Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal

No dia 12 de julho, é celebrado o Dia do(a) Engenheiro(a) Florestal, profissão responsável pela exploração sustentável dos recursos florestais para a produção de bens e serviços, além de avaliar e monitorar os ecossistemas, o manejo florestal, assim como o desenvolvimento de pesquisas que envolvem sementes e produtos florestais. As atividades desempenhadas pelos profissionais formados na área foram normatizadas pela Resolução nº 2018/73 de 29 de junho de 1974 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O(a) Engenheiro(a) Florestal utiliza os conhecimentos das ciências exatas, biológicas e sociais, trabalhando também com gestão ambiental, análise de impacto ambiental, tratamento de resíduos, controle de poluição e legislação ambiental, como o recursos hídricos e tecnologias limpas.

A data é uma homenagem a São João Gualberto, santo que morreu em 12 de julho de 1073. Ao longo de sua vida, dedicou-se ao cultivo de bosques florestais durante o século X, sendo assim consagrado pelo Papa Pio XII como Protetor das Florestas. 

Mercado de Trabalho

Após a graduação, que possui uma duração média de quatro a cinco anos e que prepara os alunos para a compreensão dos processos naturais e das tecnologias associadas à área como avaliação e perícias rurais, cartografia e geoprocessamento, dendrometria e inventário, por exemplo, o profissional encontra oportunidades desde ONGs a empresas de base florestal. 

O(a) engenheiro(a) florestal é um profissional que estará cada vez mais em evidência tendo em vista a importância de suas atribuições no contexto ambiental e climático em que vivemos, tal como: a retenção de CO2 da atmosfera na biomassa das árvores remanescentes dos planos de manejo conduzidos pelo(a) engenheiro(a) florestal, bem como nos diversos produtos madeireiros gerados de indústrias que são abastecidas por madeira de plantios florestais conduzidos com o conhecimento técnico deste profissional.

Segundo o Vagas, a média salarial de um(a) engenheiro(a) florestal no Brasil é de R$4.512,00 e inicialmente, o profissional pode começar ganhando R$3.094,00 e, depois ter um salário que pode chegar a  R$6.453,00. 

Áreas de Atuação

Gestão Ambiental: aplica princípios de gestão ambiental e sustentabilidade em projetos florestais e na indústria madeireira, visando a minimizar os impactos ambientais e garantir práticas sustentáveis, aprendendo mais a fundo temas como direito ambiental e manejo de áreas contaminadas; 

Manejo Florestal: nesta área, os(as) engenheiros(as) florestais desenvolvem projetos e ações em parques, reservas e hortos florestais. Podem atuar na administração desses locais ou em atividades de exploração sustentável e recuperação de áreas degradadas;

Silvicultura: sendo uma área mais ampla, a silvicultura é o conjunto de práticas e conhecimentos que visam o cultivo, manejo e conservação de florestas, com objetivo de produzir madeira, celulose e outros produtos florestais sustentáveis. Assim, com a Engenharia Florestal, envolve o manejo sustentável de florestas para a produção de madeira, conservação da biodiversidade, e outros produtos florestais, visando a eficiência dos processos produtivos em projetos de implantação e gestão de ferramentas;

Tecnologia de produtos florestais: voltada para a promoção sustentável dos produtos florestais, esse profissional pode trabalhar diretamente no desenvolvimento de novas tecnologias com essa finalidade. Assim, as pesquisas e testes de novas tecnologias buscam um melhor aproveitamento, extração e industrialização dos produtos florestais;

Setor público: podem atuar em prefeituras, agências de defesa agropecuária, fundações ambientais, por exemplo, sendo que as atividades desenvolvidas variam de acordo com a função e o órgão. Na parte de fiscalização, os(as) engenheiros(as) florestais supervisionam empresas que utilizam produtos de origem florestal, como as termelétricas, siderúrgicas e indústrias de cosméticos;

Setor corporativo: neste setor, o(a) engenheiro(a) florestal também executa e fiscaliza os serviços técnicos, assim como mensurar, padronizar e ter um controle de qualidade das atividades desenvolvidas.

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