversas configurações à estação experimental, e a flexibilização abre portas para pesquisas futuras, como sobre a separação de águas negras de águas cinzas; a redundância das duas fossas sépticas e dos dois wetlands, permitindo diferentes combinações entre seus volumes; a possibilidade de alteração do meio de suporte e das espécies vegetais, entre tantas outras alternativas. O experimento visa também demonstrar que existem formas descentralizadas e ecológicas de tratar de águas residuais, que podem ser bastante úteis para implementação em favelas, subúrbios e locais rurais, especialmente com baixa densidade populacional e baixa expectativa de retorno econômico. Fonte: UFRJ

Dia do(a) Ferroviário(a) e dos 171 anos de ferrovias no Brasil

A engenharia ferroviária está relacionada à área de transportes com foco em linhas férreas e de metrô. Os profissionais da área atuam principalmente nos processos de projeto mecânico/elétrico, operação e manutenção de sistemas ferroviários e metroviários, mas podem atuar também em atividades relacionadas à dinâmica ferroviária e metroviária, preparo de materiais para sistemas de transporte veiculares ferroviários e metroviários, adequação da sinalização e operação viária, e a legislação e gestão de empreendimentos metroferroviários.  O mercado de trabalho para esses profissionais ainda permite que exerçam tarefas nas áreas interdisciplinares da Engenharia, como elétrica, logística e infraestrutura, materiais, mecânica e mecatrônica, metalúrgica, produção e transporte. O setor ferroviário e metroviário vem recebendo investimentos para a expansão de sua malha – fato que tem contribuído para a ascensão da profissão. As demandas pelo crescimento de vias ferroviárias e metroferroviárias sustentáveis, desenvolvimento da indústria ferroviária e a criação de uma mobilidade urbana mais eficaz são os principais fatores que têm fomentado a área. Nos últimos anos, muitas empresas desse ramo estão se instalando no Brasil, com o objetivo de instaurar no país modernos projetos, que incluem a implantação de novas tecnologias e soluções que o setor necessita. Grandes empresas que atuam na área de ferrovias e uma série de empresas e operadoras metroviárias que operam transporte de passageiros estão constantemente em busca de profissionais qualificados. Além das gigantes empresas do setor, existem várias outras com longa atuação na área que tem o papel de fabricantes e prestadores de serviço. 171 anos de Ferrovias no Brasil O Dia do(a) Ferroviário(a) é comemorado em 30 de abril. A escolha da data está ligada a um importante momento histórico brasileiro. Na mesma data, em 1854, a locomotiva “Baroneza” inaugurou a primeira ferrovia brasileira, ligando Guia de Pacobaíba, em Porto Mauá, a Fragoso, em Magé, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A viagem inaugural, que teve um percurso de 14,5 km e contou com a presença do Imperador Dom Pedro II, representou o início de uma jornada que ajudaria a moldar o Brasil.  Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, idealizou uma linha férrea que, inicialmente, transportaria a Família Imperial ao clima ameno de Petrópolis. A malha ferroviária rapidamente se expandiu, principalmente no Sudeste, para facilitar o escoamento da produção cafeeira da Região Serrana fluminense para o Porto do Rio, impulsionando a urbanização e a integração das regiões produtoras. A construção da Estrada de Ferro Mauá enfrentou diversos desafios, desde a importação de materiais e locomotivas da Inglaterra até a necessidade de escavação de túneis e construção de pontes em terrenos acidentados da Serra dos Órgãos. Para financiar a obra, Mauá utilizou recursos próprios e contraiu empréstimos com bancos ingleses. A mão de obra era composta por cerca de 2 mil trabalhadores, divididos entre escravos, libertos e imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos. As condições de trabalho eram precárias, com longas jornadas e altos índices de acidentes. A ferrovia foi construída com tecnologia de ponta para a época, utilizando trilhos de bitola larga (1,676m) e locomotivas a vapor importadas inglesas. A linha férrea contava com 14,5 km de extensão, incluindo 4 túneis e 17 pontes, algumas com estruturas metálicas inovadoras para a época. Na celebração dos 171 anos, o Crea-RJ parabeniza todos os(as) Ferroviários(as) que, ao longo da história, contribuíram para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil. Que esse possa ser um momento de reflexão sobre a importância de valorizar e incentivar investimentos nesse significativo meio de transporte para o progresso e a unificação do país. Confira o vídeo!